{"id":370438,"date":"2025-04-18T19:10:04","date_gmt":"2025-04-18T18:10:04","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=370438"},"modified":"2025-04-18T19:10:04","modified_gmt":"2025-04-18T18:10:04","slug":"homilia-de-sexta-feira-santa-do-bispo-de-viseu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-sexta-feira-santa-do-bispo-de-viseu\/","title":{"rendered":"Homilia de Sexta-feira Santa do bispo de Viseu"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_370433\" aria-describedby=\"caption-attachment-370433\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Viseu_D.-Antonio-Luciano_Sexta-feira-Santa_Foto-Diocese-de-Viseu-3.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-370433 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Viseu_D.-Antonio-Luciano_Sexta-feira-Santa_Foto-Diocese-de-Viseu-3-1024x771.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"771\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Viseu_D.-Antonio-Luciano_Sexta-feira-Santa_Foto-Diocese-de-Viseu-3-1024x771.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Viseu_D.-Antonio-Luciano_Sexta-feira-Santa_Foto-Diocese-de-Viseu-3-345x260.jpg 345w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Viseu_D.-Antonio-Luciano_Sexta-feira-Santa_Foto-Diocese-de-Viseu-3-768x578.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Viseu_D.-Antonio-Luciano_Sexta-feira-Santa_Foto-Diocese-de-Viseu-3-1536x1157.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Viseu_D.-Antonio-Luciano_Sexta-feira-Santa_Foto-Diocese-de-Viseu-3.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-370433\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Diocese de Viseu<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">A Cruz e o Crucificado \u2013 A Morte de Jesus<br \/>\nJesus deu a vida para nos salvar! Vinde adoremos.<\/p>\n<p>A Cruz de Jesus tornou-se o lugar do an\u00fancio solene do Evangelho da vida nova e da esperan\u00e7a, que n\u00e3o morre.<\/p>\n<p>Dar a vida pelos amigos atrav\u00e9s da condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte, do sofrimento da paix\u00e3o e da Morte na Cruz. Dar a vida pelo irm\u00e3o \u00e9 o maior gesto, que algu\u00e9m pode dar por amor ao outro.<\/p>\n<p>Imolou-se no altar da cruz e agora continua na Igreja a imolar-se na mesa do altar do sacrif\u00edcio eucar\u00edstico, onde Jesus se oferece de novo ao Pai por n\u00f3s,\u00a0 e, por toda a\u00a0 humanidade.<\/p>\n<p>Em comunh\u00e3o com os doentes, os pobres, os condenados \u00e0 morte inocentes, os marginalizados, os exclu\u00eddos da sociedade, os crist\u00e3os perseguidos, que morrem v\u00edtimas de viol\u00eancia e de guerras destruidoras. Como crist\u00e3os continuamos a atualizar a morte de Cristo dizendo: \u201cCompleto na minha carne, o que falta \u00e0 Paix\u00e3o de Cristo, em favor do Seu Corpo que \u00e9 a Igreja\u201d.<\/p>\n<p>Contemplando o Servo sofredor de Isa\u00edas \u201cvamos cheios de confian\u00e7a ao trono da gra\u00e7a, a fim de alcan\u00e7armos miseric\u00f3rdia e obtermos a gra\u00e7a de um aux\u00edlio oportuno\u201d (cf. Hb 4,14-16).<\/p>\n<p>A Cruz levantada com o Crucificado, tornou-se a \u00e1rvore da vida e da esperan\u00e7a para toda a humanidade. Afirma o Papa Francisco na Enc\u00edclica DILEXIT NOS (Amou-nos): \u201cA medita\u00e7\u00e3o da entrega de Cristo na Cruz \u00e9, para a piedade dos fi\u00e9is, algo mais do que uma simples recorda\u00e7\u00e3o\u201d (n\u00ba 154).<\/p>\n<p>Vamos rezar as palavras de Jesus na Cruz, para o adorarmos e o anunciar ao mundo de hoje:<\/p>\n<p><strong>\u201cPerdoa-lhes, porque n\u00e3o sabem o que fazem\u201d (Lc 23,34).<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a 1\u00aa palavra de Cristo na cruz. Perdoar, acolher e dar o perd\u00e3o\u2026 \u00c9 uma ora\u00e7\u00e3o ao Pai por n\u00f3s. S\u00e3o palavras para o Pai, mas tamb\u00e9m s\u00e3o para n\u00f3s.<\/p>\n<p>N\u00e3o perdoar \u00e9 n\u00e3o acreditar no ser humano e em Deus. Jesus \u00e9 o primeiro a reagir. Jesus no sofrimento n\u00e3o perde a sua identidade de filho e de vincula\u00e7\u00e3o ao Pai. Na crucifix\u00e3o n\u00e3o se desvincula do Pai, nem de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Para o crist\u00e3o \u00e9 decisivo compreender o ato do perd\u00e3o, para compreender a Escritura. \u00c9 preciso levar a Escritura a pleno cumprimento.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 em causa com o perd\u00e3o \u00e9 uma atitude interior e exterior. O perd\u00e3o tem a ver com o passado e com o futuro.<\/p>\n<p>Segundo Lucas, \u201cQuando chegaram ao lugar chamado Calv\u00e1rio, crucificaram-n`O a Ele e aos malfeitores; um \u00e0 direita e outro \u00e0 esquerda. Jesus dizia: \u201cPerdoa-lhes, Pai, porque n\u00e3o sabem o que fazem.\u201d<\/p>\n<p>Tinha acorrido uma multid\u00e3o para ver o espet\u00e1culo, daquele que sofria o supl\u00edcio da Cruz.<\/p>\n<p>\u201c<strong>Em verdade te digo: hoje estar\u00e1s comigo no Para\u00edso\u201d (Lc 23,43).<\/strong><\/p>\n<p>Esta \u00e9 a grande promessa que todos esperamos ouvir como \u201cPeregrinos de Esperan\u00e7a\u201d. Estar\u00e1s comigo no C\u00e9u!<\/p>\n<p>Contemplar o Para\u00edso, acreditar na Vida Eterna, eis o fundamental da f\u00e9 crist\u00e3 no seguimento de Jesus. A nossa P\u00e1tria est\u00e1 nos C\u00e9us de onde nos espera Nosso Senhor Jesus Cristo. \u201cO Corpo de Cristo na Cruz permaneceu inteiro nas m\u00e3os dos carrascos, mas o corpo da Igreja \u00e9 dilacerado nas m\u00e3os dos crist\u00e3os\u201d (Santo Agostinho).<\/p>\n<p><strong>\u201cMulher eis a\u00ed o Teu Filho! Eis a tua M\u00e3e!\u201d (Jo 19, 26-27).<\/strong><\/p>\n<p>Junto \u00e0 cruz de Jesus estavam, de p\u00e9, a sua m\u00e3e e a irm\u00e3 de sua\u00a0 m\u00e3e, Maria, a mulher de Cl\u00e9ofas e Maria Madalena.<\/p>\n<p>O di\u00e1logo fecundo entre Jesus e Maria deve ser uma profecia de esperan\u00e7a para a Igreja, que no sil\u00eancio fecundo, guarda a palavra de Deus no cora\u00e7\u00e3o e a p\u00f5e em pr\u00e1tica, na escuta, na proximidade e no di\u00e1logo com todos\u00a0 os crentes em caminho sinodal.<\/p>\n<p>\u201cEis a tua M\u00e3e\u201d. Esta \u00e9 a miss\u00e3o de Maria, por isso dizia o Papa Francisco em F\u00e1tima: \u201cTemos M\u00e3e!\u201d Rezemos pelo sofrimento de muitas m\u00e3es e pelos filhos, que s\u00e3o \u00f3rf\u00e3os e vivem sozinhos e abandonados.<\/p>\n<p><strong>\u201cMeu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?\u201d Mc 15,34).<\/strong><\/p>\n<p>Jesus rezava o salmo 22. No seu grito Jesus\u00a0 experimenta a solid\u00e3o e \u00e9 solid\u00e1rio com todos aqueles que sentem o abandono de Deus, ou se se sentem abandonados pelos irm\u00e3os. Esse grito n\u00e3o foi s\u00f3 teu, tamb\u00e9m \u00e9 nosso da humanidade sofredora, em espa\u00e7os de guerra, de viol\u00eancia, de persegui\u00e7\u00e3o e de exterm\u00ednio da pessoa humana.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m a ora\u00e7\u00e3o de tantos pobres, doentes, refugiados, migrantes e marginalizados da sociedade.<\/p>\n<p>A pior experi\u00eancia na vida \u00e9 o abandono\u2026<\/p>\n<p><strong>\u201cTenho sede!\u201d (Jo 19,18).<\/strong><\/p>\n<p>Sede do amor de Deus\u2026 De ti, de mim, de toda a humanidade, de salvar almas.<\/p>\n<p>Diante das securas da vida n\u00e3o tenhamos medo de continuar a procurar Deus. \u201cSenhor sois o meu Deus, desde a aurora vos procuro\u201d.<\/p>\n<p>Quero procurar Jesus, para o encontrar em toda a minha vida.<\/p>\n<p><strong>\u201cTudo, est\u00e1 consumado!\u201d (Jo 19,30).<\/strong><\/p>\n<p>Nada nem ningu\u00e9m est\u00e1 fora do projeto de Cristo e da Sua Cruz. \u201cEnsopando no vinagre uma esponja fixada num ramo de hissope, chegaram-lha \u00e0 boca\u201d.<\/p>\n<p>Chegou a hora de Jesus ser levantado na cruz e num momento extremo de sofrimento, entregar a sua vida ao Pai pela salva\u00e7\u00e3o da humanidade. O Servo sofredor aceita o mart\u00edrio por n\u00f3s, d\u00e1 a vida por n\u00f3s, para fazer a vontade do Pai. N\u00e3o foi a saborear mel, mas vinagre que se consumou o seu amor. \u201cNingu\u00e9m tem maior amor do que aquele que d\u00e1 vida pelos seus amigos\u201d (Jo 15,13).<\/p>\n<p><strong>\u201cPai, nas tuas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito.\u201d (Lc 23,46).<\/strong><\/p>\n<p>Chegou a hora de Jesus dar a vida. Eu venci o mundo!<\/p>\n<p>\u201cO Sol tinha-se eclipsado e o v\u00e9u do Templo rasgou-se ao meio. Dando um forte grito, Jesus exclamou: Pai, nas tuas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito\u201d. A morte n\u00e3o \u00e9 o fim, o abismo, a escurid\u00e3o, a morte \u00e9 a porta que se abre para a vida e bem-aventuran\u00e7a eterna.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m chore, ningu\u00e9m fa\u00e7a pranto, mas fa\u00e7a sil\u00eancio e reze com gratid\u00e3o. O amor, com amor se paga\u2026 Cristo morreu por mim, por ti, por toda a humanidade. A morte \u00e9 agora o rega\u00e7o da M\u00e3e, as m\u00e3os do Pai.<\/p>\n<p>Depois da morte passavam por baixo da cruz e batiam no peito, como a reconhecer que a culpa est\u00e1 em n\u00f3s. O perd\u00e3o \u00e9 a palavra chave, que se ouve mais ao longo da Escritura. Sofrer, amar e servir\u2026Aceitar os outros e receber o perd\u00e3o\u2026Rezemos pelas inten\u00e7\u00f5es da Igreja, do mundo e dos povos, principalmente pelo fim da guerra na Terra Santa e no mundo. Adoremos Jesus na Cruz e partilhemos as nossas esmolas para ajudar os lugares Santos e os irm\u00e3os da Terra Santa.<\/p>\n<p>Acompanhemos os passos da Paix\u00e3o, Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo e digamos: Jesus crucificado, volta o teu olhar de ternura para n\u00f3s; descansa a tua m\u00e3o firme sobre a nossa cabe\u00e7a; sussurra aos nossos ouvidos a tua Palavra pascal: \u201cEu estou sempre convosco at\u00e9 ao fim dos tempos\u201d (Mt 28,20). Com a Senhora das Dores, S\u00e3o Jo\u00e3o, as Santas Mulheres e os disc\u00edpulos que o acompanharam \u00e0 sepultura digamos: \u201dPela vossa Santa Cruz redimistes o mundo.\u201c \u00c1men! \u00c1men! \u00c1men!.<\/p>\n<p>Sexta-feira Santa, 18 de abril de 2025<br \/>\n+ Ant\u00f3nio Luciano, Bispo de Viseu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":370430,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[184],"class_list":["post-370438","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-viseu"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370438","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=370438"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370438\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/370430"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=370438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=370438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=370438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}