{"id":370416,"date":"2025-04-18T18:52:46","date_gmt":"2025-04-18T17:52:46","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=370416"},"modified":"2025-04-18T19:11:20","modified_gmt":"2025-04-18T18:11:20","slug":"homilia-do-bispo-da-guarda-na-paixao-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-da-guarda-na-paixao-do-senhor\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo da Guarda na Paix\u00e3o do Senhor"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_370426\" aria-describedby=\"caption-attachment-370426\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Celebracao-da-Paixao-Guarda.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-370426 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Celebracao-da-Paixao-Guarda-1024x683.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Celebracao-da-Paixao-Guarda-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Celebracao-da-Paixao-Guarda-390x260.jpeg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Celebracao-da-Paixao-Guarda-768x512.jpeg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Celebracao-da-Paixao-Guarda-391x260.jpeg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Celebracao-da-Paixao-Guarda-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Celebracao-da-Paixao-Guarda.jpeg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-370426\" class=\"wp-caption-text\">Foto Jornal a Guarda<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00abAssim se cumpriam as palavras que Ele tinha dito: \u201cdaqueles que Me deste n\u00e3o perdi nenhum\u201d.\u00bb<\/p>\n<p>Logo no in\u00edcio do relato da Paix\u00e3o por S\u00e3o Jo\u00e3o, esta pode ser uma chave de leitura para o mist\u00e9rio que estamos a celebrar e adorar: Jesus entrega-se \u00e0 Paix\u00e3o e \u00e0 morte para que nenhum se perca; nem um homem ou mulher fiquem sem acesso \u00e0 salva\u00e7\u00e3o, \u00e0 vida em Deus.<\/p>\n<p>Se Jesus claramente assume esta realiza\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o \u00e9 porque o risco de que algu\u00e9m se perdesse era real. Jesus tinha-o dito na sua ora\u00e7\u00e3o sacerdotal, por isso sabemos que n\u00e3o se estava a referir apenas ao risco de os seus sofrerem a mesma tortura e morte que Ele ia sofrer. Referia-se ao risco da perdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Jesus n\u00e3o quer que ningu\u00e9m se perca. Mas ent\u00e3o, porque \u00e9 que algu\u00e9m se pode perder? Os textos que escut\u00e1mos indicam algumas possibilidades. Vejamos, pois, algumas delas:<\/p>\n<p>1\u00ba.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A procura a todo o custo em levar por diante uma vis\u00e3o de sociedade e de bem que se foi construindo ao longo da vida, mesmo desrespeitando as fronteiras do razo\u00e1vel e at\u00e9 do respeito pela dignidade do outro. Judas recorre \u00e0 for\u00e7a de soldados e aproveita-se do conhecimento \u00edntimo dos h\u00e1bitos de reuni\u00e3o de Jesus para Lhe impor o seu projecto de reino messi\u00e2nico. A imposi\u00e7\u00e3o a Deus das nossas vis\u00f5es de Bem, de Reino, de Salva\u00e7\u00e3o, de Messias, \u00e9 caminho que nos perde. No limite, chegamos a construir um Jesus ou um Deus \u00e0 nossa maneira e adoramos uma falsa divindade que acaba por nos cegar. \u00c9 preciso curar essa cegueira. \u00c9 preciso abrir outro caminho.<\/p>\n<p>2\u00ba. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A prefer\u00eancia pela auto-preserva\u00e7\u00e3o quando a vontade de Deus pede a entrega pelo outro. Jesus repreende o gesto violento de Pedro e cura a orelha de Malco, indicando claramente o caminho: \u00abMete a tua espada na bainha. N\u00e3o hei-de beber o c\u00e1lice que meu Pai me deu?\u00bb A iniciativa violenta \u00e9 caminho contr\u00e1rio \u00e0 vontade de Deus, \u00e9 caminho que nos perde. Condena-nos \u00e0 espiral de viol\u00eancia e ao horizonte de autogarantia que sempre, mais cedo ou mais tarde, se mostrar\u00e1 incapaz e infrut\u00edfero. Pelo caminho, deixa um rasto de feridas e mortes. \u00c9 preciso quebrar essa espiral. \u00c9 preciso abrir outro caminho.<\/p>\n<p>3\u00ba.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A pretens\u00e3o de ser dono da vida de outros e de exercer autoridade quanto ao t\u00e9rmino da vida de algu\u00e9m, decidindo quais as vidas que devem ser defendidas e quais as que podem ser eliminadas. \u00c0s vezes at\u00e9 reduzindo algu\u00e9m a motivo conveniente para servir determinada causa, como defendia Caif\u00e1s: \u00abconv\u00e9m que morra um s\u00f3 homem pelo povo\u00bb. Sejam as causas de ent\u00e3o, sejam as causas de hoje. A instrumentaliza\u00e7\u00e3o da pessoa despojando-a da sua dignidade inviol\u00e1vel e sagrada \u00e9 caminho que nos perde. Aprisiona-nos numa vis\u00e3o utilitarista e alimenta uma cultura de explora\u00e7\u00e3o, de abuso e de descarte. \u00c9 preciso quebrar essa cadeia. \u00c9 preciso abrir outro caminho.<\/p>\n<p>4\u00ba.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A ilus\u00e3o de que a verdade \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o circunstancial, relativa, produto sociocultural transit\u00f3rio, sem qualquer dimens\u00e3o transcendente que nos convoque a uma procura humilde. A ponto de, mesmo quando Jesus se apresenta como Aquele que nasceu e veio ao mundo \u00aba fim de dar testemunho da verdade\u00bb, Pilatos apenas consegue duvidar de que seja poss\u00edvel pensar a verdade; e acaba por ficar ref\u00e9m das circunst\u00e2ncias e condenar Jesus, mesmo convicto da sua inoc\u00eancia. A subjectiviza\u00e7\u00e3o absoluta da verdade \u00e9 caminho que nos perde. Enreda-nos na incerteza que se encolhe diante das pretensas verdades do momento. \u00c9 preciso tornar-se peregrino da Verdade. \u00c9 preciso abrir outro caminho.<\/p>\n<p>5\u00ba.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A ang\u00fastia provocada pelo sofrimento que conduz ao desespero e \u00e0 ilus\u00e3o de que \u00e9 poss\u00edvel um mundo alternativo sem a finitude e a contradi\u00e7\u00e3o do mal. Que chega a p\u00f4r em causa a exist\u00eancia de Deus: como se para Deus existir fosse necess\u00e1rio que aqueles que amamos n\u00e3o adoecessem gravemente nem morressem, que os mais novos n\u00e3o estivessem sujeitos a acidentes e doen\u00e7as mortais, que ningu\u00e9m sofresse como consequ\u00eancia de causas naturais ou do mal praticado por pessoas e sociedades. A ideia menos amadurecida, \u00e0s vezes m\u00e1gica, acerca de Deus \u00e9 caminho que nos perde. Rouba-nos a esperan\u00e7a que nasce da certeza de que o Senhor \u00e9 bom, o Senhor est\u00e1 pr\u00f3ximo e sempre abre um caminho de sa\u00edda e salva\u00e7\u00e3o sem nos alienar da realidade. \u00c9 preciso abrir-se humildemente aos modos de presen\u00e7a e actua\u00e7\u00e3o de Deus. \u00c9 preciso experimentar como a fidelidade obediente [mesmo] no sofrimento \u00e9 a nossa justifica\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso abrir outro caminho.<\/p>\n<p>Mas se estas s\u00e3o possibilidades de perdi\u00e7\u00e3o, como \u00e9 que Jesus nos salva?<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, Jesus abra\u00e7a-nos na nossa condi\u00e7\u00e3o e situa\u00e7\u00f5es. Jesus irmana-se connosco, n\u00e3o s\u00f3 para ser nosso companheiro, mas para suportar as nossas enfermidades e tomar sobre Si as nossa dores; para fazer cair sobre Si o peso que nos condenava e tornar-nos poss\u00edvel caminhar adiante. Ele tomou sobre Si as culpas das multid\u00f5es e intercedeu pelos pecadores. Ao contr\u00e1rio do que muitos hoje pensam, adorar o Crucificado n\u00e3o \u00e9 impor um peso de culpa sobre ningu\u00e9m, mas apontar uma rela\u00e7\u00e3o que nos ensina a ser libertados das culpas sem ter de se subjugar a elas, nem neg\u00e1-las, fugir-lhes ou fingir que n\u00e3o existem.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, Jesus inaugura uma possibilidade nova: oferece rela\u00e7\u00e3o, n\u00e3o aos impec\u00e1veis mas aos redimidos, n\u00e3o aos imaculados mas aos perdoados. A Cruz de Jesus \u00e9 o caminho por onde vamos confiantes ao trono da Gra\u00e7a a fim de alcan\u00e7armos miseric\u00f3rdia. Por isso a adoramos. N\u00f3s n\u00e3o somos masoquistas: n\u00e3o adoramos uma cruz qualquer. As cruzes sem Cristo esmagam, ferem, s\u00e3o abomin\u00e1veis. N\u00f3s apenas adoramos a Cruz redentora, aquela onde o Amor sem limites nem desist\u00eancia abre rela\u00e7\u00e3o nova onde j\u00e1 ningu\u00e9m acreditava ser poss\u00edvel faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Em terceiro lugar, Jesus (que como escut\u00e1mos na celebra\u00e7\u00e3o da manh\u00e3 de ontem se apresentava ungido pelo Esp\u00edrito) entrega o seu Esp\u00edrito nas m\u00e3os do Pai depois de ter entregado aos disc\u00edpulos a sua M\u00e3e. Trespassado pela lan\u00e7a do soldado, jorra do seu lado sangue e \u00e1gua, fonte dos sacramentos dos quais nasceu a Igreja nossa M\u00e3e. Deste modo, na sua Paix\u00e3o Jesus inaugura o processo de nascimento da Igreja, que se completar\u00e1 no Pentecostes com a descida do Esp\u00edrito para a miss\u00e3o. Na Igreja, Ele permanece como fundamento, cabe\u00e7a e presen\u00e7a. A Igreja n\u00e3o \u00e9 uma mera associa\u00e7\u00e3o dos amigos de Jesus. \u00c9 antes o lugar e o instrumento escolhido para que o Esp\u00edrito estenda no tempo e no espa\u00e7o, a todos, a salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Daqui a momentos, vai-nos ser trazida a Cruz de Jesus para que a adoremos. Depois desta celebra\u00e7\u00e3o, ela permanecer\u00e1 exposta diante de n\u00f3s at\u00e9 \u00e0 Vig\u00edlia Pascal na noite de amanh\u00e3, recebendo os mesmos gestos de venera\u00e7\u00e3o que durante todo o ano dirigimos \u00e0 presen\u00e7a eucar\u00edstica do Senhor, depositada no sacr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ao realizar os gestos de adora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o privatizemos esse momento. Fa\u00e7amo-lo com un\u00e7\u00e3o e devo\u00e7\u00e3o. Mas fa\u00e7amo-lo como Igreja, o \u00absinal, e o instrumento da \u00edntima uni\u00e3o com Deus e da unidade de todo o g\u00e9nero humano\u00bb (LG 1). Renovemos a nossa ades\u00e3o a Jesus e, diante da prova maior do seu amor por n\u00f3s, ofere\u00e7amo-nos a Ele como instrumentos escolhidos para estender \u00e0 nossa volta os frutos da Paix\u00e3o de Cristo. E unamo-nos a todos, e especialmente aos que sofrem, esses em quem Jesus continua a ser rejeitado e crucificado.<\/p>\n<p>Tenho presentes todas as v\u00edtimas da prepot\u00eancia e da injusti\u00e7a, da fome e da guerra, das tiranias e da explora\u00e7\u00e3o, das desigualdades de oportunidades e das ideologias sem humanismo, das viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos e das persegui\u00e7\u00f5es religiosas. Nesta Sexta-feira Santa, trago ao cora\u00e7\u00e3o de forma ainda mais viva todos os que sofrem os efeitos do terrorismo e da guerra na Terra onde Jesus viveu toda a sua vida e os acontecimentos da Paix\u00e3o. E tamb\u00e9m as comunidades crist\u00e3s da Terra Santa que a muito custo mant\u00eam a\u00ed presente a Igreja de Jesus e cuidam dos Lugares Santos. Na oferta que daqui a pouco recolheremos em seu favor, esse gesto de partilha possa ser express\u00e3o da nossa adora\u00e7\u00e3o e gratid\u00e3o para com o mist\u00e9rio da Cruz do Senhor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":370426,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[168],"class_list":["post-370416","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-da-guarda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370416","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=370416"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370416\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/370426"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=370416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=370416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=370416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}