{"id":370326,"date":"2025-04-18T11:30:25","date_gmt":"2025-04-18T10:30:25","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=370326"},"modified":"2025-04-18T12:56:11","modified_gmt":"2025-04-18T11:56:11","slug":"homilia-do-bispo-de-angra-na-missa-da-ceia-do-senhor-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-angra-na-missa-da-ceia-do-senhor-2\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Angra na Missa da Ceia do Senhor"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_370327\" aria-describedby=\"caption-attachment-370327\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Angra_D.-Armando_Ceia-do-Senhor2025_Foto-Igreja-Acores-CR.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-370327 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Angra_D.-Armando_Ceia-do-Senhor2025_Foto-Igreja-Acores-CR-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Angra_D.-Armando_Ceia-do-Senhor2025_Foto-Igreja-Acores-CR-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Angra_D.-Armando_Ceia-do-Senhor2025_Foto-Igreja-Acores-CR-347x260.jpg 347w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Angra_D.-Armando_Ceia-do-Senhor2025_Foto-Igreja-Acores-CR-768x576.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Angra_D.-Armando_Ceia-do-Senhor2025_Foto-Igreja-Acores-CR-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Angra_D.-Armando_Ceia-do-Senhor2025_Foto-Igreja-Acores-CR.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-370327\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Igreja A\u00e7ores\/CR<\/figcaption><\/figure>\n<p>IN CENA DOMINI<br \/>\nQuinta-feira Santa<\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o de hoje, que nos introduz no Tr\u00edduo Pascal, est\u00e1 cheia de intensidade e at\u00e9 emo\u00e7\u00e3o. Passa-se &#8220;na noite em que Jesus foi tra\u00eddo&#8221;. Jesus est\u00e1 reunido com os doze ap\u00f3stolos para a Ceia Pascal e, a certa altura, o ambiente ganha um tom um pouco dram\u00e1tico, de despedida.<\/p>\n<p>Jesus n\u00e3o os quer \u201cdeixar\u201d e diz-lhes quais as suas \u00faltimas vontades, um testamento espiritual que resume o essencial da sua vida oferecida por eles e por todos e nos recorda a abund\u00e2ncia de amor que o C\u00e9u derramou sobre a terra. De facto, \u00e9 Amor a Eucaristia, que nos foi dada nesse dia. \u00c9 Amor o sacerd\u00f3cio, que \u00e9 servi\u00e7o de amor e nos d\u00e1, al\u00e9m do mais, a possibilidade de ter a Eucaristia. \u00c9 Amor a unidade, efeito do amor, que Jesus naquela quinta-feira implorou do Pai: \u201cQue todos sejam uma coisa s\u00f3 como eu e tu\u201d (Jo 17, 21). \u00c9 Amor o mandamento novo, que Jesus revelou, lavando os p\u00e9s&#8221;. E diz-lhes: \u201cfazei sempre isto em mem\u00f3ria de mim\u201d!<\/p>\n<p>Eucaristia sem caridade, sem vontade de dar a vida por amor, n\u00e3o tem sentido! Chega-se e sai-se da Eucaristia para amar. Nas m\u00e3os dos ap\u00f3stolos, o p\u00e3o e o vinho tornam-se ele pr\u00f3prio. Por isso, quando coloca um peda\u00e7o desse p\u00e3o nas m\u00e3os de Pedro, de Jo\u00e3o, de Andr\u00e9, de Judas, \u00e9 como se dissesse: &#8220;Sou eu, n\u00e3o tenhais medo, coloco-me nas vossas m\u00e3os, confio em v\u00f3s e entrego-me a v\u00f3s, para que vos torneis um s\u00f3 comigo&#8221;.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nesta noite, Jesus quer tornar-se um connosco, a ponto de desaparecer e de se tornar o nosso alimento. Esta \u00e9 a noite em que somos chamados a vencer, no nosso cora\u00e7\u00e3o, a mesma resist\u00eancia manifestada por Sim\u00e3o Pedro. Essa sua maneira de se esconder atr\u00e1s de uma falsa religiosidade que, sob o pretexto de colocar Deus no alto, acima dos assuntos deste mundo, n\u00e3o o deixa trabalhar no concreto da sua pr\u00f3pria vida, nos seus p\u00e9s, na parte do corpo humano que nos mant\u00e9m plantados na terra. &#8220;Senhor, tu n\u00e3o me lavar\u00e1s os p\u00e9s!&#8221; Jesus comunica com gestos, pois h\u00e1 mist\u00e9rios que as palavras humanas n\u00e3o conseguem captar: &#8220;O que eu fa\u00e7o, n\u00e3o o compreendeis agora; compreend\u00ea-lo-eis mais tarde&#8221;.<\/p>\n<p>Muitas vezes paramos na primeira parte ritual e celebrativa, esquecendo a conjun\u00e7\u00e3o mais estritamente dedutiva do portanto, \u201cfazei tamb\u00e9m v\u00f3s\u2026&#8221; que devemos declinar na hist\u00f3ria sujando as m\u00e3os e tomando posi\u00e7\u00e3o, comprometendo-nos com a linguagem &#8220;suja&#8221; do mundo para lavar os p\u00e9s dos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s que, connosco e juntamente connosco, caminham para a p\u00e1tria celeste atravessando o ch\u00e3o comum da hist\u00f3ria. O amor \u00e9 o \u00fanico rito querido por Jesus. Hoje, aqui e sempre que nos reunimos para a Eucaristia, l\u00e1 est\u00e1 Jesus a lavar os p\u00e9s, perdoando, a elevar-nos dando-nos o Seu Corpo que nos transforma Nele e a envia-nos para fazermos o mesmo. N\u00e3o podemos compreender inteiramente no rito, mas come\u00e7amos a captar o seu significado profundo mais tarde, na vida, no encontro com o outro, no sacramento do irm\u00e3o e da irm\u00e3 que encontramos ao nosso lado, em casa, na rua, na escola, no local de trabalho. Eucaristia e caridade divina habitam juntas nos nossos cora\u00e7\u00f5es e fazem de n\u00f3s aquilo de que nos alimentamos, que \u00e9 precisamente de Jesus Ressuscitado. Diz SNC,3: \u201ca esperan\u00e7a nasce do amor e funda-se no amor que brota do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus trespassado na cruz\u201d.<\/p>\n<p>Assim, cada vez que celebramos a Eucaristia, que tem as suas ra\u00edzes na comemora\u00e7\u00e3o desta noite, podemos gritar com o antigo povo da alian\u00e7a: &#8220;\u00c9 a P\u00e1scoa do Senhor&#8221;, \u00e9 o seu ato definitivo de liberta\u00e7\u00e3o do mal, a sua passagem da morte para a vida e a possibilidade que nos \u00e9 dada de nos tornarmos participantes dela. O seu des\u00edgnio de salva\u00e7\u00e3o realiza-se, n\u00e3o como um desejo ou uma cren\u00e7a piedosa, mas como p\u00e3o e vinho, isto \u00e9, como comida e bebida, como realidades destinadas a serem assimiladas e traduzidas na nossa exist\u00eancia hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Caros irm\u00e3os e irm\u00e3s, fa\u00e7amos experi\u00eancia desta Sua presen\u00e7a, aqui, connosco. Tentemos reviver essa \u00daltima Ceia vivendo esta, onde se renova esperan\u00e7a na for\u00e7a do amor. Os seus gestos repetem-se.<\/p>\n<p>Comecemos por acompanhar e meditar no significado do lava-p\u00e9s. Jesus inclina-se diante de cada um de n\u00f3s, mandando fazer o mesmo aos irm\u00e3os. Ser\u00e1 o nosso amor suficientemente forte para estarmos tamb\u00e9m n\u00f3s prontos a dar a vida uns pelos outros como fez o mestre? Bendito\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">S\u00e9 de Angra, 17 de abril de 2025<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":370327,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[169,865],"class_list":["post-370326","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-angra","tag-pascoa-quinta-feira-santa-missa-da-ceia-do-senhor"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370326","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=370326"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370326\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/370327"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=370326"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=370326"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=370326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}