{"id":369923,"date":"2025-04-17T12:03:57","date_gmt":"2025-04-17T11:03:57","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=369923"},"modified":"2025-04-17T12:19:25","modified_gmt":"2025-04-17T11:19:25","slug":"homilia-da-missa-crismal-na-basilica-de-sao-pedro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-da-missa-crismal-na-basilica-de-sao-pedro\/","title":{"rendered":"Homilia da Missa Crismal na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro"},"content":{"rendered":"<p><em>Homilia preparada pelo Santo Padre Francisco para a Missa Crismal e proferida pelo Cardeal Domenico Calcagno<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_369930\" aria-describedby=\"caption-attachment-369930\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-369930\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Missa-Crismal_Roma_cardeal-Domenico-Calcagno-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Missa-Crismal_Roma_cardeal-Domenico-Calcagno-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Missa-Crismal_Roma_cardeal-Domenico-Calcagno-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Missa-Crismal_Roma_cardeal-Domenico-Calcagno-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Missa-Crismal_Roma_cardeal-Domenico-Calcagno-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Missa-Crismal_Roma_cardeal-Domenico-Calcagno.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-369930\" class=\"wp-caption-text\">Foto EPA\/Lusa, Cardeal Domenico Calcagno, delegado do Papa Francisco para presidir \u00e0 Missa Crismal<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00abO Alfa e o \u00d3mega, aquele que \u00e9, que era e que h\u00e1-de vir, o Todo-Poderoso\u00bb (Ap 1, 8) \u00e9 Jesus. O mesmo Jesus que Lucas nos descreve na sinagoga de Nazar\u00e9, entre aqueles que o conheciam desde pequeno e que agora se maravilham com Ele. A revela\u00e7\u00e3o \u2013 \u201capocalipse\u201d \u2013 oferece-se dentro dos limites do tempo e do espa\u00e7o: a carne \u00e9 o ponto de apoio que sustenta a esperan\u00e7a. A carne de Jesus e a nossa. O \u00faltimo livro da B\u00edblia narra essa esperan\u00e7a. E f\u00e1-lo de uma forma original, dissipando todos os medos apocal\u00edpticos com o sol do amor crucificado. Em Jesus, o livro da hist\u00f3ria abre-se e pode ser lido.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00f3s, sacerdotes, temos uma hist\u00f3ria: renovando as nossas promessas de Ordena\u00e7\u00e3o na Quinta-feira Santa, confessamos que s\u00f3 a podemos ler em Jesus de Nazar\u00e9. \u00abAquele que nos ama e nos purificou dos nossos pecados com o seu sangue\u00bb (Ap 1, 5) abre tamb\u00e9m o livro da nossa vida e ensina-nos a encontrar as passagens que revelam o seu sentido e miss\u00e3o. Quando nos deixamos instruir por Ele, o nosso minist\u00e9rio torna-se um minist\u00e9rio de esperan\u00e7a, porque em cada uma das nossas hist\u00f3rias Deus abre um jubileu, isto \u00e9, um tempo e um o\u00e1sis de gra\u00e7a. Perguntemo-nos: estou a aprender a ler minha vida ou tenho medo de o fazer?<\/p>\n<p>Quando o jubileu come\u00e7a na nossa vida, todo um povo encontra descanso: n\u00e3o s\u00f3 uma vez a cada vinte e cinco anos \u2013 assim o espero! \u2013, mas na proximidade quotidiana do padre ao seu povo, na qual se cumprem as profecias de justi\u00e7a e paz. \u00abFez de n\u00f3s um reino, sacerdotes para Deus e seu Pai\u00bb (Ap 1, 6): eis o povo de Deus. Este reino de sacerdotes n\u00e3o coincide com um clero. O \u201cn\u00f3s\u201d que Jesus plasma \u00e9 um povo cujos limites n\u00e3o se veem, e no qual caem muros e alf\u00e2ndegas. Aquele que diz \u00abEu renovo todas as coisas\u00bb (Ap 21, 5) rasgou o v\u00e9u do templo e tem reservada para a humanidade uma cidade-jardim, a nova Jerusal\u00e9m, que tem portas sempre abertas (cf. Ap 21, 25).<\/p>\n<p>Assim, Jesus l\u00ea e nos ensina a ler o sacerd\u00f3cio ministerial como puro servi\u00e7o ao povo sacerdotal, o qual em breve habitar\u00e1 uma cidade que n\u00e3o precisa de templo.<\/p>\n<p>Portanto, para n\u00f3s sacerdotes, o ano jubilar representa um apelo espec\u00edfico a recome\u00e7ar sob o sinal da convers\u00e3o: peregrinos de esperan\u00e7a, para sairmos do clericalismo e nos tornar arautos de esperan\u00e7a. Certamente, se Jesus \u00e9 o Alfa e o \u00d3mega da nossa vida, tamb\u00e9m n\u00f3s podemos encontrar a oposi\u00e7\u00e3o experimentada por Ele em Nazar\u00e9. O pastor que ama o seu povo n\u00e3o vive \u00e0 procura de consenso e aprova\u00e7\u00e3o a qualquer custo. No entanto, a fidelidade do amor converte, os pobres reconhecem-no em primeira m\u00e3o, mas, pouco a pouco, inquieta e atrai tamb\u00e9m os outros. \u00abOlhai: [\u2026] Todos os olhos o ver\u00e3o, at\u00e9 mesmo os que o trespassaram. Todas as na\u00e7\u00f5es da terra se lamentar\u00e3o por causa dele. Sim. Am\u00e9m!\u00bb (Ap 1, 7).<\/p>\n<p>Car\u00edssimos, estamos aqui reunidos para repetir e assumir como nosso este \u00abSim, Am\u00e9m!\u00bb. Trata-se da confiss\u00e3o de f\u00e9 do povo de Deus: \u201cSim, \u00e9 verdade, \u00e9 firme como uma rocha!\u201d. A paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, que estamos prestes a reviver, s\u00e3o o terreno que sustenta firmemente a Igreja e, nela, o nosso minist\u00e9rio sacerdotal. E que terreno \u00e9 este? Em que h\u00famus podemos n\u00e3o s\u00f3 crescer, mas florescer? Para o compreendermos, temos de regressar a Nazar\u00e9, como t\u00e3o acertadamente intuiu S\u00e3o Charles de Foucauld.<\/p>\n<p>\u00abVeio a Nazar\u00e9, onde tinha sido criado. Segundo o seu costume, entrou em dia de s\u00e1bado na sinagoga e levantou-se para ler\u00bb (Lc 4, 16). Temos aqui mencionados pelo menos dois costumes: o de frequentar a sinagoga e o de ler. A nossa vida \u00e9 mantida por bons h\u00e1bitos. Eles at\u00e9 podem esmorecer, mas revelam onde est\u00e1 o nosso cora\u00e7\u00e3o. O cora\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 apaixonado pela Palavra de Deus: aos doze anos, j\u00e1 a compreendia, e agora, uma vez adulto, as Escrituras s\u00e3o a sua casa. Aqui est\u00e1 o terreno, o h\u00famus vital que encontramos ao tornarmo-nos seus disc\u00edpulos. \u00abEntregaram-lhe o livro do profeta Isa\u00edas e, desenrolando-o, deparou com a passagem\u00bb (Lc 4, 17). Jesus sabe o que est\u00e1 a procurar. O ritual da sinagoga permitia-lho: depois da leitura da Torah, cada rabino podia encontrar p\u00e1ginas prof\u00e9ticas para atualizar a mensagem. Mas aqui h\u00e1 algo mais: a p\u00e1gina da sua vida. Lucas quer dizer o seguinte: entre tantas profecias, Jesus escolhe a que vai cumprir.<\/p>\n<p>Queridos sacerdotes, todos n\u00f3s temos uma Palavra a cumprir. Cada um de n\u00f3s tem uma rela\u00e7\u00e3o com a Palavra de Deus que vem de longe. Colocamo-la ao servi\u00e7o de todos somente quando a B\u00edblia continua a ser a nossa primeira casa. Nela, cada um de n\u00f3s tem p\u00e1ginas que lhe s\u00e3o mais caras, o que \u00e9 bom e importante! Ajudemos tamb\u00e9m outros a encontrar as p\u00e1ginas das suas vidas: por exemplo, os noivos, quando escolhem as leituras do seu Matrim\u00f3nio; ou aqueles que est\u00e3o de luto e procuram passagens para confiar a pessoa falecida \u00e0 miseric\u00f3rdia de Deus e \u00e0s ora\u00e7\u00f5es da comunidade.<\/p>\n<p>Geralmente, h\u00e1 uma p\u00e1gina vocacional no in\u00edcio do caminho de cada um de n\u00f3s. Atrav\u00e9s dela, se a conservamos, Deus continua a chamar-nos para que o amor n\u00e3o se enfraque\u00e7a.<\/p>\n<p>Todavia, \u00e9 tamb\u00e9m importante para cada um de n\u00f3s, e de uma forma especial, a p\u00e1gina escolhida por Jesus. N\u00f3s seguimo-lo e, por isso mesmo, a sua miss\u00e3o diz-nos respeito e envolve-nos.<\/p>\n<p>\u00abDesenrolando-o, deparou com a passagem em que est\u00e1 escrito:<\/p>\n<p>\u201cO Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim,<\/p>\n<p>porque me ungiu<\/p>\n<p>para anunciar a Boa-Nova aos pobres;<\/p>\n<p>enviou-me a proclamar a liberta\u00e7\u00e3o aos cativos<\/p>\n<p>e, aos cegos, a recupera\u00e7\u00e3o da vista;<\/p>\n<p>a mandar em liberdade os oprimidos,<\/p>\n<p>a proclamar um ano favor\u00e1vel da parte do Senhor\u201d.<\/p>\n<p>Depois, enrolou o livro, entregou-o ao respons\u00e1vel e sentou-se\u00bb (Lc 4, 17-20).<\/p>\n<p>Nesse momento, todos os nossos olhos est\u00e3o fixos n\u2019Ele, que acaba de anunciar um jubileu e n\u00e3o o fez como quem fala de outrem. Ele disse: \u00abo Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim\u00bb como quem conhece de qual Esp\u00edrito est\u00e1 a falar. E, com efeito, acrescenta: \u00abCumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir\u00bb. Isto \u00e9 divino: que a Palavra se torne realidade. As a\u00e7\u00f5es agora falam, as palavras realizam-se. Isto \u00e9 novo e potente. \u00abEu renovo todas as coisas\u00bb. N\u00e3o h\u00e1 gra\u00e7a, nem Messias, se as promessas permanecem promessas, se c\u00e1 em baixo n\u00e3o se tornam realidade. Tudo se transforma.<\/p>\n<p>\u00c9 este o Esp\u00edrito que invocamos sobre o nosso sacerd\u00f3cio: fomos investidos dele e \u00e9 precisamente o Esp\u00edrito de Jesus que permanece o protagonista silencioso do nosso servi\u00e7o. Quando as palavras se tornam realidade em n\u00f3s, o povo sente o seu sopro. Os pobres \u2013 antes de todos os outros \u2013, as crian\u00e7as, os adolescentes, as mulheres, e tamb\u00e9m aqueles que na sua rela\u00e7\u00e3o com a Igreja foram magoados, t\u00eam o \u201cfaro\u201d do Esp\u00edrito Santo: distinguem-no de outros esp\u00edritos mundanos, reconhecem-no na correspond\u00eancia, em n\u00f3s, entre an\u00fancio e vida. Podemos tornar-nos uma profecia cumprida, e isso \u00e9 bonito! O santo Crisma, que hoje consagramos, chancela este mist\u00e9rio transformador nas diferentes etapas da vida crist\u00e3. Mas aten\u00e7\u00e3o: nunca desanimar, porque \u00e9 obra de Deus. Acreditar, sim! Acreditar que Deus n\u00e3o me falha! Deus nunca falha. Recordemos aquelas palavras da Ordena\u00e7\u00e3o: \u00abQueira Deus consumar o bem que em ti come\u00e7ou\u00bb. E assim faz.<\/p>\n<p>\u00c9 obra de Deus, n\u00e3o nossa: levar a boa nova aos pobres, a liberta\u00e7\u00e3o aos prisioneiros, a vista aos cegos, a liberdade aos oprimidos. Se Jesus encontrou esta passagem no livro, hoje continua a l\u00ea-la na biografia de cada um de n\u00f3s. Antes de mais, porque, at\u00e9 ao \u00faltimo dia, \u00e9 sempre Ele que nos evangeliza, que nos liberta das nossas pris\u00f5es, que abre os nossos olhos, que nos alivia dos fardos que carregamos aos ombros. E depois porque, ao chamar-nos para a sua miss\u00e3o, inserindo-nos sacramentalmente na sua vida, Ele liberta tamb\u00e9m os outros atrav\u00e9s de n\u00f3s. Por norma, sem que nos apercebamos disso. O nosso sacerd\u00f3cio torna-se um minist\u00e9rio jubilar, como o d\u2019Ele, mas sem tocar as trombetas: numa entrega que n\u00e3o \u00e9 estridente, mas radical e gratuita. \u00c9 o Reino de Deus, aquele de que falam as par\u00e1bolas, eficaz e discreto como o fermento, silencioso como a semente. Quantas vezes os pequeninos o reconheceram em n\u00f3s? E n\u00f3s, somos capazes de dizer obrigado?<\/p>\n<p>Somente Deus sabe como a messe \u00e9 grande. N\u00f3s, os oper\u00e1rios, experimentamos o trabalho e a alegria da colheita. Vivemos depois de Cristo, no tempo messi\u00e2nico. Lancemos para longe o desespero! E, ao inv\u00e9s disso, restituam-se e redimam-se as d\u00edvidas; redistribuam-se as responsabilidades e os recursos: o povo de Deus espera por isso. Ele quer participar e, em virtude do Batismo, \u00e9 um enorme povo sacerdotal. Os \u00f3leos que consagramos nesta solene celebra\u00e7\u00e3o s\u00e3o para a sua consola\u00e7\u00e3o e alegria messi\u00e2nica.<\/p>\n<p>O campo \u00e9 o mundo. A nossa casa comum t\u00e3o ferida e a fraternidade humana t\u00e3o negada, embora indel\u00e9vel, impelem-nos a fazer escolhas. A colheita de Deus \u00e9 para todos: um campo vivo, no qual o que se semeou cresce cem vezes mais. Na nossa miss\u00e3o, sejamos animados pela alegria do Reino, que compensa todo o esfor\u00e7o. Realmente, todos os agricultores conhecem \u00e9pocas em que n\u00e3o se v\u00ea germinar nada. Tamb\u00e9m elas n\u00e3o faltam nas nossas vidas. \u00c9 Deus que faz crescer e que unge os seus servos com o \u00f3leo da alegria.<\/p>\n<p>Queridos fi\u00e9is, povo da esperan\u00e7a, rezai hoje pela alegria dos sacerdotes. Que chegue at\u00e9 v\u00f3s a liberta\u00e7\u00e3o prometida pelas Escrituras e alimentada pelos Sacramentos. Muitos medos habitam em n\u00f3s e terr\u00edveis injusti\u00e7as nos rodeiam, mas um mundo novo j\u00e1 despontou. Deus amou tanto o mundo que nos deu o seu Filho, Jesus. Ele unge as nossas feridas e enxuga as nossas l\u00e1grimas. \u00abEle vem no meio das nuvens!\u00bb (Ap 1, 7). \u00c9 d\u2019Ele o reino e a gl\u00f3ria para todo o sempre. Am\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia preparada pelo Santo Padre Francisco para a Missa Crismal e proferida pelo Cardeal Domenico Calcagno<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":369930,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[274],"class_list":["post-369923","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-papa-francisco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/369923","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=369923"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/369923\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/369930"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=369923"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=369923"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=369923"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}