{"id":36987,"date":"2009-02-17T10:32:19","date_gmt":"2009-02-17T10:32:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/02\/17\/desafios-assumidos-pelos-trabalhadores\/"},"modified":"2009-02-17T10:32:19","modified_gmt":"2009-02-17T10:32:19","slug":"desafios-assumidos-pelos-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/desafios-assumidos-pelos-trabalhadores\/","title":{"rendered":"Desafios assumidos pelos trabalhadores"},"content":{"rendered":"<p>A crise em que vivemos n\u00e3o \u00e9 uma crise de agora, \u00e9 uma crise que tem j\u00e1 algum tempo, talvez anos. Mas este tempo tamb\u00e9m pode ser favor\u00e1vel para a procura e o renascer de novos caminhos. Como cidad\u00e3o estou preocupado, porque todos os dias parecem ser diferentes para pior. Sou um homem de F\u00e9 e de Esperan\u00e7a, que acredita no Deus que enviou o seu Filho Jesus Cristo \u00e0 terra, que morreu e ressuscitou para salvar a humanidade. Tamb\u00e9m tenho a certeza de que os homens e as mulheres s\u00e3o capazes de mudar o rumo dos acontecimentos e Deus n\u00e3o estar\u00e1 fora desta certeza, desde que os homens e mulheres queiram. Esta crise em que vivemos n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma crise de dinheiro e de meios, \u00e9 uma crise muito mais profunda que tem a ver com o homem, com a pessoa concreta. \u00c9 talvez uma crise de humanidade. Tem a ver com o facto de o homem se ter esquecido de conte\u00fados importantes que fazem parte da sua integridade. Valores que foram esquecidos, pequenas coisas que fazem a vida dos homens e das mulheres. Importa, assim, valorizar o que de bom se faz mesmo em tempos de crise. A situa\u00e7\u00e3o em que vivemos n\u00e3o foi criada pelos trabalhadores e muito menos pelos pobres. A crise foi criada pelos v\u00e1rios poderes pol\u00edticos, econ\u00f3micos, financeiros e outros, que comandam os pa\u00edses e o mundo. Esta \u00e9, talvez, uma das provas de que a Globaliza\u00e7\u00e3o tem sido mal feita, porque n\u00e3o tem em conta o homem, mas s\u00f3 o capital. E \u00e9 o homem que \u00e9 importante, n\u00e3o o dinheiro. N\u00e3o se pode deixar de responsabilizar estes agentes do capital, que s\u00e3o homens, pela falta de humanismo posto nos sistemas que criaram. N\u00e3o quero condenar ningu\u00e9m, mas n\u00e3o podemos deixar de os co-responsabilizar pelas situa\u00e7\u00f5es provocadas. Creio n\u00e3o ser justo n\u00e3o ter havido, dos Governos de todo o mundo, disponibilidade financeira para socorrer e minorar as dificuldades das fam\u00edlias e das pequenas e m\u00e9dias empresas. Vimos que, de um momento para o outro, o Estado arranjou dinheiro para financiar os bancos e as sociedades financeiras, para estes pagarem os seus erros. Pode-se perguntar: para onde foi o dinheiro? Digo mesmo que, em Portugal, os gestores e directores deveriam ser responsa-bilizados pelo mau desempenho. S\u00e3o as pequenas e m\u00e9dias empresas que devem ser ajudadas, porque s\u00e3o elas que d\u00e3o trabalho a uma grande parte dos trabalhadores e s\u00e3o estes que produzem a riqueza. O desemprego \u00e9 uma constante preocupa\u00e7\u00e3o, porque sem trabalho n\u00e3o se produz riqueza. \u00c9 importante que se garantam os postos de trabalho. O trabalho \u00e9 o principal meio que o homem tem ao seu alcance para se realizar com dignidade, como homem e como filho de Deus. Valorizar o trabalho, dignificar a pessoa, deve fazer parte de todos os contratos de vida. N\u00e3o consta que as empresas, que davam milh\u00f5es de euros de lucro, tenham dividido com os seus trabalhadores os resultados. Mas agora, ao mais pequeno problema, despedem e fecham as f\u00e1bricas. Ser\u00e1 que os donos das empresas, ou os seus directores v\u00e3o para o desemprego? \u00c9 o sistema neo-liberal, capitalista, que falhou em todas as vertentes. Por isso deve ser quem o implementou a assumir as responsabilidades. Em verdade, digo que tamb\u00e9m as organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil t\u00eam a sua quota-parte de responsabilidade, especialmente aquelas que est\u00e3o mais pr\u00f3ximas dos trabalhadores. \u00c9 preciso mudar e romper com estes sistemas criados de v\u00edcios. N\u00e3o podemos resistir \u00e0s mudan\u00e7as, mesmo quando temos de abdicar de alguns privil\u00e9gios, porque neste sistema existem privil\u00e9gios que travam as mudan\u00e7as. \u00c9 importante mobilizar a sociedade, as pessoas, para a mudan\u00e7a, e isso \u00e9 da compet\u00eancia das organiza\u00e7\u00f5es que nasceram com a democracia. Penso que \u00e9 poss\u00edvel mudar, mas as pessoas t\u00eam de ser animadas para essas mudan\u00e7as. As organiza\u00e7\u00f5es t\u00eam um papel importante nesta mudan\u00e7a, porque s\u00e3o estas que falam \u00e0s massas, s\u00e3o elas que conduzem o Povo. As pessoas j\u00e1 n\u00e3o acreditam nos pol\u00edticos, ent\u00e3o o desafio est\u00e1 colocado aos l\u00edderes das organiza\u00e7\u00f5es civis e religiosas. Vamos falar com verdade, para que seja poss\u00edvel conquistar as pessoas para o compromisso. Eu, que sou um homem de f\u00e9, quero continuar a transmitir, anunciar que \u00e9 poss\u00edvel viver melhor neste mundo concreto. Desafiando, tamb\u00e9m, todos aqueles que acreditam no Projecto Libertador de Jesus Cristo, pois devemos ser sinal de contradi\u00e7\u00e3o, denunciando as injusti\u00e7as. Esse pode ser o nosso contributo para uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o, assumindo, com S\u00e3o Paulo: \u201cai de mim se n\u00e3o evangelizar\u201d.  <i>Jos\u00e9 Domingues Rodrigues, (Vice-Coordenador Nacional da LOC\/MTC) <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise em que vivemos n\u00e3o \u00e9 uma crise de agora, \u00e9 uma crise que tem j\u00e1 algum tempo, talvez anos. 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