{"id":36985,"date":"2009-02-17T10:20:53","date_gmt":"2009-02-17T10:20:53","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/02\/17\/ainda-ha-lugar-para-o-optimismo\/"},"modified":"2009-02-17T10:20:53","modified_gmt":"2009-02-17T10:20:53","slug":"ainda-ha-lugar-para-o-optimismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ainda-ha-lugar-para-o-optimismo\/","title":{"rendered":"Ainda h\u00e1 lugar para o optimismo"},"content":{"rendered":"<p>Manuel Porto, da Comiss\u00e3o Coordenadora Nacional das Semanas Sociais, pede empreendedorismo contra a crise <!--more--> <b>Ag\u00eancia Ecclesia &#8211; Que contributo \u00e9 poss\u00edvel retomar da Semana Social de Braga (onde se debateu o tema &#8220;uma sociedade criadora de emprego) para o momento presente? Manuel Porto &#8211; <\/b>O contributo da Semana Social \u00e9 actual\u00edssimo, mas retomo o foco nos papeis insubstitu\u00edveis do Estado e da sociedade civil, designadamente das pessoas individuais e das fam\u00edlias. Est\u00e1 provado que tem de existir um Estado que seja regulador, que n\u00e3o impe\u00e7a a iniciativa privada nem a sua expans\u00e3o, mas que imponha regras. Deve ter uma fun\u00e7\u00e3o nobre e de grande exig\u00eancia no estabelecimento de regras, na promo\u00e7\u00e3o e na dinamiza\u00e7\u00e3o de uma regula\u00e7\u00e3o pela positiva. A grande mensagem da Semana Social de Braga cai sobre o papel insubstitu\u00edvel da sociedade civil, a come\u00e7ar pela fam\u00edlia. Cada vez mais uma sociedade se torna rica se contar com a participa\u00e7\u00e3o de todos os seus agentes. O contributo de todos tem um benef\u00edcio social enorme, por um lado e por outro realiza pessoalmente as pessoas. Quando se trata de uma iniciativa pessoal, uma pequena f\u00e1brica, uma explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, um quiosque ou uma obra de apoio social, corresponde, para al\u00e9m do interesse social a uma forma de realiza\u00e7\u00e3o pessoal.  <b>AE &#8211; Em que \u00e1reas Portugal deve investir na cria\u00e7\u00e3o de emprego, diante da concorr\u00eancia global, sobretudo dos pa\u00edses que mais recentemente chegaram \u00e0 UE que t\u00eam m\u00e3o de obra mais barata e mais qualificada? MP &#8211;<\/b>O emprego resulta de iniciativas quer do Estado quer da sociedade civil. \u00c9 not\u00f3ria a import\u00e2ncia de as grandes empresas ficarem em Portugal, mas para que elas fiquem e para que possamos competir com outros pa\u00edses, precisamos de uma marca pessoal que acaba por ser identificadora e concorrencial com os demais.  Um exemplo: cada vez mais se dar\u00e1 valor \u00e0 agricultura em tempo parcial. O futuro n\u00e3o ser\u00e3o as grandes explora\u00e7\u00f5es, mas as de pessoas que t\u00eam empregos e plantam em pequenas quantidades. Isto tem um valor enorme. Num estudo que promovi, h\u00e1 mais de 19 anos, perceb\u00edamos que essas explora\u00e7\u00f5es em tempo parcial s\u00e3o detentoras de maior inova\u00e7\u00e3o, investimento e competitividade. Resulta num enorme valor sem custos sociais, onde a pessoa se realiza sendo tamb\u00e9m um factor de maior dinamiza\u00e7\u00e3o e processos mais evolu\u00eddos do que nas ind\u00fastrias tradicionais.   <b>AE &#8211; Mas essa marca pessoal ser\u00e1 forte o suficiente para construir uma posi\u00e7\u00e3o numa altura de crise global? MP &#8211; <\/b>Todos os contributos s\u00e3o necess\u00e1rios. Eu acredito que o Estado tem de intervir, fazer obras, melhorar as acessibilidades. Estas obras s\u00e3o obriga\u00e7\u00e3o do Estado, ou directamente ou em parcerias. Mas nada substituiu nada. Tudo o que surge enquanto iniciativa \u00e9 bem vindo, seja no campo agr\u00edcola, industrial ou de servi\u00e7os. O terceiro sector talvez seja a \u00e1rea onde um particular melhor poder\u00e1 tomar uma iniciativa.   <b>AE &#8211; Nomeadamente em que \u00e1rea? MP &#8211;<\/b>No turismo, por exemplo. Depende \u00e9 da imagina\u00e7\u00e3o e da forma\u00e7\u00e3o que cada pessoa tem. De acordo com a hist\u00f3ria pessoal e com os factores que lhe s\u00e3o pr\u00f3ximos, cada pessoa deve tomar essa iniciativa.   <b>AE &#8211; Portanto, \u00e9 poss\u00edvel criar novos postos de trabalho? Desde que haja criatividade. MP &#8211;<\/b>N\u00e3o vejo outra forma para isso. Recentemente foi elaborado um trabalho sobre a import\u00e2ncia do terceiro sector. A for\u00e7a de uma sociedade est\u00e1 nesta variedade. Os EUA, por exemplo, s\u00e3o uma sociedade que est\u00e1 tamb\u00e9m em crise, mas onde as pessoas t\u00eam iniciativa, onde circulam e n\u00e3o se restringem a um \u00fanico meio.  Actualmente n\u00e3o h\u00e1 regras para resolver tudo, nem nada que permita excluir. A conjuga\u00e7\u00e3o de todos os esfor\u00e7os, nos mais variados sectores, \u00e9 a resposta.   <b>AE &#8211; Mas a sociedade civil portuguesa tem um d\u00e9ficit de activismo. Havendo muitas associa\u00e7\u00f5es portuguesas, os protagonistas repetem-se, logo n\u00e3o h\u00e1 dinamismo.  MP &#8211; <\/b>Sou claramente a favor da regionaliza\u00e7\u00e3o. Penso que com a crise devemos sim investir na descentraliza\u00e7\u00e3o. O Estado centralizado tem uma despesa p\u00fablica maior do que o descentralizado. N\u00e3o quer dizer que as pessoas dos meios pequenos estejam melhor que os dos meios grandes ou vice-versa, mas para algumas iniciativas \u00e9 melhor estar num meio pequeno do que num grande.  Uma fam\u00edlia que trabalhe e tenha uma explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola em tempo parcial, com um ordenado eventualmente mais pequeno, acaba por ter um ganho real maior, porque podem ser pessoas que n\u00e3o pagam casa porque t\u00eam casa pr\u00f3pria, n\u00e3o gastam em desloca\u00e7\u00f5es e n\u00e3o compram tudo no supermercado.  Portugal, neste aspecto, tem um grande d\u00e9ficit. Foi apostando nos grandes centros, n\u00e3o se promoveu a n\u00edvel regional e estamos a sofrer com isso. Ao contr\u00e1rio, os pa\u00edses mais competitivos da Europa, Alemanha, Holanda e Su\u00ed\u00e7a, s\u00e3o pa\u00edses pequenos mas com grande din\u00e2mica. As novas tecnologias vieram diminuir o custo do afastamento. \u00c9 equivalente estar num local de uma grande cidade ou numa pequena localidade. O tempo de transmiss\u00e3o \u00e9 o mesmo. As novas tecnologias permitem um modelo onde n\u00e3o existe preju\u00edzo econ\u00f3mico, mas ganho, nem limita\u00e7\u00e3o em termos pessoais de cada cidad\u00e3o.   <b>AE &#8211; \u00c9 uma fatalidade, para Portugal, ter de assistir ao encerrar de portas de muitas empresas e de ver postos de trabalho a diminuirem progressivamente? MP &#8211; <\/b>Sou um optimista. A crise financeira \u00e9 de facto uma vergonha, mas a economia real n\u00e3o ter\u00e1 mudado. Quem comprava roupa ou sapatos h\u00e1 um ano, fazia-o porque precisava deles, n\u00e3o para os colocar na prateleira. A recess\u00e3o que presenciamos n\u00e3o pode continuar. A crise financeira determinou esta quebra nas compras, mas a economia real n\u00e3o pode ter diminu\u00eddo. As pessoas n\u00e3o passaram a precisar menos das coisas.  Tenho a esperan\u00e7a que este quadro se altere, porque de facto a necessidade dos bens essenciais continua actual.   <b>AE &#8211; Mas h\u00e1 uma demagogia quando se fala na crise ou os portugueses reviram as suas necessidades? MP &#8211; <\/b>A quebra resultou da falta de apoio financeiro, porque as necessidades mant\u00eam-se. A procura vai voltar aos padr\u00f5es normais de compra e esta procura vai reanimar a economia.   <b>AE &#8211; Como \u00e9 que se volta a atingir esses padr\u00f5es normais de compra? MP &#8211; <\/b>Todas as medidas do governo que ajudem a estimular a compra s\u00e3o boas. Se se cria o p\u00e2nico, as pessoas guardam o dinheiro em casa, em vez de o gastar. Mas se estiverem convencidas que este cen\u00e1rio \u00e9 passageiro, voltam a gastar, repito, de acordo com as suas necessidades normais \u2013 comer, vestir, deslocar.   <b>AE &#8211; Ser\u00e3o as ci\u00eancias da economia incapazes de solucionar os problemas crescentes? Ter\u00e3o de incluir a perspectiva \u00e9tica? MP &#8211; <\/b>Sim. A pessoa tem de sentir responsabilidade na ajuda aos outros. O que defendemos, inclusivamente na Semana Social de Braga, \u00e9 que se algu\u00e9m tem a possibilidade de criar um emprego que seja, tem a obriga\u00e7\u00e3o de o criar. Esta \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o moral. \u00c9 a soma da satisfa\u00e7\u00e3o moral e social com a satisfa\u00e7\u00e3o pessoal de a pessoa ter obra feita.  <b>AE &#8211; Se o mercado e a pr\u00f3pria sociedade percebessem a introdu\u00e7\u00e3o de uma perspectiva \u00e9tica, esta confian\u00e7a iria ressurgir? MP &#8211; <\/b>Acredito que sim. \u00c9 um imperativo moral \u00e9tico a pessoa n\u00e3o ser pessimista, mas ter \u00e2nimo e lutar contra a crise. Cumprindo um dever \u00e9tico est\u00e1 a fazer alguma coisa realizando-se enquanto cidad\u00e3o e respondendo ao desejos do seu semelhante. Estar em casa, com pessimismo e a carpir m\u00e1goas n\u00e3o resolve o problema de ningu\u00e9m, assim como reivindicar coisas irrealistas tamb\u00e9m n\u00e3o cria empregos. Dou um valor enorme ao empreendedorismo. Tomar uma iniciativa tamb\u00e9m tem riscos, mas \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o \u00e9tica que tem de ser cumprida.   <b>AE &#8211; Esta \u00e9tica \u00e9 extens\u00edvel tamb\u00e9m a empregadores, n\u00e3o s\u00f3 a trabalhadores? MP &#8211; <\/b>Claro. A \u00e9tica tem de estar sempre presente, nos comportamentos e nas empresas. Mas quem emprega \u00e9 porque tem uma mais-valia com isto. Se o empregador est\u00e1 a despedir, \u00e9 porque n\u00e3o tem ganho.  O sucesso das empresas, \u00e9 fruto, n\u00e3o poucas vezes, do bom relacionamento com os seus empregados e da compreens\u00e3o m\u00fatua. Seja de que tamanho for a empresa.   <b>AE &#8211; \u00c9 poss\u00edvel prometer postos de trabalho? MP &#8211; <\/b>Melhor que prometer \u00e9 cri\u00e1-los. E os empregos criam-se quando h\u00e1 motiva\u00e7\u00e3o para os criar. Prometer \u00e9 pouco, porque uma coisa \u00e9 o desejo outra \u00e9 verificar-se de facto. Interessa criar as condi\u00e7\u00f5es, mas tem de ser algo assumido pela sociedade no seu todo. N\u00e3o se pode ficar \u00e0 espera que o Estado crie tudo. H\u00e1 fun\u00e7\u00f5es sociais que lhe cabem e de facto, o Estado faz falta, desde que seja complementar e regulador e n\u00e3o trave a iniciativa privada.   <b>AE &#8211; As pol\u00edticas actuais para o sector estar\u00e3o desajustadas? MP &#8211; <\/b>Poderei concordar com algumas, outras n\u00e3o. N\u00e3o era poss\u00edvel imaginar este per\u00edodo h\u00e1 meio ano. Mas n\u00e3o acredito que esta tend\u00eancia continue negativamente durante muito tempo.   <b>AE &#8211; Inimagin\u00e1vel apesar dos alertas? MP &#8211; <\/b>Naturalmente agora muitas vozes dizem que j\u00e1 tinham alertado. N\u00e3o se percebeu, n\u00e3o se tinha no\u00e7\u00e3o real, nem se pensava chegar a esta propor\u00e7\u00f5es. Esta atitude, ali\u00e1s, n\u00e3o resolve os problemas. Actualmente sim, percebe-se que \u00e9 compar\u00e1vel, infelizmente, com a grande depress\u00e3o de 1929.  Mas a culpa n\u00e3o \u00e9 da economia real. Houve produtos imaginativos e castelos no ar. Acho inaceit\u00e1vel que isso n\u00e3o tenha sido detectado e evitado. E agora, estamos a ter consequ\u00eancias disso, em especial, para algumas pessoas que trabalham e para os desempregados que n\u00e3o t\u00eam culpa nenhuma.  <b>AE &#8211; O que diria a um desempregado? MP &#8211; <\/b>Que seja empreendedor, nem que seja em coisas modestas. Quem toma uma iniciativa, corre riscos e sofre. N\u00e3o \u00e9 uma vida sossegada, \u00e9 mais f\u00e1cil n\u00e3o ser empreendedor. Mas quem correr riscos tem de ter o apre\u00e7o dos cidad\u00e3os. Perante a ang\u00fastia de quem est\u00e1 na mis\u00e9ria, tenho um apre\u00e7o grande por quem toma iniciativa.   <b>AE &#8211; Deve-se acabar com o discurso do \u00abcoitadinho\u00bb que afirma n\u00e3o haver fim da crise? MP &#8211; <\/b>Tem de haver fim porque a vida continua e as pessoas continuam a precisar dos servi\u00e7os e dos bens.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manuel Porto, da Comiss\u00e3o Coordenadora Nacional das Semanas Sociais, pede empreendedorismo contra a crise<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[168,172,187,191,203,206,309,320],"class_list":["post-36985","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-do-porto","tag-economia","tag-europa","tag-familia","tag-semana-social","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36985","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36985"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36985\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36985"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36985"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36985"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}