{"id":36962,"date":"2009-02-16T12:53:11","date_gmt":"2009-02-16T12:53:11","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/02\/16\/mensagem-da-quaresma-do-bispo-de-portalegre-castelo-branco\/"},"modified":"2009-02-16T12:53:11","modified_gmt":"2009-02-16T12:53:11","slug":"mensagem-da-quaresma-do-bispo-de-portalegre-castelo-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-da-quaresma-do-bispo-de-portalegre-castelo-branco\/","title":{"rendered":"Mensagem da Quaresma do Bispo de Portalegre-Castelo Branco"},"content":{"rendered":"<p><b>REN\u00daNCIA QUARESMAL<\/b>  Nos tr\u00eas primeiros s\u00e9culos da Igreja n\u00e3o havia necessidade da Quaresma como tempo de prepara\u00e7\u00e3o para a P\u00e1scoa. O crist\u00e3o vivia com exig\u00eancia a sua op\u00e7\u00e3o por Cristo e a fidelidade ao seu Baptismo. \u201cEram ass\u00edduos ao ensino dos Ap\u00f3stolos, \u00e0 uni\u00e3o fraterna, \u00e0 frac\u00e7\u00e3o do p\u00e3o e \u00e0s ora\u00e7\u00f5es\u201d, verdadeiro segredo da sua coer\u00eancia, vitalidade e fervor mission\u00e1rios. Pelo s\u00e9culo IV come\u00e7aram os primeiros sinais da celebra\u00e7\u00e3o da Quaresma que se foi estruturando como tempo de prepara\u00e7\u00e3o para a P\u00e1scoa. Tinha uma dimens\u00e3o baptismal e outra penitencial. Passava pela caminhada catecumenal, pelo jejum e abstin\u00eancia, pela reflex\u00e3o da Palavra e ora\u00e7\u00e3o, pela convers\u00e3o, esmola e din\u00e2mica sacramental.  Ainda hoje a Quaresma \u00e9 um tempo de gra\u00e7a que n\u00e3o dispensa a reflex\u00e3o da Palavra, a ora\u00e7\u00e3o, o jejum, a abstin\u00eancia, a esmola e os sacramentos. No in\u00edcio da Quaresma, por\u00e9m, costuma anunciar-se o destino a dar ao produto da ren\u00fancia feita com amor ao longo deste tempo. Olhando \u00e0 volta, facilmente constatamos que vivemos em tempos de crise e de pobreza reconhecida e envergonhada que destr\u00f3i e mata lentamente. A mis\u00e9ria entrou na casa de muita gente e constitui uma amea\u00e7a para outra. N\u00e3o podemos deixar morrer, nos mais atingidos, a esperan\u00e7a de um futuro mais risonho. A caridade \u00e9 criativa, discreta e libertadora. A P\u00e1scoa encerra o ideal revolucion\u00e1rio do crist\u00e3o: dar e dar-se em verdade e amor. Nesta prepara\u00e7\u00e3o para a P\u00e1scoa, convido todos os diocesanos a se inserirem na caminhada de convers\u00e3o e a partilharem as suas ren\u00fancias, jejuns e abstin\u00eancias com aqueles que s\u00e3o mais pobres e imploram ajuda. <b>Um pintainho para S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe<\/b> Na nossa Diocese de Portalegre-Castelo Branco, a ren\u00fancia quaresmal deste ano ter\u00e1 duas finalidades: \u2013 Uma parte ficar\u00e1 com a C\u00e1ritas Diocesana. Com a discri\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 peculiar, saber\u00e1 manifestar a presen\u00e7a da comunidade crist\u00e3, atrav\u00e9s dos Grupos C\u00e1ritas ou da diversidade dos Movimentos ou Grupos S\u00f3cio-Caritativos da Diocese, junto daqueles casos a quem a comunidade local n\u00e3o possa dar resposta e lhe apresente a situa\u00e7\u00e3o devidamente fundamentada. \u2013 Outra parte ir\u00e1, atrav\u00e9s e ao crit\u00e9rio da mesma C\u00e1ritas, para S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. O Presidente da C\u00e1ritas Diocesana fez parte de uma Delega\u00e7\u00e3o Nacional que recentemente visitou aquele Pa\u00eds no \u00e2mbito da coopera\u00e7\u00e3o j\u00e1 existente. Continuar a ajudar aquele povo irm\u00e3o a viver com o m\u00ednimo de dignidade \u00e9 um desafio que a C\u00e1ritas Portuguesa tem assumido com amor e persist\u00eancia. Desta vez, para al\u00e9m dos projectos j\u00e1 em curso no terreno, trouxeram outras preocupa\u00e7\u00f5es que querem ajudar a resolver.  A Caritas da nossa Diocese de Portalegre-Castelo Branco assumiu duas linhas de apoio: 1- Conceder \u00e0 Par\u00f3quia de Santana um subs\u00eddio de 750 euros, o suficiente (!) para as obras de adapta\u00e7\u00e3o e equipamento de uma creche; 2- Ajudar a criar um avi\u00e1rio na Ro\u00e7a \u201cB\u00f4b\u00f4 F\u00f4rro\u201d, explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e pecu\u00e1ria pertencente \u00e0 Caritas de S. Tom\u00e9. O produto da venda do que ali se vier a criar e produzir destina-se \u00e0 supera\u00e7\u00e3o das in\u00fameras car\u00eancias que t\u00eam as crian\u00e7as de S. Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. \u00c9 esse o objectivo. Para concretizarmos esta colabora\u00e7\u00e3o, sujeitaremos toda a nossa campanha de ren\u00fancia quaresmal ao slogan: \u201cum pintainho para S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe\u201d. (Um pintainho: um euro). Procuraremos envolver nesta campanha, de uma forma muito especial, todas as crian\u00e7as, adolescentes e jovens da nossa Diocese com as iniciativas que eles mesmos, os p\u00e1rocos, os catequistas, os movimentos e as fam\u00edlias forem capazes de dinamizar para que tamb\u00e9m as novas gera\u00e7\u00f5es se habituem a pensar e partilhar com os mais pobres, n\u00e3o o que lhes sobra, mas o fruto das suas ren\u00fancias, jejuns e abstin\u00eancias sofridas e volunt\u00e1rias por amor aos outros. <b>D. Antonino Dias &#8211; Bispo de Portalegre-Castelo Branco<\/i>   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>REN\u00daNCIA QUARESMAL Nos tr\u00eas primeiros s\u00e9culos da Igreja n\u00e3o havia necessidade da Quaresma como tempo de prepara\u00e7\u00e3o para a P\u00e1scoa. 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