{"id":36899,"date":"2009-02-13T11:19:47","date_gmt":"2009-02-13T11:19:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/02\/13\/i-congresso-portugues-do-voluntariado-em-marco\/"},"modified":"2018-03-06T16:24:19","modified_gmt":"2018-03-06T16:24:19","slug":"i-congresso-portugues-do-voluntariado-em-marco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/i-congresso-portugues-do-voluntariado-em-marco\/","title":{"rendered":"I Congresso Portugu\u00eas do Voluntariado em Mar\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>6 e 7 de Mar\u00e7o s\u00e3o as datas escolhidas para o primeiro grande encontro dos volunt\u00e1rios portugueses, sob a \u00e9gide da rec\u00e9m-criada Confedera\u00e7\u00e3o Portuguesa do Voluntariado (CPV). Apresentar publicamente a CPV, conhecer melhor o voluntariado em Portugal e adoptar orienta\u00e7\u00f5es e recomenda\u00e7\u00f5es para o futuro s\u00e3o os objectivos deste congresso, a realizar no F\u00f3rum Lisboa.   A CPV nasceu oficialmente em Janeiro de 2007, mas a sua g\u00e9nese remonta a 2005 quando, para comemorar o Dia Internacional do Voluntariado, v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es de \u00e2mbito nacional participaram numa reuni\u00e3o alargada do Conselho Nacional de Promo\u00e7\u00e3o do Voluntariado (CNPV) e foram interpeladas nesse encontro para se juntarem numa confedera\u00e7\u00e3o.   A comiss\u00e3o instaladora \u00e9 presidida por Eug\u00e9nio Fonseca e \u00e9 integrada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Institui\u00e7\u00f5es de Solidariedade (CNIS), pela Animar, pela Cruz Vermelha Portuguesa, pelo Instituto S. Jo\u00e3o de Deus, pela Liga dos Bombeiros Portugueses, pela Plataforma Sa\u00fade em Di\u00e1logo e pela Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias Portuguesas.   \u201cA confedera\u00e7\u00e3o nasceu pelo motivo de se sentir que n\u00e3o havia nenhuma organiza\u00e7\u00e3o em Portugal da sociedade civil que, em nome de todas as da \u00e1rea respectiva, representasse os volunt\u00e1rios\u201d, explica o presidente da comiss\u00e3o instaladora. \u201cJ\u00e1 existe o Conselho Nacional para a Promo\u00e7\u00e3o do Voluntariado. \u00c9 um conselho que emana do Estado, mas n\u00e3o \u00e9 uma inst\u00e2ncia representativa dos volunt\u00e1rios, da\u00ed ter nascido esta ideia\u201d.   A confedera\u00e7\u00e3o tem como finalidade representar os volunt\u00e1rios portugueses e as respectivas organiza\u00e7\u00f5es, quaisquer que sejam os seus dom\u00ednios de actividade. Neste \u00e2mbito, fazem parte dos objectivos da associa\u00e7\u00e3o contribuir para a defesa dos direitos e interesses dos volunt\u00e1rios, atrav\u00e9s da representa\u00e7\u00e3o do voluntariado de Portugal a n\u00edvel nacional e internacional, da preserva\u00e7\u00e3o e actualiza\u00e7\u00e3o da identidade do volunt\u00e1rio, da coopera\u00e7\u00e3o entre as organiza\u00e7\u00f5es de voluntariado e da promo\u00e7\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria.   Eug\u00e9nio Fonseca defende que \u00e9 preciso criar condi\u00e7\u00f5es para assegurar o recrutamento e a forma\u00e7\u00e3o dos volunt\u00e1rios. \u201cH\u00e1 uma forma\u00e7\u00e3o inicial que conv\u00e9m que seja mais homog\u00e9nea para que o volunt\u00e1rio possa estar hoje numa organiza\u00e7\u00e3o e amanh\u00e3 possa estar noutra. Quando falo em forma\u00e7\u00e3o, falo em podermos arranjar modelos comuns em termos de conte\u00fado que levem a que haja uma uniformiza\u00e7\u00e3o dessa forma\u00e7\u00e3o, de tal forma que quando o volunt\u00e1rio deixe de prestar servi\u00e7o numa organiza\u00e7\u00e3o e passe para outra a base seja a mesma\u201d.   O presidente afirma ser tamb\u00e9m necess\u00e1rio conhecer a realidade do voluntariado nacional e manter actualizado esse conhecimento. Segundo ele, os poucos estudos que existem n\u00e3o s\u00e3o abrangentes o suficiente para retratar o pa\u00eds. \u201cHavendo uma organiza\u00e7\u00e3o como a nossa, com uma base de dados actualizada, \u00e9 mais simples saber quantos s\u00e3o, o que fazem, em que zonas do pa\u00eds se localizam\u201d. Eug\u00e9nio Fonseca diz que o povo portugu\u00eas \u00e9 muito \u201cvoluntarista\u201d, mas que para ser volunt\u00e1rio h\u00e1 \u201cum caminho a percorrer\u201d.   Para o dirigente, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, principalmente ap\u00f3s o 25 de Abril tem havido uma reformula\u00e7\u00e3o do voluntariado em Portugal, com uma maior diversifica\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de actua\u00e7\u00e3o que deixaram de ser quase exclusivamente na ac\u00e7\u00e3o social, sa\u00fade e nas colectividades de recreio e passaram a integrar vertentes novas como a cultura ou o ambiente. \u201cExiste uma maior consci\u00eancia, mas para a dimens\u00e3o e para as necessidades do pa\u00eds \u00e9 preciso haver uma consist\u00eancia ainda maior, que o voluntariado seja encarado como uma cultura\u201d, defende.   O l\u00edder da CPV d\u00e1 como exemplo o grande n\u00famero de colectividades existentes em Portugal, sustentadas no voluntariado, mas cujo n\u00edvel de participa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito baixo. \u201cAs pessoas pagam a sua quota, mas n\u00e3o fazem mais do que isso, e essa fraca participa\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m muito not\u00f3ria ao n\u00edvel da renova\u00e7\u00e3o dos quadros dirigentes dessas associa\u00e7\u00f5es. S\u00e3o cargos mais exigentes, de maior responsabilidade e de uma presen\u00e7a mais ass\u00eddua e n\u00e3o h\u00e1 disponibilidade para isso e por isso, encontramos dirigentes que se perpetuam nos cargos, porque n\u00e3o h\u00e1 quem as substitua\u201d.   Para o presidente \u00e9 necess\u00e1rio fazer uma aposta forte no desenvolvimento de motiva\u00e7\u00f5es que levem as pessoas a \u201ccomprometerem-se com o voluntariado\u201d. \u201cH\u00e1 motiva\u00e7\u00f5es que ainda n\u00e3o foram encontradas, pois falamos de um voluntariado que assenta na gratuidade, n\u00e3o tem qualquer contrapartida de ordem material. H\u00e1 pa\u00edses, por exemplo em que, em igualdade de circunst\u00e2ncias acad\u00e9micas no acesso ao ensino superior, d\u00e1-se prefer\u00eancia a quem fez mais horas de voluntariado, \u00e9 uma motiva\u00e7\u00e3o\u201d. Eug\u00e9nio Fonseca diz que um dos pap\u00e9is fundamentais da confedera\u00e7\u00e3o \u00e9 desenvolver essas motiva\u00e7\u00f5es e que a grande aposta passa pela mobiliza\u00e7\u00e3o dos jovens.   Estas mat\u00e9rias far\u00e3o parte dos temas em discuss\u00e3o no I Congresso do Voluntariado Portugu\u00eas, onde se v\u00e3o abordar tem\u00e1ticas como: \u201cO voluntariado em Portugal \u2013 das origens \u00e0 actualidade\u201d, \u201cO ciclo de vida volunt\u00e1rio\u201d, \u201cRecrutamento e fideliza\u00e7\u00e3o dos volunt\u00e1rios \u2013 o compromisso\u201d, \u201c\u00c9tica e responsabilidade social dos volunt\u00e1rios\u201d, \u201cO marketing do voluntariado\u201d e \u201cMecenato e Reconhecimento social\u201d. <i>Solidariedade<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>6 e 7 de Mar\u00e7o s\u00e3o as datas escolhidas para o primeiro grande encontro dos volunt\u00e1rios portugueses, sob a \u00e9gide da rec\u00e9m-criada Confedera\u00e7\u00e3o Portuguesa do Voluntariado (CPV). 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