{"id":36886,"date":"2009-02-12T12:40:58","date_gmt":"2009-02-12T12:40:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/02\/12\/religiao-e-assunto-residual-na-informacao\/"},"modified":"2009-02-12T12:40:58","modified_gmt":"2009-02-12T12:40:58","slug":"religiao-e-assunto-residual-na-informacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/religiao-e-assunto-residual-na-informacao\/","title":{"rendered":"Religi\u00e3o \u00e9 assunto residual na informa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Encontro em Lisboa debate qual a rela\u00e7\u00e3o entre o fen\u00f3meno religioso e os media, lamentando a falta de espa\u00e7o para o tema  <!--more--> Jornalistas, comentadores, autores de blogues, estudiosos e respons\u00e1veis de comunidades religiosas reuniram esta Quinta-feira em Lisboa para um encontro sobre o tema \u00abEntre a vertigem e o sil\u00eancio \u2013 porque (n\u00e3o) h\u00e1 espa\u00e7o nos media para o religioso\u00bb.  Da manh\u00e3 de trabalhos, na Universidade Lus\u00f3fona, emergiu a ideia de que a religi\u00e3o \u00e9, no espa\u00e7o medi\u00e1tico, um assunto residual, que no caso da ag\u00eancia Lusa, por exemplo, representa menos de 1% da produ\u00e7\u00e3o noticiosa.  Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Santos, secret\u00e1rio-geral da Lusa, revelou que apesar deste ser classificado como um tema de \u201cprimeiro n\u00edvel\u201d, em 2008, houve 772 not\u00edcias sobre religi\u00e3o, apenas 0,6% do total. O panorama n\u00e3o se altera nas fotos, com 349 (1,1% do total). A religi\u00e3o \u00e9 assim o antepen\u00faltimo dos temas de primeiro n\u00edvel (menos s\u00f3 a agenda e a meteorologia).  Jos\u00e9 Manuel Vidal, jornalista respons\u00e1vel pela informa\u00e7\u00e3o religiosa do \u201cEl Mundo\u201d e director de www.religiondigital.com, defende que a Igreja tem de \u201cmudar de chip\u201d para entrar na agenda medi\u00e1tica.  Para Ant\u00f3nio Marujo, jornalista do \u201cP\u00fablico\u201d, \u00e0 ignor\u00e2ncia nas redac\u00e7\u00f5es acerca do fen\u00f3meno religioso deve somar-se uma abordagem centrada sobretudo num lado mais institucional ou mais conflitivo, faltando um tratamento mais propositivo ou mais inesperado do fen\u00f3meno religioso.  Jorge Wemans, director de programas da RTP 2, defendeu que em vez de sil\u00eancio, h\u00e1 um \u201cmurm\u00fario\u201d sobre o religioso nos media. Apesar da incapacidade de \u201cpensar o religioso\u201d, este respons\u00e1vel lembrou que existem meios importantes e significativos, em Portugal, como os casos da Ecclesia e da Renascen\u00e7a, de presen\u00e7a da Igreja Cat\u00f3lica na comunica\u00e7\u00e3o social.  No debate que se seguiu \u00e0s interven\u00e7\u00f5es, falou-se na \u201cdescapitaliza\u00e7\u00e3o\u201d do jornalista que percebe de religi\u00e3o dentro das redac\u00e7\u00f5es.  Esta iniciativa \u00e9 promovida por jornalistas que abordam o fen\u00f3meno religioso em diversos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social, tendo sido desenhada como uma oportunidade de reflectir sobre a rela\u00e7\u00e3o entre o religioso e os media.   <b>Que import\u00e2ncia jornal\u00edstica aos temas religiosos?<\/b> Esta quest\u00e3o ocupou os trabalhos da parte da tarde, com a presen\u00e7a do j\u00e1 referido Jos\u00e9 Manuel Vidal, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Teixeira (SIC, director SIC Not\u00edcias), Raquel Abcassis (RR, subdirectora de informa\u00e7\u00e3o) e Miguel Gaspar (P\u00fablico, Editor Mundo), seguido de debate.  O director da SIC Not\u00edcias lembrou que \u201co espa\u00e7o, hoje, fragmentou-se, dissolveu-se e acabou por contagiar toda a narrativa jornal\u00edstica\u201d.  Sobre o espa\u00e7o que \u00e9 dedicado ao religioso, frisou que a principal emissora de R\u00e1dio em Portugal \u00e9 cat\u00f3lica, h\u00e1 ainda cerim\u00f3nias cat\u00f3licas na TVI, muita imprensa regional est\u00e1 ligada \u00e0 Igreja e que h\u00e1 especialistas em todas as redac\u00e7\u00f5es importantes, para al\u00e9m de colunistas em v\u00e1rios jornais. O mal-estar, admitiu, pode vir de um tratamento jornal\u00edstico acr\u00edtico ou displicente. \u201cN\u00e3o h\u00e1 muita vontade de levar o jornalismo mais longe nestes dom\u00ednios\u201d, atirou.  Jos\u00e9 Manuel Vidal referiu que h\u00e1 cada vez menos espa\u00e7o num jornal de tiragem nacional para a religi\u00e3o, mais a mais em jornais claramente alinhados com os partidos pol\u00edticos. Este respons\u00e1vel lamentou a falta de investimento em rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas por parte dos maiores respons\u00e1veis da Igreja, a quem apontou ainda a falta de linguagem estrat\u00e9gica. Para o jornalista espanhol, cada Confer\u00eancia Episcopal deve ter \u201cestrelas medi\u00e1ticas\u201d e afastar receios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o social, tratando os jornalistas como profissionais.  Raquel Abecassis falou de imprepara\u00e7\u00e3o e preconceito nos media, destacando que mesmo dentro da emissora cat\u00f3lica h\u00e1 uma altera\u00e7\u00e3o na forma de comunicar o religioso, \u00e1rea na qual existe grande procura. Para esta respons\u00e1vel, \u00e9 importante \u201cultrapassar os picos moment\u00e2neos em que o religioso surge com grande destaque, mas sem tocar a vida das pessoas\u201d.  J\u00e1 Miguel Gaspar destacou que as abordagens heterodoxas ganham visibilidade e que a pr\u00f3pria audi\u00eancia sabe pouco sobre temas religiosos. O editor defende uma abordagem marcada pelo pluralismo, num espa\u00e7o de liberdade religiosa, procurando compreender a rela\u00e7\u00e3o que as grandes quest\u00f5es da religi\u00e3o com a realidade do mundo actual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontro em Lisboa debate qual a rela\u00e7\u00e3o entre o fen\u00f3meno religioso e os media, lamentando a falta de espa\u00e7o para o tema<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-36886","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36886","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36886"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36886\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36886"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36886"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36886"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}