{"id":368169,"date":"2025-04-06T09:31:50","date_gmt":"2025-04-06T08:31:50","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=368169"},"modified":"2025-04-07T16:29:54","modified_gmt":"2025-04-07T15:29:54","slug":"saude-portugal-presidente-da-associacao-portuguesa-de-cuidados-paliativos-lamenta-incapacidade-de-discutir-o-fim-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saude-portugal-presidente-da-associacao-portuguesa-de-cuidados-paliativos-lamenta-incapacidade-de-discutir-o-fim-da-vida\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade\/Portugal: Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Cuidados Paliativos lamenta \u00abincapacidade de discutir o fim da vida\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>Catarina Pazes apela a debate alargado \u00e0 forma como se \u00abvive at\u00e9 ao fim\u00bb, defendendo valoriza\u00e7\u00e3o<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_313520\" aria-describedby=\"caption-attachment-313520\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Cuidados-Paliativos-Beja-4.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-313520 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Cuidados-Paliativos-Beja-4.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1282\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Cuidados-Paliativos-Beja-4.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Cuidados-Paliativos-Beja-4-389x260.jpg 389w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Cuidados-Paliativos-Beja-4-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Cuidados-Paliativos-Beja-4-768x513.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Cuidados-Paliativos-Beja-4-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Cuidados-Paliativos-Beja-4-1536x1026.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-313520\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/HM<\/figcaption><\/figure>\n<p>Beja, 06 abr 2025 (Ecclesia) \u2013 A presidente da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), Catarina Pazes lamentou a \u201cincapacidade\u201d de discutir o fim da vida, em Portugal, criticando a legaliza\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia.<\/p>\n<p>\u201cParece-nos uma legisla\u00e7\u00e3o absolutamente extempor\u00e2nea e continua a s\u00ea-lo precisamente pela nossa incapacidade de discutir o fim da vida e como se vive at\u00e9 ao fim\u201d, refere, em entrevista conjunta \u00e0 ECCLESIA e Renascen\u00e7a, emitida e publicada este domingo.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 existem debates sobre como se morre, como \u00e9 que eu quero morrer\u201d, acrescenta a especialista.<\/p>\n<p>Catarina Pazes admite que, para muitas pessoas, a perce\u00e7\u00e3o sobre os \u00faltimos tempos da vida \u00e9 \u201cde grande sofrimento, associada a tantas interven\u00e7\u00f5es que trazem sofrimento e ang\u00fastia, a tantos internamentos hospitalares, a tubos, medidas desproporcionadas, agress\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o h\u00e1 apoio, n\u00e3o h\u00e1 suporte, n\u00e3o h\u00e1 ajuda, viver essa fase da vida deve ser mesmo horr\u00edvel. Ent\u00e3o eu prefiro antecipar o fim\u201d, observou.<\/p>\n<p>A lei da eutan\u00e1sia foi promulgada em 16 de maio de 2023 pelo presidente da Rep\u00fablica Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, mas aguarda regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Tribunal Constitucional deve pronunciar-se proximamente sobre a lei, ap\u00f3s pedido feito pela Provedora de Justi\u00e7a Maria L\u00facia Amaral, segundo a qual &#8220;para haver vontade livre e esclarecida \u00e9 necess\u00e1rio que o Estado garanta outras op\u00e7\u00f5es&#8221;, como uma boa rede de cuidados paliativos.<\/p>\n<p>A presidente da APCP admite \u201calguma desilus\u00e3o\u201d com a falta de investimento no setor, apesar da lei aprovada em 2012.<\/p>\n<p>\u201cEsta \u00e1rea de cuidados de sa\u00fade n\u00e3o foi priorizada verdadeiramente\u201d, adverte, considerando que ainda hoje as equipas de paliativos est\u00e3o \u201cabaixo dos m\u00ednimos\u201d.<\/p>\n<p>Perante o aumento da esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida e o progressivo envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, a entrevistada entende que o investimento nos Cuidados Paliativos \u201c\u00e9 premente para o Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cIsto \u00e9 um tsunami. O n\u00famero de pessoas mais velhas, com o aumento do n\u00famero de pessoas com doen\u00e7a grave, com doen\u00e7a cr\u00f3nica, traz certamente muita ang\u00fastia e muita necessidade de adequa\u00e7\u00e3o de cuidados ao longo do percurso, com processos de tomada de decis\u00e3o, com a necessidade de apoio para o doente, para a sua fam\u00edlia, para o cuidador\u201d, real\u00e7a.<\/p>\n<p>O apelo que fazemos \u00e9 que seja um assunto transversal e que seja trazido, de facto, para a campanha com uma discuss\u00e3o s\u00e9ria sobre as medidas urgentes a propor no imediato\u201d.<\/p>\n<p>trata-se aqui de um investimento que precisa de acontecer a bem do futuro da sa\u00fade em Portugal.<\/p>\n<p>desospitalizar os cuidados, desospitalizar a viv\u00eancia do final da vida, a vida at\u00e9 o fim, e dando \u00e0s pessoas o direito de escolher onde estar nessa fase, tem um impacto enorme para a pessoa e para os seus entes queridos, e tem um impacto enorme para o sistema.<\/p>\n<blockquote><p>Medidas que tragam essa humaniza\u00e7\u00e3o, que tragam a humaniza\u00e7\u00e3o dos cuidados \u00e0s pessoas que est\u00e3o numa situa\u00e7\u00e3o de fim de vida, s\u00e3o medidas que se imp\u00f5em do ponto de vista \u00e9tico, do ponto de vista deontol\u00f3gico, da presta\u00e7\u00e3o de cuidados de sa\u00fade, e que o Estado deve garantir.<\/p><\/blockquote>\n<p>Catarina Pazes fala num sistema \u201cinsustent\u00e1vel\u201d perante o aumento da procura por parte de pessoas doen\u00e7as cr\u00f3nicas, com v\u00e1rios problemas de sa\u00fade, que \u201cprecisam efetivamente de uma assist\u00eancia adequada \u00e0 sua situa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Continuamos a dar a resposta que a pessoa n\u00e3o necessita, ou uma resposta diferente daquela que ela necessita, mas que infelizmente se traduz em muitas vezes, agravamento do pr\u00f3prio sofrimento\u201d, sustenta.<\/p>\n<p>A especialista recorda o trabalho das equipas de paliativos junto das fam\u00edlias e o seu papel \u201cmuit\u00edssimo importante\u201d na forma como se lida com o luto, rejeitando que estes cuidados sejam sin\u00f3nimo de \u201cmorte iminente\u201d.<\/p>\n<p>\u201cUma equipa de cuidados paliativos ajuda as pessoas a viver bem, independentemente da sua doen\u00e7a de base e da fase em que a doen\u00e7a esteja\u201d, precisa.<\/p>\n<p>No dia em que se encerra o Jubileu dos Doentes e do Mundo da Sa\u00fade, no Vaticano, Catarina Pazes recorda a convalescen\u00e7a de Francisco e deseja que n\u00e3o faltem ao Papa \u201ccuidados paliativos, independentemente do percurso que ele tenha e da possibilidade de reverter a situa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQue seja sempre percecionado que fizemos tudo o que era adequado, que fizemos tudo o que era correto e que a pessoa teve uma vida digna at\u00e9 ao fim\u201d, <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saude-e-preciso-desospitalizar-a-vivencia-do-final-da-vida-a-vida-ate-o-fim\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">conclui<\/a>.<\/p>\n<p><em>Henrique Cunha (Renascen\u00e7a) e Oct\u00e1vio Carmo (Ecclesia)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catarina Pazes apela a debate alargado \u00e0 forma como se \u00abvive at\u00e9 ao fim\u00bb, defendendo 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