{"id":367591,"date":"2025-03-31T16:29:51","date_gmt":"2025-03-31T15:29:51","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=367591"},"modified":"2025-03-31T16:34:14","modified_gmt":"2025-03-31T15:34:14","slug":"lusofonias-peregrinos-da-quaresma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-peregrinos-da-quaresma\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Peregrinos da Quaresma"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Roma<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Lusofonias.sette-Chiese2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-367593 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Lusofonias.sette-Chiese2-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Lusofonias.sette-Chiese2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Lusofonias.sette-Chiese2-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Lusofonias.sette-Chiese2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Lusofonias.sette-Chiese2-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Lusofonias.sette-Chiese2.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 tradi\u00e7\u00f5es que resistem ao tempo porque t\u00eam profundidade e marcam a hist\u00f3ria. A \u2018Peregrina\u00e7\u00e3o das Sete Igrejas\u2019 (\u2018Giro delle Sette Chiese), em Roma, \u00e9 uma delas. Este ano do Jubileu da Esperan\u00e7a, peregrinei com mais dez pessoas, origin\u00e1rias de nove pa\u00edses e tr\u00eas continentes! A hist\u00f3ria atira-nos para o long\u00ednquo 1553, quando S. Filipe de N\u00e9ri convenceu as fam\u00edlias ricas de Roma a deixar os seus empregados dom\u00e9sticos fazer dois dias de peregrina\u00e7\u00e3o pelos campos, a fim de se prepararem para a P\u00e1scoa. Sem\u00a0 liberdade nem dinheiro, obrigados a trabalhar dia e noite naqueles ares polu\u00eddos da cidade, os trabalhadores romanos ganharam estes dois dias de \u2018espiritualidade, f\u00e9rias e liberdade\u2019, peregrinando \u00e0s Sete Igrejas de Roma, todas eles situadas fora da cidade, no meio dos campos. Foi uma iniciativa social e ecol\u00f3gica, al\u00e9m de profundamente religiosa. T\u00e3o importante e simb\u00f3lica que resistiu at\u00e9 aos dias de hoje.<\/p>\n<p>Voltemos \u00e0s Sete Igrejas. Come\u00e7amos na Pra\u00e7a de S. Pedro, a olhar para a Bas\u00edlica e a rezar pelo Papa Francisco que estava hospitalizado com progn\u00f3stico reservado. Fomos at\u00e9 \u00e0 Ilha de Roma, chamada Tiberina, para rezarmos e nos inspirarmos, na Igreja de S. Bartolomeu, com m\u00e1rtires dos nossos tempos. Seguimos para S. Paulo Fora de Muros, onde pudemos rezar diante dos rostos de todos os Papas da hist\u00f3ria da Igreja, evocando o maior mission\u00e1rio de sempre, Paulo. J\u00e1 com algumas queixas por parte dos m\u00fasculos, prosseguimos at\u00e9 \u00e0 Bas\u00edlica de S. Sebasti\u00e3o, ali junto \u00e0 Via Appia, onde est\u00e3o as catacumbas mais famosas: Santa Domitila, S. Sebasti\u00e3o e S. Calisto. Passamos pela famosa Capela do \u2018Quo Vadis?\u2019, que evoca o momento em que Pedro pergunta a Cristo \u2018onde vais?\u2019. Depois de ouvir a resposta, \u2018vou a Roma substituir-te, porque tu est\u00e1s a fugir!\u2019, Pedro fez marcha-atr\u00e1s, regressando \u00e0 cidade, onde seria martirizado. A etapa seguinte levou-nos \u00e0 Bas\u00edlica de S. Jo\u00e3o de Latr\u00e3o, sede da Diocese de Roma, dedicada aos santos Jo\u00e3o Baptista e Jo\u00e3o Evangelista. A caminhada mais curta foi at\u00e9 \u00e0 Bas\u00edlica da Santa Cruz de Jerusal\u00e9m, onde est\u00e1 exposta a madeira que sobra da Cruz de Cristo, segundo lenda antiga. Com a Peregrina\u00e7\u00e3o a apontar para o fim, passamos diante da porta do grande cemit\u00e9rio de Roma (Campo Verano) e, logo a seguir, rezamos na Bas\u00edlica de S. Louren\u00e7o. Em Dia Mundial da Mulher, a \u00faltima etapa, fez-nos passar junto \u00e0 grande Esta\u00e7\u00e3o de Termini, com chegada ao destino final, a Bas\u00edlica de S. Maria Maior, onde rezamos em frente da grande est\u00e1tua de Santa Maria, confiando-nos \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da M\u00e3e.<\/p>\n<p>Esta est\u00e1 a ser uma Quaresma muito especial, por duas raz\u00f5es: vivemos intensamente o Jubileu da Esperan\u00e7a; acompanhamos a grave doen\u00e7a que atingiu duramente o Papa Francisco. Dele, destaco dois textos que preparou antes de se declarar, com gravidade, a doen\u00e7a que o levou ao Hospital Gemelli. Come\u00e7o pela Mensagem para a Quaresma, com o sugestivo t\u00edtulo \u2018Caminhemos juntos na Esperan\u00e7a\u2019. Diz: \u2018<em>seria um bom exerc\u00edcio quaresmal confrontar-nos com a realidade concreta de algum migrante ou peregrino e deixar que ela nos interpele, a fim de descobrir o que Deus pede de n\u00f3s para sermos melhores viajantes rumo \u00e0 Casa do Pai. Esse \u00e9 um bom \u2018exame\u2019 para o viandante\u2019. Mais \u00e0 frente, lan\u00e7a uma pergunta desafiante: \u2018Vivo concretamente a esperan\u00e7a que me ajuda a ler os acontecimentos da hist\u00f3ria e me impele a um compromisso com a justi\u00e7a, a fraternidade, o cuidado da casa comum, garantindo que ningu\u00e9m seja deixado para tr\u00e1s?<\/em>\u2019.<\/p>\n<p>A Homilia que preparou para a 4\u00aa feira de Cinzas \u00e9 inspiradora: \u2018<em>aprendamos, por meio da esmola, a sair de n\u00f3s mesmos para partilhar as necessidades uns dos outros e alimentar a esperan\u00e7a de um mundo mais justo; aprendamos, por meio da ora\u00e7\u00e3o, a descobrir-nos necessitados de Deus ou, como dizia Jacques Maritain, \u201cmendigos do c\u00e9u\u201d, para alimentar a esperan\u00e7a de que, nas nossas fragilidades e no fim da nossa peregrina\u00e7\u00e3o terrena, nos espera um Pai de bra\u00e7os abertos; aprendamos, por meio do jejum, que n\u00e3o vivemos apenas para satisfazer necessidades, mas que temos fome de amor e de verdade, e s\u00f3 o amor de Deus e de uns pelos outros pode verdadeiramente saciar-nos e dar-nos esperan\u00e7a num futuro melhor\u2019<\/em>.<\/p>\n<p>Ainda em tempo de Quaresma, o Papa enviou uma mensagem \u00e0 Igreja cat\u00f3lica do Brasil, motivando para a viv\u00eancia da Campanha da Fraternidade. Louvou a atualidade e oportunidade da escolha do tema: <em>\u2018aborda outra vez a tem\u00e1tica ambiental, com o objetivo de \u2018promover, em esp\u00edrito quaresmal e em tempos de urgente crise socio-ambiental, um processo de convers\u00e3o integral, ouvindo o grito dos pobres e da Terra<\/em>\u2019.<\/p>\n<p>Com toda esta inspira\u00e7\u00e3o, a Quaresma est\u00e1 a ajudar-nos a preparar mais e melhor uma P\u00e1scoa com Vida, Justi\u00e7a, Paz e Ecologia integral.<\/p>\n<p><em>Tony Neves, em Roma<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - Peregrinos da Quaresma\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; 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