{"id":367041,"date":"2025-03-30T09:30:49","date_gmt":"2025-03-30T08:30:49","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=367041"},"modified":"2025-03-27T15:49:01","modified_gmt":"2025-03-27T15:49:01","slug":"igreja-europa-queremos-a-paz-mas-uma-paz-que-possa-ser-aceite-pela-ucrania-d-nuno-bras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-europa-queremos-a-paz-mas-uma-paz-que-possa-ser-aceite-pela-ucrania-d-nuno-bras\/","title":{"rendered":"Igreja\/Europa: \u00abQueremos a paz, mas uma paz que possa ser aceite pela Ucr\u00e2nia\u00bb &#8211; D. Nuno Br\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p><em>Os delegados das Confer\u00eancias Episcopais da Uni\u00e3o Europeia reuniram-se na \u00faltima semana para refletir sobre a renova\u00e7\u00e3o da Unidade Interna da Europa e no seu empenho em ser um ator global para a paz. O bispo do Funchal e vice-presidente da COMECE \u00e9 o convidado da entrevista semanal conjunta da Renascen\u00e7a e da Ag\u00eancia Ecclesia<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_367043\" aria-describedby=\"caption-attachment-367043\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/54411035017_34f1f37edb_6k.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-367043 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/54411035017_34f1f37edb_6k.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/54411035017_34f1f37edb_6k.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/54411035017_34f1f37edb_6k-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/54411035017_34f1f37edb_6k-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/54411035017_34f1f37edb_6k-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/54411035017_34f1f37edb_6k-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/54411035017_34f1f37edb_6k-1536x1024.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-367043\" class=\"wp-caption-text\">Foto: COMECE<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Entrevista conduzida por Henrique Cunha (Renascen\u00e7a) e Oct\u00e1vio Carmo (Ecclesia)<\/em><\/p>\n<p><em>Tr\u00eas anos depois da guerra em larga escala na Ucr\u00e2nia, a COMECE pediu solidariedade transatl\u00e2ntica e mundial para acabar com o conflito atrav\u00e9s de negocia\u00e7\u00f5es. O que \u00e9 que tem faltado para chegar \u00e0 paz global, \u00e0 paz justa e duradoura?<\/em><\/p>\n<p>Creio que tem faltado precisamente isso, querer chegar \u00e0 paz e \u00e0 paz justa e duradoura. Ou seja, n\u00f3s n\u00e3o podemos querer a paz a todo<\/p>\n<p>o custo, trata-se de facto de uma quest\u00e3o de justi\u00e7a para com a Ucr\u00e2nia, obviamente, mas por outro lado precisamos de fazer caminho para a paz. Muitas vezes a Europa tamb\u00e9m n\u00e3o tem feito este caminho, ou pelo menos n\u00e3o tem avan\u00e7ado neste caminho, instalando-se um pouco naquilo que \u00e9 o dinamismo da guerra simplesmente. Claro que n\u00e3o podemos deixar de apoiar a Ucr\u00e2nia, mas ao mesmo tempo tamb\u00e9m n\u00e3o podemos deixar de perceber que a paz, e a paz justa, \u00e9 o nosso objetivo e para isso precisamos de dar passos concretos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Est\u00e1vamos a falar da Europa, mas \u00e9 ineg\u00e1vel que desde que tomou posse a nova administra\u00e7\u00e3o norte-americana, temos visto tamb\u00e9m alguns sinais contradit\u00f3rios em rela\u00e7\u00e3o a este conflito. H\u00e1 uma tend\u00eancia a valorizar sobretudo a parte econ\u00f3mica, entre as diversas premissas que podem ser consideradas neste processo. Isso pode ser visto at\u00e9 como algo imoral, num contexto de guerra?<\/em><\/p>\n<p>Bom, vamos l\u00e1 ver, eu penso que sim, pode ser, obviamente. O dinamismo econ\u00f3mico e as contrapartidas econ\u00f3micas s\u00e3o realidade e, portanto, s\u00e3o um dos pontos da equa\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o podem ser a equa\u00e7\u00e3o. Queremos a paz, mas uma paz que possa ser aceite pela Ucr\u00e2nia e que possa minimamente fazer justi\u00e7a ao povo ucraniano que, ao longo destes anos, tem perdido tantos dos seus jovens, tantos dos seus homens e tantas das suas realidades j\u00e1 conquistadas com tanto trabalho.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>E j\u00e1 que falamos da quest\u00e3o econ\u00f3mica, n\u00e3o \u00e9 uma paz a qualquer pre\u00e7o, n\u00e3o \u00e9?<\/em><\/p>\n<p>Exatamente, \u00e9 isso. Creio que \u00e9 muito importante que isso se compreenda, que isso se acentue. Claramente esta nova administra\u00e7\u00e3o norte-americana tem uma perspetiva essencialmente econ\u00f3mica, essencialmente de neg\u00f3cio, essencialmente de oportunidade para fazer neg\u00f3cio, mas essa n\u00e3o pode ser a \u00fanica perspetiva, como \u00e9 \u00f3bvio. \u00c9 natural que possa ser um dos dados da equa\u00e7\u00e3o. Agora, creio que a grande quest\u00e3o \u00e9 sempre aquela de uma Europa que \u00e9 t\u00e3o complicada nos seus dinamismos &#8211; e se calhar n\u00e3o pode deixar de ser de outra forma, pelo menos enquanto tivermos esta configura\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia &#8211; que acaba por ser lenta e por n\u00e3o reagir tempestivamente \u00e0quilo que devia. Esta demora europeia sabe a pouco, \u00e9 pena n\u00e3o podermos reagir de outra forma.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Olhando o contexto da COMECE, que tem episcopados do leste da Europa, dos pa\u00edses n\u00f3rdicos, do B\u00e1ltico\u2026<\/em><\/p>\n<p>A partir desta reuni\u00e3o vamos ter tamb\u00e9m um observador permanente da Ucr\u00e2nia, tendo em vista que a Ucr\u00e2nia fez o pedido de ades\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o Europeia. Estando o processo aberto j\u00e1, tamb\u00e9m n\u00f3s achamos por bem ter um observador permanente, um delegado da Igreja na Ucr\u00e2nia que possa seguir os trabalhos da COMECE.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E que possa facilitar o di\u00e1logo, n\u00e3o \u00e9? <\/em><\/p>\n<p>E que pode facilitar o di\u00e1logo, obviamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Como \u00e9 que os membros do episcopado destes pa\u00edses que est\u00e3o mais pr\u00f3ximos do conflito, olham para a situa\u00e7\u00e3o? Percebem, da parte deles, se h\u00e1 uma no\u00e7\u00e3o de solidariedade nos pa\u00edses ocidentais?<\/em><\/p>\n<p>Sim, isso pareceu-me muito claro logo desde o in\u00edcio: quem acolheu os refugiados ucranianos foi essencialmente a Igreja, institutos ligados \u00e0 Igreja, recordo de uma forma muito particular a Pol\u00f3nia e as v\u00e1rias dezenas de milhares de refugiados que a Igreja na Pol\u00f3nia acolheu. A Pol\u00f3nia e os pa\u00edses lim\u00edtrofes, isso foi muito claro desde o princ\u00edpio e neste momento continua a ser claro: um apoio \u00e0 realidade ucraniana, n\u00e3o apenas em termos pol\u00edticos, mas sobretudo, por parte da Igreja, em termos de acolhimento, de disponibilidade para aquilo que as pessoas concretas na Ucr\u00e2nia necessitam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O aumento do investimento em armamento \u00e9 uma resposta aceit\u00e1vel neste cen\u00e1rio? Por exemplo, a Europa prepara um investimento da ordem dos 800 mil milh\u00f5es de euros em defesa. Est\u00e1 a criar-se um clima de rastilho iminente?<\/em><\/p>\n<p>Por um lado, isso \u00e9 uma hip\u00f3tese, enfim, porque quanto mais armas existem, mais f\u00e1cil \u00e9 alguma disparar, claro que sim; por outro lado, temos de ser tamb\u00e9m realistas e se os Estados Unidos n\u00e3o garantem, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa, aquilo que era habitual e, portanto, n\u00e3o garantem a defesa da Europa, a Europa tem de arranjar formas de se defender e isso parece-me tamb\u00e9m claro. Agora, de onde vem o dinheiro?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00c9 desviado, n\u00e3o \u00e9? De outros s\u00edtios, provavelmente\u2026<\/em><\/p>\n<p>Pois, essa \u00e9 claramente a outra quest\u00e3o, mas creio que tamb\u00e9m n\u00e3o podemos deixar de ser realistas e, n\u00e3o podemos ser ing\u00e9nuos e dizer que sem a exist\u00eancia de uma possibilidade da resist\u00eancia, de resistir a um eventual invasor, a Europa poder\u00e1 viver descansada e tranquila com toda a sua prosperidade. Isso obviamente, neste momento, n\u00e3o \u00e9 realista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ainda no quadro dos contactos que tem com os respons\u00e1veis de outros episcopados, eu pergunto se este novo quadro de rela\u00e7\u00f5es com os Estados Unidos e com a administra\u00e7\u00e3o Trump tem efetivamente gerado estas preocupa\u00e7\u00f5es?<\/em><\/p>\n<p>Sim, claramente a nova administra\u00e7\u00e3o americana \u00e9 um dado que est\u00e1 neste momento sempre presente nas nossas reflex\u00f5es, nos nossos debates. A administra\u00e7\u00e3o Trump foi eleita pelos americanos e, portanto, \u00e9 um dado com o qual n\u00f3s temos de contar, n\u00e3o podemos simplesmente demonizar. Agora \u00e9 um dado com o qual n\u00f3s contamos e, pronto, \u00e9 o que \u00e9. Acabou. \u00c9 a express\u00e3o tamb\u00e9m da vontade do povo americano, com algumas coisas das quais estamos mais pr\u00f3ximos, como muitas outras das quais discordamos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E fazer caminho aprendendo tamb\u00e9m com esta nova administra\u00e7\u00e3o e como se conviver com ela.<\/em><\/p>\n<p>Exatamente, como conviver com ela e, eventualmente, at\u00e9 como tentar convenc\u00ea-la de que n\u00e3o est\u00e1 certa e que n\u00e3o est\u00e1 correta e, portanto, ajudar tamb\u00e9m esta administra\u00e7\u00e3o, eventualmente, a fazer caminho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A diplomacia da Santa S\u00e9 tem sido muito ativa na tentativa de criar pontos de di\u00e1logo entre as partes em conflito, embora nem sempre bem entendida pela opini\u00e3o p\u00fablica. Espera que este esfor\u00e7o seja seguido por outros protagonistas? <\/em><\/p>\n<p>Bom, esperamos sempre que sim. A diplomacia da Santa S\u00e9 tem estado, sobretudo, muito ativa na troca de prisioneiros e creio que a\u00ed tem conseguido bastante sucesso. Existiram v\u00e1rias trocas de prisioneiros que foram mediadas pela diplomacia da Santa S\u00e9 ou, pelo menos, inspirada pela diplomacia da Santa S\u00e9.<\/p>\n<p>Que bom seria que as v\u00e1rias diplomacias europeias se unissem, n\u00e3o apenas no sentido das trocas de prisioneiros, mas, sobretudo, na possibilidade de caminhar para uma paz efetiva. Creio que, neste momento, a grande quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 convocar \u00e0 guerra, convocar ao conflito. Neste momento, a grande quest\u00e3o \u00e9 como encontrar caminhos que possam ser de paz duradoura para ambos os lados do conflito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Nesse sentido, sabendo que o Papa Francisco continua em convalescen\u00e7a, a sua habitual voz de lideran\u00e7a nestas mat\u00e9rias \u00e9 hoje ouvida de outra forma. Acredita que as suas palavras e gestos est\u00e3o a fazer falta neste momento delicado?<\/em><\/p>\n<p>Claro que sim. Tamb\u00e9m aqui, a realidade \u00e9 o que \u00e9. De qualquer forma, eu creio que antes da doen\u00e7a do Papa Francisco, a sua posi\u00e7\u00e3o era de tal forma clara que continua a inspirar, seja os esfor\u00e7os &#8211; que s\u00e3o sempre delicados e que s\u00e3o sempre muito discretos &#8211; da diplomacia vaticana, seja as declara\u00e7\u00f5es dos episcopados do mundo inteiro e tamb\u00e9m da posi\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Vaticano.<\/p>\n<p>Quanto a isso, creio que o Papa Francisco continua a ser inspirador para todas estas posi\u00e7\u00f5es e para todas estas interven\u00e7\u00f5es. Creio tamb\u00e9m que continua a ser inspirador para a pr\u00f3pria Europa. E, portanto, neste sentido, \u00e9 um ponto de refer\u00eancia, sempre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A COMECE debateu desafios econ\u00f3micos e geopol\u00edticos que se colocam ao presente e ao futuro da Uni\u00e3o Europeia. Como preservar os valores fundadores do projeto comunit\u00e1rio neste tempo de mudan\u00e7as e desafios in\u00e9ditos?<\/em><\/p>\n<p>Em primeiro lugar, sublinhar esta realidade da paz, que \u00e9 muito importante, mas, por outro lado, perceber que a Uni\u00e3o Europeia est\u00e1 a viver um momento em que, se n\u00e3o houver transforma\u00e7\u00e3o, perder\u00e1 o seu papel de interveniente ativo na cena mundial. Os pr\u00f3prios protagonistas da cena mundial v\u00e3o mudando e, n\u00e3o tenhamos d\u00favidas, se puderem deixar a Europa para tr\u00e1s, n\u00e3o v\u00e3o esperar um segundo. a Europa precisa, em termos econ\u00f3micos e em termos pol\u00edticos, de ser mais interveniente, de olhar para a realidade.<\/p>\n<p>Agora, claramente, sempre com o seu ADN. Qual \u00e9? Primeiro, uma realidade que garante a paz. Segundo, uma realidade que garante o progresso. Terceiro, uma realidade que garante a paz e o progresso para os seus cidad\u00e3os, oferecendo-lhes aquilo que \u00e9 uma vida minimamente digna, pelo menos para a grande maioria. Creio que este \u00e9 o grande ADN da Europa e isto n\u00e3o podemos perder.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria economia europeia necessita de dar grandes passos. A perce\u00e7\u00e3o que h\u00e1 \u00e9 que se est\u00e1 numa certa estagna\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o se foi capaz de avan\u00e7ar diante dos novos desafios da intelig\u00eancia artificial, de todo este mundo digital, de todas as consequ\u00eancias que depois da\u00ed adv\u00eam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Estamos na reta final desta conversa e a \u00faltima pergunta tem a ver com o seu territ\u00f3rio diocesano. Antes das elei\u00e7\u00f5es regionais, na Madeira, falava de um certo cansa\u00e7o no eleitorado, que at\u00e9 poderia representar um risco para a participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. <\/em><\/p>\n<p><em>Tivemos as elei\u00e7\u00f5es: como \u00e9 que v\u00ea o pr\u00f3ximo ciclo pol\u00edtico, que parece garantir uma maior estabilidade governamental nos pr\u00f3ximos anos?<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eu creio que \u00e9 isso: esta participa\u00e7\u00e3o, esta maior participa\u00e7\u00e3o e esta vota\u00e7\u00e3o foi precisamente no sentido de garantir estabilidade e, portanto, esperemos que esta estabilidade aconte\u00e7a. A presen\u00e7a e o di\u00e1logo da Igreja na Diocese do Funchal \u00e9 uma realidade, entre o Governo Regional e a Igreja sempre houve muita coopera\u00e7\u00e3o, tenho a certeza que continuar\u00e1 a existir.<\/p>\n<p>Mesmo que o Governo Regional tivesse mudado politicamente, tenho a certeza de que a coopera\u00e7\u00e3o continuaria a existir, mas n\u00e3o posso deixar de saudar esta garantia de quatro anos de tranquilidade pol\u00edtica que permita responder \u00e0s necessidades do povo madeirense e \u00e0 realidade madeirense.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os delegados das Confer\u00eancias Episcopais da Uni\u00e3o Europeia reuniram-se na \u00faltima semana para refletir sobre a renova\u00e7\u00e3o da Unidade Interna da Europa e no seu empenho em ser um ator global para a paz. 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