{"id":36691,"date":"2009-02-03T17:17:55","date_gmt":"2009-02-03T17:17:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/02\/03\/faleceu-d-antonio-dos-reis-rodrigues\/"},"modified":"2009-02-03T17:17:55","modified_gmt":"2009-02-03T17:17:55","slug":"faleceu-d-antonio-dos-reis-rodrigues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/faleceu-d-antonio-dos-reis-rodrigues\/","title":{"rendered":"Faleceu D. Ant\u00f3nio dos Reis Rodrigues"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0s 11 horas desta Quinta-feira, 5 de Fevereiro, o Cardeal Patriarca de Lisboa preside, na S\u00e9, \u00e0 missa exequial, seguindo o funeral para Vila Nova de Our\u00e9m <!--more--> D. Ant&oacute;nio dos Reis Rodrigues, bispo titular de Madarsuma e bispo-auxiliar em&eacute;rito do Patriarcado de Lisboa, faleceu esta Ter&ccedil;a-feira, dia 3 de Fevereiro, no Hospital de S. Jos&eacute;, em Lisboa, com 90 anos de idade. <\/p>\n<p>&Agrave;s 11 horas desta Quinta-feira, 5 de Fevereiro, D. Jos&eacute; Policarpo, Patriarca de Lisboa, preside, na S&eacute;, &agrave; missa exequial, seguindo o funeral para Vila Nova de Our&eacute;m. <\/p>\n<p>&ldquo;Uma intelig&ecirc;ncia brilhante e penetrante&rdquo; &ndash; &eacute; assim que o Cardeal-Patriarca de Lisboa recorda D. Ant&oacute;nio Reis Rodrigues com quem privou. <\/p>\n<p>Em entrevista &agrave; Renascen&ccedil;a, D. Jos&eacute; Policarpo lembra a &ldquo;amizade e fidelidade&rdquo; pastoral de D. Ant&oacute;nio dos Reis Rodrigues ao seu predecessor D. Ant&oacute;nio Ribeiro e destaca o seu papel no final do antigo regime. <\/p>\n<p>Conheceu-o numa fase tardia mas ficou com &ldquo;a imagem de um homem extremamente culto&rdquo; e com &ldquo;uma capacidade organizativa &iacute;mpar&rdquo; &ndash; referiu &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA D. Janu&aacute;rio Torgal Ferreira, Bispo das For&ccedil;as Armadas e de Seguran&ccedil;a, depois de saber do falecimento de D. Ant&oacute;nio dos Reis Rodrigues. <br \/>A &ldquo;sensibilidade rara e a profundidade jur&iacute;dica&rdquo; eram tamb&eacute;m qualidades do bispo em&eacute;rito. D. Janu&aacute;rio Torgal Ferreira real&ccedil;a tamb&eacute;m que D. Ant&oacute;nio Reis Rodrigues aprofundava todos os temas. &ldquo;A Igreja pediu-lhe fun&ccedil;&otilde;es extremamente complexas em propor&ccedil;&atilde;o com o seu valor&rdquo;. E acrescenta: &ldquo;no mundo universit&aacute;rio numa &eacute;poca conturbada e nas For&ccedil;as Armadas num per&iacute;odo n&atilde;o democr&aacute;tico&rdquo;. <br \/>O Bispo das For&ccedil;as Armadas e de Seguran&ccedil;a sublinha que D. Ant&oacute;nio Reis Rodrigues foi &ldquo;um aut&ecirc;ntico bra&ccedil;o-direito do Cardeal Ribeiro&rdquo;. Quem n&atilde;o conhecesse D. Ant&oacute;nio Reis Rodrigues &ldquo;n&atilde;o saberia que ele tinha um grande sentido de humor&rdquo;. <br \/>Nos &uacute;ltimos anos da sua vida, o antigo bispo em&eacute;rito dedicou-se a escrever. &ldquo;Publicava um livro por ano&rdquo; &ndash; disse D. Janu&aacute;rio Torgal Ferreira. E finaliza: &ldquo;A Igreja em Portugal tem que se honrar deste servidor fiel e leal&rdquo; <\/p>\n<p>&Agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, D. Jorge Ortiga, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, lembra de D. Ant&oacute;nio dos Reis Rodrigues o &ldquo;rigor&rdquo; de pensamento, jur&iacute;dico e pastoral, &ldquo;muito atento aos outros, sempre&rdquo;. <\/p>\n<p>O Arcebispo de Braga fala ainda no &ldquo;amor &agrave; verdade&rdquo; que transparece da vida e obra do falecido Bispo. <\/p>\n<p>Com a morte de D. Ant&oacute;nio Reis Rodrigues desaparece um homem &ldquo;extremamente culto&rdquo;, que teve um papel &ldquo;not&aacute;vel&rdquo; na doutrina social e na liga&ccedil;&atilde;o entre Estado e Igreja, diz o Bispo do Porto. D. Manuel Clemente recorda o falecido Bispo om &ldquo;saudade e gratid&atilde;o&rdquo; recorda os muitos anos em que trabalharam em conjunto. <br \/>&ldquo;Era um homem extremamente culto. J&aacute; foi para o Semin&aacute;rio depois de se formar em Direito e manteve sempre ao longo da vida esse pendor intelectual. Era uma pessoa que estava muito dentro dos assuntos e que os tratava com muito rigor, concretamente no campo cultural, em geral, e jur&iacute;dico-social, em particular&rdquo;, refere &agrave; RR. <br \/>O Bispo do Porto considera &ldquo;not&aacute;vel&rdquo; o trabalho deixado por D. Ant&oacute;nio Reis Rodrigues no &acirc;mbito da Doutrina Social da Igreja e tamb&eacute;m na &rdquo;an&aacute;lise do magist&eacute;rio da Igreja sobre diversos sectores da vida da pr&oacute;pria Igreja, como por exemplo o papel do laicado&rdquo;. <br \/>D. Manuel Falc&atilde;o e D. Ant&oacute;nio Reis Rodrigues s&atilde;o da mesma gera&ccedil;&atilde;o. Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, o bispo em&eacute;rito de Beja recorda os passos dados em conjunto. &ldquo;Fui aluno do Semin&aacute;rio dos Olivais com ele e, mais tarde, fomos eleitos bispos quase ao mesmo tempo&rdquo;. <br \/>Nos tempos da Juventude Escolar Cat&oacute;lica (JEC) &ndash; D. Ant&oacute;nio Reis Rodrigues foi o primeiro presidente &ndash;, o bispo em&eacute;rito de Beja sublinha &ldquo;a capacidade e facilidade com que falava da Igreja&rdquo;. O trabalho junto dos jovens universit&aacute;rios e nas For&ccedil;as Armadas &ldquo;foi not&aacute;vel&rdquo; &ndash; disse D. Manuel Falc&atilde;o. <br \/>Com a nomea&ccedil;&atilde;o de D. Manuel Falc&atilde;o para Beja, os contactos diminu&iacute;ram. No entanto, &ldquo;sentirei a sua falta&rdquo; porque &ldquo;&eacute; da minha gera&ccedil;&atilde;o&rdquo;. <\/p>\n<p><strong>Nota biogr&aacute;fica<\/strong> <br \/>D. Ant&oacute;nio dos Reis Rodrigues nasceu em Our&eacute;m em 24 de Junho de 1918. <\/p>\n<p>Enquanto estudante da Faculdade de Direito de Lisboa, onde se formou em 1941, foi presidente geral da Juventude Escolar Cat&oacute;lica (JEC), dirigente das Confer&ecirc;ncias de S&atilde;o Vicente de Paulo, fundador e director da Flama, jornal de estudantes. <\/p>\n<p>Em 1942, entrou para o Semin&aacute;rio dos Olivais, sendo ordenado sacerdote em 1947 e nomeado c&oacute;nego da S&eacute; Patriarcal em 1955. <\/p>\n<p>Durante 18 anos (1947-1965) foi assistente nacional e diocesano da Juventude Universit&aacute;ria Cat&oacute;lica (JUC) e durante 16 anos (1947-1963) capel&atilde;o da Academia Militar. <\/p>\n<p>No Instituto de Servi&ccedil;o Social foi professor de Doutrina Social da Igreja e durante alguns anos respons&aacute;vel pelo programa religioso da Radiotelevis&atilde;o Portuguesa, programa de que resultou o volume O Tempo e a Gra&ccedil;a, publicado em 1967. <\/p>\n<p>Em Julho de 1966, foi nomeado Vig&aacute;rio-Geral Castrense, pouco depois Director Nacional da Obra Cat&oacute;lica Portuguesa das Migra&ccedil;&otilde;es e, em Outubro do mesmo ano, eleito Bispo titular de Madarsuma, tendo recebido a ordena&ccedil;&atilde;o episcopal em 8 de Janeiro de 1967, na Igreja dos Jer&oacute;nimos, em Lisboa. Desempenhou as fun&ccedil;&otilde;es de Pr&oacute;-Vig&aacute;rio Castrense e Capel&atilde;o-Mor das For&ccedil;as Armadas entre 1967 e 1975, ano em que foi nomeado bispo-auxiliar do Patriarcado de Lisboa. <\/p>\n<p>Na Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, exerceu, de 1967 a 1981, o cargo de Presidente da Comiss&atilde;o Episcopal das Migra&ccedil;&otilde;es e Turismo; de 1975 a 1981, o de Secret&aacute;rio da Confer&ecirc;ncia; e, de 1981 a 1984, o de Vice-Presidente. Fez parte, por v&aacute;rios mandatos, do Conselho Permanente da Confer&ecirc;ncia. No quinqu&eacute;nio de 1972-1977, foi, por designa&ccedil;&atilde;o pontif&iacute;cia, membro da Comiss&atilde;o Pontif&iacute;cia das Migra&ccedil;&otilde;es e Turismo. <\/p>\n<p>No Patriarcado de Lisboa foi Vig&aacute;rio Judicial do Tribunal Eclesi&aacute;stico (de 1990 a 1995) e Vig&aacute;rio Geral, fun&ccedil;&otilde;es que exerceu desde 1983 at&eacute; &agrave; data da sua jubila&ccedil;&atilde;o em 5 de Setembro de 1998. <\/p>\n<p>Foi membro da Academia Internacional de Cultura Portuguesa e da Sociedade Cientifica da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa. &Eacute; autor de diversos livros, nomeadamente o estudo Pessoa, Sociedade e Estado; Nuno &Aacute;lvares, Condest&aacute;vel e Santo; Vidas Aut&ecirc;nticas; O homem e a ordem social e pol&iacute;tica; Sobre o uso da Riqueza e A palavra de Deus sa&iacute;da do Sil&ecirc;ncio. <\/p>\n<p><em>Testemunho<\/em> <br \/>D. Ant&oacute;nio dos Reis Rodrigues deixa o seu nome ligado a gera&ccedil;&otilde;es de jovens universit&aacute;rios pela forma&ccedil;&atilde;o que lhes ofereceu e pelo cunho de compromisso humano e crist&atilde;o na sociedade com que impregnou as suas vidas. A homenagem que, h&aacute; cerca de cinco anos, esses numerosos militantes da JUC lhe prestaram, foi um sinal p&uacute;blico e eloquente do muito que lhe ficaram a dever. Muitos deles ocuparam e ocupam ainda, nestas tr&ecirc;s d&eacute;cadas de democracia portuguesa, lugares de particular relevo, em variad&iacute;ssimas &aacute;reas da vida nacional, o que atesta o grau de empenhamento, adquirido atrav&eacute;s da ac&ccedil;&atilde;o do seu assistente religioso. <\/p>\n<p>Como bispo-auxiliar de Lisboa, D. Ant&oacute;nio dos Reis Rodrigues dedicou especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o pastoral do Patriarcado de Lisboa, distinguindo-se pelo acompanhamento dos sacerdotes, p&aacute;rocos e respons&aacute;veis de outras estruturas eclesiais, zelando pelo cumprimento das suas obriga&ccedil;&otilde;es e oferecendo perspectivas renovadas, impostas pelos novos tempos que entretanto surgiram. <\/p>\n<p>O Patriarcado de Lisboa fica ainda devendo a D. Ant&oacute;nio o enriquecimento cultural do espa&ccedil;o museol&oacute;gico de S&atilde;o Vicente de Fora, com justa e particular refer&ecirc;ncia &agrave; cria&ccedil;&atilde;o do Museu dos Patriarcas. <br \/><em>Fonte: Patriarcado de Lisboa<\/em> <\/p>\n<p><strong>Not&iacute;cias relacionadas<\/strong> <br \/><a href=\"noticia.pl?&amp;id=61598\">&bull; D. Ant&oacute;nio Rodrigues homenageado em Lisboa<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0s 11 horas desta Quinta-feira, 5 de Fevereiro, o Cardeal Patriarca de Lisboa preside, na S\u00e9, \u00e0 missa exequial, seguindo o funeral para Vila Nova de Our\u00e9m<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[171,172,187,320],"class_list":["post-36691","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-beja","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-do-porto","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36691","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36691"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36691\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}