{"id":36671,"date":"2009-02-03T11:31:10","date_gmt":"2009-02-03T11:31:10","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/02\/03\/festival-terras-sem-sombra-almodovar-recebe-concerto-dedicado-ao-barroco-frances\/"},"modified":"2009-02-03T11:31:10","modified_gmt":"2009-02-03T11:31:10","slug":"festival-terras-sem-sombra-almodovar-recebe-concerto-dedicado-ao-barroco-frances","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/festival-terras-sem-sombra-almodovar-recebe-concerto-dedicado-ao-barroco-frances\/","title":{"rendered":"Festival Terras sem Sombra: Almod\u00f4var recebe concerto dedicado ao Barroco Franc\u00eas"},"content":{"rendered":"<p>O Festival &#8220;Terras sem Sombra&#8221; de M\u00fasica Sacra do Baixo Alentejo, organizado pelo Departamento do Patrim\u00f3nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico da Diocese de Beja e pela Arte das Musas, prossegue com a sua quinta edi\u00e7\u00e3o, dedicada \u00e0 tem\u00e1tica da expans\u00e3o das formas musicais do Barroco na Europa e no Novo Mundo. Este ciclo regista um momento alto no pr\u00f3ximo concerto, que ter\u00e1 lugar, a 7 de Fevereiro, pelas 21 H 30, na igreja matriz de Almod\u00f4var, com a interven\u00e7\u00e3o do Ludovice Ensemble, sob a direc\u00e7\u00e3o de Fernando Miguel Jal\u00f4to.  Inserido no esfor\u00e7o que a C\u00e2mara Municipal de Almod\u00f4var est\u00e1 a desenvolver para associar as igrejas do concelho a rotas de turismo cultural, o espect\u00e1culo corresponde a um cap\u00edtulo fundamental da proposta de uma \u201cpequena hist\u00f3ria\u201d das manifesta\u00e7\u00f5es musicais barrocas, o fio condutor do Festival em 2009. Este concerto, intitulado \u201cA Devo\u00e7\u00e3o no Grande S\u00e9culo\u201d, d\u00e1 a conhecer a m\u00fasica sacra francesa do tempo de Lu\u00eds XIV. Ser\u00e1 uma experi\u00eancia not\u00e1vel, do ponto de vista est\u00e9tico e espiritual, at\u00e9 pelas excelentes condi\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas do monumento religioso \u2013 um dos mais belos exemplos do Classicismo alentejano \u2013 que o acolhe.    <b>O triunfo do Barroco na arte europeia<\/b> Entre os compositores que ir\u00e3o ser interpretados sobressaem grandes vultos que contribu\u00edram para o enriquecimento da liturgia galicana, como Louis (1626-1661) e Fran\u00e7ois Couperin (1668-1733), Marc-Antoine Charpentier (1643-1704), Nicolas Bernier (1665-1734) e Andr\u00e9 Campra (1660-1744). Todos eles cultivaram o \u201cPetit Motet\u201d, forma musical francesa que conheceu o seu apogeu entre 1670 e 1730. Este g\u00e9nero desenvolveu-se a partir do \u201cMotetto Concertato\u201d seiscentista e da aplica\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica sacra dos princ\u00edpios da monodia acompanhada e da \u201cSeconda Prattica\u201d, praticados em It\u00e1lia ao redor de 1600.  Os principais mestres do \u201cPetit Motet\u201d foram os compositores mais progressistas, que procuravam revitalizar a escola francesa sem a desvirtuar das suas qualidades tradicionais. Para conseguir tal renova\u00e7\u00e3o, acreditavam que se devia procurar atingir um subtil equil\u00edbrio entre as novas tend\u00eancias assimiladas a partir da m\u00fasica italiana e o estilo franc\u00eas, tal como este fora codificado por Jean-Baptiste Lully em meados do s\u00e9culo XVII. Os resultados atingidos s\u00e3o surpreendentes, pelo requinte e pela beleza, fazendo sobressair a sensibilidade da \u00e9poca do \u201cRei Sol\u201d.   <b>Ludovice Ensemble \u2013 um curr\u00edculo not\u00e1vel ao servi\u00e7o da m\u00fasica antiga<\/b> O Ludovice Ensemble \u00e9 um grupo de c\u00e2mara especializado na interpreta\u00e7\u00e3o de m\u00fasica antiga. Sedeado em Portugal, conta com a colabora\u00e7\u00e3o de artistas de v\u00e1rias nacionalidades, dotados de forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em pr\u00e1ticas hist\u00f3ricas de interpreta\u00e7\u00e3o. O nome escolhido \u00e9 uma homenagem a Johann Friedrich Ludwig (1673-1752), arquitecto-mor do rei D. Jo\u00e3o V, um dos elementos centrais na reforma art\u00edstica, cultural e social efectuada por este monarca com vista \u00e0 internacionaliza\u00e7\u00e3o da corte portuguesa. Criado em 2004 por Fernando Miguel Jal\u00f4to e Joana Amorim, o Ludovice Ensemble tem como objectivo interpretar e divulgar repert\u00f3rio de c\u00e2mara dos s\u00e9culos XVII e XVIII. Em Almod\u00f4var destaca-se a presen\u00e7a do bar\u00edtono Hugo Oliveira. Licenciado em Canto na Escola Superior de M\u00fasica de Lisboa, prosseguiu os estudos no Real Conservat\u00f3rio de Haia, onde foi aluno de Feldman e Chance. Para al\u00e9m da especializa\u00e7\u00e3o no repert\u00f3rio barroco, estende a sua flexibilidade como cantor ao report\u00f3rio cl\u00e1ssico\/rom\u00e2ntico e contempor\u00e2neo. A convite do Hilliard Ensemble estreou-se como solista, em 1997, na obra Passio, de Arvo P\u00e4rt (onde interpretou o papel de Jesus). Tem colaborado com a Orquestra Sinf\u00f3nica de Londres, a Orquestra Filarm\u00f3nica da Holanda, a Orquestra Gulbenkian. Apresentou-se em algumas das mais importantes salas europeias (Amesterd\u00e3o, Londres, Paris, Madrid, Barcelona) e em v\u00e1rios festivais em Espanha, Fran\u00e7a, Inglaterra, Holanda, B\u00e9lgica e Alemanha.   <b>A igreja matriz de Almod\u00f4var, refer\u00eancia da arquitectura classicista<\/b> A escolha de Santo Ildefonso (abade beneditino que viveu no s\u00e9culo VII) como orago da par\u00f3quia de Almod\u00f4var constitui um reflexo da presen\u00e7a, no Baixo Alentejo, da espiritualidade mon\u00e1stico-militar, difundida pelos freires da Ordem de Avis, que seguia a Regra de S\u00e3o Bento. Por\u00e9m, a primitiva igreja matriz da vila foi doada pelo rei D. Dinis, em 1297, \u00e0 Ordem de Santiago. Esta teve aqui uma das suas colegiadas. Embora seguindo outra linhagem religiosa, de regra agostiniana, os freires espat\u00e1rios preservaram a devo\u00e7\u00e3o a Santo Ildefonso. O edif\u00edcio actual, tra\u00e7ado em 1592 pelo arquitecto Nicolau de Frias, constitui um exemplo perfeito da tipologia de \u201cigreja-sal\u00e3o\u201d, com tr\u00eas naves cobertas por ab\u00f3badas, revelando grande sentido de unidade espacial. Na verdade, o desenho da planimetria, o ritmo da composi\u00e7\u00e3o dos al\u00e7ados e o destaque outorgado ao tratamento dos pormenores, como as colunas toscanas em que assentam as arcarias de vulto perfeito, s\u00e3o bem reveladores do sentido de depura\u00e7\u00e3o classicizante atingida, em finais do s\u00e9culo XVI, por este modelo, fiel \u00e0 austeridade preconizada pela Contra-Reforma. D. Jo\u00e3o V determinou a remodela\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio. Esta obra veio a ser completada pela encomenda, ao mestre eborense Sebasti\u00e3o de Abreu do \u00d3, dos sumptuosos altares de talha dourada da nave, cuja riqueza denota a pujan\u00e7a da terra. Nos s\u00e9culos XIX e XX realizaram-se outras interven\u00e7\u00f5es que modificaram substancialmente o edif\u00edcio maneirista, a \u00faltima das quais ocorreu na d\u00e9cada de 1950. Data de ent\u00e3o o painel do pintor Severo Portela, figurando o Baptismo de Cristo no Jord\u00e3o, que ornamenta o baptist\u00e9rio. A igreja conserva um importante acervo de alfaias lit\u00fargicas, em parte oriundo do convento de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o. <i>Departamento do Patrim\u00f3nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico da Diocese de Beja <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Festival &#8220;Terras sem Sombra&#8221; de M\u00fasica Sacra do Baixo Alentejo, organizado pelo Departamento do Patrim\u00f3nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico da Diocese de Beja e pela Arte das Musas, prossegue com a sua quinta edi\u00e7\u00e3o, dedicada \u00e0 tem\u00e1tica da expans\u00e3o das formas musicais do Barroco na Europa e no Novo Mundo. 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