{"id":366373,"date":"2025-03-22T09:45:12","date_gmt":"2025-03-22T09:45:12","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=366373"},"modified":"2025-03-31T16:33:57","modified_gmt":"2025-03-31T15:33:57","slug":"lusofonias-magisterio-da-fragilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-magisterio-da-fragilidade\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Magist\u00e9rio da fragilidade"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Roma<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/papa-francisco-MinisterioFragilidade.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-366374 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/papa-francisco-MinisterioFragilidade-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/papa-francisco-MinisterioFragilidade-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/papa-francisco-MinisterioFragilidade-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/papa-francisco-MinisterioFragilidade-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/papa-francisco-MinisterioFragilidade-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/papa-francisco-MinisterioFragilidade.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Um pneumonia bilateral atirou, a 14 de fevereiro, o Papa Francisco, pela quarta vez, para uma cama do Hospital Gemelli. Tudo parecia ser f\u00e1cil de resolver, mas a verdade \u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o se complicou muito e depressa, a ponto dos m\u00e9dicos come\u00e7arem a divulgar um progn\u00f3stico reservado por causa de um estado cl\u00ednico grave. Centenas de profissionais dos media mundiais invadiram Roma e foram amplificando o que ouviam e viam.<\/p>\n<p>Anunciando melhoras ou pioras, a Sala de Imprensa, dia ap\u00f3s dia, ia dizendo que o Papa alternava o repouso com tratamentos, exames, refei\u00e7\u00f5es, ora\u00e7\u00e3o e trabalho.<\/p>\n<p>No dia 25 de fevereiro, foi publicada a Mensagem do Papa para a Quaresma 2025. Em Ano Jubilar, pede : \u2018F<em>a\u00e7amos este caminho juntos\u00a0na esperan\u00e7a\u00a0de uma promessa. A\u00a0esperan\u00e7a que n\u00e3o engana\u00a0(cf.\u00a0Rm\u00a05, 5), mensagem central do Jubileu, seja para n\u00f3s o horizonte do caminho quaresmal rumo \u00e0 vit\u00f3ria pascal. Como o Papa\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/benedict-xvi\/pt.html\"><em>Bento XVI<\/em><\/a><em>\u00a0nos ensinou na Enc\u00edclica\u00a0<\/em><em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/benedict-xvi\/pt\/encyclicals\/documents\/hf_ben-xvi_enc_20071130_spe-salvi.html\">Spe salvi<\/a><\/em><em>, \u00abo ser humano necessita do amor incondicionado. Precisa daquela certeza que o faz exclamar: \u201cNem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poder\u00e1 separar-nos do amor de Deus, que est\u00e1 em Cristo Jesus, nosso Senhor\u201d (\u00a0Rm\u00a08, 38-39)\u00bb. Jesus, nosso amor e nossa esperan\u00e7a, ressuscitou\u00a0e, vivo, reina glorioso. A morte foi transformada em vit\u00f3ria e aqui reside a f\u00e9 e a grande esperan\u00e7a dos crist\u00e3os: na ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo!\u2019.<\/em><\/p>\n<p>Na Catequese preparada para a Audi\u00eancia Geral da Quarta Feira, dia 26 de fevereiro, o Papa dizia: \u2018<em>Sime\u00e3o canta a alegria de quem viu, de quem reconheceu e pode transmitir a outros o encontro com o Salvador de Israel e das na\u00e7\u00f5es. \u00c9 testemunha da f\u00e9, que recebe como dom e comunica aos outros; \u00e9 testemunha da esperan\u00e7a que n\u00e3o desilude; \u00e9 testemunha do amor de Deus, que enche o cora\u00e7\u00e3o do homem de alegria e paz. Repleto desta consola\u00e7\u00e3o espiritual, o idoso Sime\u00e3o v\u00ea a morte n\u00e3o como fim, mas como cumprimento e plenitude, espera-a como \u201cirm\u00e3\u201d que n\u00e3o aniquila, mas introduz na verdadeira vida que ele j\u00e1 anteviu e na qual acredita\u2019<\/em>.<\/p>\n<p>Desafiante \u00e9 tamb\u00e9m a homilia do Papa preparada para Quarta Feira de Cinzas, a 5 de mar\u00e7o: \u2018<em>Aprendamos, por meio da esmola, a sair de n\u00f3s mesmos para partilhar as necessidades uns dos outros e alimentar a esperan\u00e7a de um mundo mais justo; aprendamos, por meio da ora\u00e7\u00e3o, a descobrir-nos necessitados de Deus ou, como dizia Jacques Maritain, \u201cmendigos do c\u00e9u\u201d, para alimentar a esperan\u00e7a de que, nas nossas fragilidades e no fim da nossa peregrina\u00e7\u00e3o terrena, nos espera um Pai de bra\u00e7os abertos; aprendamos, por meio do jejum, que n\u00e3o vivemos apenas para satisfazer necessidades, mas que temos fome de amor e de verdade, e s\u00f3 o amor de Deus e de uns pelos outros pode verdadeiramente saciar-nos e dar-nos esperan\u00e7a num futuro melhor\u2019<\/em>.<\/p>\n<p>Emocionante foi, a 6 de mar\u00e7o, a primeira interven\u00e7\u00e3o do Papa, apenas oral, para a Pra\u00e7a de S. Pedro, onde uma multid\u00e3o se congregava diariamente para a ora\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio. Eu, juntamente com milhares de pessoas ali reunidas, ouvimos a sua voz muito fr\u00e1gil: <em>\u201cAgrade\u00e7o de todo o cora\u00e7\u00e3o as ora\u00e7\u00f5es que fazem pela minha sa\u00fade desde a Pra\u00e7a, acompanho-vos daqui. Que Deus vos aben\u00e7oe e que a Virgem vos guarde. Obrigado.&#8221;. <\/em>Seguiu-se uma enorme e emocionada ova\u00e7\u00e3o. O Cardeal Tolentino Mendon\u00e7a, na presid\u00eancia do Ros\u00e1rio de 8 de mar\u00e7o, pediria: <em>\u2018Que as nossas ora\u00e7\u00f5es e o nosso afeto estejam pr\u00f3ximos a ele e que, ao mesmo tempo, possamos nos tornar cada vez mais dispostos a acolher o Magist\u00e9rio da fragilidade e do sofrimento que estamos a receber neste momento do Santo Padre\u2019.<\/em><\/p>\n<p>Apenas a meados de mar\u00e7o, surgiram boas not\u00edcias, com o Papa a reagir positivamente aos tratamentos e at\u00e9 seguir as prega\u00e7\u00f5es do Retiro da C\u00faria Romana. No exerc\u00edcio do seu Magist\u00e9rio, a 15 de mar\u00e7o, o Papa aprovou o processo de acompanhamento da fase de implementa\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo sobre a Sinodalidade, que se concluir\u00e1 com uma Assembleia Eclesial, em Roma, em outubro de 2028! A Miss\u00e3o continua, impar\u00e1vel, n\u00e3o h\u00e1 marcha-atr\u00e1s!<\/p>\n<p>A primeira \u2013 e t\u00e3o ansiada \u2013 foto do Papa no hospital foi finalmente publicada no domingo, 16 de mar\u00e7o, pelo facto de ter concelebrado na Missa. Para o Angelus, o Papa Francisco confessou: \u2018<em>estou passando por um per\u00edodo de prova\u00e7\u00e3o e me uno a tantos irm\u00e3os e irm\u00e3s doentes: fr\u00e1geis, neste momento, como eu. O nosso f\u00edsico est\u00e1 fraco, mas, mesmo assim, nada nos impede de amar, de rezar, de nos doarmos, de sermos uns para os outros, na f\u00e9, sinais luminosos de esperan\u00e7a\u2019<\/em>.<\/p>\n<p>A luta pela vida e pela sa\u00fade continua. Mas, com Francisco, \u00e9 poderoso o Magist\u00e9rio da Fragilidade!<\/p>\n<p><em>Tony Neves, em Roma<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - Magist\u00e9rio da fragilidade\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/57ImAsMmfdg0pHWa5iaEIo?si=9YdNShGGQXKguiRGKTSTvw&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em Roma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":299394,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-366373","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/366373","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=366373"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/366373\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/299394"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=366373"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=366373"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=366373"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}