{"id":365956,"date":"2025-03-18T10:51:48","date_gmt":"2025-03-18T10:51:48","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=365956"},"modified":"2025-03-18T10:51:48","modified_gmt":"2025-03-18T10:51:48","slug":"irmas-salva-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/irmas-salva-vidas\/","title":{"rendered":"Irm\u00e3s salva-vidas"},"content":{"rendered":"<p><em>Paulo Aido,\u00a0<\/em><em>Jornalista da Funda\u00e7\u00e3o AIS<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_365962\" aria-describedby=\"caption-attachment-365962\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/libano-fais.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-365962 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/libano-fais-1024x768.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/libano-fais-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/libano-fais-347x260.jpeg 347w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/libano-fais-768x576.jpeg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/libano-fais.jpeg 1156w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-365962\" class=\"wp-caption-text\">\u00a0Foto. ACN<\/figcaption><\/figure>\n<h4>Religiosas libanesas ajudam jovens a superar medos e traumas<\/h4>\n<p><em>A prop\u00f3sito do Dia Internacional da Mulher, que se assinalou no s\u00e1bado, dia 8 de Mar\u00e7o, a Irm\u00e3 Marie Akl, da Congrega\u00e7\u00e3o do Bom Pastor, fala sobre o valioso trabalho desenvolvido no centro de protec\u00e7\u00e3o para jovens vulner\u00e1veis em Nabaa, no L\u00edbano, e que \u00e9 apoiado pela Funda\u00e7\u00e3o AIS. Atrav\u00e9s de \u2018workshops\u2019, e at\u00e9 aulas de auto-defesa, as raparigas e adolescentes conseguem ultrapassar os seus traumas e medos e ganham uma vida nova\u2026\u00a0 <\/em><\/p>\n<p>O L\u00edbano est\u00e1 numa encruzilhada dif\u00edcil, depois de ter vivido tempos de guerra e continuando numa profunda crise econ\u00f3mica e social, com as fam\u00edlias a lutarem desesperadamente pela sobreviv\u00eancia. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil que ainda em Outubro do ano passado a Funda\u00e7\u00e3o AIS avan\u00e7ou, em Portugal, com uma campanha de ajuda de emerg\u00eancia, a que se deu o nome de \u201cSOS L\u00edbano\u201d. \u00c9 neste contexto complexo e duro que sobressai o trabalho da Igreja junto das popula\u00e7\u00f5es mais carenciadas, que dependem de ajuda para os aspectos mais b\u00e1sicos do dia-a-dia, como a alimenta\u00e7\u00e3o, os cuidados de sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o dos filhos. E no trabalho tantas vezes silencioso da Igreja, \u00e9 fundamental o papel das religiosas, das irm\u00e3s, das mulheres consagradas que oferecem todas as horas dos seus dias junto dos mais necessitados. \u00c9 o caso da Irm\u00e3 Marie Akl, da Congrega\u00e7\u00e3o do Bom Pastor, que desenvolve um valioso trabalho no centro de protec\u00e7\u00e3o para jovens mais vulner\u00e1veis em Nabaa. Assinalando o Dia Internacional da Mulher, que se comemorou no passado s\u00e1bado, dia 8 de Mar\u00e7o, a Funda\u00e7\u00e3o AIS falou com esta religiosa para compreender os desafios e dificuldades da sua miss\u00e3o no L\u00edbano. \u201cAjudamos jovens vulner\u00e1veis, especialmente as que nasceram em fam\u00edlias pobres. Estas jovens s\u00e3o vulner\u00e1veis devido \u00e0 sua exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica, aos abusos, \u00e0 pobreza, ao tr\u00e1fico e aos maus-tratos. Estes problemas conduzem \u00e0 viol\u00eancia, que tem um efeito devastador na sua sa\u00fade mental e f\u00edsica. Estas raparigas est\u00e3o a crescer num ambiente muito dif\u00edcil\u201d, explica a irm\u00e3.<\/p>\n<h4>Traumas muito profundos<\/h4>\n<p>A Irm\u00e3 Marie n\u00e3o tem d\u00favidas em afirmar que o trabalho realizado pela sua congrega\u00e7\u00e3o \u00e9 crucial, pois estas raparigas \u201cv\u00eam de meios desfavorecidos, com pobreza extrema e abusos a todos os n\u00edveis\u201d. \u201cMuitas vezes, estas raparigas n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. No entanto, \u00e9 precisamente o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o que lhes permitir\u00e1 adquirir as compet\u00eancias necess\u00e1rias para sa\u00edrem da pobreza e se tornarem mulheres independentes, \u00edntegras e respons\u00e1veis. Nas aulas de defesa pessoal, aprendem t\u00e9cnicas para se defender se forem atacadas, enquanto a dan\u00e7a e a pintura as ajudam a desenvolver a sua autoestima\u201d, afirma, acrescentando: \u201cElas amam dan\u00e7ar\u201d. Se o trabalho destas religiosas n\u00e3o existisse, se n\u00e3o fosse facultada a aten\u00e7\u00e3o que a Igreja dedica a estas jovens vulner\u00e1veis, a realidade seria ainda mais dura. \u201cSe n\u00e3o receberem apoio, ficar\u00e3o expostas \u00e0s drogas, \u00e0 delinqu\u00eancia, \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o ou a grupos criminosos\u201d, explica a Irm\u00e3 Marie. \u201cElas sofrem muitos traumas, ansiedade, depress\u00e3o e dificuldade em confiar nos outros. Os traumas s\u00e3o muito profundos e t\u00eam impacto em muitas situa\u00e7\u00f5es: por exemplo, na aprendizagem. Proporcionar-lhes este tipo de espa\u00e7os \u00e9 muito importante para que possam crescer como mulheres fortes e est\u00e1veis. Elas n\u00e3o t\u00eam estabilidade. A maior parte delas n\u00e3o tem um espa\u00e7o seguro e tranquilo, e \u00e9 essencial poder dar-lhes isso\u201d, acrescenta.<\/p>\n<h4>Uma hist\u00f3ria de sucesso\u2026<\/h4>\n<p>Estes projectos de apoio nunca est\u00e3o terminados verdadeiramente. Mas \u00e9 sempre poss\u00edvel ir fazendo um balan\u00e7o. \u201cNunca podemos falar de um sucesso absoluto, mas tentamos sempre melhorar. Temos visto muitas melhorias nestas raparigas. Encontram [agora] um sentido para as suas vidas e conseguem lidar com tudo o que lhes acontece. Algumas obtiveram j\u00e1 os seus diplomas e est\u00e3o na universidade com excelentes notas. Eu trabalho com elas e gostaria de partilhar um exemplo. Durante um ano, acompanhei uma delas. Tinha 14 anos quando a conheci. Sofria abusos terr\u00edveis do pai e n\u00e3o era a \u00fanica na fam\u00edlia&#8230; Trabalhei com esta jovem durante um ano e n\u00e3o se pode imaginar o quanto ela mudou num s\u00f3 ano. Ela e a m\u00e3e fugiram de casa porque o pai queria matar a m\u00e3e. De facto, a m\u00e3e tinha mudado o nome da filha com medo de que o pai as encontrasse e as magoasse. Esta jovem nem sequer conseguia estar em frente a um espelho para se ver. Nunca sa\u00eda de casa, etc&#8230; Agora est\u00e1 diante do espelho, diante de si pr\u00f3pria, j\u00e1 n\u00e3o tem medo, sai, faz amigos&#8230; Sente-se segura. O apoio e a terapia s\u00e3o realmente not\u00e1veis e estamos muito satisfeitas com os resultados. \u00c9 um lugar de confian\u00e7a e acolhimento, onde estas raparigas se sentem confort\u00e1veis e seguras\u201d, relata a irm\u00e3.<\/p>\n<p>\u201cAgradecemos \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS\u2026\u201d<\/p>\n<p>A crise econ\u00f3mica em que o L\u00edbano est\u00e1 mergulhado \u00e9 mais um factor que desestabiliza o trabalho nesta \u00e1rea. Infelizmente, como explica a Irm\u00e3 Marie \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS, os servi\u00e7os de sa\u00fade mental s\u00e3o muito limitados e dispendiosos no pa\u00eds, pelo que as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais desempenham um papel importante, mesmo essencial, no apoio a este tipo de popula\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel. \u201cEstamos a falar de raparigas que enfrentam diariamente a delinqu\u00eancia e a criminalidade. \u00c9 por isso que as ajudamos, para reduzir o risco deste tipo de desvio. Muito poucas pessoas trabalham com esta abordagem. Em princ\u00edpio, o papel do Governo \u00e9 tomar conta destas raparigas vulner\u00e1veis e, infelizmente, muitos centros fecharam as portas devido \u00e0 crise econ\u00f3mica, enquanto o n\u00famero destas jovens vulner\u00e1veis est\u00e1 a aumentar! Esta miss\u00e3o \u00e9 muito querida ao nosso cora\u00e7\u00e3o e ao cora\u00e7\u00e3o de Jesus\u201d, diz a irm\u00e3. \u201cNada disto teria sido poss\u00edvel sem o apoio da Funda\u00e7\u00e3o AIS, especialmente nos \u00faltimos dois anos. Sabemos que abriram uma excep\u00e7\u00e3o para apoiar esta miss\u00e3o, e agradecemos-lhes por isso. Agradecemos \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS pela ajuda, especialmente nesta regi\u00e3o\u201d, afirma a Irm\u00e3 Marie Akl.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Aido,\u00a0Jornalista da Funda\u00e7\u00e3o AIS<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-365956","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/365956","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=365956"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/365956\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=365956"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=365956"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=365956"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}