{"id":36505,"date":"2009-01-27T09:37:24","date_gmt":"2009-01-27T09:37:24","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/01\/27\/barack-obama\/"},"modified":"2009-01-27T09:37:24","modified_gmt":"2009-01-27T09:37:24","slug":"barack-obama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/barack-obama\/","title":{"rendered":"Barack Obama"},"content":{"rendered":"<p>Emblem\u00e1tica, a tomada de posse de Barack Obama como 44\u00ba Presidente dos Estados Unidos da Am\u00e9rica merece in\u00fameras reflex\u00f5es, sob v\u00e1rios \u00e2ngulos, multidisciplinares, de subst\u00e2ncia, de forma&#8230; Nesta, procurarei destacar duas ideias: <b>o juramento solene sobre a B\u00edblia<\/b> e a refer\u00eancia inicial do 1\u00ba discurso de Barack Obama \u00e0 <b>humildade<\/b>. Reflectindo sobre a primeira ideia, come\u00e7o por evidenciar a presen\u00e7a, na ceri-m\u00f3nia de tomada de posse do poder executivo nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, com toda a sua irradiante carga simb\u00f3lica, de um poder distinto daquele poder estadual. Falo do poder dos que t\u00eam f\u00e9 e acreditam em Deus e O exigem como testemunha primeira dos seus actos, simultaneamente, o poder dos que t\u00eam f\u00e9 e acreditam que um juramento sobre a B\u00edblia significa total fidelidade \u00e0s tarefas reconhecidas por lei a quem as jura cumprir.  O capital de confian\u00e7a, pacificadora e unificadora, que decorre da presen\u00e7a de Deus e do seu poder neste momento fulcral para a hist\u00f3ria do povo norte-americano \u2013 e, porque n\u00e3o diz\u00ea-lo, para a hist\u00f3ria dos povos que est\u00e3o a iniciar o percurso do s\u00e9culo XXI \u2013 vir\u00e1 a ser acentuado ao longo do discurso, na escolha da \u00abesperan\u00e7a e n\u00e3o do medo\u00bb, na escolha da \u00abunidade de objectivo e n\u00e3o o conflito e a disc\u00f3rdia\u00bb, lembrando palavras das Escrituras e reafirmando \u00aba promessa de Deus de que todos somos iguais, todos somos livres, e todos merecemos uma oportunidade de tentar atingir a felicidade completa\u00bb, o que, por outras palavras, significa recuperar e enfatizar a mem\u00f3ria fundadora dos valores culturais que moldam e sustentam o Estado de Direito. E Barack Obama vai mais longe, apelando ao esp\u00edrito ecum\u00e9nico que une crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos, judeus, hindus e n\u00e3o crentes, desde logo os presentes na imensa multid\u00e3o de crian\u00e7as, homens, mulheres \u00e0 sua frente, e v\u00ea na diversidade a for\u00e7a, acrescentando: \u00aba fonte da nossa confian\u00e7a reside em saber que Deus nos chama para moldar um destino incerto\u00bb. Nessa linha termina, implicando todos na mudan\u00e7a \u2013 ningu\u00e9m fica de fora desta ingente tarefa \u2013, \u00abcom os olhos fixos no horizonte e a gra\u00e7a de Deus entre n\u00f3s\u00bb, e solicitando a \u00abb\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus\u00bb para esta tarefa e para o povo a quem, em primeira linha, se dirige. A segunda ideia que registo \u00e9 a acentua\u00e7\u00e3o da humildade. Falo da humildade com que Barack Obama se apresenta perante quem lhe conferiu o poder de Presidente e o tornou, por isso mesmo, diferente dos demais cidad\u00e3os americanos.  Longe do esperado triunfalismo de quem foi eleito e reafirma as promessas anunciadas antes das elei\u00e7\u00f5es; quebrando com a tradicional euforia de quem sente o privil\u00e9gio de chegar a um lugar cimeiro, impens\u00e1vel h\u00e1 poucos anos; rompendo com a normal pose vencedora e diferen-ciadora, compreens\u00edvel em situa\u00e7\u00f5es como esta, Barack Obama junta \u00e0 palavra \u00abhumildade\u00bb um discurso que lhe d\u00e1 conte\u00fado, de incitamento \u00e0 tarefa da reconstru\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a na comunidade, em liberdade, colocando-se como seu art\u00edfice, em paridade com os outros cidad\u00e3os. E, de forma clara, afirma: \u00abo poder s\u00f3 por si n\u00e3o nos protege nem confere qualquer t\u00edtulo para fazer o que quisermos\u00bb. \u00abO nosso poder cresce com o seu uso prudente; a nossa seguran\u00e7a emana da justeza da nossa causa, da for\u00e7a do nosso exemplo, das qualidades temperadas de humildade e conten\u00e7\u00e3o\u00bb.  Em conclus\u00e3o, de conte\u00fado inspirador e palavra mobilizadora, esta tomada de posse ficar\u00e1, decerto, na hist\u00f3ria como um fruto maduro do poder de acreditar e um exemplo para quem pretenda exercer esse poder. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emblem\u00e1tica, a tomada de posse de Barack Obama como 44\u00ba Presidente dos Estados Unidos da Am\u00e9rica merece in\u00fameras reflex\u00f5es, sob v\u00e1rios \u00e2ngulos, multidisciplinares, de subst\u00e2ncia, de forma&#8230; Nesta, procurarei destacar duas ideias: o juramento solene sobre a B\u00edblia e a refer\u00eancia inicial do 1\u00ba discurso de Barack Obama \u00e0 humildade. 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