{"id":364942,"date":"2025-03-12T15:29:19","date_gmt":"2025-03-12T15:29:19","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=364942"},"modified":"2025-03-12T15:29:19","modified_gmt":"2025-03-12T15:29:19","slug":"a-prudencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-prudencia\/","title":{"rendered":"A prud\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><em>Ant\u00f3nio Estanqueiro, <\/em><em>Professor e Formador<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_152027\" aria-describedby=\"caption-attachment-152027\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-152027\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-152027\" class=\"wp-caption-text\">Ag\u00eancia Ecclesia\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na sociedade atual, em que a pressa e a impaci\u00eancia nos roubam tempo para refletir e tomar decis\u00f5es ponderadas, torna-se indispens\u00e1vel cultivar a virtude da prud\u00eancia. Ela \u00e9 sabedoria pr\u00e1tica que nos permite distinguir o bem do mal e escolher os meios adequados para agir corretamente.<\/p>\n<p>Valorizada por grandes fil\u00f3sofos, por diferentes culturas e, em especial, pela tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, a prud\u00eancia funciona como guia das outras virtudes humanas. Indica o bem a fazer e o mal a evitar em cada situa\u00e7\u00e3o concreta.<\/p>\n<p>Exige-se prud\u00eancia aos l\u00edderes pol\u00edticos, cuja responsabilidade \u00e9 \u00a0colocar o bem comum acima dos interesses particulares. Mas esta virtude faz falta a todas as pessoas que desejam viver de forma equilibrada na rela\u00e7\u00e3o com os outros e com a natureza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refletir antes de decidir<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro passo para cultivar a prud\u00eancia \u00e9 refletir sobre as diversas situa\u00e7\u00f5es da vida pessoal e social que exigem de n\u00f3s uma tomada de decis\u00e3o. Refletir antes de decidir, eis o segredo!<\/p>\n<p>Uma boa reflex\u00e3o pressup\u00f5e o conhecimento profundo da realidade. E pede a an\u00e1lise cuidadosa das experi\u00eancias vividas no passado. Umas trazem satisfa\u00e7\u00e3o e confirmam que agimos bem; outras s\u00e3o avisos para n\u00e3o repetirmos os mesmos erros.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 sensato pensar no futuro, embora n\u00e3o seja poss\u00edvel prever todas as consequ\u00eancias do agir humano. Muito do que acontece \u00e9 imprevis\u00edvel e incontrol\u00e1vel, n\u00e3o depende da nossa vontade. Mas o que aconteceu no passado provavelmente acontecer\u00e1 no futuro, se fizermos as mesmas coisas, do mesmo modo, em situa\u00e7\u00f5es semelhantes.<\/p>\n<p>Como seres racionais e livres, devemos ponderar ganhos e perdas, benef\u00edcios e riscos das nossas decis\u00f5es, considerando as circunst\u00e2ncias. Somos l\u00edderes de n\u00f3s mesmos, protagonistas do nosso destino, respons\u00e1veis pelas nossas escolhas. Refletindo com base em princ\u00edpios e valores, aprendemos a orientar a nossa vida.<\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis ou complexas, n\u00e3o basta a reflex\u00e3o individual para tomar uma decis\u00e3o com lucidez e bom senso. H\u00e1 aspetos da realidade que n\u00e3o conhecemos. Nesses casos, o caminho certo \u00e9 pedir conselhos a pessoas pr\u00f3ximas (familiares, amigos, educadores ou l\u00edderes) que saibam e possam ajudar-nos a fazer escolhas acertadas. Aprendemos uns com os outros. Juntos, vemos melhor.<\/p>\n<p>Sinal de maturidade humana, a verdadeira prud\u00eancia conquista-se com humildade. Sendo humildes, reconhecemos as nossas capacidades e limita\u00e7\u00f5es e valorizamos o saber e a experi\u00eancia dos outros.<\/p>\n<p>Quando, por excesso de orgulho, nos julgamos superiores e n\u00e3o aceitamos conselhos ou sugest\u00f5es de pessoas experientes e sensatas, corremos o risco de agir com imprud\u00eancia e cometer erros evit\u00e1veis, de que nos arrependeremos no futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tomar a decis\u00e3o certa <\/strong><\/p>\n<p>Depois da reflex\u00e3o e dos eventuais conselhos recebidos, chega o momento de tomar decis\u00f5es, de acordo com aquilo que a nossa consci\u00eancia moral julga mais correto. H\u00e1 um tempo para ponderar e um tempo para decidir. A virtude da prud\u00eancia \u00e9 a arte de tomar a decis\u00e3o certa, na hora certa, visando uma digna e feliz.<\/p>\n<p>Para prevenir decis\u00f5es precipitadas, precisamos de fazer uma gest\u00e3o racional do tempo, dando prioridade ao que \u00e9 mais importante. N\u00e3o faz sentido deixar-se dominar pelo ritmo desenfreado da vida e tratar tudo como se fosse urgente. Com calma e sil\u00eancio, libertos dos ecr\u00e3s, decidimos melhor.<\/p>\n<p>Contra a precipita\u00e7\u00e3o, precisamos tamb\u00e9m de saber gerir as emo\u00e7\u00f5es negativas, dando particular aten\u00e7\u00e3o ao medo e \u00e0 raiva. \u00c9 necess\u00e1rio autocontrolo, capacidade de temperar as emo\u00e7\u00f5es com a raz\u00e3o. As decis\u00f5es certas n\u00e3o s\u00e3o baseadas na impulsividade, mas na pondera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O que aconteceria se algu\u00e9m decidisse fazer ou dizer tudo o que lhe apetece, sem pensar nas poss\u00edveis consequ\u00eancias para si mesmo e para os outros? Esta pergunta serve para a reflex\u00e3o individual. Serve igualmente para o di\u00e1logo entre pais e filhos ou entre professores e alunos. Quando um jovem aprende a fazer escolhas pensadas, torna-se mais capaz de adiar a satisfa\u00e7\u00e3o imediata dos impulsos, o que traz benef\u00edcios para toda a sua vida.<\/p>\n<p>\u00c9 um erro cair na precipita\u00e7\u00e3o. O erro contr\u00e1rio est\u00e1 na indecis\u00e3o, por cautela excessiva ou medo de arriscar. Nas encruzilhadas da vida, s\u00e3o humanas as d\u00favidas e hesita\u00e7\u00f5es. Mas as pessoas prudentes, sabendo o que \u00e9 correto, tomam decis\u00f5es com coragem e com sentido de responsabilidade.<\/p>\n<p><em>Ant\u00f3nio Estanqueiro<br \/>\n<\/em><em>Professor e Formador<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Estanqueiro, Professor e Formador<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":152027,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-364942","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/364942","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=364942"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/364942\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/152027"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=364942"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=364942"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=364942"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}