{"id":364882,"date":"2025-03-12T11:43:04","date_gmt":"2025-03-12T11:43:04","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=364882"},"modified":"2025-03-13T10:13:17","modified_gmt":"2025-03-13T10:13:17","slug":"o-papa-de-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-papa-de-todos\/","title":{"rendered":"O Papa de todos"},"content":{"rendered":"<p><em>Rui Ferreira, Diocese de Braga<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-186439 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/rui-ferreira-braga-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/rui-ferreira-braga-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/rui-ferreira-braga-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/rui-ferreira-braga-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/rui-ferreira-braga-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/rui-ferreira-braga-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/rui-ferreira-braga-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/rui-ferreira-braga-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/rui-ferreira-braga.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>Quando a 16 de outubro de 1978, a Igreja Cat\u00f3lica elegeu um Papa n\u00e3o italiano ap\u00f3s 455 anos, ningu\u00e9m imaginaria o processo de revitaliza\u00e7\u00e3o em que a institui\u00e7\u00e3o mergulharia, partindo do carisma e din\u00e2mica de Karol Wojty\u0142a. Se o Conc\u00edlio Vaticano II representou uma transforma\u00e7\u00e3o profunda para a Igreja, a verdade \u00e9 que seria com Jo\u00e3o Paulo II que a voca\u00e7\u00e3o universal \u00e0 santidade, proclamada pela \u201cLumen Gentium\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> &#8211; a mais entusiasmante e mobilizadora constitui\u00e7\u00e3o conciliar \u2013 seria finalmente interiorizada pelos crist\u00e3os.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s ser protagonista do terceiro maior pontificado da hist\u00f3ria da Igreja, Jo\u00e3o Paulo II cederia o seu lugar a Bento XVI, novamente um Papa n\u00e3o italiano, que, com sabedoria e docilidade, conduziria os destinos dos cat\u00f3licos entre 19 de abril de 2005 e 28 de fevereiro de 2013, quando oficializaria a sua surpreendente abdica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando muitos aguardavam que a Igreja Cat\u00f3lica regressasse \u00e0 cad\u00eancia que perdurara durante quase cinco s\u00e9culos, prefigurando-se como \u201cpapabili\u201d os cardeais italianos Angelo Scola ou Leonardo Sandri<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, eis que os 118 participantes do Conclave voltariam a surpreender o mundo elegendo o primeiro Papa americano da hist\u00f3ria bimilenar da Igreja Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>Mas o 266.\u00ba Sumo Pont\u00edfice n\u00e3o foi apenas o primeiro Papa americano da Igreja Cat\u00f3lica, afirmar-se-ia tamb\u00e9m como o primeiro Papa Jesu\u00edta, membro da Companhia de Jesus, a ordem religiosa mais progressista da Igreja Cat\u00f3lica, conhecida pelo seu voto especial de obedi\u00eancia ao Papa, mas tamb\u00e9m pela recusa de cargos eclesi\u00e1sticos.<\/p>\n<p>O cardeal argentino Jorge M\u00e1rio Bergoglio seria eleito como l\u00edder m\u00e1ximo dos cat\u00f3licos, surpreendendo o mundo, desde logo dispensando as vestes pontificais na sua primeira sauda\u00e7\u00e3o ao povo. Mas as mudan\u00e7as n\u00e3o se ficariam por aqui. Tendo decidido viver na Casa de Santa Marta, em detrimento do apartamento do pal\u00e1cio Apost\u00f3lico, haveria de cultivar uma rela\u00e7\u00e3o de proximidade, n\u00e3o apenas com os cardeais da C\u00faria Papal, mas principalmente com os funcion\u00e1rios, tratando cada um pelo seu nome e fazendo as suas refei\u00e7\u00f5es na cantina, e ocupando o lugar que estiver dispon\u00edvel nas mesas, como qualquer outro funcion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Esta sua forma de ser ficaria bem vincada desde o in\u00edcio, particularmente na escolha do seu ep\u00edteto papal. Quando o Cardeal camerlengo anunciou que o novo Papa se chamaria Francisco, muitos dos cl\u00e9rigos presentes pensaram que a sua inspira\u00e7\u00e3o seria S\u00e3o Francisco Xavier, um dos fundadores dos Jesu\u00edtas, reconhecido como um dos maiores ap\u00f3stolos da hist\u00f3ria da Igreja. \u201cSer\u00e1 um pontificado voltado para as miss\u00f5es e para o Oriente?\u201d, questionariam alguns. A d\u00favida n\u00e3o duraria muito tempo, pois o Papa Francisco esclareceria que a sua inspira\u00e7\u00e3o seria outro santo, igualmente Francisco, mas de outra ordem religiosa: S\u00e3o Francisco de Assis. E recordaria as palavras que um cardeal lhe dirigiria no momento da sua elei\u00e7\u00e3o, ainda na Capela Sistina: \u201cN\u00e3o te esque\u00e7as dos pobres\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. \u00a0Esta tem sido efetivamente a marca identit\u00e1ria do seu pontificado.<\/p>\n<p>Na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica \u201cEvangelii Gaudium\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, que podemos considerar o texto program\u00e1tico do seu pontificado, o Papa Francisco apela a uma \u201cnova evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d fundada no Evangelho, que inclua todos os crist\u00e3os, nas suas diferentes voca\u00e7\u00f5es e miss\u00f5es, e se estenda a todas as estruturas eclesiais, particularmente aquelas em que a simplicidade menos se faz notar. Uma Igreja em escuta cont\u00ednua, mais identificada com Jesus Cristo, especialmente atenta ao mundo, centrando a sua aten\u00e7\u00e3o, em particular, naqueles que experimentam situa\u00e7\u00f5es de abandono e fragilidade. Uma Igreja que mostra a sua for\u00e7a, n\u00e3o em vestes opulentas ou grandes manifesta\u00e7\u00f5es de poder e fausto, mas no Evangelho, onde \u201ctodos, todos, todos\u201d podem encontrar o seu lugar.<\/p>\n<p>Proveniente do \u201cfim do mundo\u201d, como haveria de afirmar no seu primeiro pronunciamento p\u00fablico, o Papa Francisco, proveniente de uma periferia da Igreja, tem feito do seu pontificado uma constante chamada de aten\u00e7\u00e3o para as diferentes periferias: as geogr\u00e1ficas, com especial destaque para a aten\u00e7\u00e3o que tem dado aos exclu\u00eddos e aos pobres. Por isso mesmo, a sua primeira visita apost\u00f3lica n\u00e3o foi a um dos maiores pa\u00edses crist\u00e3os do mundo, onde seria envolvido por grandes multid\u00f5es, com uma agenda recheada de momentos protocolares. Seria, sim, \u00e0 ilha italiana de Lampedusa, um dos lugares onde, quase diariamente, aportavam milhares de migrantes do Norte de \u00c1frica, muitos deles sem acolhimento ou esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Quando muitos, equiparando a sua personalidade ao bom Papa Jo\u00e3o XXIII, esperavam que convocasse um novo Conc\u00edlio, para que a Igreja enfrentasse o ritmo acelerado das sociedades hodiernas, o Papa prop\u00f4s um S\u00ednodo<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, cujo fundamento \u00e9 precisamente o Conc\u00edlio Vaticano II, em especial os decretos que a Igreja estruturalmente ainda n\u00e3o assumiu.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ter institu\u00eddo, em 2017, o Dia Mundial dos Pobres, comemorado anualmente, no 33.\u00ba domingo do Tempo Comum, o Papa Francisco foi de encontro \u00e0s quest\u00f5es que inquietam o mundo, nomeadamente a \u201csalvaguarda da cria\u00e7\u00e3o\u201d, atrav\u00e9s da Enc\u00edclica \u201cLaudato s\u00ec\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> sobre o cuidado da Casa Comum, que reflete sobre o compromisso da sociedade para com a natureza, num tempo marcado pelo ego\u00edsmo e por uma m\u00e1 gest\u00e3o dos recursos.<\/p>\n<p>No entanto, o momento mais marcante do seu pontificado pode muito bem ter sido em Portugal, mais propriamente durante as Jornadas Mundiais da Juventude, que decorreram em Lisboa, de 1 a 6 de agosto de 2023, em que o Papa Francisco fez a melhor s\u00edntese do seu pontificado: \u00abNa Igreja ningu\u00e9m \u00e9 excedent\u00e1rio, ningu\u00e9m \u00e9 excedent\u00e1rio, h\u00e1 lugar para todos (\u2026) Jesus diz: \u201cIde e trazei todos: jovens e velhos, s\u00e3os e doentes, justos e pecadores. Todos. Todos. Todos. Na Igreja h\u00e1 lugar para todos.\u00bb<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<p>Cumprindo-se a 13 de mar\u00e7o de 2025, o 12.\u00ba anivers\u00e1rio do seu pontificado, e no momento em que a sua sa\u00fade vai inspirando mais cuidados, \u00e9 o momento ideal para celebrarmos o Papa Francisco: o Papa dos pobres, o Papa da natureza, o Papa de todos!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Rui Ferreira<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_const_19641121_lumen-gentium_po.html\">Lumen gentium<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2013\/02\/11\/mundo\/noticia\/cardeal-peter-turkson-do-gana-no-topo-da-lista-da-sucessao-de-bento-xvi-1584161\">Cardeal Peter Turkson do Gana no topo da lista da sucess\u00e3o de Bento XVI | Europa | P\u00daBLICO<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/noticias\/2013\/03\/130316_papa_entrevista_mauricio_ru\">Cardeal brasileiro inspirou nome do papa Francisco &#8211; BBC News Brasil<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium.html\">&#8220;Evangelii Gaudium&#8221;: Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica sobre o an\u00fancio do Evangelho no mundo atual (24 de novembro de 2013) | Francisco<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.synod.va\/en.html\">Synod 2021 &#8211; 2024<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html\">Laudato si&#8217; (24 de maio de 2015) | Francisco<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> <a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/todos-todos-todos-leia-o-discurso-do-papa-francisco-na-cerimonia-de-acolhimento-da-jmj-em-lisboa\/\">\u201cTodos, todos, todos.\u201d Leia o discurso do Papa Francisco na cerim\u00f3nia de acolhimento da JMJ em Lisboa \u2013 Observador<\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rui Ferreira, Diocese de Braga<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":186439,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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