{"id":36397,"date":"2009-01-20T12:32:41","date_gmt":"2009-01-20T12:32:41","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/01\/20\/ecumenismo-em-portugal\/"},"modified":"2009-01-20T12:32:41","modified_gmt":"2009-01-20T12:32:41","slug":"ecumenismo-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ecumenismo-em-portugal\/","title":{"rendered":"Ecumenismo em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>\u00abO ecumenismo real e importante ser\u00e1 aquele que venha a atingir as comunidades crist\u00e3s e cada crist\u00e3o\u00bb sublinha o secret\u00e1rio da Comiss\u00e3o da Doutrina da F\u00e9 <!--more--> A Semana de Ora\u00e7\u00e3o pela Unidade dos Crist\u00e3os constitui oportunidade para tecer algumas considera\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida do movimento ecum\u00e9nico em Portugal. A sua hist\u00f3ria \u00e9 suficientemente conhecida. Nela ocupa lugar de destaque, sem d\u00favida, o Conselho Portugu\u00eas de Igrejas Crist\u00e3s (COPIC), constitu\u00eddo pela Igreja Presbiteriana, a Igreja Lusitana (comunh\u00e3o Anglicana) e a Igreja Metodista, mais recentemente tamb\u00e9m pela Igreja Ortodoxa. Esse Conselho foi, por assim dizer, a primeira iniciativa organizada e institucionalizada do ecumenismo no nosso pa\u00eds. Mais tarde, estabelece-se uma rela\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m institucional entre a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (atrav\u00e9s da Comiss\u00e3o Episcopal para a Doutrina da F\u00e9) e o Copic, iniciando-se uma s\u00e9rie de encontros ecum\u00e9nicos, dos quais se realizou, no passado dia 5 de Janeiro, o XXXI. Esses encontros t\u00eam sido, sem d\u00favida, o principal contexto do desenvolvimento do ecumenismo em Portugal. A certa altura, por impulso de alguns grupos juvenis, instituiu-se o F\u00f3rum Ecum\u00e9nico Jovem, que tem vindo a desenvolver iniciativas relevantes e que come\u00e7a a deixar rasto muito positivo, sobretudo na rela\u00e7\u00e3o ecum\u00e9nica entre comunidades crist\u00e3s concretas. Houve, ainda, a inten\u00e7\u00e3o de criar, em todas as dioceses, um secretariado para o ecumenismo, ou algo semelhante. Nalguns casos, resultou, noutros ainda n\u00e3o. Em certos casos, ap\u00f3s um momento inicial de entusiasmo, esse dinamismo arrefeceu. De qualquer modo, o grupo ecum\u00e9nico do Porto, por exemplo, \u00e9 a prova de que esse trabalho constitui um dos elementos mais importantes no relacionamento ecum\u00e9nico. De facto, se o ecumenismo se ficar simplesmente pelo encontro, mais ou menos espor\u00e1dico, de alguns &#8220;l\u00edderes&#8221; eclesiais, nunca chegar\u00e1 a ter efeitos, dos quais o mais importante \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o da unidade, pela rela\u00e7\u00e3o amig\u00e1vel e colaborante das diferentes confiss\u00f5es. O ecumenismo real e importante ser\u00e1 aquele que venha a atingir as comunidades crist\u00e3s e cada crist\u00e3o. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio incrementar pr\u00e1ticas locais e muito concretas de encontro, para que cres\u00e7a a rela\u00e7\u00e3o entre as Igrejas envolvidas. Nisso se enquadrar\u00e1, tamb\u00e9m, a educa\u00e7\u00e3o ecum\u00e9nica do povo de Deus, no nosso pa\u00eds maioritariamente cat\u00f3lico. Quanto ao presente e futuro do ecumenismo, gostaria de apontar alguns elementos, que surgiram, em grande parte, no \u00faltimo encontro ecum\u00e9nico realizado. Em primeiro lugar, ser\u00e1 necess\u00e1rio dar maior visibilidade a esses encontros, para que os crist\u00e3os e toda a popula\u00e7\u00e3o portuguesa tomem conhecimento da aproxima\u00e7\u00e3o em curso entre algumas das Igrejas que vivem em Portugal. A publica\u00e7\u00e3o de documentos conjuntos poder\u00e1 ajudar a essa finalidade. Depois, ser\u00e1 importante incrementar o ecumenismo de base, a n\u00edvel local. Para isso, ser\u00e1 fulcral dinamizar os organismos diocesanos. Estabelecemos que, ano a ano, ser\u00e1 feito um investimento espec\u00edfico numa diocese \u00e0 escolha, na qual se realizar\u00e1, no final do ano, a celebra\u00e7\u00e3o ecum\u00e9nica nacional, por ocasi\u00e3o da Semana de Ora\u00e7\u00e3o. Este ano, ser\u00e1 no Porto, onde a actividade ecum\u00e9nica j\u00e1 est\u00e1 organizada h\u00e1 anos. Em terceiro lugar, \u00e9 importante fomentar a forma\u00e7\u00e3o ecum\u00e9nica dos crist\u00e3os de todas as confiss\u00f5es. Para al\u00e9m de se pressupor que isso acontece na forma\u00e7\u00e3o habitual da Faculdade de Teologia e de outros Institutos ou semin\u00e1rios, ser\u00e1 solicitado a cada N\u00facleo da referida Faculdade que organize, anualmente, uma jornada ecum\u00e9nica, que envolva participantes de diversas Igrejas. No contexto dessa forma\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 aprofundado o papel das recomenda\u00e7\u00f5es da Charta Oecumenica para o nosso caso portugu\u00eas. Da parte da Confer\u00eancia Episcopal, est\u00e1 em projecto a reedi\u00e7\u00e3o do Direct\u00f3rio Ecum\u00e9nico, juntamente com uma publica\u00e7\u00e3o recente do Cardeal Kasper. Por \u00faltimo, ser\u00e1 de salientar a import\u00e2ncia da integra\u00e7\u00e3o progressiva da Igreja Ortodoxa, assim como dos crist\u00e3os greco-cat\u00f3licos, neste movimento, o que vir\u00e1 a transformar as caracter\u00edsticas do ecumenismo. Nesse contexto concreto, ser\u00e1 importante a capacidade de acolhimento e de acompanhamento, por parte das Igrejas que j\u00e1 se encontravam no nosso pa\u00eds. Penso que, quer pelos projectos quer pelos desafios, o ecumenismo em Portugal possui sa\u00fade suficiente para poder crescer e dar frutos de peso, ao longo dos pr\u00f3ximos anos. <i>Jo\u00e3o Duque, Sec. Com. Episcopal da Doutrina da F\u00e9<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abO ecumenismo real e importante ser\u00e1 aquele que venha a atingir as comunidades crist\u00e3s e cada crist\u00e3o\u00bb sublinha o secret\u00e1rio da Comiss\u00e3o da Doutrina da F\u00e9<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[147,187,192,193],"class_list":["post-36397","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-diocese-do-porto","tag-ecumenismo","tag-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36397","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36397"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36397\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36397"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36397"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}