{"id":36392,"date":"2009-01-20T11:59:04","date_gmt":"2009-01-20T11:59:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/01\/20\/s-paulo-e-o-vaticano-ii\/"},"modified":"2009-01-20T11:59:04","modified_gmt":"2009-01-20T11:59:04","slug":"s-paulo-e-o-vaticano-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/s-paulo-e-o-vaticano-ii\/","title":{"rendered":"S. Paulo e o Vaticano II"},"content":{"rendered":"<p>S. Paulo foi o te\u00f3logo mais utilizado no Vaticano II. Para nos darmos conta disso bastaria recolher aqui, atrav\u00e9s dos decretos e constitui\u00e7\u00f5es conciliares, todas as refer\u00eancias \u00e0s suas cartas. Mais de 200 vezes, os padres do Conc\u00edlio o chamaram para os iluminar e ajudar a clarificar a leitura do Evangelho para o nosso tempo. \u00c9 em S. Paulo  que repousa  toda a teologia do Esp\u00edrito Santo, a que o conc\u00edlio recorre continuamente , toda teologia do mist\u00e9rio da Igreja que S. Paulo desenvolve na Carta aos Ef\u00e9sios, a teologia da miss\u00e3o da Carta aos Romanos, a da colegialidade episcopal,  a doutrina sobre a unidade e diversidade dos carismas e minist\u00e9rios, etc.  As cartas de S. Paulo mais citadas no conc\u00edlio s\u00e3o as Cartas aos Ef\u00e9sios, aos Corintos, aos Romanos, aos Colossenses e a Fil\u00e9mon. Os documentos que mais necessidade tiveram da ajuda de S. Paulo foram a Constitui\u00e7\u00e3o sobre a Igreja, a Constitui\u00e7\u00e3o sobre a Sagrada Liturgia, o decreto sobre a Vida religiosa, a Constitui\u00e7\u00e3o sobre a Revela\u00e7\u00e3o Divina, o decreto sobre a Actividade dos Leigos, o decreto sobre os Sacerdotes, e a Constitui\u00e7\u00e3o sobre a Igreja no Mundo Contempor\u00e2neo. A Constitui\u00e7\u00e3o sobre a Igreja desde o primeiro cap\u00edtulo que nos apresenta o mist\u00e9rio da igreja, apoiando-se na doutrina Paulina. A Igreja como epifania do mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade, a Igreja como Corpo de Cristo, a Igreja povo de Deus em marcha, a voca\u00e7\u00e3o de todos os crist\u00e3os \u00e0 santidade, a dimens\u00e3o escatol\u00f3gica da Igreja. Nela se reflecte toda a teologia da Carta aos Ef\u00e9sios. \u00c9 tamb\u00e9m opini\u00e3o corrente que a Constitui\u00e7\u00e3o sobre a Igreja no mundo contempor\u00e2neo, reproduz em termos e contextos modernos, o esquema da Carta aos Romanos  O decreto sobre o Apostolado dos leigos baseia-se em S. Paulo, cujas cartas assinalam com frequ\u00eancia  a actividade dos leigos  nos primeiros s\u00e9culos da Igreja.  Os leigos foram sempre a m\u00e3o direita de S. Paulo e ele mesmo se encarregou de nos apresentar os colaboradores e as diversas equipas que com ele trabalhavam no an\u00fancio do Evangelho. A Declara\u00e7\u00e3o sobre a liberdade religiosa tem na doutrina de S.Paulo, nomeadamente na Carta aos Romanos, a sua refer\u00eancia fundamental. Quanto \u00e0 doutrina sobre os carismas e minist\u00e9rios o recurso foi o da 1\u00aa Carta aos Cor\u00edntios onde essa doutrina \u00e9 exposta com particular relev\u00e2ncia. O debate sobre o sacerd\u00f3cio, como o da colegialidade episcopal, foi talvez o debate mais vivo de todo o conc\u00edlio. Uns, mais sens\u00edveis \u00e0 fidelidade pastoral e mission\u00e1ria do conc\u00edlio, desejavam que se acentuasse a dimens\u00e3o apost\u00f3lica do sacerd\u00f3cio: o padre \u00e0 maneira dos ap\u00f3stolos. Outros, por\u00e9m, temendo que esta insist\u00eancia deixasse na sombra os valores tradicionais do sacerd\u00f3cio, queriam que se acentuasse a consagra\u00e7\u00e3o pessoal do sacerdote, com as exig\u00eancias de santidade e adora\u00e7\u00e3o ao Senhor, mediante o culto. Uns queriam o padre identificado a partir da miss\u00e3o, outros o padre orientado para o culto; uns, o padre para o povo, o padre pastor, outros o padre para o altar, o padre sacerdote. De facto, at\u00e9 ent\u00e3o, a imagem do padre que vigorava na Igreja era a do padre do conc\u00edlio de Trento, o padre para a Eucaristia e para o sacramento da Penit\u00eancia. O padre das m\u00e3os sagradas, para consagrar, para perdoar e para aben\u00e7oar. .Mas a imagem que se pretendia relan\u00e7ar, em conson\u00e2ncia com a voca\u00e7\u00e3o de todos os crist\u00e3os \u00e0 santidade, com o sacerd\u00f3cio comum dos fi\u00e9is, com a diversidade de minist\u00e9rios, com a Igreja povo de Deus, era do padre pastor e animador da comunidade, como ministro da comunh\u00e3o dos minist\u00e9rios. Foi ent\u00e3o que se pediu a ajuda de S.Paulo que deu a resposta que se precisava: \u201c Para participar no grau do minist\u00e9rio do Ap\u00f3stolo, Deus concede aos presb\u00edteros a gra\u00e7a de ser entre as gentes  ministros de Jesus Cristo, desempenhando o sagrado minist\u00e9rio  do Evangelho, para que seja  grata a obla\u00e7\u00e3o dos povos, santificados pelo Esp\u00edrito Santo\u201d (Rom. 15, 16).  Se o sacerdote  \u00e9 ordenado para a evangeliza\u00e7\u00e3o dos povos, o cume do seu minist\u00e9rio \u00e9  a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, j\u00e1 que \u00e9 ali que o  sacrif\u00edcio espiritual dos crist\u00e3os e o sacrif\u00edcio de Cristo se consumam na unidade: o padre pastor leva o seu rebanho aos ombros para o altar da consagra\u00e7\u00e3o. \u00c9 de resto esta a imagem do padre da Carta aos Hebreus, o \u00fanico documento do Novo Testamento que nos apresenta a teologia do sacerd\u00f3cio., Ser\u00e1 esta a imagem do padre que o Vaticano II adoptar\u00e1. <i>Ad\u00e9lio Torres Neiva, Mission\u00e1rio Espiritano<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S. Paulo foi o te\u00f3logo mais utilizado no Vaticano II. Para nos darmos conta disso bastaria recolher aqui, atrav\u00e9s dos decretos e constitui\u00e7\u00f5es conciliares, todas as refer\u00eancias \u00e0s suas cartas. 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