{"id":36363,"date":"2009-01-17T19:43:05","date_gmt":"2009-01-17T19:43:05","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/01\/17\/rostos-de-uma-missao-global\/"},"modified":"2009-01-17T19:43:05","modified_gmt":"2009-01-17T19:43:05","slug":"rostos-de-uma-missao-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/rostos-de-uma-missao-global\/","title":{"rendered":"Rostos de uma miss\u00e3o global"},"content":{"rendered":"<p>A realidade multicultural das sociedades contempor\u00e2neas afecta os dinamismos da catequese. Incontorn\u00e1vel, essa caracter\u00edstica dos tecidos sociais tem consequ\u00eancias imediatas na escola e na catequese e constitui um desafio, sobretudo aos educadores. O tema esteve em debate no IX Encontro de Animadores S\u00f3cio-pastorais das Migra\u00e7\u00f5es, que decorre este fim-de-semana em F\u00e1tima, onde Maria Lu\u00edsa T. Bol\u00e9o adiantou desafios e metodologias de uma \u201cCatequese em comunidades inter-culturais\u201d  Mestre em Ci\u00eancias de Educa\u00e7\u00e3o, a conferencista afirmou a oportunidade que esta nova realidade constitui, por ser ocasi\u00e3o da afirma\u00e7\u00e3o da ess\u00eancia da Igreja: universal e onde acontece a comunh\u00e3o entre diferen\u00e7as. Diante de dificuldades de adapta\u00e7\u00e3o a esta nova realidade, surgiu como desafio o cultivo de uma \u201ccomunica\u00e7\u00e3o inter-\u00e9tnica\u201d e da experi\u00eancia humana da diversidade como ponto de partida para uma pedagogia catequ\u00e9tica actualizada;   No Encontro que assinala o Dia do Migrante e do Refugiado, foram tamb\u00e9m transmitidas outras experi\u00eancias de miss\u00e3o, para al\u00e9m desta em contexto paroquial. Decorreram em diferentes continentes e em circunst\u00e2ncias distantes. \u00c9 miss\u00e3o global, que a mobilidade possibilita.  <b>Paulo Costa, Leigos para o Desenvolvimento<\/b> Paulo Costa \u00e9 licenciado em economia. Era cat\u00f3lico por tradi\u00e7\u00e3o familiar. Um dia, viu um cartaz na faculdade dos Leigos para o Desenvolvimento e pensou em \u201cfazer uma coisa daquelas\u201d. Hesitou, pensou no melhor momento para partir ao encontro desse projecto. Em 2005 partiu. Era para estar um ano, mas o U\u00edge acolheu o trabalho do Paulo at\u00e9 ao ano 2008. \u201cNunca estive t\u00e3o certo de que Deus existe e que me fazia mais feliz. Agora, n\u00e3o na eternidade\u2026\u201d Testemunhou no IX Encontro de animadores S\u00f3cio-pastorais das Migra\u00e7\u00f5es. Do tempo de miss\u00e3o guarda muitas e boas recorda\u00e7\u00f5es. \u201cAprendi, como nunca, a viver, andava sempre no limite, faltava sempre tudo. Aprendi muito a saber morrer\u2026\u201d A vida em comunidade, que caracteriza a miss\u00e3o dos Leigos para o Desenvolvimento, marcou os anos de voluntariado mission\u00e1rio. Agora, em tempos de crise, vive do optimismo que cultivou em Angola, experimenta a ousadia. E percebe que \u201cas dicotomias s\u00e3o simplifica\u00e7\u00f5es sem sentido das diversidades da cria\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cN\u00e3o h\u00e1 metr\u00f3pole e terras de miss\u00e3o\u2026 todas as terras s\u00e3o de miss\u00e3o\u201d, mesmo que por aqui, em Portugal, em circunst\u00e2ncias diferentes e com relacionamentos diferentes.  <b> Pe. Ivan Hudz, Sacerdote Ucraniano<\/b> \u00c9 sacerdote ucraniano, da igreja greco-cat\u00f3lica. Est\u00e1 em Portugal h\u00e1 6 anos, actualmente a trabalhar na diocese de Beja. Sentiu os impactos culturais, at\u00e9 pelo sentido de express\u00f5es lingu\u00edsticas com significados diferentes, na Ucr\u00e2nia. \u201cAmigos\u201d, por exemplo: palavra quase banalizada em portugu\u00eas, ao contr\u00e1rio do que experimenta na sua cultura. Satisfeito por estar aqui, o Pe. Ivan Hudz procura espa\u00e7os de melhor integra\u00e7\u00e3o e de viv\u00eancias dos diferentes ritos culturais, o romano e o oriental: criar par\u00f3quias \u201cbi-rituais\u201d, fazer pontes entre ritos, que apenas exteriorizam as convic\u00e7\u00f5es interiores. Ali\u00e1s, a quest\u00e3o das dist\u00e2ncias entre as linguagens, entre o portugu\u00eas e o ucraniano, s\u00e3o secund\u00e1rias, porque Aquele que escuta \u00e9 o memo.  <b>Pe. Const\u00e2ncio Gusm\u00e3o, Capel\u00e3o Militar<\/b> \u00c9 timorense. Partiu para Portugal antes dos anos da invas\u00e3o da indon\u00e9sia para estudar. Integrou-se na Diocese de Braga, onde foi ordenado padre. Quando os militares partiram em miss\u00e3o para Timor, a Diocese das For\u00e7as Armadas viu no Pe. Gusm\u00e3o o capel\u00e3o ideal para acompanhar os portugueses. A facilidade de l\u00edngua, o conhecimento do pa\u00eds e das pessoas foram factores que motivaram essa escolha. Foi nos anos seguintes \u00e0 dobragem do mil\u00e9nio. Depois, esteve no Kosovo. Quando foi necess\u00e1rio partir para o Afeganist\u00e3o, os respons\u00e1veis pela Diocese das For\u00e7as Armadas pediram ao Pe. Gusm\u00e3o para se reintegrar e partir com os militares. E foi, como em todas as miss\u00f5es militares, presen\u00e7a amiga junto dos militares, promovendo gestos de ajuda e dinamizando a celebra\u00e7\u00e3o da f\u00e9 entre os militares. (Num Natal, convido os militares presentes no Afeganist\u00e3o a ajudar as comunidades religiosas que descobrira por aquelas paragens. E recolheu 3000 Euros.) Por outro lado, experimenta a possibilidade de povos viverem em harmonia, tendo op\u00e7\u00f5es religiosas diferentes. Nos Balc\u00e3s, chegavam a promover encontros inter-religiosos. Foi ali\u00e1s nesta regi\u00e3o que os militares portugueses, nomeadamente os mais graduados, come\u00e7aram a cultivar o gosto da leitura da B\u00edblia. O Pe. Gusm\u00e3o testemunha que em campo, durante as miss\u00f5es, tem mais tempo para a ora\u00e7\u00e3o. No Afeganist\u00e3o, um coronel italiano decidiu rezar com o capel\u00e3o portugu\u00eas\u2026 todas as noites\u2026  <b>Pe. Ant\u00f3nio Barbosa, Mission\u00e1rio na Alemanha<\/b> \u00c9 um do13 irm\u00e3os, natural de Barcelos. H\u00e1 34 anos partiu para o trabalho nas comunidades portuguesas na di\u00e1spora. Chegou \u00e1 Alemanha e iniciou o trabalho junto dos portugueses. Na altura, enchiam as igrejas, as mesmas que hoje se est\u00e3o a vender\u2026! Tamb\u00e9m por isso, o Pe. Ant\u00f3nio Barbosa afirma que a Europa \u00e9 terra de miss\u00e3o, nomeadamente a Alemanha. E que \u00e9 dever dos l\u00edderes das comunidades religiosas, nomeadamente das cat\u00f3licas, criar proximidades crescentes com os povos, tamb\u00e9m os da mobilidade, para a alegria ou a tristeza que as circunst\u00e2ncias da vida oferecerem.  <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=68396\">\u2022 Pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o para combater o desemprego na Europa<\/a> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=68400\">\u2022 Europa a envelhecer precisa dos imigrantes<\/a> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=68381\">\u2022 Perder o medo diante do estrangeiro<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A realidade multicultural das sociedades contempor\u00e2neas afecta os dinamismos da catequese. 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