{"id":36362,"date":"2009-01-17T18:18:54","date_gmt":"2009-01-17T18:18:54","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/01\/17\/europa-a-envelhecer-precisa-dos-imigrantes\/"},"modified":"2009-01-17T18:18:54","modified_gmt":"2009-01-17T18:18:54","slug":"europa-a-envelhecer-precisa-dos-imigrantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/europa-a-envelhecer-precisa-dos-imigrantes\/","title":{"rendered":"Europa a envelhecer precisa dos imigrantes"},"content":{"rendered":"<p>Viver com mais imigrantes e com mais idosos \u00e9 condi\u00e7\u00e3o do \u00abvelho Continente\u00bb, onde a diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 um risco <!--more--> A Europa precisa dos emigrantes para n\u00e3o envelhecer. No final do s\u00e9culo XX e in\u00edcio do s\u00e9c. XXI, o crescimento demogr\u00e1fico na Europa fica a dever-se \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o. Entre 1996 e 2005, nasceram mais 2 milh\u00f5es de pessoas do que morreram, na Europa. E entraram mais 12 milh\u00f5es de pessoas do que sa\u00edram, no mesmo per\u00edodo. Os imigrantes s\u00e3o, assim, respons\u00e1veis por \u201cum crescimento demogr\u00e1fico de 85 por cento\u201d. Pelas estimativas da Uni\u00e3o Europeia (UE), se a Europa fechar as entradas ou se as sa\u00eddas forem iguais \u00e0s entradas, a UE diminui a popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 em 2020. Para crescer a popula\u00e7\u00e3o na Europa, a imigra\u00e7\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel. At\u00e9 esse per\u00edodo, t\u00eam de entrar 2 milh\u00f5es de pessoas de pessoas por ano. E para o rejuvenescimento da popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso acolher 3 milh\u00f5es de pessoas por ano. Estat\u00edsticas apresentadas no IX Encontro de Agentes S\u00f3cio-pastorais das Migra\u00e7\u00f5es por Jorge Malheiros, investigador do Centro de Estudos Geogr\u00e1ficos da Universidade de Lisboa, que afirmou a inevitabilidade, apesar de tudo, do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o na Europa. \u201cOs imigrantes s\u00e3o muito importantes para o crescimento demogr\u00e1fico, mas insuficientes para inverter o processo de envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, embora possam atenu\u00e1-lo\u201d, referiu Jorge Malheiro, afirmando que \u201cos pr\u00f3ximos anos ser\u00e3o com mais imigrantes e tamb\u00e9m com mais idosos\u201d, desafiando os presentes a se \u201cadaptarem a sociedades envelhecidas\u201d. Sendo cerca de 200 milh\u00f5es os migrantes no mundo, a escolha da UE como destino cresce, nomeadamente na Europa do Sul onde a Espanha \u00e9 o segundo pa\u00eds de destino do mundo, logo ap\u00f3s os Estados Unidos.  <b>Caso portugu\u00eas<\/b> Considerando o per\u00edodo inter-censit\u00e1rio (1991-2001), \u00e9 evidente o contributo dos imigrantes para o crescimento populacional, que passou dos 9 para os 10 milh\u00f5es pessoas. \u201cN\u00e3o h\u00e1 crescimento da popula\u00e7\u00e3o activa se n\u00e3o tivermos imigra\u00e7\u00e3o. Quer dizer, a for\u00e7a de trabalho n\u00e3o aumenta\u201d, anotou Jorge Malheiros. Mantendo sempre a superioridade de nascimentos em rela\u00e7\u00e3o aos \u00f3bitos, em 2008 essa rela\u00e7\u00e3o inverteu-se: pela primeira vez, o n\u00famero de nascimentos foi inferior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas que morreram. O que responsabiliza claramente a entrada de imigrantes pela continuidade do aumento da popula\u00e7\u00e3o; s\u00e3o eles tamb\u00e9m que asseguram \u201co volume de m\u00e3o-de-obra que os pa\u00edses necessitam\u201d; e, por essa via, \u201cum maior n\u00famero de contribuintes\u201d. Fen\u00f3meno crescente na d\u00e9cada de 90, \u00e9 sobretudo perto da viragem do mil\u00e9nio e no in\u00edcio do s\u00e9c. XXI que Portugal \u00e9 escolhido como pa\u00eds de destino de muitos migrantes. Actualmente, s\u00e3o j\u00e1 as m\u00e3es estrangeiras as que, proporcionalmente, mais t\u00eam contribu\u00eddo para que o n\u00famero de nascimentos em rela\u00e7\u00e3o aos \u00f3bitos n\u00e3o se distancia, negativamente. Tamb\u00e9m porque aumentam os casamentos est\u00e1veis, tamb\u00e9m entre portugueses (as) e imigrantes. Regionalmente, e para al\u00e9m dos grandes centros urbanos do litoral, o Algarve e o Alentejo recebem um n\u00famero crescente de imigrantes. \u00c9, no entanto, nas regi\u00f5es mais desenvolvidas que os migrantes e os filhos dos imigrantes t\u00eam possibilidade percursos sociais com mais notoriedade, tamb\u00e9m por diferenciados postos de trabalho.  <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=68396\">\u2022 Pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o para combater o desemprego na Europa<\/a> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=68381\">\u2022 Perder o medo diante do estrangeiro<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viver com mais imigrantes e com mais idosos \u00e9 condi\u00e7\u00e3o do \u00abvelho Continente\u00bb, onde a diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 um 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