{"id":36289,"date":"2009-01-14T17:11:27","date_gmt":"2009-01-14T17:11:27","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/01\/14\/indiferenca-e-desconhecimento-do-fenomeno-religioso-na-sociedade-actual\/"},"modified":"2009-01-14T17:11:27","modified_gmt":"2009-01-14T17:11:27","slug":"indiferenca-e-desconhecimento-do-fenomeno-religioso-na-sociedade-actual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/indiferenca-e-desconhecimento-do-fenomeno-religioso-na-sociedade-actual\/","title":{"rendered":"\u00abIndiferen\u00e7a e desconhecimento do fen\u00f3meno religioso na sociedade actual\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Guilherme de Oliveira Martins apresenta ciclo de confer\u00eancias do Centro de Reflex\u00e3o Crist\u00e3 <!--more--> Reflectir sobre a rela\u00e7\u00e3o entre o Estado e as religi\u00f5es e a necessidade de dar espa\u00e7o ao fen\u00f3meno religioso na sociedade contempor\u00e2nea \u00e9 o objectivo do Centro de Reflex\u00e3o Crist\u00e3, que abre um ciclo de confer\u00eancias sobre Estado e Religi\u00f5es.   Guilherme de Oliveira Martins, Presidente do Centro de Reflex\u00e3o Crist\u00e3, assume que este \u00e9 o objectivo que est\u00e1 no centro da an\u00e1lise da evolu\u00e7\u00e3o recente das sociedades, \u201conde percebemos que h\u00e1 um perigoso fen\u00f3meno de indiferen\u00e7a, de desconhecimento da rela\u00e7\u00e3o entre os homens e o sagrado, e o lugar das religi\u00f5es\u201d.  \u201cEste n\u00e3o \u00e9 um quadro exclusivo da sociedade portuguesa\u201d. O tamb\u00e9m Presidente do Tribunal de Contas aponta que este \u00e9 um fen\u00f3meno geral com manifesta\u00e7\u00f5es v\u00e1rias. \u201cAlguns intelectuais, como Umberto Eco, dizem que a sociedade n\u00e3o pode continuar com este desconhecimento e indiferen\u00e7a\u201d e aponta como consequ\u00eancias \u201co surgimento de fen\u00f3menos radicais, fundamentalismos, pass\u00edveis de acontecer em todos os fen\u00f3menos religiosos, e s\u00e3o uma reac\u00e7\u00e3o doente\u201d.   As reflex\u00f5es programadas do CRC querem contribuir para \u201cgarantir que os direitos fundamentais, tendo ou n\u00e3o religi\u00e3o, sejam cumpridos\u201d.   Guilherme de Oliveira Martins recorda que a actual crise mundial econ\u00f3mica e financeira, \u201c\u00e9 consequ\u00eancia deste quadro\u201d.   \u201cVivemos um grave problema de indiferen\u00e7a relativa a uma hierarquia de valores. Relacionando-se com valores, as sociedades distanciaram-se da hierarquia desses mesmos valores e isso, conduz \u00e0 emerg\u00eancia em que nos encontramos, \u00e0 economia de casino que apenas visa o lucro imediato e a competi\u00e7\u00e3o sem regras\u201d.   \u201cPerante a aus\u00eancia da hierarquia de valores, sucedem-se reac\u00e7\u00f5es pouco equilibradas, pouco conhecedoras, inclusivamente da rela\u00e7\u00e3o entre raz\u00e3o e f\u00e9\u201d, indica.  Guilherme de Oliveira Martins reconhece uma dif\u00edcil rela\u00e7\u00e3o entre o Estado e as religi\u00f5es. \u201cMuitas vezes registam-se dificuldades\u201d. Raz\u00f5es hist\u00f3ricas contribuem para a constru\u00e7\u00e3o de barreiras \u201cque prejudicam esse relacionamento normal e equilibrado\u201d.   \u201cDevemos encontrar solu\u00e7\u00f5es equilibradas onde o espa\u00e7o p\u00fablico d\u00ea a possibilidade de afirma\u00e7\u00e3o das v\u00e1rias confiss\u00f5es, com respeito m\u00fatuo\u201d.   No \u00e2mbito portugu\u00eas, o Presidente do CRC regista \u201cum caminho positivo, mas que tem de continuar\u201d, isto apesar de a Concordata n\u00e3o estar ainda regulamentada. Guilherme de Oliveira Martins considera que a regulamenta\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 indispens\u00e1vel\u201d, mas tamb\u00e9m \u201ca regulamenta\u00e7\u00e3o da lei de liberdade religiosa\u201d, sendo \u201cessencial dispormos de instrumentos que permitam um desenvolvimento normal e harmonioso entre as diferentes afirma\u00e7\u00f5es religiosas\u201d.  A rela\u00e7\u00e3o entre a Igreja Cat\u00f3lica e o Estado \u00e9 pautada por \u201cbom senso\u201d. Guilherme de Oliveira Martins frisa \u201cser indispens\u00e1vel prosseguir este relacionamento de forma a que todas as virtualidades do quadro judirico-constitucional sejam aproveitadas\u201d.    A primeira confer\u00eancia do ciclo do Centro de Reflex\u00e3o Crist\u00e3 sob o tema \u00abEstado e Religi\u00f5es \u2013 Liberdade, Autonomia e Laicidade\u00bb contou com a participa\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 de Sousa e Brito e Lu\u00eds Salgado de Matos.   Laicidade, autonomia e liberdade \u201cs\u00e3o tr\u00eas conceitos complementares\u201d. Guilherme de Oliveira Martins indica que ambos partem do princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o. \u201cEste \u00e9 um principio estrutural e civilizacional, afirmado, desde as origens pelo Cristianismo\u201d.   Mas, afirma, \u201ceste princ\u00edpio obriga que haja espa\u00e7o para a espiritualidade e para a rela\u00e7\u00e3o entre raz\u00e3o e f\u00e9, num di\u00e1logo efectivo entre as pessoas, entre as cren\u00e7as religiosas. Este di\u00e1logo tem de deixar espa\u00e7o para a afirma\u00e7\u00e3o de cada uma das confiss\u00f5es\u201d.   Em 2009 o CRC quer apostar em algumas iniciativas v\u00e3o no sentido de afirmar o fen\u00f3meno religioso em toda a sua dimens\u00e3o. Uma das iniciativas a desenvolver prende-se com o centen\u00e1rio do nascimento de Simone Weil. \u201cUma intelectual que se aproximou do fen\u00f3meno religioso e crist\u00e3o, que reflecte sobre um vasto conjunto de temas, desde a condi\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria at\u00e9 \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo espiritual na sociedade contempor\u00e2nea\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guilherme de Oliveira Martins apresenta ciclo de confer\u00eancias do Centro de Reflex\u00e3o Crist\u00e3<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[146,153,191,199],"class_list":["post-36289","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-concordata","tag-crc","tag-economia","tag-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36289","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36289"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36289\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36289"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36289"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36289"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}