{"id":3624,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/60-anos-do-nascimento-do-movimento-dos-focolares\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"60-anos-do-nascimento-do-movimento-dos-focolares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/60-anos-do-nascimento-do-movimento-dos-focolares\/","title":{"rendered":"60 anos do nascimento do Movimento dos Focolares"},"content":{"rendered":"<p>Chiara Lubich \u2013 60 anos depois do 7 de Dezembro de 1943  No pr\u00f3ximo dia 7 de Dezembro celebram-se os sessenta anos do nascimento do Movimento dos Focolares (www.focolare.org). Foi nesse dia que, em Trento, Chiara Lubich, disse o seu \u201csim\u201da Deus para sempre. Tinha 23 anos, estava sozinha e n\u00e3o pensava que iria nascer alguma coisa a partir desse seu passo decisivo. N\u00e3o imaginava a fecundidade que iria ter este seu \u201cmatrim\u00f3nio\u201d com Deus. Ali teve inicio o Movimento dos Focolares. Da experi\u00eancia de Evangelho vivido no quotidiano nasceu a espiritualidade da unidade que originou uma renova\u00e7\u00e3o espiritual e social em mais de 12 milh\u00f5es de pessoas de todas as idades, ra\u00e7as e culturas, em 182 na\u00e7\u00f5es. \t Chiara recorda desta forma o dia 7 de Dezembro de 1943:  \u201cLevantei-me pelas cinco da manh\u00e3. Vesti o melhor vestido que tinha \u2013 era pobre \u2013 e, atravessando a cidade, dirigi-me a um pequeno col\u00e9gio. Desencadeou-se uma tal tempestade que tive que empurrar o guarda-chuva contra o vento para poder andar. Tudo isto tinha um significado: parecia-me que a ac\u00e7\u00e3o que estava para fazer iria encontrar obst\u00e1culos. Ao chegar ao col\u00e9gio, mudou o cen\u00e1rio: um enorme port\u00e3o abriu-se sozinho. Senti-me confortada e bem recebida, como se pelos bra\u00e7os abertos daquele Deus que me esperava. A igrejinha estava muito bem decorada. No fundo sobressa\u00eda uma imagem de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o. Diante do altar, do outro lado da balaustrada, tinham preparado um genuflex\u00f3rio. Antes da comunh\u00e3o, num momento, percebi aquilo que estava para fazer. Lembro-me que o sentimento foi t\u00e3o forte que me caiu uma l\u00e1grima em cima do missal. Depois, senti uma alegria secreta. Era o meu casamento. Deus era o meu esposo. Lembro-me que voltei para casa a correr. Parei s\u00f3 para comprar tr\u00eas cravos vermelhos para o crucifixo que tinha no quarto. Iriam representar um sinal da festa comum. Deus era o meu esposo. Dele podia esperar tudo\u201d.  E hoje, a 60 anos de dist\u00e2ncia, Chiara escreve:  \u201cQual \u00e9 o meu estado de alma? O que sinto nesta circunst\u00e2ncia especial? Sinto uma onda de como\u00e7\u00e3o ao pensar, ainda que por um instante, em tudo aquilo que existe agora diante de mim: um povo novo nascido do Evangelho, espalhado por toda a terra, uma obra imensa que nenhuma for\u00e7a humana poderia fazer nascer. De facto, \u00e9 \u00abobra de Deus\u00bb, para a qual eu fui a primeira pessoa escolhida para ser instrumento sempre \u00abin\u00fatil e infiel\u00bb. E dentro de mim ressoa um hino de reconhecimento a Deus por tudo aquilo que, juntamente com as minhas irm\u00e3s e irm\u00e3os, pude ver, experimentar, construir, trazer at\u00e9 ao ponto em que hoje se encontra, com a sua ajuda. \tUm profundo e sentido obrigado por tudo, meu Deus! Obrigado, sobretudo por me teres feito nascer na tua Igreja, filha de Deus; por me teres alimentado dia ap\u00f3s dia com a Eucaristia; por teres constelado a minha vida, desde pequena, de sinais reveladores do carisma divino que colocaste em mim, para que o desse a todos; por me teres feito experimentar as verdades do Evangelho e as suas promessas que sempre se realizam; por me teres dado a alegria do \u00abc\u00eantuplo\u00bb em todos os sentidos; por me teres revelado o segredo da unidade no teu Filho crucificado e abandonado; por teres permitido sofrimentos portadores de uma uni\u00e3o mais profunda contigo; por me teres dado uma nov\u00edssima espiritualidade, pessoal e comunit\u00e1ria, t\u00e3o actual; por nos teres aberto, a mim e a todos os membros, a toda a humanidade, aos outros crist\u00e3os, aos fi\u00e9is de outras religi\u00f5es, \u00e0s pessoas que ainda n\u00e3o s\u00e3o tuas, mas que s\u00e3o pessoas de boa vontade; pelo amor paternal dos teus Vig\u00e1rios na terra, especialmente Paulo VI e Jo\u00e3o Paulo II, e pelas suas cont\u00ednuas b\u00ean\u00e7\u00e3os sobre a nossa Obra; por me teres aben\u00e7oado com uma longa vida; por me teres perdoado os pecados. Obrigado por me teres feito, na minha espec\u00edfica miss\u00e3o, colaborar com a Igreja na actua\u00e7\u00e3o do Testamento do teu Filho: \u201cQue todos sejam um\u201d e ajudar a formar fragmentos de fraternidade universal. Obrigado, obrigado. Louvor e gl\u00f3ria a Ti.  Chiara Lubich <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chiara Lubich \u2013 60 anos depois do 7 de Dezembro de 1943 No pr\u00f3ximo dia 7 de Dezembro celebram-se os sessenta anos do nascimento do Movimento dos Focolares (www.focolare.org). Foi nesse dia que, em Trento, Chiara Lubich, disse o seu \u201csim\u201da Deus para sempre. 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