{"id":36161,"date":"2009-01-08T13:08:51","date_gmt":"2009-01-08T13:08:51","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/01\/08\/homilia-de-antonio-marto-para-o-dia-mundial-da-paz\/"},"modified":"2009-01-08T13:08:51","modified_gmt":"2009-01-08T13:08:51","slug":"homilia-de-antonio-marto-para-o-dia-mundial-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-antonio-marto-para-o-dia-mundial-da-paz\/","title":{"rendered":"Homilia de Ant\u00f3nio Marto para o Dia Mundial da Paz"},"content":{"rendered":"<p>\u00abPara uma nova primavera social: Combater a pobreza para construir a paz\u00bb <!--more--> No in\u00edcio do Ano Novo, a Palavra do Senhor, referida pela primeira leitura, vem ao nosso encontro como b\u00ean\u00e7\u00e3o ensinada por Deus a Mois\u00e9s. \u00c9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o que chega at\u00e9 n\u00f3s, desde a noite dos tempos, alegrando e confortando o nosso cora\u00e7\u00e3o, trazendo-nos esperan\u00e7a e consola\u00e7\u00e3o para os dias de hoje. Podemos, assim, resumir os votos de in\u00edcio de ano com esta ora\u00e7\u00e3o: Olha prop\u00edcio para n\u00f3s, Senhor; protege-nos e concede-nos a paz! Esta paz tem um rosto, Jesus Cristo, Pr\u00edncipe da paz, dado \u00e0 luz e \u00e0 nossa contempla\u00e7\u00e3o por Maria, cuja maternidade divina hoje celebramos. E \u00e9 precisamente neste primeiro dia do ano que estamos reunidos a rezar pela paz, a pedir que os homens se unam em projectos comuns de paz.  1. Os m\u00faltiplos rostos da pobreza, hoje Para esta ocasi\u00e3o, o Santo Padre oferece-nos uma mensagem \u201ccombater a pobreza para construir a paz\u201d, de que desejaria sublinhar alguns aspectos. O Papa come\u00e7a por nos advertir de que, se n\u00e3o h\u00e1 paz, \u00e9 porque deixamos de nos preocupar, conscientemente, por aquela parte t\u00e3o grande da humanidade (1\/3) que \u00e9 constitu\u00edda pelos miser\u00e1veis, os indigentes, os mais pobres. E sublinha como as condi\u00e7\u00f5es de extrema pobreza em que vivem hoje inumer\u00e1veis popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma s\u00e9ria amea\u00e7a \u00e0 paz. \u201cTrata-se de um problema que se imp\u00f5e \u00e0 consci\u00eancia da humanidade\u201d e a cada um de n\u00f3s. N\u00e3o podemos escamote\u00e1-lo. N\u00e3o podemos esquecer que a paz est\u00e1 sempre unida \u00e0 garantia de necessidades e condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de vida, isto \u00e9, a direitos sociais m\u00ednimos como o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 sa\u00fade, ao trabalho, a uma casa digna, etc. O que mostra bem como \u00e9 poss\u00edvel falar de uma paz positiva, muito para al\u00e9m da simples aus\u00eancia de conflitos. O tema escolhido para este dia mundial da Paz inscreve-se na actualidade da crise econ\u00f3mico-financeira e das suas consequ\u00eancias, de que os mais pobres s\u00e3o as primeiras v\u00edtimas. O Papa analisa o fen\u00f3meno da pobreza no contexto da globaliza\u00e7\u00e3o e tra\u00e7a os m\u00faltiplos rostos de pobreza &#8211; um retrato dos lugares da pobreza. A quest\u00e3o da pobreza \u00e9, na verdade, um problema material de economia e fluxos financeiros. Mas \u00e9 tamb\u00e9m e sobretudo um problema cultural, moral e espiritual porque est\u00e1 em causa a dignidade de cada pessoa humana. Por isso, Bento XVI convida-nos a uma ampla e articulada vis\u00e3o da pobreza: material, relacional, moral e espiritual. A pobreza manifesta os seus diversos rostos, concretamente, nas v\u00edtimas de doen\u00e7as e pandemias, \u00e0s quais faltam os cuidados b\u00e1sicos de sa\u00fade; na pobreza absoluta de 900 milh\u00f5es de crian\u00e7as no mundo, as v\u00edtimas mais vulner\u00e1veis; na corrida aos armamentos (que cresceu 6% em rela\u00e7\u00e3o a 2006) desviando recursos econ\u00f3micos e humanos dos projectos de desenvolvimento dos pa\u00edses mais pobres; na amplid\u00e3o da crise alimentar tanto mais escandalosa quanto n\u00e3o \u00e9 provocada por uma  insufici\u00eancia de recursos mas por uma especula\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, pondo em cheque a satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades b\u00e1sicas; no aumento do fosso entre os ricos e os pobres. Estes aspectos da pobreza s\u00e3o outros tantos desafios na promo\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o da paz. Original \u00e9, sem d\u00favida, o convite a considerar a pobreza do ponto de vista das crian\u00e7as. Na pobreza das crian\u00e7as reflectem-se os v\u00e1rios rostos da pobreza e v\u00eaem-se, automaticamente, as prioridades. \u201cConsiderar a pobreza, pondo-se da parte das crian\u00e7as, leva a considerar priorit\u00e1rios aqueles objectivos que lhes dizem mais directamente respeitos, por exemplo, os cuidados maternos, a educa\u00e7\u00e3o, o acesso aos cuidados m\u00e9dicos e \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel, a salvaguarda do ambiente, e sobretudo o empenho na defesa da fam\u00edlia e da estabilidade das rela\u00e7\u00f5es dentro dela\u201d (n. 5) Nesta linha, um Nobel da Paz, o bispo D. Tutu, adverte-nos: \u201cEm cada 3,6 segundos, algu\u00e9m morre de fome; e em tr\u00eas sobre quatro casos trata-se de crian\u00e7as abaixo dos cinco anos. Se compreend\u00eassemos que somos uma s\u00f3 fam\u00edlia, n\u00e3o consentir\u00edamos que uma coisa do g\u00e9nero sucedesse a um nosso irm\u00e3o ou irm\u00e3\u201d. 2. Repensar o mundo a partir da solidariedade: para uma nova primavera social O esc\u00e2ndalo da pobreza manifesta a insufici\u00eancia dos actuais sistemas da conviv\u00eancia humana na promo\u00e7\u00e3o do bem comum. Isto torna necess\u00e1ria uma reflex\u00e3o sobre as ra\u00edzes profundas da pobreza material e tamb\u00e9m sobre a mis\u00e9ria espiritual que torna o homem indiferente aos sofrimentos do pr\u00f3ximo. Vivemos, sem d\u00favida, um momento de crise global, a n\u00edvel planet\u00e1rio, um momento prop\u00edcio para nos perguntarmos que tipo de sociedade e de mundo queremos construir. As crises s\u00e3o uma chamada de aten\u00e7\u00e3o ou um alarme para mudar o mundo e edific\u00e1-lo sobre outras bases. Numa vis\u00e3o realista, o Papa oferece algumas dessas bases. No quadro da globaliza\u00e7\u00e3o, para combater a pobreza \u00e9 necess\u00e1ria uma solidariedade global. Numa frase de grande efeito e alcance afirma: \u201ca globaliza\u00e7\u00e3o, por si s\u00f3, \u00e9 incapaz de construir a paz. S\u00f3 a loucura pode levar a construir uma casa dourada (dos ricos), mas rodeada pelo deserto ou pela degrada\u00e7\u00e3o (os pobres)\u201d(n.14). \u00c9 um grito de alarme e um chamamento \u00e0 esperan\u00e7a activa para que possa nascer uma nova primavera social, uma nova, mais profunda e universal solidariedade. Sem a solidariedade global todos acabaremos por nos afundar. Descendo ao concreto especifica alguns aspectos desta solidariedade: 1) Uma nova sensibilidade e um novo olhar como atitude de fundo.  Neste sentido, o Papa interpela a responsabilidade e a consci\u00eancia de cada um. Um mundo diverso s\u00f3 pode ser poss\u00edvel \u201cse cada um se sentir pessoalmente ferido pelas injusti\u00e7as existentes no mundo e pelas viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos a elas ligadas\u201d (n.8). \u201cSentir-se pessoalmente ferido\u201d \u2013 \u00e9 uma bel\u00edssima express\u00e3o porque traz tamb\u00e9m para o interior do horizonte de cada um, problemas que parecem ingovern\u00e1veis e procura tirar-nos da indiferen\u00e7a. N\u00e3o pensemos que a luta contra a pobreza e a fome se joga s\u00f3 nos tabuleiros do xadrez internacional. Joga-se tamb\u00e9m no plano das consci\u00eancias individuais. S\u00f3 homens \u201cferidos\u201d por este esc\u00e2ndalo e apaixonados pelo destino dos outros podem construir uma civiliza\u00e7\u00e3o diversa. 2) Mobiliza\u00e7\u00e3o de todos os actores em campo numa sinergia de ac\u00e7\u00e3o. Numa perspectiva econ\u00f3mico-cultural, Bento XVI lembra que o combate sistem\u00e1tico \u00e0 pobreza requer a mobiliza\u00e7\u00e3o de tr\u00eas actores: o  mercado, o estado e a sociedade civil: \u201cP\u00f4r os pobres em primeiro lugar comporta que se reserve um espa\u00e7o adequado a uma correcta l\u00f3gica econ\u00f3mica da parte dos actores do mercado internacional, a uma correcta l\u00f3gica pol\u00edtica por parte dos actores institucionais e a uma correcta l\u00f3gica participativa capaz de valorizar a sociedade civil, local e internacional\u201d (n.12) Trata-se de uma passagem relevante, porque vem revalorizar o papel da sociedade civil, com a sua capacidade de iniciativa gratuita e criadora de solidariedades que com a sua proximidade chega onde e como o Estado n\u00e3o \u00e9 capaz. A luta contra a pobreza, num contexto de  globaliza\u00e7\u00e3o, requer um verdadeiro envolvimento das pessoas. Os problemas do desenvolvimento, das ajudas e da coopera\u00e7\u00e3o internacional s\u00e3o muitas vezes resolvidos como meras quest\u00f5es t\u00e9cnicas de predisposi\u00e7\u00e3o de estruturas, de acordos tarif\u00e1rios, de disposi\u00e7\u00e3o de financiamentos an\u00f3nimos. Ora a luta contra a pobreza tem necessidade de homens e mulheres que vivam profundamente a fraternidade e sejam capazes de acompanhar pessoas, fam\u00edlias e comunidades em percursos de desenvolvimento humano.  3) Promover a cultura da legalidade Aquilo que a globaliza\u00e7\u00e3o tornou evidente, atrav\u00e9s da  actual  crise financeira, \u00e9 que um mercado sem regras \u00e9 um mercado sem alma que tornou mais miser\u00e1vel a condi\u00e7\u00e3o dos pobres no mundo. Um mercado governado s\u00f3 pela avidez do lucro imediato, a qualquer pre\u00e7o, por parte dos mais fortes, est\u00e1 inevitavelmente  destinado a corromper as nossas almas. \u00c9 preciso ter em conta as raz\u00f5es da solidariedade dentro do processo econ\u00f3mico. Para isso ,o Papa aponta, mais uma vez, a necessidade de  um \u201cc\u00f3digo \u00e9tico fundamental\u201d a fim de conter a degenera\u00e7\u00e3o de comportamentos devida aos mecanismos do mercado, tais como a corrup\u00e7\u00e3o, a especula\u00e7\u00e3o, a criminalidade. Mas, para al\u00e9m disso, \u00e9 preciso tamb\u00e9m cultivar as virtudes: a modera\u00e7\u00e3o no alcance de enriquecimentos pessoais; a recusa de especula\u00e7\u00f5es exploradoras; a tutela da ocupa\u00e7\u00e3o, hoje t\u00e3o prec\u00e1ria, bem como a dos aforradores. Sem \u00e9tica e sem virtudes ser\u00e3o a mentira e a barb\u00e1rie a triunfar sobre tudo e sobre todos.  3. O que posso fazer? O que podemos fazer? Perante os v\u00e1rios rostos da pobreza, agravada pela crise mundial, a inquieta\u00e7\u00e3o est\u00e1 a\u00ed. L\u00ea-se nos rostos; diz-se nas conversas. Cada dia somos testemunhas de novas dificuldade econ\u00f3micas e sociais. Tomemos tempo para reflectir sobre aquilo a que esta crise nos convida. Que posso fazer? Que podemos fazer? \u2013 S\u00e3o interroga\u00e7\u00f5es que nos inquietam como indiv\u00edduos e como comunidades. Nem um l\u00edder carism\u00e1tico, nem uma  campanha politica t\u00eam a solu\u00e7\u00e3o m\u00e1gica. Todos estamos em causa como parte da solu\u00e7\u00e3o do problema. H\u00e1 um estilo de vida, constru\u00eddo sobre o consumismo, que todos somos  convidados a mudar para voltar a uma saud\u00e1vel sobriedade, sinal de justi\u00e7a antes ainda de ser sinal de virtude. H\u00e1 uma nova primavera social a fazer florescer nas nossas cidades e aldeias, feita de solidariedade para sair do anonimato e do isolamento, para que ningu\u00e9m se sinta abandonado; feita de apoio m\u00fatuo, de coopera\u00e7\u00e3o em rede porque s\u00f3 juntos \u00e9 poss\u00edvel enfrentar e superar as dificuldades que experimentamos e se perspectivam. Pe\u00e7o a todas as comunidades crist\u00e3s e \u00e0 Caritas diocesana que reflictam sobre as v\u00e1rias formas de pobreza, realizem um s\u00e9rio discernimento das necessidades, elaborem projectos criativos de ajuda, mobilizem as comunidades e decidam o melhor modo de actuar. Alargando o nosso olhar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, parece-nos encontrar os tra\u00e7os de um pa\u00eds cansado, abatido e dividido. Uma das raz\u00f5es deste cansa\u00e7o \u00e9 o alto n\u00edvel de  crispa\u00e7\u00e3o e de litigiosidade da pol\u00edtica, express\u00e3o de divis\u00f5es profundas, enraizadas tantas vezes em l\u00f3gicas de interesses partid\u00e1rios e incapazes de levantar o olhar para o horizonte mais amplo e profundo do bem comum. Seria de perguntar: os 18% de pessoas que vivem no limiar da pobreza e o desn\u00edvel entre ricos e pobres, t\u00e3o acentuado em Portugal, n\u00e3o valeriam a converg\u00eancia num pacto social para erradicar ou diminuir a pobreza e as suas consequ\u00eancias? N\u00e3o queria terminar sem expressar o meu reconhecimento \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz, \u00e0 Caritas nacional e diocesana, \u00e0s IPSS, \u00e0s Confer\u00eancias vicentinas e a tantos volunt\u00e1rios, pelo testemunho crist\u00e3o e c\u00edvico no seu esfor\u00e7o denodado de combate \u00e0s tantas formas de pobreza. Confiemos a Maria, M\u00e3e de Jesus e M\u00e3e nossa, a causa da paz no mundo, principalmente na terra de Jesus, ensanguentada pela guerra. Que Ela nos acompanhe e ilumine na descoberta de novos caminhos de paz social.  Leiria, 1 de Janeiro de 2009 <i>\u2020 Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Leiria-F\u00e1tima <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abPara uma nova primavera social: Combater a pobreza para construir a paz\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,154,165,168,177,189,191,193,206,207,314],"class_list":["post-36161","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-crianca","tag-dia-mundial-da-paz","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-leiria-fatima","tag-direitos-humanos","tag-economia","tag-educacao","tag-familia","tag-fatima","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36161","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36161"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36161\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36161"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36161"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36161"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}