{"id":36150,"date":"2009-01-08T12:39:40","date_gmt":"2009-01-08T12:39:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/01\/08\/algarve-joao-cabral-faz-balanco-de-10-anos-como-leigo-mandatado-pelo-bispo\/"},"modified":"2009-01-08T12:39:40","modified_gmt":"2009-01-08T12:39:40","slug":"algarve-joao-cabral-faz-balanco-de-10-anos-como-leigo-mandatado-pelo-bispo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/algarve-joao-cabral-faz-balanco-de-10-anos-como-leigo-mandatado-pelo-bispo\/","title":{"rendered":"Algarve: Jo\u00e3o Cabral faz balan\u00e7o de 10 anos como leigo mandatado pelo Bispo"},"content":{"rendered":"<p>A completar 10 anos de experi\u00eancia como leigo mandatado pelo Bispo diocesano para colaborar com o p\u00e1roco nas par\u00f3quias de Aljezur, Bordeira e Odeceixe, na diocese do Algarve, Jo\u00e3o Cabral fez um balan\u00e7o do que representou esta d\u00e9cada de servi\u00e7o \u00e0 Igreja.  Advogado de 39 anos, Jo\u00e3o Cabral que optou por n\u00e3o exercer a profiss\u00e3o, constata que, com a chegada de D. Manuel Madureira Dias ao Algarve, \u201cimplementou-se uma forte din\u00e2mica e aposta nos leigos\u201d.   Como exemplo disso mesmo, para al\u00e9m da pr\u00f3pria experi\u00eancia pessoal que vive com o padre Jos\u00e9 Joaquim Camp\u00f4a, actual p\u00e1roco de Aljezur, Bordeira e Odeceixe, que inicialmente incluiu tamb\u00e9m Teresa Martins, Jo\u00e3o Cabral lembra ainda os casos dos casais Albino e Cl\u00e1udia Martins, pioneiros, como leigos, neste modo de servir a Igreja algarvia, a trabalhar na par\u00f3quia de Cachopo, e Nelson e \u00c2ngela Farinha, que viveram tamb\u00e9m uma experi\u00eancia parecida nas par\u00f3quias de Alte e Queren\u00e7a.   \u201cNa Diocese come\u00e7ava a viver-se uma mudan\u00e7a de atitudes e novos modos de ser Igreja\u201d, para \u201cregozijo e esperan\u00e7a\u201d de uns e \u201cdesconfian\u00e7a\u201d de outros, recorda, certo de que \u201co Esp\u00edrito Santo tentou \u00abfalar\u00bb ao Algarve, mas poucos perceberam que o rumo, no qual D. Manuel tentava apostar, poderia ser um caminho verdadeiramente v\u00e1lido para fazer face \u00e0 escassez das voca\u00e7\u00f5es sacerdotais\u201d, lamenta Jo\u00e3o Cabral, considerando que \u201cno futuro, todos, em plena comunh\u00e3o, poderiam participar numa Igreja mais descentralizada e menos hierarquizada\u201d.   Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua experi\u00eancia pessoal, assegura que a mesma o tem feito \u201ccrescer a n\u00edvel crist\u00e3o, em todas as dimens\u00f5es\u201d.  \u201cEm 1999 lancei-me numa aventura, que para mim termina em Aljezur. Aqui encontrei o meu lugar e aqui servirei a Igreja, hoje com este sacerdote, amanh\u00e3 com o que se seguir. A minha disponibilidade ser\u00e1 sempre a mesma\u201d, garante, adiantando que o projecto que o fez partir da sua cidade de Faro \u201cainda n\u00e3o se concretizou\u201d. \u201cPenso que s\u00f3 alguns passos foram dados. Ainda n\u00e3o estou a viver o meu ideal de Igreja. Sinto que Deus me chamou at\u00e9 Aljezur, para algo ainda mais nobre e bonito\u201d, confessa, reconhecendo que ainda lhe falta \u201caprender muito e viver com mais intensidade o esp\u00edrito crist\u00e3o\u201d.   Hoje, Jo\u00e3o Cabral acredita que \u201cchegou a hora de Aljezur dar um passo em frente\u201d. \u201cH\u00e1 massa humana mais que suficiente para ser trabalhada\u201d, afirma.   Tendo crescido no seio de uma comunidade paroquial urbana, real\u00e7a agora que \u201c\u00e9 mais interessante, mais pr\u00e1tico e mais consequente trabalhar-se com pequenos grupos, numa par\u00f3quia do interior\u201d.   Reconhecendo o \u201cgrande apoio e carinho\u201d por parte das comunidades crist\u00e3s do interior algarvio que serve, garante que \u201cas gentes da Costa Vicentina sempre atentas, generosas e sedentas de Deus, mostraram que a Igreja tem ainda muit\u00edssimo a dar-lhes\u201d.   \u201cEra interessant\u00edssimo apostar nestas novas formas de ser Igreja, romper desconfian\u00e7as, muitas vezes infundadas. Temos tantos leigos, especialmente casais, que cresceram nos Conv\u00edvios Fraternos e noutros movimentos e que s\u00f3 esperam por uma palavra para trabalharem numa entrega mais radical \u00e0 Igreja\u201d, refere, certo de que \u201cest\u00e1 a chegar um novo tempo\u201d \u00e0 Igreja.   \u201cO Esp\u00edrito Santo anda a dar sinais que algo tem de mudar nas nossas estruturas paroquiais\u201d, considera, referindo-se \u00e0 interven\u00e7\u00e3o final do actual Bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, nas Jornadas Paulinas.   \u201cIgreja do Algarve aposta nos teus leigos! Eles ser\u00e3o num futuro muito pr\u00f3ximo um dos alicerces mais importantes nesta nossa Diocese. Ser\u00e3o eles com os poucos padres existentes as \u00abpersonagens\u00bb fundamentais, para inverter uma certa descren\u00e7a, n\u00e3o em Deus, n\u00e3o em Cristo, mas na Igreja estrutural e hier\u00e1rquica\u201d, exorta o leigo, afirmando haver, nos diversos movimentos e espiritualidades, \u201celementos fundamentais e necess\u00e1rios para uma eficaz e plena renova\u00e7\u00e3o estrutural\u201d das par\u00f3quias algarvias.   Como exemplo aponta o \u201cdesprendimento e alegria\u201d do Caminho Neocatecumenal e a \u201csimplicidade, humildade e paz de esp\u00edrito\u201d de Taiz\u00e9.   \u201cPenso que as \u00abvelhas estruturas\u00bb das nossas par\u00f3quias e de alguns movimentos que trabalham no Algarve t\u00eam de se renovar para trazer um discurso mais apelativo e mais de acordo com a realidade concreta do nosso dia-a-dia\u201d, considera, na certeza de que \u201co ano de 2009 ser\u00e1 o ano da mudan\u00e7a, da renova\u00e7\u00e3o e da transforma\u00e7\u00e3o\u201d.   Concretamente sobre a espiritualidade de Taiz\u00e9, de que \u00e9 conhecido simpatizante e respons\u00e1vel diocesano, afirma ter sido a respons\u00e1vel pelo crescimento dos jovens do concelho de Aljezur.   \u201cTaiz\u00e9 abriu-lhes os horizontes crist\u00e3os, culturais e humanos. Aproximou-os de Deus e da Igreja. F\u00ea-los crescer nas suas personalidades e ajudou a par\u00f3quia de Aljezur a ter uma massa jovem como muitas n\u00e3o t\u00eam\u201d, verifica.   Reconhecendo de que, com esta experi\u00eancia de 10 anos, encontrou o seu lugar na Igreja, tem esperan\u00e7a de ainda levar por diante o projecto social que tinha em mente em 1999 a equipa de que fazia parte: a constru\u00e7\u00e3o de uma casa de acolhimento para crian\u00e7as abandonadas. \u201cN\u00e3o est\u00e1 esquecido e os jovens de Aljezur t\u00eam um forte desejo de ajudar a concretiz\u00e1-lo\u201d, conclui.   <i>Folha de Domingo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A completar 10 anos de experi\u00eancia como leigo mandatado pelo Bispo diocesano para colaborar com o p\u00e1roco nas par\u00f3quias de Aljezur, Bordeira e Odeceixe, na diocese do Algarve, Jo\u00e3o Cabral fez um balan\u00e7o do que representou esta d\u00e9cada de servi\u00e7o \u00e0 Igreja. 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