{"id":36115,"date":"2009-01-06T17:48:00","date_gmt":"2009-01-06T17:48:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/01\/06\/comunidade-ortodoxa-homenageia-leiga-catolica\/"},"modified":"2009-01-06T17:48:00","modified_gmt":"2009-01-06T17:48:00","slug":"comunidade-ortodoxa-homenageia-leiga-catolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/comunidade-ortodoxa-homenageia-leiga-catolica\/","title":{"rendered":"Comunidade Ortodoxa homenageia leiga cat\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p>Maria Eduarda Viterbo recebeu \u00edcone \u00abAxion Esti\u00bb pelo trabalho de apoio que presta aos imigrantes de Leste <!--more--> H\u00e1 10 anos atr\u00e1s, Portugal era destino que muito imigrantes vindos de Leste. Na altura Portugal tinha dificuldades em comunicar com uma comunidade que desconhecia o portugu\u00eas, mas que queria uma oportunidade para trabalhar e se estabelecer.   Maria Eduarda Viterbo come\u00e7ou ent\u00e3o a trabalhar com esta comunidade imigrante. Esta leiga, funcion\u00e1ria do Secretariado das Migra\u00e7\u00f5es do Porto, desenvolvia esfor\u00e7os para dar resposta aos tantos pedidos de ajuda. \u201cChegavam muitos ortodoxos, vindos dos pa\u00edses da antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, que precisavam de apoio. A Diocese do Porto desde sempre manifestou uma grande abertura\u201d, explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.    Por for\u00e7a das circunst\u00e2ncias, Maria Eduarda studou russo. \u201cN\u00e3o falo muito, mas ajuda e d\u00e1 para entender. De qualquer forma, os respons\u00e1veis falam ingl\u00eas e acaba por ser o idioma em que mais falamos\u201d.   Na altura o apoio centrava-se na procura de trabalho, de habita\u00e7\u00e3o, de alimenta\u00e7\u00e3o, de manuten\u00e7\u00e3o de direitos civis. \u201cAs val\u00eancias como resposta aos pedidos de ajuda s\u00e3o as mesmas da actualidade, os pedidos de ajuda \u00e9 que talvez tenham diminu\u00eddo\u201d.   Maria Eduarda aponta que grande parte da imigra\u00e7\u00e3o de Leste \u201cvem para Portugal para ficar. Muitos est\u00e3o j\u00e1 estabelecidos. Os que ainda t\u00eam parentes nos pa\u00edses de origem, querem traz\u00ea-la\u201d. Esta leiga recorda que alguns quiseram voltar ao seu pa\u00eds, \u201cmas acabaram novamente em Portugal, pois viram que, de facto, n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es no seu pa\u00eds\u201d.  \u00c0s necessidades imediatas surgiram depois pedidos, da comunidade religiosa, para ter um local onde celebrar. H\u00e1 cerca de sete anos que a comunidade ortodoxa come\u00e7ou a funcionar, em igrejas emprestadas pelo bispo cat\u00f3lico.   Este tem sido o percurso da comunidade ortodoxa, na diocese do Porto, que Maria Eduarda Viterbo tem acompanhado de perto. Um trabalho e um esfor\u00e7o cont\u00ednuo que foram, no final de 2008, reconhecidos pela comunidade ortodoxa, na pessoas do Metropolita Polycarpos, respons\u00e1vel pela diocese de Portugal e Espanha do Patriarcado Ecum\u00e9nico de Constantinopla. Maria Eduarda recebeu \u00edcone \u00abAxion Esti\u00bb em prata, de fabrico artesanal.   \u201cFiquei muito contente por ter sido homenageada num local crist\u00e3o e por um Bispo\u201d. A homenageada assumiu o momento simb\u00f3lico com \u201cum sentido ecum\u00e9nico. Sou uma mulher ecum\u00e9nica. Trabalhando na Igreja Cat\u00f3lica sou aceite como um deles sem qualquer preconceito\u201d, explica. A homenagem que recebeu, assume Maria Eduarda, \u201cest\u00e1 relacionada com os muitos imigrantes que passaram pelo Secretariado ao longo de todos estes anos e por isso, significa que o trabalho feito at\u00e9 aqui \u00e9 para continuar\u201d. Uma tarefa que \u201cnos \u00faltimos tempos t\u00eam sido mais complicados\u201d, indica.  \u201cA abertura dos crist\u00e3os n\u00e3o \u00e9 tanta como se mostra. Nos \u00faltimos tempos, em Igreja, n\u00e3o tem sido f\u00e1cil. Os cat\u00f3licos s\u00e3o medrosos, t\u00eam medos dos ortodoxos porque t\u00eam h\u00e1bitos diferentes\u201d.  Desde princ\u00edpio D. Armindo Lopes Coelho, Bispo em\u00e9rito do Porto, \u201cfoi muito aberto e recebeu os ortodoxos, disponibilizando espa\u00e7os de culto\u201d. Um esfor\u00e7o continuado por D. Manuel Clemente. Actualmente existem dois locais de culto. Um no centro da cidade, em Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m na Trofa. \u201cPontualmente existem celebra\u00e7\u00f5es noutros s\u00edtios, mas os dois locais de cultos v\u00e3o respondendo \u00e0s necessidades. S\u00e3o o centro e promovem a comunh\u00e3o\u201d.   Em datas de celebra\u00e7\u00e3o do Natal, os locais de culto enchem. As igrejas ficam cheias, mas s\u00e3o nestas alturas que os imigrantes sentem mais falta da sua terra natal. \u201cO Natal ortodoxo, em Portugal, \u00e9 vivido com muita saudade. Muita ainda\u201d.  E pouco incarnado na realidade portuguesa, acrescenta Maria Eduarda. \u201c\u00c9 tudo t\u00e3o diferente que eles muito dificilmente conseguem estabelecer uma liga\u00e7\u00e3o\u201d. Diferen\u00e7as nas mentalidades, os rituais, a solenidade, a alimenta\u00e7\u00e3o, a viv\u00eancia da noite s\u00e3o apontadas, apesar das tentativas de recriarem toda a celebra\u00e7\u00e3o ortodoxa.   Uma das maiores dificuldades apontadas por Maria Eduarda \u00e9 a indisponibilidade laboral que os ortodoxos sentem para celebrar esta quadra. \u201cPor isso as celebra\u00e7\u00f5es est\u00e3o programadas para a noite. Normalmente n\u00e3o seriam. At\u00e9 porque eles t\u00eam um jejum rigoroso antes da participa\u00e7\u00e3o na celebra\u00e7\u00e3o\u201d. Esta tem sido uma \u201cgrande batalha nossa. Os empregadores n\u00e3o facilitam uma dispensa para que eles possam celebrar o seu Natal\u201d.   Ap\u00f3s a celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, a comunidade re\u00fane-se em torno da mesa, com os alimentos e os cozinhados t\u00edpicos.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Eduarda Viterbo recebeu \u00edcone \u00abAxion Esti\u00bb pelo trabalho de apoio que presta aos imigrantes de Leste<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[160,187,258,267],"class_list":["post-36115","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-d-armindo-lopes-coelho","tag-diocese-do-porto","tag-migracoes","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36115","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36115"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36115\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36115"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}