{"id":36100,"date":"2009-01-06T12:12:59","date_gmt":"2009-01-06T12:12:59","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/01\/06\/viver-a-interculturalidade\/"},"modified":"2009-01-06T12:12:59","modified_gmt":"2009-01-06T12:12:59","slug":"viver-a-interculturalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/viver-a-interculturalidade\/","title":{"rendered":"Viver a interculturalidade"},"content":{"rendered":"<p>Ros\u00e1rio Farmhouse, Alta Comiss\u00e1ria para a Imigra\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo Intercultural faz balan\u00e7o do Ano Europeu do Di\u00e1logo Intercultural  <!--more--> O Ano Europeu do Di\u00e1logo Intercultural foi uma oportunidade para uma melhor integra\u00e7\u00e3o dos imigrantes. Conclu\u00eddo, a Ag\u00eancia ECCLESIA questionou a Alta Comiss\u00e1ria para a Imigra\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo Intercultural (ACIDI), Ros\u00e1rio Farmhouse, sobre projectos e objectivos atingidos.  <b>Ag\u00eancia Ecclesia &#8211; Que avalia\u00e7\u00e3o faz do Ano Europeu do Di\u00e1logo Intercultural? Ros\u00e1rio Farmhouse &#8211; <\/b>Uma avalia\u00e7\u00e3o muito positiva\u2026 o ACIDI foi o organismo coordenador, coube-lhe o papel de delinear uma estrat\u00e9gia nacional, de motivar os organismos p\u00fablicos e privados a inclu\u00edrem o tema do di\u00e1logo e da intercultu-ralidade nas suas agendas, de apoiar e divulgar as iniciativas que a sociedade civil levou a cabo, de construir com todos um Programa Nacional para 2008, com cerca de 900 iniciativas.  <b>AE &#8211; Que valoriza\u00e7\u00e3o aconteceu, ao longo desse Ano Europeu, das culturas que chegaram ao nosso pa\u00eds nas \u00faltimas d\u00e9cadas? RF &#8211; <\/b>Esperamos ter contribu\u00eddo para o reconhecimento e valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade. Olhando para o Ano, podemos constatar que entre C\u00e2maras Municipais, Escolas, Grupos e Agentes Culturais das \u00e1reas do Teatro, Dan\u00e7a, M\u00fasica, Artes Pl\u00e1sticas e Performativas, Festivais de Cinema, Bibliotecas, Museus, Associa\u00e7\u00f5es de Imigrantes, ONG&#8217;s, Funda\u00e7\u00f5es, Institui\u00e7\u00f5es de Forma\u00e7\u00e3o, mais de 400 institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas fizeram parte do Programa Nacional das comemora\u00e7\u00f5es e que, por todo o pa\u00eds, todos os dias, uma actividade intercultural dialogou connosco, dando prova da riqueza da nossa diversidade. Escolhemos dar prioridade \u00e0s crian\u00e7as e jovens. Foi assim que apoi\u00e1mos a realiza\u00e7\u00e3o de um espect\u00e1culo musical &#8220;Gira-Mundos&#8221; que esteve em digress\u00e3o pelo pa\u00eds e tamb\u00e9m o projecto &#8220;Intolerent? Me?&#8221;, tamb\u00e9m de m\u00fasica. Com os jovens viaj\u00e1mos de comboio e veleiro no &#8220;Expresso das Na\u00e7\u00f5es&#8221;. E tamb\u00e9m para eles, em parceria com o Instituto dos Museus e da Conserva\u00e7\u00e3o, constru\u00edmos percursos e viagens interculturais atrav\u00e9s dos museus, numa descoberta l\u00fadica e pedag\u00f3gica da nossa hist\u00f3ria antiga e recente a que cham\u00e1mos &#8220;Museu, espelho meu&#8221;. No dia 18 de Dezembro, ao longo de duas horas, e sob o lema &#8220;Juntos na diversidade&#8221;, o Espect\u00e1culo de Encerramento do Ano Europeu do Di\u00e1logo Intercultural, transmitido em directo pela RTP, demonstrou que \u00e9 poss\u00edvel vivermos a diversidade: artistas, m\u00fasicos e bailarinos, actores, escritores, profissionais da Comunica\u00e7\u00e3o e desportistas  de v\u00e1rias origens, de v\u00e1rios contextos juntaram-se pelo Di\u00e1logo Intercultural.  <b>AE &#8211; Qual a import\u00e2ncia da religi\u00e3o para a integra\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o de tra\u00e7os culturais pr\u00f3prios das popula\u00e7\u00f5es migrantes que chegam \u00e0 sociedade portuguesa? RF &#8211; <\/b>No largo espectro da viv\u00eancia e re-constru\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria que o processo de imigra\u00e7\u00e3o, necessariamente implica, a dimens\u00e3o religiosa, se existir, n\u00e3o pode estar alheada das pol\u00edticas de integra\u00e7\u00e3o. Reconhecer a sua centralidade enquanto espa\u00e7o de express\u00e3o de cultura profunda individual e a sua transversalidade, ao agrupar diferentes grupos \u00e9tnicos, pode facilitar uma vis\u00e3o mais compreensiva dos fen\u00f3menos e factores que podem favorecer melhores pol\u00edticas de integra\u00e7\u00e3o.   <b>AE &#8211; Com esta realiza\u00e7\u00e3o continental emergiu uma consci\u00eancia da interculturalidade que caracteriza a Uni\u00e3o Europeia?  RF &#8211; <\/b>O objectivo do Conselho Europeu ao declarar 2008 o Ano Europeu do Di\u00e1logo Intercultural foi precisamente criar a consci\u00eancia de uma identidade europeia que \u00e9 constru\u00edda pelas especificidades de cada um.  As comemora\u00e7\u00f5es deram o mote mas teremos de manter vivo o tema, de forma a consciencializarmos os europeus da import\u00e2ncia da interculturalidade para a constru\u00e7\u00e3o da Paz.   <b>AE &#8211; Em que contribuir\u00e1 para a estabilidade social, econ\u00f3mica e financeira esse car\u00e1cter intercultural da UE? RF &#8211; <\/b>Quanto mais est\u00e1vel for uma Sociedade, maiores condi\u00e7\u00f5es ter\u00e1 para crescer.  Os maiores pa\u00edses do Mundo s\u00e3o aqueles em que a diversidade se faz sentir mais.   Uma Sociedade que n\u00e3o reconhe\u00e7a a riqueza na sua diversidade,  n\u00e3o poder\u00e1 evoluir.  Portugal foi grande quando se abriu ao Mundo, e o seu crescimento foi mais significativo na fase em que contou com a colabora\u00e7\u00e3o mais intensa da comunidade imigrante. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ros\u00e1rio Farmhouse, Alta Comiss\u00e1ria para a Imigra\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo Intercultural faz balan\u00e7o do Ano Europeu do Di\u00e1logo Intercultural<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[154],"class_list":["post-36100","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-crianca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36100","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36100"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36100\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}