{"id":36094,"date":"2009-01-06T10:13:47","date_gmt":"2009-01-06T10:13:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/01\/06\/igreja-ortodoxa-celebra-o-natal\/"},"modified":"2009-01-06T10:13:47","modified_gmt":"2009-01-06T10:13:47","slug":"igreja-ortodoxa-celebra-o-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-ortodoxa-celebra-o-natal\/","title":{"rendered":"Igreja Ortodoxa celebra o Natal"},"content":{"rendered":"<p>Crist\u00e3os de rito Bizantino, que seguem o calen\u00e1rio juliano, vivem a celebra\u00e7\u00e3o da Natividade  <!--more--> A Natividade \u00e9 celebrada pelos crist\u00e3os ortodoxos na Europa Central e de Leste e um pouco por todo o mundo a 7 de Janeiro, por causa da diferen\u00e7a do Calend\u00e1rio Gregoriano \u2013 13 dias depois dos outros crist\u00e3os. No leste, a Natividade \u00e9 precedida de 40 dias de jejum, que come\u00e7am a 15 de Novembro. Este \u00e9 um tempo de reflex\u00e3o, conten\u00e7\u00e3o pessoal e cura pelo Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o.  A Festa Ortodoxa da Natividade tem in\u00edcio na V\u00e9spera de Natal (6 de Janeiro) e termina com a Festa da Epifania.  Normalmente, na V\u00e9spera de Natal, os crist\u00e3os ortodoxos jejuam at\u00e9 tarde, ao anoitecer, at\u00e9 que a primeira estrela apare\u00e7a. Quando a estrela \u00e9 avistada, as pessoas preparam  a mesa para a ceia de Natal.   A ceia da V\u00e9spera de Natal, ou \u201cSviata Vecheria\u201d (Santa Ceia), junta a fam\u00edlia para partilhar alimentos pr\u00f3prios e d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 festa com v\u00e1rios costumes e tradi\u00e7\u00f5es, que remontam \u00e0 antiguidade. Os rituais da V\u00e9spera de Natal s\u00e3o dedicados a Deus, para protec\u00e7\u00e3o e bem-estar da fam\u00edlia e em mem\u00f3ria dos antepassados.  A mesa \u00e9 coberta com duas toalhas, uma para os antepassados da fam\u00edlia, a outra para os elementos vivos. Nos tempos pag\u00e3os, os antepassados eram considerados esp\u00edritos ben\u00e9volos, que, sendo devidamente respeitados, traziam boa sorte aos elementos da fam\u00edlia. Debaixo da mesa, bem como debaixo das toalhas,  \u00e9 espalhada alguma palha para lembrar que Cristo nasceu num est\u00e1bulo. A mesa tem sempre um lugar a mais para os membros da fam\u00edlia j\u00e1 falecidos, cujas almas, de acordo com a cren\u00e7a, v\u00eam na V\u00e9spera de Natal tomar parte na refei\u00e7\u00e3o.  H\u00e1 doze pratos (iguarias) na mesa, porque, de acordo com a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, cada prato \u00e9 dedicado a cada um dos Ap\u00f3stolos de Cristo. Na antiga cren\u00e7a pag\u00e3, os pratos correspondiam \u00e0s doze luas-cheias do ano. Os pratos n\u00e3o t\u00eam carne, por causa do per\u00edodo de jejum pedido pela Igreja at\u00e9 ao dia de Natal. Por\u00e9m, para os pag\u00e3os, a abstin\u00eancia de carne era a forma  de oferecerem sacrif\u00edcios a Deus sem derramamento de sangue.  Enquanto muitos costumes ortodoxos da V\u00e9spera de Natal se revestem de uma natureza solene, o costume de cantar \u00e9  alegre e divertido. Os c\u00e2nticos de Natal tem a sua origem na antiguidade, tal como muitos outros costumes praticados nesta quadra.   H\u00e1 dois grupos principais de c\u00e2nticos na Ucr\u00e2nia: os \u201ckoliadky\u201d, cujo nome deriva provavelmente  do latim \u201ccalendae\u201d, significando primeiro dia do m\u00eas, que s\u00e3o cantados na V\u00e9spera e no Dia de Natal; o segundo grupo, \u201cshchedrivky\u201d, que \u00e9 uma deriva\u00e7\u00e3o do significado \u201cgenerosidade\u201d, \u00e9 cantado durante a festa da Epifania.  No Dia de Natal as pessoas participam na Divina Liturgia, no fim da qual, muitos se deslocam em prociss\u00e3o para mares, rios e lagos. Todos se juntam, na neve, para as cerim\u00f3nias exteriores da b\u00ean\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. Muitas vezes os rios est\u00e3o congelados e  as pessoas fazem buracos no gelo para a b\u00ean\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, em casa, h\u00e1 uma grande festa &#8211; todos se juntam para comer, beber e divertir-se.   Tal como h\u00e1 diferen\u00e7as, h\u00e1 tamb\u00e9m semelhan\u00e7as entre a Celebra\u00e7\u00e3o do Natal no Leste e no Ocidente.   O Natal no Leste tem um grande significado familiar e social, tal como o tem no Ocidente. Junta as pessoas de todas as gera\u00e7\u00f5es para celebrarem o nascimento de Jesus Cristo. N\u00e3o importa em que cultura ou sociedade estamos \u2013 entendemos o nascimento de Cristo tal como S. Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo escreveu: \u201cDesde aquela altura, toda a alegria e j\u00fabilo! Eu tamb\u00e9m quero alegrar-me! Eu tamb\u00e9m quero participar do coro e da dan\u00e7a para celebrar a festa! Mas eu fa\u00e7o a minha parte: n\u00e3o tocando harpa nem flauta, nem erguendo a chama, mas erguendo nos meus bra\u00e7os o ber\u00e7o de Cristo. Aqui est\u00e1 toda a minha esperan\u00e7a! Aqui est\u00e1 toda a minha vida! Aqui est\u00e1 toda a minha salva\u00e7\u00e3o! Isto \u00e9 a minha flauta e a minha harpa!\u201d  Tamb\u00e9m eu, tendo recebido pelo Seu poder o dom da fala, eu tamb\u00e9m, com os anjos e os pastores, canto \u201cGl\u00f3ria a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade\u201d!  <i>Arquimandrita Philip Jagnisz Vig\u00e1rio Geral de Portugal e Galiza Patriarcado Ecum\u00e9nico de Constantinopla  Tradu\u00e7\u00e3o: Secretariado Diocesano das Migra\u00e7\u00f5es do Porto  <b>Nota: Calend\u00e1rio juliano<\/b> \u00c9 um calend\u00e1rio solar criado em 45 a.C. pelo imperador romano J\u00falio C\u00e9sar para trazer os meses romanos ao seu lugar habitual em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s esta\u00e7\u00f5es do ano, confus\u00e3o gerada pela adop\u00e7\u00e3o de um calend\u00e1rio de inspira\u00e7\u00e3o lunissolar. C\u00e9sar imp\u00f5e 12 meses com dura\u00e7\u00e3o predeterminada e a adop\u00e7\u00e3o de um ano bissexto a cada 4 anos.  No ano da mudan\u00e7a, para fazer a concord\u00e2ncia entre o ano civil e o ano solar, ele inclui no calend\u00e1rio mais dois meses de 33 e 34 dias, respectivamente, entre Novembro e Dezembro, al\u00e9m do 13\u00ba m\u00eas, o \u201cmercedonius\u201d, de 23 dias. O ano fica com 445 dias distribu\u00eddos em 15 meses e \u00e9 chamado \u201co ano da confus\u00e3o.\u201d Esse calend\u00e1rio, que tem um desfasamento de 13 dias em rela\u00e7\u00e3o ao nosso, come\u00e7a a ser substitu\u00eddo pelo calend\u00e1rio gregoriano a partir do s\u00e9culo XVI &#8211; a R\u00fassia e a Gr\u00e9cia s\u00f3 fazem a mudan\u00e7a no s\u00e9culo XX.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crist\u00e3os de rito Bizantino, que seguem o calen\u00e1rio juliano, vivem a celebra\u00e7\u00e3o da Natividade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[187,203,206,246,258,267],"class_list":["post-36094","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-do-porto","tag-europa","tag-familia","tag-liturgia","tag-migracoes","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36094","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36094"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36094\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36094"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36094"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36094"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}