{"id":36090,"date":"2009-01-05T13:32:59","date_gmt":"2009-01-05T13:32:59","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/01\/05\/homilia-de-d-antonio-carrilho-no-dia-mundial-da-paz\/"},"modified":"2009-01-05T13:32:59","modified_gmt":"2009-01-05T13:32:59","slug":"homilia-de-d-antonio-carrilho-no-dia-mundial-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-d-antonio-carrilho-no-dia-mundial-da-paz\/","title":{"rendered":"Homilia de D. Ant\u00f3nio Carrilho no Dia Mundial da Paz"},"content":{"rendered":"<p>\u00abA maternidade divina de Maria, nos caminhos da Paz\u00bb <!--more--> No encerramento da oitava do Natal, primeiro dia do novo Ano, a Igreja convida os seus filhos e filhas a contemplar a figura de Maria e a meditar o mist\u00e9rio da sua Maternidade Divina. H\u00e1 precisamente uma semana, toda a nossa aten\u00e7\u00e3o se centrava em Jesus Menino, o Deus que Se fez um de n\u00f3s, assumindo as nossas fraquezas a fim de as redimir, elevando a fr\u00e1gil natureza humana \u00e0 comunh\u00e3o plena e definitiva com a gl\u00f3ria da Divindade. Oitos dias depois, \u00e9 em Sua M\u00e3e e no Mist\u00e9rio da sua Maternidade, que est\u00e1 centrada a Liturgia deste primeiro dia do Ano. Recordando a Hist\u00f3ria, percebemos como n\u00e3o foi f\u00e1cil aceitar-se este t\u00edtulo de \u201cM\u00e3e de Deus\u201d, referido \u00e0 Virgem Maria. Temia-se que ele pudesse evocar, de alguma forma, qualquer resqu\u00edcio de paganismo. Mas a f\u00e9 do povo crist\u00e3o jamais vacilou! E quando o conc\u00edlio de \u00c9feso, no ano de 431, proclamou solenemente que a Virgem Maria era verdadeiramente \u201cTheot\u00f3kos\u201d, isto \u00e9, M\u00e3e de Deus, estava a fazer-se eco de uma convic\u00e7\u00e3o que sempre animou a F\u00e9 dos crentes: Jesus Cristo \u00e9 verdadeiro Deus; Maria \u00e9 verdadeiramente Sua M\u00e3e; e, por isso, \u00e9 justo que ela possa receber o t\u00edtulo de \u201cM\u00e3e de Deus\u201d. O ponto de partida \u00e9 a afirma\u00e7\u00e3o solene da Divindade de Jesus! Alegremo-nos, irm\u00e3os e irm\u00e3s em Cristo, pela gloriosa Maternidade de Maria, modelo e figura da pr\u00f3pria Igreja. E invoquemos para o novo Ano a poderosa e constante intercess\u00e3o daquela que Jesus nos deixou como M\u00e3e nossa e da Sua Igreja.  <b>Maria, M\u00e3e de Deus e M\u00e3e da Igreja<\/b> Na liturgia da Palavra deste dia, s\u00e3o-nos apresentadas tr\u00eas leituras muito curtas, mas de uma riqueza verdadeiramente singular.  Na primeira leitura, tirada do Livro dos N\u00fameros, escut\u00e1mos a bel\u00edssima \u201cOra\u00e7\u00e3o da b\u00ean\u00e7\u00e3o\u201d, recitada pelos sacerdotes da Antiga Alian\u00e7a sobre o povo. Nela se invocam para todos a protec\u00e7\u00e3o e os favores divinos, e de modo particular o dom da Paz: \u201cO Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a Paz\u201d (Nm 6, 26). A Paz \u2013 e neste primeiro dia do ano, uma vez mais, a Igreja convida a humanidade inteira a celebrar o Dia Mundial da Paz \u2013 antes de ser uma forma exterior de estar ou de agir, \u00e9 uma disposi\u00e7\u00e3o interior, uma atitude do cora\u00e7\u00e3o, que requer sil\u00eancio, escuta e acolhimento. Procuremos e cultivemos esta Paz interior e as rela\u00e7\u00f5es entre os homens ser\u00e3o marcadas pela verdadeira conc\u00f3rdia! Na segunda leitura, o Ap\u00f3stolo S\u00e3o Paulo, cujo Jubileu a Igreja inteira est\u00e1 a celebrar at\u00e9 o pr\u00f3ximo 29 de Junho, relembra que o nascimento de Cristo se d\u00e1 de forma verdadeiramente humana: Jesus n\u00e3o aparece como por magia ou surgindo do nada, mas \u201cnasce de uma Mulher e sujeito \u00e0 Lei\u201d. Jesus, nascido de Maria, \u00e9 Aquele que os profetas anunciaram, a Sua Vinda significa o cumprimento pleno da Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o, e Maria, com o seu \u201cSim\u201d, \u00e9 plenamente integrada neste plano salv\u00edfico de Deus, tornando-se M\u00e3e de Deus e M\u00e3e da Igreja.  A miss\u00e3o de Jesus \u00e9 fazer de cada homem e de cada mulher filho e filha de Deus. Em nossos cora\u00e7\u00f5es o Esp\u00edrito clama \u201cAbb\u00e1! Pai!\u201d (Gl 4, 6); por isso, j\u00e1 n\u00e3o somos escravos, mas filhos! Na eternidade, no C\u00e9u, o \u00fanico t\u00edtulo que havemos de manter ser\u00e1 este: o de \u201cfilhos de Deus\u201d. Acabar\u00e3o todos os outros t\u00edtulos usados em contexto terreno: tanto os t\u00edtulos de sangue ou de parentesco, como os sociais e os profissionais. Mas o de nos chamarmos \u201cfilhos de Deus\u201d, esse permanecer\u00e1 para sempre! Ao escutar o Evangelho, como n\u00e3o nos maravilharmos com a atitude da Virgem, diante das palavras dos pastores! Escreve S\u00e3o Lucas: \u201ctodos se admiravam daquilo que os pastores diziam\u201d, enquanto Sua M\u00e3e \u201cconservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu cora\u00e7\u00e3o\u201d (Lc 2, 19). Oh, como \u00e9 salutar guardar no cora\u00e7\u00e3o aquilo que n\u00e3o se compreende, em vez de tudo querer entender e explicar! \u00c9 verdade que o ser humano \u00e9 sedento de saber\u2026 Mas a vida humana, a vida de cada um de n\u00f3s, \u00e9 um verdadeiro mist\u00e9rio a descobrir em liberdade e nunca o simples resultado de programa\u00e7\u00f5es e de projectos a cumprir como se f\u00f4ramos m\u00e1quinas! Quantas desilus\u00f5es, quantos fracassos, precisamente porque algu\u00e9m n\u00e3o corresponde totalmente ao que dele esperam!  Queridas m\u00e3es e caros pais, n\u00e3o queirais a todo o custo que as vidas dos vossos filhos e filhas correspondam aos vossos projectos ou ambi\u00e7\u00f5es! Acolhei-os e orientai-os com amor, sim, mas fazei-os crescer aut\u00f3nomos e respons\u00e1veis!  Tamb\u00e9m neste aspecto, o exemplo de Maria \u00e9, a todos os t\u00edtulos, admir\u00e1vel: ela deu \u00e0 luz um Filho que nunca lhe pertenceu, antes foi consagrado inteiramente a Deus. A discri\u00e7\u00e3o de Maria, t\u00e3o presente no modo como ela seguiu os caminhos de Seu Filho, permitiu que Deus transparecesse plenamente na vida e na pessoa de Jesus.  <b>Mensagem para o Dia Mundial da Paz<\/b> E agora, car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s, precisamente pelo motivo de hoje assinalarmos tamb\u00e9m o Dia Mundial da Paz, gostaria de, brevemente, percorrer convosco a Mensagem que o Santo Padre oferece \u00e0 nossa reflex\u00e3o para a celebra\u00e7\u00e3o deste Dia, intitulada: \u201cCombater a pobreza, construir a Paz\u201d. Aconselho-vos vivamente a sua leitura, pela sua premente actualidade e pelos desafios que a todos nos lan\u00e7a! Quis o Papa dividir a referida Mensagem em duas grandes partes: \u201cPobreza e implica\u00e7\u00f5es morais\u201d e \u201cLuta contra a pobreza e solidariedade global\u201d. Partindo do complexo fen\u00f3meno da globaliza\u00e7\u00e3o \u2013 fen\u00f3meno que, pela sua pr\u00f3pria natureza, se apresenta com uma \u201cacentuada caracter\u00edstica de ambival\u00eancia\u201d &#8211; pretendeu o Santo Padre evocar uma vis\u00e3o \u201campla e articulada\u201d (n.2) da pobreza. E, por essa raz\u00e3o, distingue cinco campos em que a pobreza deve ser equacionada como problem\u00e1tica \u00e9tica ou moral.  <b>Pobreza e implica\u00e7\u00f5es morais<\/b> O primeiro desses campos \u00e9 o do desenvolvimento demogr\u00e1fico. A prop\u00f3sito das campanhas de redu\u00e7\u00e3o da natalidade que, muitas vezes, n\u00e3o respeitam nem a dignidade da mulher nem os direitos dos esposos nem, infelizmente, o pr\u00f3prio direito \u00e0 vida, afirma Bento XVI: \u201co exterm\u00ednio de milh\u00f5es de nascituros, em nome da luta contra a pobreza, constitui na realidade a elimina\u00e7\u00e3o dos mais pobres dentre os seres humanos\u201d (n.3). E, contrariando um preconceito frequente, o Papa constata que os \u00edndices de desenvolvimento dos pa\u00edses nos revelam que, afinal, a popula\u00e7\u00e3o se confirma como uma riqueza e n\u00e3o como um factor de pobreza (cf.n.3). Em segundo lugar, \u00e9 referido o campo das epidemias. S\u00e3o apresentadas, a t\u00edtulo de exemplos, a mal\u00e1ria, a tuberculose e a sida. Lamenta o Santo Padre que os pa\u00edses afectados por estas epidemias sejam muitas vezes objecto de chantagem econ\u00f3mica, quando se condiciona a ajuda financeira \u00e0 prossecu\u00e7\u00e3o de \u201cpol\u00edticas contr\u00e1rias \u00e0 vida\u201d (n.4). Outro aspecto a considerar no combate \u00e0s epidemias \u00e9 a necessidade de \u201ccolocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m das popula\u00e7\u00f5es pobres os rem\u00e9dios e os tratamentos necess\u00e1rios\u201d, mesmo que tal exija uma \u201caplica\u00e7\u00e3o flex\u00edvel das regras internacionais de protec\u00e7\u00e3o da propriedade intelectual\u201d (n.4). Surge, em terceiro lugar, o \u00e2mbito da rela\u00e7\u00e3o entre pobreza e inf\u00e2ncia. Constatando que \u201cquase metade dos que vivem em pobreza absoluta \u00e9 constitu\u00edda por crian\u00e7as\u201d, Bento XVI n\u00e3o esquece os diversos objectivos &#8211; os cuidados maternos, o servi\u00e7o educativo, o acesso \u00e0s vacinas, aos cuidados m\u00e9dicos e \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel &#8211; mas afirma claramente que o empenho fundamental tem de passar pelo apoio e a defesa das fam\u00edlias, pois \u201cquando a fam\u00edlia se debilita, os danos recaem inevitavelmente sobre as crian\u00e7as\u201d (n.5). Em quarto lugar, surge o \u00e2mbito da rela\u00e7\u00e3o entre desarmamento e progresso. Evocando a c\u00e9lebre afirma\u00e7\u00e3o de Paulo VI de que \u201co desenvolvimento \u00e9 o novo nome da paz\u201d, o actual Papa faz um apelo para que se procurem formas de reduzir as despesas em armamentos: deste modo, \u201cos recursos poupados poder\u00e3o ser destinados para projectos de desenvolvimento das pessoas e dos povos\u201d (n.6). E, finalmente, em quinto lugar, surge-nos a problem\u00e1tica da crise alimentar. Semelhante crise \u201c\u00e9 caracterizada n\u00e3o tanto pela insufici\u00eancia de alimento, como sobretudo pela dificuldade de acesso ao mesmo e por fen\u00f3menos especulativos\u201d (n.7). Por outro lado, a conjuga\u00e7\u00e3o de dois factores \u2013 ou seja: a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e a din\u00e2mica dos pre\u00e7os \u2013 faz com que os pobres sofram aquilo que o Papa designa como \u201cdupla marginaliza\u00e7\u00e3o\u201d: \u201ca obten\u00e7\u00e3o de rendimentos mais baixos e de pre\u00e7os mais altos\u201d (n.7).  <b>Luta contra a pobreza e solidariedade global<\/b> Na segunda parte da Mensagem, o Santo Padre enuncia quais devem ser os dinamismos da luta contra a pobreza, em contexto de globaliza\u00e7\u00e3o: \u00b7que a globaliza\u00e7\u00e3o seja guiada por uma \u201cforte solidariedade global\u201d;  \u00b7que se tenha consci\u00eancia de que esta globaliza\u00e7\u00e3o, enquanto se refere apenas \u00e0 proximidade geogr\u00e1fica, temporal ou econ\u00f3mica, \u201cn\u00e3o cria, s\u00f3 por si, as condi\u00e7\u00f5es para uma verdadeira comunh\u00e3o e paz aut\u00eantica\u201d; essa globaliza\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 positiva se \u201ccada homem se sentir pessoalmente atingido pelas injusti\u00e7as existentes no mundo e pelas viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos ligadas a elas\u201d (n.8); \u00b7que todos os pa\u00edses tenham as mesmas possibilidades de acesso ao mercado mundial (n.9); \u00b7que se supere um sistema de transac\u00e7\u00f5es financeiras baseadas numa l\u00f3gica de brev\u00edssimo prazo, desprovidas de considera\u00e7\u00e3o pelo bem comum, a qual se torna \u201cperigosa para todos\u201d, inclusivamente para aqueles que beneficiaram durante as fases da \u201ceuforia financeira\u201d (n.10). Em s\u00edntese, afirma Bento XVI, \u201ca luta contra a pobreza requer uma coopera\u00e7\u00e3o nos planos econ\u00f3mico e jur\u00eddico que permita \u00e0 comunidade internacional e especialmente aos pa\u00edses pobres individuarem e actuarem solu\u00e7\u00f5es coordenadas para enfrentar os referidos problemas atrav\u00e9s da realiza\u00e7\u00e3o de um quadro jur\u00eddico eficaz para a economia. Al\u00e9m disso, requer est\u00edmulos para se criarem institui\u00e7\u00f5es eficientes e participativas, bem como apoios para lutar contra a criminalidade e promover uma cultura da legalidade\u201d (n.11).  <b>Os pobres em primeiro lugar<\/b> E concluo com as s\u00e1bias e oportunas palavras com que o pr\u00f3prio Papa nos d\u00e1 uma esp\u00e9cie de resumo de qual deve ser hoje a resposta ao grande desafio da pobreza: \u201cColocar os pobres em primeiro lugar implica que se reserve espa\u00e7o adequado para uma correcta l\u00f3gica econ\u00f3mica por parte dos agentes do mercado internacional, uma correcta l\u00f3gica pol\u00edtica por parte dos agentes institucionais e uma correcta l\u00f3gica participativa capaz de valorizar a sociedade civil local e internacional\u201d (n.12).  <b>Feliz e Pr\u00f3spero 2009<\/b> Resta-me, apenas, caros irm\u00e3os e irm\u00e3s, expressar os meus votos de um Feliz e Pr\u00f3spero 2009 para todos os madeirenses e portossantenses, onde quer que se encontrem. Que os vossos projectos e sonhos para o Novo Ano sejam acolhidos pela bondade de Deus e a intercess\u00e3o de Maria, M\u00e3e de Deus e M\u00e3e da Igreja, alcance para o mundo inteiro o dom da Paz. Feliz Ano Novo para todos! S\u00e9 do Funchal, 31 de Dezembro de 2008 <i>\u2020 Ant\u00f3nio Carrilho, Bispo do Funchal <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abA maternidade divina de Maria, nos caminhos da Paz\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,154,165,168,186,187,189,191,206,246,267,314],"class_list":["post-36090","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-crianca","tag-dia-mundial-da-paz","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-funchal","tag-diocese-do-porto","tag-direitos-humanos","tag-economia","tag-familia","tag-liturgia","tag-natal","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36090","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36090"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36090\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36090"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36090"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36090"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}