{"id":36075,"date":"2009-01-05T10:19:57","date_gmt":"2009-01-05T10:19:57","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/01\/05\/sao-pessoas-nao-numeros\/"},"modified":"2009-01-05T10:19:57","modified_gmt":"2009-01-05T10:19:57","slug":"sao-pessoas-nao-numeros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sao-pessoas-nao-numeros\/","title":{"rendered":"S\u00e3o pessoas, n\u00e3o n\u00fameros"},"content":{"rendered":"<p>Ao passar em revista cada ano que passa, as an\u00e1lises pouco ultrapassam resultados econ\u00f3micos ou engenharias pol\u00edticas. Os n\u00fameros da crise merecem abundantes leituras, muitas descomprometidas da procura de solu\u00e7\u00f5es por n\u00e3o ser poss\u00edvel encontr\u00e1-las apenas no horizonte financeiro ou econ\u00f3mico. O contexto partid\u00e1rio circunscreve as opini\u00f5es pol\u00edticas, mais voltadas para o sobe e desce de frac\u00e7\u00f5es, de pessoas, e desligando frequentemente a interven\u00e7\u00e3o de cada grupo organizado dos objectivos pelos quais existe em democracia e diante dos quais deveria ser avaliado: a capacidade de salvaguardar o bem comum, de construir a justi\u00e7a e oferecer seguran\u00e7a \u00e0s sociedades. E servem os cap\u00edtulos da crise para desculpabilizar insucessos, mentiras, fraudes democr\u00e1ticas no interior de estruturas pol\u00edticas. Rareiam nestes reflexos das coisas refer\u00eancias \u00e0s pessoas, \u00e0 vida de cada sujeito e ao car\u00e1cter eminentemente social de mulheres e homens. Dessa mudan\u00e7a de an\u00e1lise depender\u00e1 o sucesso de avalia\u00e7\u00f5es e a operacionaliza\u00e7\u00e3o de projectos que da\u00ed se resultem, voltados n\u00e3o apenas para benef\u00edcios imediatos, antes para transforma\u00e7\u00f5es consolidadas das sociedades.  Essa \u00e9, ali\u00e1s, a perspectiva que Bento XVI sugere recorrentemente. Tamb\u00e9m na mensagem que dirige ao mundo inteiro por ocasi\u00e3o do Dia Mundial da Paz, apontando a justa distribui\u00e7\u00e3o dos recursos materiais como garantia da qualidade de vida de cada pessoa, condi\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o da paz e motivo suficiente para o relacionamento pac\u00edfico entre Na\u00e7\u00f5es e entre povos.  Para al\u00e9m de se deter em problemas relacionados com a sa\u00fade, com a alimenta\u00e7\u00e3o, com o armamento, com a natalidade, que causam pobreza quando n\u00e3o resolvidos com determina\u00e7\u00e3o, \u00e9 particularmente pertinente a refer\u00eancia feita pelo Papa aos mercados financeiros e as propostas que se adiantam para que sejam factores de coes\u00e3o social e de constru\u00e7\u00e3o da paz. O que acontecer\u00e1 quando a actividade financeira realizar a &#8220;fun\u00e7\u00e3o de ponte entre o presente e o futuro&#8221;. A situa\u00e7\u00e3o actual demonstra que, ao contr\u00e1rio, tem olhado sobretudo para o &#8220;breve e brev\u00edssimo prazo&#8221;, tornando-se &#8220;perigosa para todos, inclusivamente para quem consegue beneficiar dela durante as fases de euforia financeira&#8221;. A fal\u00eancia, tamb\u00e9m no contexto financeiro, do calculismo ego\u00edsta ser\u00e1 o \u00faltimo argumento para centrar prioridades na pessoa e n\u00e3o nos n\u00fameros estat\u00edsticos que resultam da vida em sociedade? Talvez, por momentos\u2026 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao passar em revista cada ano que passa, as an\u00e1lises pouco ultrapassam resultados econ\u00f3micos ou engenharias pol\u00edticas. Os n\u00fameros da crise merecem abundantes leituras, muitas descomprometidas da procura de solu\u00e7\u00f5es por n\u00e3o ser poss\u00edvel encontr\u00e1-las apenas no horizonte financeiro ou econ\u00f3mico. 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