{"id":36054,"date":"2009-01-01T17:33:49","date_gmt":"2009-01-01T17:33:49","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/01\/01\/combater-a-pobreza-um-compromisso-global\/"},"modified":"2009-01-01T17:33:49","modified_gmt":"2009-01-01T17:33:49","slug":"combater-a-pobreza-um-compromisso-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/combater-a-pobreza-um-compromisso-global\/","title":{"rendered":"Combater a pobreza, um compromisso global"},"content":{"rendered":"<p>Alfredo Bruto da Costa assume fun\u00e7\u00f5es como novo Presidente da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz   <!--more--> Bento XVI associa o Dia Mundial da Paz, assinalado a 1 de Janeiro, \u00e0 erradica\u00e7\u00e3o da pobreza. Para o Papa a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza \u00e9 uma forma eficaz de construir a paz. Convidado do programa Ecclesia, Alfredo Bruto da Costa, novo Presidente da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz e tamb\u00e9m Presidente do Conselho Econ\u00f3mico e Social comenta a mensagem do Papa e reflecte sobre as v\u00e1rias dimens\u00f5es da pobreza na sociedade portuguesa e internacional.   <i>Ecclesia &#8211; Independentemente da gan\u00e2ncia dos homens, a pobreza, nas suas diversas vertentes, \u00e9 hoje um terreno extremamente f\u00e9rtil para o conflito e para a viol\u00eancia? Alfredo Bruto da Costa- <\/i>Um dos aspectos mais importantes da mensagem do Papa \u00e9 precisamente a rela\u00e7\u00e3o estabelecida entre a pobreza e os conflitos. Existe um c\u00edrculo vicioso. Por um lado, a pobreza \u00e9 um terreno prop\u00edcio at\u00e9 para conflitos armados. Por outro lado, uma situa\u00e7\u00e3o de conflito tamb\u00e9m gera pobreza. \u00c9 mais f\u00e1cil as pessoas perceberem que uma guerra pode produzir pobreza do que perceberem que a pobreza pode conduzir as massas a actos de viol\u00eancia graves. \u00c9 muito importante que o Papa tenha real\u00e7ado este lado do c\u00edrculo vicioso.  Outro ponto importante \u00e9 que o Papa vai ao fundo das quest\u00f5es. Em diversas passagens, ele n\u00e3o se limita a atitudes mais ou menos ben\u00e9volas perante os pobres. O Papa fala mesmo de mudan\u00e7a de comportamentos e atitudes, fala da injusti\u00e7a dos sistemas, e levanta d\u00favidas sobre se n\u00e3o estaremos a dar \u00eanfase exclusivamente a ac\u00e7\u00f5es assist\u00eanciais com preju\u00edzo de ir \u00e0s causas dos problemas. Aqui, Bento XVI est\u00e1 a dizer que a assist\u00eancia \u00e9 m\u00e1. Se uma pessoa tem fome \u00e9 preciso dar-lhe alimento, mas o problema est\u00e1 em ficar-se por a\u00ed.  <i>Ecclesia &#8211; A pobreza e os conflitos trazem \u00e0 mem\u00f3ria imagens recorrentes de algumas regi\u00f5es africanas e tamb\u00e9m em algumas zonas do M\u00e9dio Oriente. Mas aumenta o fosso entre ricos e pobres, em especial nos pa\u00edses desenvolvidos. Recentemente vimos as ruas de Paris e da Gr\u00e9cia incendiadas. Podemos afirmar que a tens\u00e3o social mora na nossa rua? ABC  &#8211; <\/i>Poderemos diz\u00ea-lo mas com algum cuidado, pois n\u00e3o podemos ser alarmistas. Devemos afirmar que os problemas que est\u00e3o relacionados com a fragmenta\u00e7\u00e3o da sociedade, est\u00e3o a ser abordados sectorialmente. O problema dos pobres, dos imigrantes, dos marginalizados de diferentes \u00e1reas s\u00e3o abordados parcelarmente. Penso que falta uma reflex\u00e3o global sobre todos estes factores de fragmenta\u00e7\u00e3o que poderia conduzir a uma linha que o Conselho da Europa tem designado por coes\u00e3o da sociedade. Para al\u00e9m de resolver aspectos sectoriais de v\u00e1rios factores de fragmenta\u00e7\u00e3o social, devemos fazer uma an\u00e1lise sobre o que \u00e9 uma sociedade coesa. A meu ver, falta esta reflex\u00e3o.  Tenciono nos primeiros meses do ano ter alguma iniciativa neste \u00e2mbito.   <i>Ecclesia &#8211; Portugal aparece, recorrentemente, quando falamos de n\u00edveis de desenvolvimento, nos \u00faltimos lugares do ranking da Europa comunit\u00e1ria, e no primeiro quando se trata de apontar \u00edndices de pobreza. H\u00e1 coes\u00e3o social no nosso pa\u00eds que nos permita ter optimismo nos pr\u00f3ximos tempos? ABC  &#8211; <\/i>Penso que n\u00e3o. O problema da coes\u00e3o social n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 detect\u00e1vel em fun\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia ou de actos de conflito. Uma parte da nossa pobreza \u00e9 a chamada pobreza tradicional e os pobres, tradicionalmente pobres, em muitos casos pobres ao longo de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es, t\u00eam normalmente uma atitude conformada. N\u00e3o s\u00e3o estes que criam o desassossego ou a instabilidade social. O que est\u00e1 a acontecer \u00e9 que, entre os pobres, est\u00e3o a surgir grupos que nunca foram pobres, e por isso, a pobreza, surge para este grupo como um factor de instabilidade emocional e psicol\u00f3gica que \u00e9 propicia a actos violentos. Por outro lado, n\u00e3o sabemos qual a raz\u00e3o que pode desencadear uma situa\u00e7\u00e3o de instabilidade social. Enquanto esta instabilidade social se mantiver na periferia, at\u00e9 geogr\u00e1fica, corremos o risco de n\u00e3o a valorizarmos o suficiente. A somar aos novos tipos de pobreza, h\u00e1 ainda um outro factor, apontado por soci\u00f3logos \u2013 a desigualdade, mais do que a pobreza, pode ser um factor de instabilidade social. Quando as pessoas percebem a sua condi\u00e7\u00e3o de pobreza, mas que h\u00e1 outros que s\u00e3o ricos no mesmo contexto, e s\u00e3o ricos de uma forma que ningu\u00e9m entende, isto \u00e9 mais prop\u00edcio a criar revoltas e contesta\u00e7\u00f5es e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, a contestar o status quo da sociedade. <b>Pobreza esquecida<\/b> <i>Ecclesia &#8211; Os governos reagem em fun\u00e7\u00e3o da manifesta\u00e7\u00e3o de rua. S\u00e3o frequentes os relat\u00f3rios que anunciam estes dados, dando a sensa\u00e7\u00e3o que todos estes fen\u00f3menos j\u00e1 eram conhecidos e as pr\u00f3prias pessoas j\u00e1 estavam habituadas a ouvir falar neles e, de repente, as coisas s\u00f3 mudam politicamente e a n\u00edvel legislativo quando a multid\u00e3o sai \u00e0 rua descontrolada. ABC  &#8211;<\/i> Eu recordo uma nota da mensagem do Papa onde ele aponta que um dos males \u00e9 a despropor\u00e7\u00e3o entre a gravidade da pobreza e os meios que s\u00e3o colocados para lutar contra a pr\u00f3pria pobreza.  Alguns sinais que temos, tanto na Europa como no mundo, s\u00e3o um indicador da nossa falta de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos, ao desrespeito pela dignidade humana que corresponde a situa\u00e7\u00f5es de pobreza. Esperamos pela instabilidade social para nos darmos conta do que \u00e9 mau. Enquanto isto n\u00e3o acontece, vamos gerindo a pobreza com algumas medidas, normalmente de cariz social. A pobreza \u00e9 um problema de pol\u00edtica social, mas antes de mais, \u00e9 um problema de pol\u00edtica econ\u00f3mica.  <i> Ecclesia &#8211; Bento XVI, na sua mensagem, foca tamb\u00e9m um outro tipo de pobreza &#8211; a pobreza amoral, relacional, espiritual, falando de pessoas confort\u00e1veis a n\u00edvel econ\u00f3mico, mas desorientadas pessoalmente. Isto pode gerar igualmente uma situa\u00e7\u00e3o de pobreza merecedora de reflex\u00e3o? ABC <\/i> &#8211; A palavra pobreza pode ser aplicada de forma extensa. Hoje n\u00e3o podemos entender a pobreza sem entender o que, cientificamente, chamamos de exclus\u00e3o social. Pobreza est\u00e1 mais ligada a falta de recursos. Sabemos que hoje existem in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es de pessoas idosos, de imigrantes, de pessoas deficientes, cujo problema central n\u00e3o \u00e9 a falta de recursos, embora possa haver uma duplica\u00e7\u00e3o de problem\u00e1ticas, mas s\u00e3o pessoas que mesmo que sejam abastadas s\u00e3o exclu\u00eddas da sociedade. Este \u00e9 um problema que n\u00e3o pode ser ignorado e que tem de ter o mesmo tratamento e aten\u00e7\u00e3o que a pobreza material.  Mas Bento XVI levanta ainda outra quest\u00e3o. De uma forma pouco expl\u00edcita, o Papa foca formas de ego\u00edsmo, modelos de felicidade e um centralismo no interesse pessoal. O Papa afirma que uma forma de olhar a globaliza\u00e7\u00e3o de modo completo, \u00e9 acrescentar \u00e0 dimens\u00e3o econ\u00f3mica e sociol\u00f3gica, uma dimens\u00e3o moral e espiritual. Bento XVI afirma que para entendermos a globaliza\u00e7\u00e3o temos de ter em conta estas duas dimens\u00f5es. Podemos partir do princ\u00edpio que tudo \u00e9 resol\u00favel por pol\u00edticas econ\u00f3micas, por medidas ditadas pela sociologia, quando a globaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 um fen\u00f3meno humano muito mais complexo. Bento XVI retoma uma express\u00e3o de Jo\u00e3o Paulo II \u2013 \u00aba ecologia humana\u00bb. O ser humano tem de ser visto em todo o seu contexto \u2013 material, ambiental e social. S\u00f3 assim podemos dizer que se respeita a dignidade humana e os direitos humanos.   <i>Ecclesia &#8211; Bento XVI recorda tamb\u00e9m Jo\u00e3o Paulo II ao referir que os pobres n\u00e3o podem ser um fardo a carregar e a alimentar, mas t\u00eam de ser inseridos no processo produtivo e considerados. Mas ultimamente, e fazendo refer\u00eancia \u00e0 crise financeira e econ\u00f3mica, os Estados dos pa\u00eds mais desenvolvidos mobilizaram-se em medidas suplementares de apoio. Isto est\u00e1 a criar alguma perturba\u00e7\u00e3o na s\u00e3 concorr\u00eancia e, mais uma vez a dificultar o acesso dos pobres aos circuitos de produ\u00e7\u00e3o de riqueza.  ABC <\/i> &#8211; Devemos reflectir sobre se o sistema, tal como se encontrava, estava correcto. Jo\u00e3o XXIII falou em 1963, na sua Enc\u00edclica <i>Pacem in terris<\/i> na necessidade de se criar o conceito de bem comum mundial. J\u00e1 nessa altura se sentia que o pr\u00f3prio conceito de bem comum n\u00e3o podia ficar limitado \u00e0s fronteiras dos Estados-na\u00e7\u00f5es. Por isso mesmo, Jo\u00e3o XXIII dizia ser preciso criar uma autoridade p\u00fablica mundial.  Bento XVI indica uma ordem jur\u00eddica e um quadro legal efectivo quando fala em ordem mundial, em com\u00e9rcio e noutras transa\u00e7\u00f5es. As d\u00e9cadas do neoliberalismo, completamente dependentes do mercado, pensando que este faria a justi\u00e7a por si pr\u00f3prio, mostraram o contr\u00e1rio. Tal como acontece com o mercado, acontece tamb\u00e9m com a globaliza\u00e7\u00e3o. A globaliza\u00e7\u00e3o tem muitas virtudes, mas entregue a si pr\u00f3pria n\u00e3o resolve o problema da pobreza e da paz. Tem de ser orientada e guiada.      <i>Ecclesia &#8211; O Papa dirige-se aos homens de boa vontade mas tamb\u00e9m aos crentes, cat\u00f3licos e comunidades crist\u00e3s. No seu entender que desafio toca a cada crist\u00e3o neste momento? ABC <\/i> &#8211; O Papa utiliza um conceito e uma cita\u00e7\u00e3o da B\u00edblia que, no meu entender, s\u00e3o muito importantes neste contexto. O conceito aponta a op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres. Isto n\u00e3o \u00e9 um elemento secund\u00e1rio do pensamento crist\u00e3o. O amor pelo pr\u00f3ximo \u00e9 um amor universal, mas dentro desta condi\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um amor preferencial pelos pobres e os crist\u00e3os n\u00e3o levam isto a s\u00e9rio.  A cita\u00e7\u00e3o do Evangelho de S\u00e3o Lucas da multiplica\u00e7\u00e3o do p\u00e3o e peixe mostra de forma clara que os ap\u00f3stolos sacudiram o problema e Jesus contrariou essa tenta\u00e7\u00e3o. H\u00e1 um calculo meramente humano por detr\u00e1s deste pensamento, mas Deus n\u00e3o faz nada sem o contributo dos homens. Por pouco que seja o nosso contributo, desde que colocado nas m\u00e3os de Jesus, nunca sabemos o resultado final.   <B>Novidades na CNJP<\/b> <i>Ecclesia \u2013 Neste dia 1 de Janeiro assume a presid\u00eancia da CNJP. N\u00e3o faltar\u00e3o desafios para a Comiss\u00e3o intervir neste momento particularmente tenso de injusti\u00e7as sociais e instabilidade econ\u00f3mica.  ABC<\/i> &#8211; Ainda n\u00e3o reuni com a Comiss\u00e3o e por isso n\u00e3o posso falar claramente das grandes linhas do programa do meu mandato. O que posso afirmar \u00e9 que vou apresentar \u00e0 CNJP algumas preocupa\u00e7\u00f5es que tenho e colocar ao n\u00edvel do mandato de tr\u00eas anos o problema da coes\u00e3o da sociedade portuguesa.  Na linha do que referi, h\u00e1 v\u00e1rias dimens\u00f5es que tendem para a fragmenta\u00e7\u00e3o da sociedade e gostaria que a Comiss\u00e3o contribu\u00edsse para promover uma reflex\u00e3o s\u00e9ria e, eventualmente, produzir interven\u00e7\u00f5es e propostas p\u00fablicas. Como s\u00e3o tr\u00eas anos, em cada ano, gostaria de desenvolver um aspecto importante dessa coes\u00e3o.  <i>Ecclesia &#8211; Que vias de comunica\u00e7\u00e3o pode encontrar a CNJP para tocar os portugueses e chegar aos crist\u00e3os?  ABC <\/i> &#8211; Um grande desafio colocado \u00e0 Comiss\u00e3o conseguir ser uma presen\u00e7a real na sociedade. Conto convosco, antes de mais. Mas tamb\u00e9m com essa ideia, quis incluir um perito em comunica\u00e7\u00e3o social que nos ajude a dialogar e a estabelecer rela\u00e7\u00f5es \u00fateis com os meios de comunica\u00e7\u00e3o social. Para al\u00e9m dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, h\u00e1 outras formas de ter uma presen\u00e7a p\u00fablica, atrav\u00e9s de semin\u00e1rios e confer\u00eancias.  Lan\u00e7aremos m\u00e3o a todas as oportunidades. A Comiss\u00e3o tem tamb\u00e9m  uma fun\u00e7\u00e3o dentro da Igreja seguindo a Doutrina Social da Igreja. Sem preju\u00edzo da linha ad extra, gostaria que a CNJP ajudasse a colocar a Igreja no servi\u00e7o ao mundo. Gostaria que a Comiss\u00e3o adoptasse este modelo no seu modo de ser e de intervir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alfredo Bruto da Costa assume fun\u00e7\u00f5es como novo Presidente da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[120,134,165,189,203,237,238,272],"class_list":["post-36054","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-bento-xvi","tag-cnjp","tag-dia-mundial-da-paz","tag-direitos-humanos","tag-europa","tag-joao-paulo-ii","tag-joao-xxiii","tag-pacem-in-terris"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36054","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36054"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36054\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36054"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36054"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36054"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}