{"id":360518,"date":"2025-02-15T09:39:16","date_gmt":"2025-02-15T09:39:16","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=360518"},"modified":"2025-03-07T11:34:45","modified_gmt":"2025-03-07T11:34:45","slug":"dia-mundial-do-matrimonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/dia-mundial-do-matrimonio\/","title":{"rendered":"Dia Mundial do Matrim\u00f3nio"},"content":{"rendered":"<p><em>D. Antonino Dias, Bispo de Portalegre-Castelo Branco<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_184289\" aria-describedby=\"caption-attachment-184289\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-184289\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-184289\" class=\"wp-caption-text\">Fotos: Ag\u00eancia ECCLESIA<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo Domingo de fevereiro! Dia Mundial do Matrim\u00f3nio! Um momento de gra\u00e7a para que marido e esposa possam agradecer a gra\u00e7a do matrim\u00f3nio e renovar o entusiasmo da primeira hora, cuidando-se mutuamente, tendo presente que o matrim\u00f3nio \u00e9 uma tarefa di\u00e1ria, \u201cum trabalho artesanal, uma obra de ourivesaria\u201d, assumida e realizada por ambos, com alegria, crescendo juntos, caminhando juntos, rezando juntos, educando juntos. Entre tanta variedade de\u00a0estilos familiares &#8211; alguns t\u00e3o provis\u00f3rios e assentes sobre areia que s\u00f3 arrastam sofrimento e desconsolo -, convido os leitores, com alguns documentos debaixo do bra\u00e7o, a fazerem um agrad\u00e1vel passeio pelos passadi\u00e7os que Jesus oferece, para que as fam\u00edlias crist\u00e3s gozem das belas paisagens da vida e sejam capazes de permanecer fortes e firmes na alegria do amor, gerando empatia e atraindo outras fam\u00edlias a viver a vida que liberta e salva. Os filhos agradecem! Os familiares tamb\u00e9m! O Dia dos Namorados ser\u00e1 menos comercial e mais verdadeiro!<\/p>\n<p>Trepar pelos passadi\u00e7os fora, abaixo e acima, tem as suas dificuldades, \u00e9 verdade. Pode causar vertigens, gerar algum cansa\u00e7o, fazer bolhas nos p\u00e9s. Sentar um pouco, por\u00e9m, respirar o ar fresco e olhar a paisagem com olhos de ver, faz renovar o entusiasmo e usufruir ainda mais e melhor a riqueza envolvente, d\u00e1 for\u00e7a para levantar e seguir em frente, com alegria e esperan\u00e7a. Jesus nunca disse que os passadi\u00e7os da vida seriam planos e f\u00e1ceis de percorrer. Mas prometeu que, quem fosse perseverante at\u00e9 ao fim, receberia a coroa da vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>Deus \u00e9 amor, \u00e9 comunh\u00e3o de pessoas, revela-se em tra\u00e7os familiares. Fomos criados \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a. O amor m\u00fatuo entre homem e mulher, a constitui\u00e7\u00e3o dessa \u00edntima comunidade de vida e de amor conjugal est\u00e1 inscrita na pr\u00f3pria natureza do homem e da mulher, desde o princ\u00edpio, \u00e9 inata. Deus criou o homem, declarou que n\u00e3o era bom que estivesse s\u00f3, colocou a seu lado a mulher, sua imagem, sua igual, sua companheira. E logo o homem exclama: \u201cEsta, sim, \u00e9 osso dos meus ossos e carne da minha carne! (&#8230;) Por essa raz\u00e3o, o homem deixar\u00e1 pai e m\u00e3e e unir-se-\u00e1 \u00e0 sua mulher, e eles ser\u00e3o uma s\u00f3 carne (&#8230;) Deus aben\u00e7oou-os e disse-lhes: \u201csede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e cuidai-a\u201d. A Sagrada Escritura fala do casamento como s\u00edmbolo da Alian\u00e7a de Deus com o seu povo, fala \u201cdo seu \u2018mist\u00e9rio\u2019, da sua institui\u00e7\u00e3o e do sentido que Deus lhe deu, da sua origem e da sua finalidade, das suas diversas realiza\u00e7\u00f5es ao longo da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, das suas dificuldades nascidas do pecado e da sua renova\u00e7\u00e3o no Senhor, na Nova Alian\u00e7a de Cristo e da Igreja\u201d. Apesar de muitas varia\u00e7\u00f5es culturais, sociais, pol\u00edticas, ideol\u00f3gicas e espirituais terem tentado escavacar os alicerces da fam\u00edlia, nunca ela perdeu aqueles tra\u00e7os comuns e permanentes que lhe conferem uma grandeza \u00edmpar e necess\u00e1ria para o bem da pessoa e de toda a comunidade humana.<\/p>\n<p>Os efeitos do mal s\u00e3o experimentados por todos e, n\u00e3o raro, sentem-se dentro do matrim\u00f3nio, sobretudo quando se descuida o respeito m\u00fatuo, a delicadeza, a humildade, o di\u00e1logo, a verdade, a miseric\u00f3rdia, a ora\u00e7\u00e3o individual e familiar. O pecado das origens, a rutura com Deus, teve como primeira consequ\u00eancia a rutura da comunh\u00e3o original do homem e da mulher, dando logo origem a desculpas e acusa\u00e7\u00f5es m\u00fatuas, fazendo com que a atra\u00e7\u00e3o rec\u00edproca se convertesse em rela\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio \u00e0 mistura com disc\u00f3rdias e infidelidades, ci\u00fames e conflitos, \u00f3dios e ruturas. No entanto, apesar de ferida, a ordem da cria\u00e7\u00e3o subsiste. Ao reconciliar tudo em si, Jesus redimiu o homem do pecado, reconduziu a fam\u00edlia \u00e0 sua forma original, elevou a uni\u00e3o natural entre homem e mulher, uni\u00e3o j\u00e1 de si exclusiva e irrevog\u00e1vel, \u00e0 dignidade de sacramento.<\/p>\n<p>Aos fariseus, inquisidores, Jesus afirmou que se algum desvio houve dos princ\u00edpios fundacionais dessa uni\u00e3o, foi devido \u00e0 dureza do cora\u00e7\u00e3o humano, e reafirmou-lhes: \u201cn\u00e3o separe o homem o que Deus uniu\u201d (cf. CIgC1602-1063). As propriedades naturais e fins do casamento (unidade, indissolubilidade, amor e aux\u00edlio m\u00fatuo e abertura ao dom dos filhos) n\u00e3o decorrem da sua eleva\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem sacramental, como se quer fazer passar. S\u00e3o anteriores e universais, aplic\u00e1veis, em princ\u00edpio, a todos os seres humanos, quaisquer que sejam as suas convic\u00e7\u00f5es religiosas, pol\u00edticas, sociais e ideol\u00f3gicas. Com o Papa Francisco, tamb\u00e9m conv\u00e9m dizer que o sacramento do matrim\u00f3nio n\u00e3o \u00e9 uma mera \u201cconven\u00e7\u00e3o social, um rito vazio ou o mero sinal externo dum compromisso. \u00c9 um dom para a santifica\u00e7\u00e3o e a salva\u00e7\u00e3o dos esposos, porque a sua perten\u00e7a rec\u00edproca \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o real, atrav\u00e9s do sinal sacramental, da mesma rela\u00e7\u00e3o de Cristo com a Igreja. Os esposos s\u00e3o, portanto, para a Igreja a lembran\u00e7a permanente daquilo que aconteceu na cruz; s\u00e3o um para o outro, e para os filhos, testemunhas da salva\u00e7\u00e3o, da qual o sacramento os faz participar. O sacramento tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma \u2018coisa\u2019 nem uma \u2018for\u00e7a\u2019. \u00c9 o pr\u00f3prio Cristo que vem ao encontro dos esposos crist\u00e3os no sacramento do matrim\u00f3nio. Fica com eles, d\u00e1-lhes a coragem de o seguirem, tomando sobre si a sua cruz, de se levantarem depois das quedas, de se perdoarem mutuamente, de levarem o fardo um do outro. O matrim\u00f3nio crist\u00e3o \u00e9 um sinal, indica quanto Cristo amou a sua Igreja na Alian\u00e7a selada na Cruz e torna presente esse amor na comunh\u00e3o dos esposos. (cf. AL71-73).<\/p>\n<p><em>D. Antonino Dias<\/em><br \/>\n<em>Bispo de Portalegre-Castelo Branco<\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt;\">(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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