{"id":36022,"date":"2008-12-30T10:43:52","date_gmt":"2008-12-30T10:43:52","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/12\/30\/encontro-de-bruxelas-meditacao-do-irmao-alois\/"},"modified":"2008-12-30T10:43:52","modified_gmt":"2008-12-30T10:43:52","slug":"encontro-de-bruxelas-meditacao-do-irmao-alois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/encontro-de-bruxelas-meditacao-do-irmao-alois\/","title":{"rendered":"Encontro de Bruxelas: medita\u00e7\u00e3o do irm\u00e3o Alois"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 uma grande alegria estar em Bruxelas. Agradecemos aos habitantes da cidade e dos arredores por terem aberto as suas portas. Numa \u00e9poca em que o horizonte parece ficar mais sombrio para muitos, \u00e9 importante que nos encontremos para voltar a afirmar a esperan\u00e7a que nos anima.  Essa esperan\u00e7a alimenta-se da convic\u00e7\u00e3o de que pode nascer uma nova fraternidade entre os homens. Uma nova solidariedade pode renovar a vida das nossas sociedades. Nestes dias iremos partilhar com base nesta quest\u00e3o. E, para al\u00e9m disso, vamos viver uma experi\u00eancia concreta desta solidariedade.  H\u00e1 algumas semanas, com doze irm\u00e3os, est\u00e1vamos em \u00c1frica e ainda temos o cora\u00e7\u00e3o cheio dessa experi\u00eancia. Com as Igrejas de Nairobi, no Qu\u00e9nia, a nossa Comunidade preparou um encontro de jovens africanos.  Este encontro reuniu 7000 jovens de 15 pa\u00edses de \u00c1frica, com jovens tamb\u00e9m de outros continentes. Alegramo-nos de ver a \u00abPeregrina\u00e7\u00e3o de Confian\u00e7a\u00bb alargar-se \u00e0 \u00c1frica.  Atrav\u00e9s deste encontro, quisemos contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es mais fraternas, para al\u00e9m das feridas da hist\u00f3ria e da falta de contacto entre os povos. Mesmo se n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel refazer o passado, os jovens africanos descobriram a alegria de atravessar fronteiras e de se acolherem mutuamente. Perante as divis\u00f5es que o continente africano conhece, muitos prosseguem com coragem a procura de reconcilia\u00e7\u00e3o e de apaziguamento. Para os crist\u00e3os, trata-se de manter esta esperan\u00e7a: o la\u00e7o do baptismo em Cristo \u00e9 mais forte que as divis\u00f5es. H\u00e1 crist\u00e3os que chegaram mesmo a pagar com a vida esta convic\u00e7\u00e3o da f\u00e9.  E agora, continuarei em flamengo. Um dia, durante o encontro em Nairobi, houve um momento de partilha com os mais de 250 jovens ruandeses que tinham ido. Uma jovem chamada Clarisse pronunciou palavras que gostava de partilhar.  A Clarisse disse: \u00abDigam na Europa para rezarem pelos jovens do Ruanda. No nosso pa\u00eds o desemprego provoca destrui\u00e7\u00e3o. E h\u00e1 muitos que, por causa dos sofrimentos que atravessaram durante o genoc\u00eddio, j\u00e1 n\u00e3o conseguem acreditar em Deus, nem mesmo acreditar na vida.\u00bb  Entre estes jovens vindos de diversos pa\u00edses sofredores, mesmo se havia dores, havia tamb\u00e9m alegria. Mesmo se isso parece incr\u00edvel, em \u00c1frica as dificuldades da vida n\u00e3o afastam a alegria, a gravidade das situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o exclui a dan\u00e7a.  Durante as ora\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, emanava uma claridade nos c\u00e2nticos de louvor. Depois, um longo sil\u00eancio exprimia a espera de todos, quer eles fossem kikujus, louos, massai, congoleses, ruandeses. A sua espera \u00e9 tamb\u00e9m a nossa: a paz do cora\u00e7\u00e3o e a paz para toda a fam\u00edlia humana.  Gostar\u00edamos de nos deixar inspirar por estes crist\u00e3os africanos, para sermos n\u00f3s tamb\u00e9m portadores de esperan\u00e7a e de alegria nos s\u00edtios onde Deus nos colocou.  Na \u00abCarta do Qu\u00e9nia\u00bb, que vos foi dada, h\u00e1 a imagem de um Cristo africano. Esse Cristo encontra-se aqui, exposto no lugar de sil\u00eancio. Vamos at\u00e9 ele sempre que poss\u00edvel e rezemos pelos v\u00e1rios povos africanos.  \u00c9 verdade que raramente vemos a efic\u00e1cia da nossa ora\u00e7\u00e3o. Mas, se a ora\u00e7\u00e3o pelos os outros significasse mergulharmos na corrente de amor que circula entre Deus e os homens? Ent\u00e3o poder\u00edamos compreender que a nossa ora\u00e7\u00e3o contribui para que o amor de Deus chegue at\u00e9 aos homens, ultrapassando os obst\u00e1culos que sempre se erguem. Sim, mesmo se n\u00e3o sabemos bem como, Deus ouve as nossas ora\u00e7\u00f5es.  Uma crian\u00e7a: Todas as noites vamos dizer os nomes e rezar pelos povos que se encontram aqui. Nesta noite, saudamos os jovens da Noruega, Su\u00e9cia, Finl\u00e2ndia, Dinamarca, Portugal, Espanha e It\u00e1lia.  Nos tr\u00eas locais onde nos encontramos reunidos, a ora\u00e7\u00e3o vai agora continuar atrav\u00e9s dos c\u00e2nticos e da ora\u00e7\u00e3o \u00e0 volta da cruz. Todos podem vir pousar a cabe\u00e7a sobre a cruz para confiar a Deus os seus pr\u00f3prios fardos e os dos outros.  Bruxelas, Segunda-feira \u00e0 noite, 29 de Dezembro de 2008<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 uma grande alegria estar em Bruxelas. Agradecemos aos habitantes da cidade e dos arredores por terem aberto as suas portas. Numa \u00e9poca em que o horizonte parece ficar mais sombrio para muitos, \u00e9 importante que nos encontremos para voltar a afirmar a esperan\u00e7a que nos anima. 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