{"id":36021,"date":"2008-12-30T10:39:49","date_gmt":"2008-12-30T10:39:49","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/12\/30\/2008-crise-para-a-historia\/"},"modified":"2008-12-30T10:39:49","modified_gmt":"2008-12-30T10:39:49","slug":"2008-crise-para-a-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/2008-crise-para-a-historia\/","title":{"rendered":"2008: Crise para a hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>Membros do Grupo de Consultores da Comiss\u00e3o Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunica\u00e7\u00f5es Sociais analisam o ano que termina e falam em fim de ciclo <!--more--> Uma crise hist\u00f3rica que mudou a forma como vemos o mundo. \u00c9 assim que v\u00e1rias personalidades auscultadas pela ECCLESIA avaliam os acontecimentos de 2008, lembrando ainda factos e personalidades que ficam para a hist\u00f3ria. Francisco Sarsfield Cabral, director de informa\u00e7\u00e3o da Renascen\u00e7a, diz que \u201ceste ano fica infelizmente na hist\u00f3ria por causa da grande crise financeira, que j\u00e1 est\u00e1 a resultar numa grave crise econ\u00f3mica e que certamente continuar\u00e1 numa crise social preocupante\u201d. O especialista admite que ningu\u00e9m esperava esta crise, que \u201cabalou a confian\u00e7a das pessoas\u201d e que os pr\u00f3prios dirigentes pol\u00edticos est\u00e3o \u201cum pouco a tactear\u201d perante o imprevisto, alterando os seus pr\u00f3prios planos perante o desenrolar dos acontecimentos. Do ponto de vista positivo, v\u00ea o aparecimento de um \u201cl\u00edder forte\u201d, Barack Obama, que \u201cpode ajudar os norte-americanos e o mundo a ter um pouco mais de optimismo em rela\u00e7\u00e3o ao futuro\u201d. A recess\u00e3o \u201cinevit\u00e1vel\u201d para 2009 face ao dinheiro que se \u201cderreteu\u201d na crise financeira pode \u201cajudar as pessoas a repensar muita coisa\u201d, depois de \u201capostas loucas\u201d que deram resultados lament\u00e1veis. \u201cA \u00e9tica \u00e9 muito importante, a come\u00e7ar no sistema financeiro, e as pessoas podem pensar um pouco naquilo que \u00e9 ou n\u00e3o importante\u201d, acrescenta. O perigo, contudo, \u00e9 o de os pa\u00edses se fecharem em si pr\u00f3prios, porque \u201cquem vai sofrer mais com a crise s\u00e3o os mais pobres, porque t\u00eam menos defesas\u201d. Tamb\u00e9m a escultora Clara Meneres destaca a elei\u00e7\u00e3o de Barack Obama e a crise econ\u00f3mica e financeira. Para a artista, \u201cn\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel construir um mundo novo sem essa grande aceita\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as das culturas e posturas\u201d. Quanto \u00e0 crise, diz que \u201co mundo, tal como o conhecemos desapareceu. Ser\u00e1 uma boa oportunidade para fazer uma reflex\u00e3o de fundo sobre a distribui\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de bens\u201d, depois da \u201cdesregula\u00e7\u00e3o\u201d do sistema capitalista. A consultora da Comiss\u00e3o Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunica\u00e7\u00f5es Sociais diz que, mais do que injec\u00e7\u00f5es de dinheiro na banca, \u201co que me parece ser necess\u00e1rio \u00e9 uma an\u00e1lise muito s\u00e9ria, moral e crist\u00e3, sobre o que \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de bens pelas pessoas, qual o sistema que deve regular, e ver, da parte dos governos, a cria\u00e7\u00e3o de um mundo novo\u201d. O C\u00f3n. Ant\u00f3nio Rego, director do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais da Igreja, v\u00ea em 2008 \u201cum ano para a hist\u00f3ria\u201d, em que todos levaram \u201cum soco no est\u00f4mago\u201d em rela\u00e7\u00e3o aos h\u00e1bitos de finan\u00e7as, economia, consumo e o que vai ser o amanh\u00e3. A crise veio, por isso, \u201cdesinstalar\u201d uma s\u00e9rie de coisas que eram dadas como adquiridas, \u201carrumadinhas a partir da economia\u201d, questionando tanto \u201co cidad\u00e3o comum, os simples, como os economistas, os t\u00e9cnicos, os leitores da civiliza\u00e7\u00e3o\u201d. Neste \u201cano interessante\u201d, h\u00e1 uma chamada de aten\u00e7\u00e3o para \u201co tipo de sociedade que estamos a construir\u201d. A Igreja acompanhou tudo isto \u201ccom grande serenidade\u201d, chamando a aten\u00e7\u00e3o para os valores mais importantes, para as novas formas de pobreza e desigualdade, procurando despertar \u201cuma outra l\u00f3gica na partilha dos bens\u201d, com consequ\u00eancias concretas nas op\u00e7\u00f5es de cada pessoa nos seus gastos quotidianos.  <b>Fam\u00edlia e bio\u00e9tica<\/b> Mary Anne Avilez, enfermeira e consultora da Comiss\u00e3o Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, escolhe acontecimentos que \u201capesar de possivelmente n\u00e3o serem grande not\u00edcia, ajudam a reflectir na mulher nos dias de hoje\u201d.  \u201cNuma forma\u00e7\u00e3o que fiz com mulheres entre os 20 e os 30 anos, uma referiu a grande dificuldade em tomar decis\u00f5es sobre ter um filho. Explicou que h\u00e1 dois anos, com grande dificuldade tinha tomado a decis\u00e3o de casar e, agora, sentia um conflito interior enorme entre a carreira e ter um filho\u201d, relata. Para esta especialista, \u201ca mulher tem lutado pela igualdade, mas interpretando a igualdade como sendo igual ao homem e n\u00e3o igualdade na sua diferen\u00e7a\u201d. Outro caso \u00e9 a dificuldade com os embri\u00f5es excedent\u00e1rios. \u201cNum centro nos Estados Unidos da Am\u00e9rica contactaram os pais porque n\u00e3o podem destruir os embri\u00f5es ou dar outro caminho aos embri\u00f5es sem a licen\u00e7a dos pais. E esta situa\u00e7\u00e3o criou dificuldades porque os pais n\u00e3o eram capazes de tomar uma decis\u00e3o\u201d, indica Mary Anne Avilez. \u201cA minha dedu\u00e7\u00e3o \u00e9 que perante a incapacidade de n\u00e3o ver a humanidade dos embri\u00f5es, porque na realidade os irm\u00e3os daqueles embri\u00f5es j\u00e1 eram os seus filhos muito amados, n\u00e3o conseguiam aceitar que fossem destru\u00eddos ou para investiga\u00e7\u00e3o\u201d; prossegue. Alexandre Laureano Santos, m\u00e9dico, lamenta que em 2008 \u2013 em que se registou um n\u00famero de mortes superior ao dos nascimentos \u2013 se tenha come\u00e7ado a discutir \u201ca licitude da morte intencional de algu\u00e9m\u201d, um \u201cmarco triste da evolu\u00e7\u00e3o da cultura\u201d. Outra \u201cnota menos feliz\u201d, indica, foi a aprova\u00e7\u00e3o de um novo C\u00f3digo Deontol\u00f3gico da Ordem dos M\u00e9dicos cujo pre\u00e2mbulo diz que \u201cn\u00e3o existe unanimidade quanto ao in\u00edcio da vida humana\u201d.  <b>Oliveira<\/b> Margarida Ata\u00edde, do CINEDOC, escolhe como acontecimento de 2008 centen\u00e1rio de Manuel de Oliveira, destacando a sua carreira, com uma extensa filmografia, evoluindo ao longo de transforma\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f3micas, pol\u00edticas enormes ao longo de 100 anos, mas parecendo uma linguagem herm\u00e9tica.  \u201cSe para alguns pode parecer uma linguagem herm\u00e9tica, n\u00e3o o \u00e9, e merecia da parte de todos, da comunica\u00e7\u00e3o social, de todas as entidades culturais, um esfor\u00e7o para levar a linguagem de Manuel de Oliveira a uma grande massa de poss\u00edveis espectadores, ajudando a traduzir a sua linguagem cinematogr\u00e1fica e n\u00e3o apenas uma linguagem que apele \u00e0 evas\u00e3o, ao entretenimento, mas uma linguagem interventiva e que procure interpretar a realidade \u00e0 sua volta. N\u00e3o \u00e9 meramente espectadora do que vai acontecendo na sociedade\u201d, diz a consultora da Comiss\u00e3o Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunica\u00e7\u00f5es Sociais. Esta especialista diz que o cinema portugu\u00eas tem duas vertentes que o caracterizam: \u201c\u00c9 por um lado s\u00e9tima arte e por outro lado, ind\u00fastria\u201d.   \u201cComo ind\u00fastria vai-se ressentindo de todos os altos e baixos econ\u00f3micos, embora continue a pensar que o cinema me surpreendeu ao longo destas d\u00e9cadas. Como arte \u00e9 uma \u00e1rea que tem merecido uma especial aten\u00e7\u00e3o em Portugal com o aparecer de imensos festivais de cinema que procura ilustrar, atrav\u00e9s dos filmes em exibi\u00e7\u00e3o, in\u00fameras linguagens e alternativas em termos de linguagem audiovisual. Isso \u00e9 muito importante\u201d, explica.   <b>Solidariedade<\/b> Alfredo Teixeira, soci\u00f3logo, salienta do ano que passou o falecimento da Irm\u00e3 Emmanuelle, em Fran\u00e7a, no m\u00eas de Outubro, quase com 100 anos. A \u201cIrm\u00e3zinha do mendigos\u201d n\u00e3o era muito conhecida no nosso pa\u00eds, mas esta religiosa franco-belga destacou-se pelo trabalho realizado no Cairo, com as crian\u00e7as que remexiam as lixeiras, criando \u201cuma din\u00e2mica de trabalho com eles para favorecer a sua pr\u00f3pria autonomia e os libertar de um ciclo infernal de pobreza\u201d, empenhando outros e dando visibilidade \u00e0 sua casa. \u201cPessoas como a Irm\u00e3 Emmanuelle s\u00e3o para a Igreja um rosto muito importante, n\u00e3o s\u00f3 porque em muitos casos sinalizam aquilo que descobrimos como essencial na mensagem evang\u00e9lica, mas tamb\u00e9m porque o fazem numa zona de preocupa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o um extraordin\u00e1rio interface com a sociedade\u201d, explica, frisando que os \u201cvalores humanit\u00e1rios fundamentais\u201d podem criar pontes e consensos com o mundo actual.  <b>Reinventar as conquistas da democracia<\/b> Professora de Direito na Universidade Cat\u00f3lica, Maria da Gl\u00f3ria Garcia v\u00ea nos acontecimentos dos \u00faltimos tempos desafios s\u00e9rios \u00e0 reflex\u00e3o que as Universidades devem propor a quem tem tempo \u201capenas para resolver problemas do dia-a-dia\u201d. Porque \u00e9 necess\u00e1rio reinventar as conquistas da sociedade democr\u00e1tica; porque o \u201cano 2008 tem sido um ano que mostra que a constru\u00e7\u00e3o que n\u00f3s temos da vida em sociedade, onde a democracia, o direito davam seguran\u00e7a &#8211; porque conquistas da civiliza\u00e7\u00e3o -, hoje n\u00e3o est\u00e3o a dar a seguran\u00e7a e a justi\u00e7a de outrora\u201d. \u201cPequenos nadas que se v\u00e3o acumulando\u201d resultam nesta urg\u00eancia: \u201ca necessidade de nos reinventarmos em sociedade\u201d, porque \u201cest\u00e1 a acabar uma era e a iniciar-se uma outra era\u201d. Maria da Gl\u00f3ria Garcia desafia os f\u00f3runs acad\u00e9micos a \u201ciniciar um processo de reflex\u00e3o sobre a forma como devemos relacionar-nos com o espa\u00e7o, que nos leva com a maior da rapidez ao outro lado do mundo, e com o tempo, que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o tempo da nossa vida, \u00e9 o tempo que nos sobrevive e onde temos de deixar uma marca, a da defesa da humanidade, da manuten\u00e7\u00e3o da humanidade\u201d. No ano 2008 evidenciou-se esta realidade. Por causa de alguns factores, que a professora de direito exemplifica: \u201cse fomos aumentando a nossa expectativa de vida em raz\u00e3o das in\u00fameras descobertas na \u00e1rea da medicina, se hoje contactamos com enorme \u00e0-vontade com as pessoas que est\u00e3o do outro lado do mundo, que vivem em situa\u00e7\u00f5es bem diferentes das nossas, conseguindo eliminar as dist\u00e2ncias atrav\u00e9s das telecomunica\u00e7\u00f5es, se hoje temos qualidade de vida em raz\u00e3o das descobertas que acontecem ao longo dos anos, estamos a sentir que h\u00e1 um lado negativo em tudo isso\u201d. No desafio que emerge dos acontecimentos dos \u00faltimos tempos, que o ano 2008 evidenciou, surge uma quest\u00e3o: \u201cQual \u00e9 a argamassa que nos une?\u201d A resposta, para Maria da Gl\u00f3ria Garcia, surge do contexto crist\u00e3o: \u201cTodos somos filhos de Deus, e esta \u00e9 a argamassa que tem de ser renovada, reinventada, no quadro da nossa vida em sociedade\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Membros do Grupo de Consultores da Comiss\u00e3o Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunica\u00e7\u00f5es Sociais analisam o ano que termina e falam em fim de ciclo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[104,138,140,154,191,206,314],"class_list":["post-36021","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-america","tag-comissao-episcopal-da-cultura","tag-comunicacoes-sociais","tag-crianca","tag-economia","tag-familia","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36021","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36021"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36021\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36021"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36021"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36021"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}