{"id":357,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/paz-e-liberdade\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"paz-e-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/paz-e-liberdade\/","title":{"rendered":"Paz e liberdade"},"content":{"rendered":"<p>Paz e liberdade A enc\u00edclica de Jo\u00e3o XXIII, escrita no cora\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio, n\u00e3o seria mais f\u00e1cil de proclamar hoje do que foi em plena guerra fria \u2013 para al\u00e9m da guerra colonial &#8211; no ano de 1963. Ou ent\u00e3o, n\u00e3o sabemos que temperatura tem hoje a guerra. As coisas correm de tal forma que falar de guerra e paz desde h\u00e1 uns meses, equivale, entre n\u00f3s, a estar pendente do governo ou da oposi\u00e7\u00e3o, a ser de direita ou esquerda, a aliar-se \u00e0 Am\u00e9rica ou \u00e0quilo que se conseguiu colocar no p\u00f3dio de Staline e que d\u00e1 pelo nome Saddam. Tombadas as est\u00e1tuas, do fantasma do Iraque ainda se procuram rastos de vida ou de morte como aconteceu com outro fantasma seu predecessor de nome Bin Laden. O que &#8211; ironias \u00e0 parte \u2013 nos cabe, neste todo, \u00e9 um enorme desconforto de falar da paz, a menos que seja em termos de tal maneira abstractos que tudo fique exactamente na mesma e ningu\u00e9m se sinta questionado na cor do clube pol\u00edtico que escolheu. Bem me lembro dos anos 60 quando, no Dia Mundial da Paz tinha de celebrar a missa com maior aflu\u00eancia de pides que o habitual. E tamb\u00e9m recordo o conselho de seguran\u00e7a que me era dado pelos anci\u00e3os do mesmo of\u00edcio: que fosse sempre o mais abstracto e doutrinal poss\u00edvel para n\u00e3o arranjar complica\u00e7\u00f5es\u2026 Tudo isto tenho presente na tem\u00e1tica deste ano para o Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais: \u201cOs Media e a Paz na celebra\u00e7\u00e3o dos quarenta anos da Pacem in Terris\u201d. N\u00e3o praticarei a injusti\u00e7a de afirmar que hoje, entre n\u00f3s, \u00e9 t\u00e3o proibido como era h\u00e1 quarenta anos atr\u00e1s. Podemos dizer tudo o que entendermos pois estamos, teoricamente, numa sociedade livre. Mas existem cat\u00e1logos de guerra e de paz, de b\u00ean\u00e7\u00e3o e maldi\u00e7\u00e3o para quem se atreve a aplicar a teoria no momento e no lugar certo em que a pr\u00e1tica dela precisa. E curiosamente existem condicionantes grandes e perigosas a n\u00edvel de r\u00f3tulos ideol\u00f3gicos e mesmo dentro de meios de comunica\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m vai para a cadeia por pensar e dizer o que pensa. Mas dentro do clima que se criou nas redac\u00e7\u00f5es, as not\u00edcias sobre a guerra e sobre a paz s\u00e3o dadas com extremo cuidado e algum excesso de abstrac\u00e7\u00e3o devido exactamente ao clima que se gerou nas colagens das opini\u00f5es sobre um fen\u00f3meno que \u00e9 \u2013 diga-se a verdade &#8211; guerra ou paz. E sobre esta mat\u00e9ria continuam a existir d\u00favidas. Boa altura para se falar de um dos pilares lan\u00e7ados pela Pacem in terris: a liberdade. Ant\u00f3nio Rego <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paz e liberdade A enc\u00edclica de Jo\u00e3o XXIII, escrita no cora\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio, n\u00e3o seria mais f\u00e1cil de proclamar hoje do que foi em plena guerra fria \u2013 para al\u00e9m da guerra colonial &#8211; no ano de 1963. Ou ent\u00e3o, n\u00e3o sabemos que temperatura tem hoje a guerra. 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