{"id":356814,"date":"2025-01-13T13:04:16","date_gmt":"2025-01-13T13:04:16","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=356814"},"modified":"2025-03-07T12:02:51","modified_gmt":"2025-03-07T12:02:51","slug":"lusofonias-dom-mbilingi-ha-25-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-dom-mbilingi-ha-25-anos\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Dom Mbilingi h\u00e1 25 anos"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Benguela<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/lusofonias-pFelisberto-13-1-2025.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-356815 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/lusofonias-pFelisberto-13-1-2025-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/lusofonias-pFelisberto-13-1-2025-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/lusofonias-pFelisberto-13-1-2025-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/lusofonias-pFelisberto-13-1-2025-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/lusofonias-pFelisberto-13-1-2025-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/lusofonias-pFelisberto-13-1-2025.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Estava a come\u00e7ar o ano 2000 e o P. Gabriel Mbilingi, Espiritano angolano, foi um dos que constou na lista do Papa Jo\u00e3o Paulo II para serem ordenados Bispos na Bas\u00edlica de S. Pedro, por ocasi\u00e3o da Epifania, em ano de Jubileu.\u00a0 Assim \u2013 e basta fazer as contas \u2013 o atual Arcebispo do Lubango celebrou, a 5 de Janeiro, as bodas de prata episcopais. Fiz uma viagem de ida e volta Luanda-Lubango para participar na grande celebra\u00e7\u00e3o, realizada no Pavilh\u00e3o da Senhora do Monte, que encheu por completo e deixou muita gente fora. Presidiu Dom Mbilingi, mas a homilia foi feita pelo Arcebispo do Huambo, Dom Zeca Martins. Evocou a sua j\u00e1 longa dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja, primeiro como Formador, Provincial e Conselheiro Geral dos Espiritanos e, nos \u00faltimos 25 anos, como Bispo de Luena e Lubango. D. Mbilingi foi Presidente da Confer\u00eancia Episcopal de Angola e S. Tom\u00e9 (CEAST) e do Simp\u00f3sio das Igrejas de \u00c1frica e Madagascar (SECAM).\u00a0 Definiu o Arcebispo do Lubango como um homem\u00a0 da Cultura e de Deus. Participaram 16 Bispos, incluindo o N\u00fancio Apost\u00f3lico. A Missa durou umas boas cinco horas, toda ela cantada e dan\u00e7ada, sobretudo nos momentos da entroniza\u00e7\u00e3o da Palavra, do Ofert\u00f3rio e de A\u00e7\u00e3o de Gra\u00e7as. A Prociss\u00e3o de Ofertas durou uma eternidade, tal a quantidade de pessoas que foram oferecer bens, desde farinhas, bebidas e fruta at\u00e9 peixe seco, galinhas e cabritos\u2026 Tudo terminou com um almo\u00e7o de confraterniza\u00e7\u00e3o, tendo os convidados assistido a dan\u00e7as tradicionais e escutado, ao vivo, m\u00fasica popular angolana.<\/p>\n<p>Deixemos a festa no Lubango e retomemos a viagem de visita can\u00f3nica aos Espiritanos em Angola. De Malanje segui para Ndalatando, onde os Espiritanos vivem e s\u00e3o respons\u00e1veis pela S\u00e9 e Miss\u00e3o de Cazengo.\u00a0 Depois de atravessar o rio Lucula, os embondeiros aparecem vestidos de verde, nesta esta\u00e7\u00e3o das chuvas. Surgem as primeiras planta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9 e a temperatura come\u00e7a a subir. Chegados a casa, foi tempo de reuni\u00f5es e encontros. Visitamos D. Almeida Kanda, o Bispo. A\u00a0 visita concluiu-se com a celebra\u00e7\u00e3o da missa na Catedral. No encontro com o\u00a0 Conselho de Pastoral, foi evocado o nome do P. Marinho Lemos, que ali foi mission\u00e1rio e deixou marca, como viria a deixar em Lisboa, como Animador Mission\u00e1rio.<\/p>\n<p>400 kms \u00e9 a dist\u00e2ncia que separa Ndalatando dos Dembos. Fiz o percurso em duas etapas e dois motoristas. Fomos de Ndalatando at\u00e9 Viana, nas periferias de Luanda. Depois, continuamos em dire\u00e7\u00e3o ao Cacuaco, avan\u00e7amos at\u00e9 ao Caxito e, depois, fomos floresta dentro at\u00e9 \u00e0 Miss\u00e3o dos\u00a0 Dembos. Foram\u00a0 oito horas de estrada, com bastantes tro\u00e7os em estado mau.<\/p>\n<p>Dembos \u00e9 uma Miss\u00e3o encravada numa das \u00e1reas florestais mais lindas que eu j\u00e1 vi. \u00c9 respons\u00e1vel por acompanhar dezenas de povoa\u00e7\u00f5es espalhadas por montes e vales. Teve uma planta\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 de muitos milhares de p\u00e9s e est\u00e1 a tentar relan\u00e7ar a produ\u00e7\u00e3o. As desloca\u00e7\u00f5es s\u00e3o dif\u00edceis por falta de transporte, pelo mau estado das estradas e por quest\u00f5es clim\u00e1ticas pois, no tempo das chuvas, h\u00e1 inunda\u00e7\u00f5es, deslizamento de terras e muita queda de \u00e1rvores frondosas. Celebrei na Igreja da Miss\u00e3o, dedicada a S. Teresinha e fui visitar as Irm\u00e3s Reparadoras que ali vivem desde tempos antigos. A Escola da Miss\u00e3o tem o nome do P. Mota, um Espiritano que trabalhou ali v\u00e1rias d\u00e9cadas e de quem ouvi v\u00e1rias refer\u00eancias muito elogiosas.<\/p>\n<p>Deixei os Dembos rumo a Luanda, para fazer a viagem de ida e volta ao Lubango. Fui at\u00e9 Cabinda, chegando \u00e0 Miss\u00e3o de L\u00e2ndana, onde a Igreja mais antiga dos Espiritanos lus\u00f3fonos ruiu e ainda n\u00e3o foi reconstru\u00edda, para tristeza e desencanto das pessoas. Celebrei Missa e encontrei o Conselho Pastoral. A \u00e1rea mission\u00e1ria \u00e9 enorme e de dif\u00edcil acesso, sobretudo quando chove. A Escola tem centenas de alunos. Decisivo \u00e9 o papel das Irm\u00e3s de S. Jos\u00e9 de Cluny. J\u00e1 em Cabinda, com D. Belmiro, a aposta foi para a forma\u00e7\u00e3o de l\u00edderes juvenis, seminaristas e jovens vocacionados\/as.<\/p>\n<p>No regresso \u00e0 capital, tive a alegria de celebrar a Eucaristia na Igreja em constru\u00e7\u00e3o da Comunidade da Congeral, na Par\u00f3quia de S. Pedro do Prenda. \u00c9 um edif\u00edcio enorme, dedicado a S. Teresinha, fruto da dedica\u00e7\u00e3o de um povo simples e pobre, mas com uma enorme garra que j\u00e1 lhe permitiu fazer funda\u00e7\u00f5es, levantar as paredes e aplicar o tecto.<\/p>\n<p>Benguela seria a esta\u00e7\u00e3o seguinte desta viagem. De l\u00e1, passando pela Catumbela e Lobito, subirei ao planalto central, com paragem no Monte Belo, Bailundo, Andulo, Kuito, Chinguar \u2026ate chegar ao Huambo. Para a semana conto como foi\u2026<\/p>\n<p><em>Tony Neves, em Benguela<\/em><\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - Dom Mbilingi h\u00e1 25 anos\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/28Y7jmKgtXU4amtzMI2zQy?si=6nvH14gFRG2qHKsCVs7aGQ&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt;\">(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em 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