{"id":356727,"date":"2025-01-12T10:18:42","date_gmt":"2025-01-12T10:18:42","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=356727"},"modified":"2025-03-07T11:46:23","modified_gmt":"2025-03-07T11:46:23","slug":"ano-novo-ano-de-jubileu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ano-novo-ano-de-jubileu\/","title":{"rendered":"Ano Novo, ano de Jubileu!"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Diogo Martinho, <span style=\"font-size: 16px;\">Diocese de Lamego<\/span><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-356728 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/diogo-martinho-lamego-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/diogo-martinho-lamego-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/diogo-martinho-lamego-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/diogo-martinho-lamego-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/diogo-martinho-lamego-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/diogo-martinho-lamego.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>Dizemos que a esperan\u00e7a \u00e9 a \u00faltima a morrer. N\u00e3o a Esperan\u00e7a-Virtude-Teologal que d\u00e1 corpo ao ano jubilar em que estamos. Esta n\u00e3o morre s\u00f3 no fim, morre sempre que morremos n\u00f3s. Esta Esperan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 um sentimento, nem coisa do g\u00e9nero, \u00e9 o modo de viver acompanhado, estrutura \u201cdesembaciada\u201d onde, no tempo, se encontram o drama humano e a Gra\u00e7a Divina. A Esperan\u00e7a Jubilar quer passar de conceito a conte\u00fado. Para isso h\u00e1 que ter os p\u00e9s assentes na terra e o olhar posto no c\u00e9u, n\u00e3o basta ser-se \u201cotimista jubilar\u201d.<\/p>\n<p>Nos Exerc\u00edcios Espirituais de Santo In\u00e1cio, quem os faz \u00e9 convidado (tanto nos exerc\u00edcios como na vida) a n\u00e3o se deixar encantar pelas flores nem assustar pelas feras, a n\u00e3o pedir sa\u00fade ou doen\u00e7a, alegria ou tristeza. A atitude modelo \u00e9 a de S\u00e3o Jos\u00e9: desfocado do que n\u00e3o \u00e9 essencial e concentrado em n\u00e3o se deixar \u201centreter\u201d.<\/p>\n<p>Penso que o prop\u00f3sito do Jubileu n\u00e3o seja, de todo, do \u00e2mbito do entretenimento. Esta quest\u00e3o da Esperan\u00e7a tem como mat\u00e9ria a autenticidade da vida humana, tal como ela \u00e9, \u201clavrando-a\u201d profunda e lentamente, mas em paralelo com a vida de Jesus.<\/p>\n<p>Diz-nos o hino do Jubileu que \u201cDeus nos olha, terno e paciente: nasce a aurora de um futuro novo. Novos C\u00e9us, Terra feita nova: passa os muros, \u2018Spirito de vida.\u201d H\u00e1, pois, passos indispens\u00e1veis no caminho de um \u201cPeregrino de Esperan\u00e7a\u201d. Um dos primeiros e mais importantes \u00e9 perceber que O Senhor n\u00e3o quer saber dos seus pecados para nada. Jesus n\u00e3o o quer libertar s\u00f3 como Mois\u00e9s libertou, Ele quer libert\u00e1-lo para uma liberdade completa; libertar a sua liberdade. Deste modo, aquilo que possa estar submetido \u00e0 culpa, passa a submeter-se \u00e0 Gra\u00e7a, relendo a vida a partir da\u00ed.<\/p>\n<p>Ao fim e ao cabo, que o Jubileu ser\u00e1 bom, todos n\u00f3s o sabemos, mas a quest\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 tanto nas atividades que acontecer\u00e3o, nem na sua import\u00e2ncia ou grandeza. A quest\u00e3o est\u00e1 no modo como cada um de n\u00f3s o est\u00e1 a viver. Este modo n\u00e3o h\u00e1-de ser nem mais nem menos do que \u201ccomo esta crian\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Que \u00e9 que uma crian\u00e7a faz que mere\u00e7a a nossa aten\u00e7\u00e3o? A aten\u00e7\u00e3o do mundo dos adultos? Praticamente nada, mas Jesus, no pior momento da Sua vida chamou por Deus dessa forma infantil\u2026 \u201cAbba\u201d (pap\u00e1). Poderia ter invocado o Deus de Abra\u00e3o, de Isaac e de Jacob, ou o Deus dos ex\u00e9rcitos mas, de facto, preferiu a in\u00fatil linguagem infantil. A prefer\u00eancia de Jesus por esse modo de vida, como quem descansa permanentemente no seio do Pai, permitiu-lhe viver a sua sobrecarregad\u00edssima agenda com confian\u00e7a, com intelig\u00eancia, com j\u00fabilo\u2026 em paz.<\/p>\n<p>A intelig\u00eancia emocional com que vemos Jesus a lidar com os maiores males do mundo (ego\u00edsmo, soberba, morte, etc.) cativa. Todos querem estar com Ele, porque, quer fosse nas coisas grandes ou pequenas, Jesus era crian\u00e7a bem-disposta. Foi-o desde Bel\u00e9m at\u00e9 Jerusal\u00e9m (mesmo na Cruz, ou especialmente na Cruz).<\/p>\n<p>Se calhar, pelo modo como estamos em miss\u00e3o, ainda antes de dizer o que quer que seja, podemos j\u00e1 estar a anunciar a Esperan\u00e7a. Para qu\u00ea, ent\u00e3o, complicar? Vejamos, novamente o que nos diz o hino: \u201cErgue os olhos, move-te com o vento, n\u00e3o te atrases: chega Deus, no tempo.<\/p>\n<p>Jesus Cristo por ti se fez Homem: aos milhares seguem o Caminho!\u201d<\/p>\n<p>Este ano \u00e9 novo, como todos o s\u00e3o no seu in\u00edcio. Mas este \u00e9 Novo, porque \u00e9 Jubilar. Queiramos n\u00f3s, de facto, ser renovados. Deixarmos a Esperan\u00e7a morrer com tudo aquilo que precisa de morrer na vida de cada um. S\u00f3 assim se nasce.<\/p>\n<p>Um Feliz ano Jubilar para todos!<\/p>\n<p><em>Padre Diogo Martinho, <span style=\"font-size: 16px;\">Diocese de Lamego<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt;\">(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Diogo Martinho, Diocese de Lamego<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":356728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-356727","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356727","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=356727"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356727\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/356728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=356727"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=356727"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=356727"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}