{"id":356404,"date":"2025-01-11T09:00:59","date_gmt":"2025-01-11T09:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=356404"},"modified":"2025-03-07T11:46:29","modified_gmt":"2025-03-07T11:46:29","slug":"esperanca-duvida-certeza-verdade-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/esperanca-duvida-certeza-verdade-2\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7a &#8211; D\u00favida, certeza, verdade"},"content":{"rendered":"<p><em>Ant\u00f3nio Salvado Morgado, Diocese da Guarda<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-271042 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>Foram abertas as portas do Jubileu da Esperan\u00e7a e, com o esp\u00edrito centrado na bula papal da sua proclama\u00e7\u00e3o publicada no passado m\u00eas de Maio, desde h\u00e1 meses fomos ouvindo e repetindo as palavras do ap\u00f3stolo Paulo [Rm 5,5] \u00ab<em>A Esperan\u00e7a n\u00e3o engana<\/em>\u00bb. \u00c9 com elas que o Papa Francisco inicia aquela bula e, como \u00e9 habitual em documentos similares, s\u00e3o elas que, em latim, d\u00e3o o nome ao documento papal: \u00ab<em>Spes non confundit<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p>Desde agora a Esperan\u00e7a \u00e9 nome de Jubileu, essa palavra que, significando peregrina\u00e7\u00e3o, penit\u00eancia e perd\u00e3o, lembra tamb\u00e9m j\u00fabilo a significar gritos de alegria, de festa, de paz, de reconcilia\u00e7\u00e3o e liberdade.<\/p>\n<p>Li e reli v\u00e1rias vezes a bula papal e fui parando a cada par\u00e1grafo a confront\u00e1-los com a realidade vivida, em Portugal, na Europa, em cada continente, no mundo. Tanto nos par\u00e1grafos mais te\u00f3ricos, como nos aspectos pr\u00e1ticos de desafios e apelos; tanto na programa\u00e7\u00e3o do ano jubilar com a calendariza\u00e7\u00e3o dos grandes manifesta\u00e7\u00f5es, como nos pequenos momentos dos encontros pessoais prop\u00edcios a um sorriso, a um gesto de amizade, um olhar fraterno, escuta sincera ou servi\u00e7os gratuitos; tanto nos desafios a transformar os sinais dos tempos em sinais de esperan\u00e7a onde o mal e a viol\u00eancia parecem ofuscar o muito bem que se faz no mundo, como nos apelos feitos aos governos e \u00e0s na\u00e7\u00f5es; tanto na pretensa institui\u00e7\u00e3o de um \u00ab<em>Fundo Global<\/em>\u00bb para acabar com a fome no mundo, como no pedido de formas de amnistia para reclusos e no convite ao estabelecimento do perd\u00e3o das d\u00edvidas que, mais do que magnanimidade \u00e9 uma quest\u00e3o de justi\u00e7a porque existe uma verdadeira \u201c<em>d\u00edvida ecologia<\/em>\u201d particularmente entre o Norte e o Sul da superf\u00edcie da terra. [16]<\/p>\n<p>E nestes \u00ab<em>apelos em favor da Esperan\u00e7a<\/em>\u00bb Francisco envia uma mensagem muito especial para os crist\u00e3os constitu\u00eddos em Igreja. Evocando o primeiro grande Conc\u00edlio ecum\u00e9nico realizado em Niceia e completando-se neste ano mil e setecentos anos da sua celebra\u00e7\u00e3o, o Papa n\u00e3o deixa de acentuar que \u00ab<em>o Ano Jubilar poder\u00e1 ser uma importante oportunidade para tornar concreto este modo sinodal, que a comunidade crist\u00e3 sente como express\u00e3o cada vez mais necess\u00e1ria para melhor corresponder \u00e0 urg\u00eancia da evangeliza\u00e7\u00e3o<\/em>\u00bb [17] de que todos os batizados se devem sentir correspons\u00e1veis de acordo com o pr\u00f3prio carisma e minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>E acrescenta o Papa que, se \u00ab<em>O Conc\u00edlio de Niceia teve a miss\u00e3o de preservar a unidade, ent\u00e3o seriamente amea\u00e7ada pela nega\u00e7\u00e3o da plena divindade de Jesus Cristo e da sua igualdade com o Pai<\/em>.\u00bb, tendo acabado os padres conciliares por se reconhecerem no \u00ab<em>S\u00edmbolo da F\u00e9<\/em>\u00bb empregando a express\u00e3o \u00ab<em>N\u00f3s cremos<\/em>\u00bb, este conc\u00edlio \u00ab<em>constitui tamb\u00e9m um convite a todas as Igrejas e Comunidades eclesiais para avan\u00e7arem rumo \u00e0 unidade vis\u00edvel<\/em>\u00bb, acabando o Papa por lembrar que Niceia tamb\u00e9m pode ser \u00ab<em>um apelo a todos os crist\u00e3os do Oriente e do Ocidente para darem, resolutamente, um passo rumo \u00e0 unidade em torno duma data comum para a P\u00e1scoa<\/em>.\u00bb [17]<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se estou a interpretar bem, mas parece que o Papa Francisco, sabendo que h\u00e1 ainda quem considere a sinodalidade uma no\u00e7\u00e3o confusa e perigosa para a universalidade da comunidade dos crentes, n\u00e3o s\u00f3 deseja que o Ano Jubilar possa ser vivido tamb\u00e9m como tempo de assump\u00e7\u00e3o por todos da sinodalidade da Igreja, dando vida ao Documento Final do S\u00ednodo, como espera que a Igreja ganhe neste Ano Jubilar uma unidade maior de f\u00e9. \u00ab<em>Rumo \u00e0 unidade vis\u00edvel<\/em>\u00bb, escreve o Papa. Ou seja, com Esperan\u00e7a, pretende-se que, vivenciando a sinodalidade em forma jubilar, n\u00e3o s\u00f3 evite qualquer divis\u00e3o na Igreja que, aqui e ali, parece, por vezes, assomar, mas se aprofunde e crie maior unidade na f\u00e9 dos crentes, mesmo, ou sobretudo, contando com a diversidade de situa\u00e7\u00f5es e pluralidade de contextos, de culturas e tradi\u00e7\u00f5es que fazem a experi\u00eancia vivida das comunidades que proporciona pluralidade de caminhos. O Documento Final da XVI Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos, num muito interessante par\u00e1grafo, usa a bela express\u00e3o em t\u00edtulo \u00ab<em>A unidade como harmonia<\/em>\u00bb [34-42] para expressar a ideia de que a unidade n\u00e3o \u00e9 uniformidade, mas a integra\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as e diversidades manifestas no exerc\u00edcio real da sinodalidade que ultrapasse um certo eurocentrismo que muitos parecem ter dificuldade em compreender e, particularmente, em abandonar.<\/p>\n<p>Da\u00ed a bula abrir com a frase paulina \u00ab<em>A Esperan\u00e7a n\u00e3o engana<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p>Aceita-se sem qualquer d\u00favida, e a bula papal n\u00e3o deixa de o lembrar logo de in\u00edcio, que \u00ab<em>Todos esperam\u00bb <\/em>e que<em> \u00abNo cora\u00e7\u00e3o de cada pessoa, encerra-se a esperan\u00e7a como desejo e expectativa do bem<\/em>\u00bb, mas, perante a complexidade do presente e a imprevisibilidade do futuro, o ser humano oscila entre sentimentos contrapostos, da \u00ab<em>confian\u00e7a ao medo, da serenidade ao medo, da certeza \u00e0 d\u00favida<\/em>.\u00bb [1], se \u00e9 que n\u00e3o se deixa cair num cepticismo e pessimismo que alimenta a ansiedade de que tanto se escreve e lhe rouba toda a possibilidade de felicidade. Por isso, n\u00e3o ser\u00e1 despicienda a pergunta: mas ser\u00e1 mesmo verdade que \u00ab<em>A Esperan\u00e7a n\u00e3o engana<\/em>\u00bb? N\u00e3o haver\u00e1 raz\u00f5es para a d\u00favida perante a complexidade de um mundo que parece ter perdido muitas raz\u00f5es para ter esperan\u00e7a e onde tudo parece incerto? Embora de modo discreto e sem formular estas perguntas num modo t\u00e3o expl\u00edcito, \u00e9 por a\u00ed que come\u00e7a a bula da promulga\u00e7\u00e3o do jubileu que Francisco quer que seja ocasi\u00e3o para reavivar a esperan\u00e7a, que seja, de verdade, um \u00ab<em>Jubileu da Esperan\u00e7a<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que vamos ouvindo e dizendo que \u00aba esperan\u00e7a \u00e9 a \u00faltima a morrer\u00bb, mas tamb\u00e9m sabemos, de experi\u00eancia pessoal e alheia, que h\u00e1 esperan\u00e7as que j\u00e1 nos deixaram desencantados, frustrados mesmo. Tomamos, ent\u00e3o, consci\u00eancia de que hav\u00edamos colocado a esperan\u00e7a em objectos que n\u00e3o a mereciam. Da\u00ed que se imponha a pergunta: Qual o fundamento para a certeza da verdade daquele enunciado paulista? A resposta \u00e9 dada no in\u00edcio e no final da bula.<\/p>\n<p>Tal como Paulo aos Romanos, o Papa Francisco pretende trazer \u00ab<em>uma palavra de esperan\u00e7a<\/em>\u00bb ao mundo conturbado de hoje e fazer do Jubileu uma ocasi\u00e3o de esperan\u00e7a que se funda na f\u00e9 em Jesus Cristo Morto e Ressuscitado e que, alimentada pela caridade, n\u00e3o cede a dificuldades, mesmo quando ela parece desmoronar-se ou parece afugentada pela pressa que gera intoler\u00e2ncia, nervosismo e at\u00e9 viol\u00eancia gratuita. Por isso Paulo p\u00f4de assim dirigir-se aos Romanos com estas palavras: \u00ab<em>Gloriamo-nos tamb\u00e9m das tribula\u00e7\u00f5es, sabendo que a tribula\u00e7\u00e3o produz a paci\u00eancia, a paci\u00eancia a firmeza e a firmeza a esperan\u00e7a<\/em>.\u00bb [4]<\/p>\n<p>Francisco, como Paulo, acentua bem este entrela\u00e7amento entre a esperan\u00e7a e a paci\u00eancia num n\u00famero de pouco mais de uma p\u00e1gina da bula jubilar em que a palavra \u00ab<em>paci\u00eancia<\/em>\u00bb aparece dez vezes. N\u00e3o teremos d\u00favida de que o Papa tem em mente a sociedade contempor\u00e2nea em que tudo parece ser medido pela pressa, pelo imediatismo do aqui e agora. Mas n\u00e3o deixaremos de pensar que Francisco olha tamb\u00e9m e particularmente para a Igreja em que o caminho sinodal percorrido parece desapontar porque a meta que alguns haviam tra\u00e7ado ter\u00e1 ficado muito aqu\u00e9m do que haviam sonhado quando o processo foi lan\u00e7ado h\u00e1 mais de tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Numa pressa de encontrar solu\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas para corresponder aos diagn\u00f3sticos, tamb\u00e9m muitas vezes apressados, teremos a tenta\u00e7\u00e3o de muito confiar nas pr\u00f3prias for\u00e7as e esquecermos que a paci\u00eancia \u00e9 tamb\u00e9m fruto do Esp\u00edrito Santo, cujos caminhos n\u00e3o s\u00e3o os caminhos sonhados pelos homens. Num Ano Jubilar, apoiado na paci\u00eancia de Deus para com os humanos, o peregrino da Esperan\u00e7a que n\u00e3o engana \u00e9 convidado a fazer a redescoberta da paci\u00eancia humilde no caminhar conjunto da sinodalidade da Igreja. Foram escancaradas as portas jubilares para a certeza da verdade da Esperan\u00e7a pela qual fomos salvos.<\/p>\n<p>Lisboa, 9 de Janeiro de 2025<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Salvado Morgado<\/p>\n<p>morgado.salvado@gmail.com<\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt;\">(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Salvado Morgado, Diocese da Guarda<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":271042,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-356404","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356404","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=356404"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356404\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/271042"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=356404"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=356404"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=356404"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}