{"id":356171,"date":"2025-01-08T10:35:58","date_gmt":"2025-01-08T10:35:58","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=356171"},"modified":"2025-01-11T17:47:31","modified_gmt":"2025-01-11T17:47:31","slug":"igreja-sociedade-educar-para-a-empatia-para-o-valor-do-tempo-e-da-escuta-transforma-relacoes-e-a-sociedade-ana-lucia-agostinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-sociedade-educar-para-a-empatia-para-o-valor-do-tempo-e-da-escuta-transforma-relacoes-e-a-sociedade-ana-lucia-agostinho\/","title":{"rendered":"Igreja\/Sociedade: Educar para a empatia, para o valor do tempo e da escuta transforma rela\u00e7\u00f5es e a sociedade \u2013 Ana L\u00facia Agostinho"},"content":{"rendered":"<p><em>Psic\u00f3loga educacional, respons\u00e1vel durante cinco anos pela Pastoral Juvenil da Diocese de Set\u00fabal, alerta para import\u00e2ncia do acompanhamento hol\u00edstico do ser humano e para gera\u00e7\u00f5es de crian\u00e7as formadas sobre press\u00e3o e sem autoconfian\u00e7a<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_356095\" aria-describedby=\"caption-attachment-356095\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/ana-lucia-agostinho2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-356095 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/ana-lucia-agostinho2.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/ana-lucia-agostinho2.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/ana-lucia-agostinho2-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/ana-lucia-agostinho2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/ana-lucia-agostinho2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/ana-lucia-agostinho2-391x260.jpg 391w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-356095\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/LJ<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 08 jan 2025 (Ecclesia) &#8211; Ana L\u00facia Agostinho, psic\u00f3loga educacional, afirma ser essencial educar para a \u201cempatia\u201d, e ajudar a formar gera\u00e7\u00f5es para a \u201cespera\u201d, para o valor do \u201ctempo\u201d, aposta que pode \u201ctransformar sociedade e a forma como olhamos\u201d as pessoas.<\/p>\n<p>\u201cAs nossas dores est\u00e3o ligadas a alguma falta que estamos a sentir ou sentimos. \u00c9 necess\u00e1rio sermos mais emp\u00e1ticos uns com os outros, termos maior compaix\u00e3o por aquilo que o outro est\u00e1 a viver, a atravessar com os recursos que tem e que eu apenas posso entender cognitivamente. Estar dispon\u00edvel para apoiar transforma muito as nossas rela\u00e7\u00f5es, transforma at\u00e9 a sociedade, se conseguirmos aprender a olhar assim uns para os outros\u201d, explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Vocacionada para acompanhar crian\u00e7as, adolescentes e jovens, Ana L\u00facia explica a import\u00e2ncia de enfrentar o tempo como um dos grandes desafios da atualidade, assim como a confian\u00e7a, em falta em tantas crian\u00e7as e adolescentes que \u201ccaiem nos erros de compara\u00e7\u00e3o\u201d e se sentem pressionados e sem autoestima.<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e1 tudo muito r\u00e1pido, muito autom\u00e1tico. Queremos uma resposta imediata quando mandamos uma mensagem, n\u00e3o sabemos esperar, e temos receio de parar\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>A profissional assinala a import\u00e2ncia de uma abordagem hol\u00edstica no acompanhamento de pessoas e recorda uma conversa com uma paciente, com 15 anos, que encontrava conforto a \u201colhar o c\u00e9u e a conversar porque sem saber por quem, sentia-se escutada\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>Partilhou comigo, e pediu-me para n\u00e3o contar aos pais, que \u00e0 noite gostava de se sentar \u00e0 janela, a olhar o c\u00e9u e ficar a falar com o c\u00e9u. Achei uma hist\u00f3ria deliciosa e perguntei-lhe porque \u00e9 que ela n\u00e3o queria contar aos pais e ela disse-me que receava n\u00e3o ser compreendida porque os pais eram muito ligados \u00e0 ci\u00eancia. Disse-me que conversava sobre tudo e que esses momentos eram bons porque se sentia escutada\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>A psic\u00f3loga traduz que todo o ser humano tem uma \u201cdimens\u00e3o espiritual\u201d que deve ser valorizada sem receio de ser entendida como \u201cfr\u00e1gil ou vulner\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAs duas fal\u00e1vamos de uma viv\u00eancia religiosa, n\u00e3o \u00e9? Ela n\u00e3o chamava aquilo de rezar, eu chamaria. Todos n\u00f3s temos uma dimens\u00e3o espiritual, que acho que \u00e9 uma dimens\u00e3o que temos desleixado muito, posto at\u00e9 de parte como que \u00e9 uma \u00e1rea de fragilidade, de vulnerabilidade, que \u00e9 melhor nem olhar, nem sequer equacionar. Mas faz parte da nossa dimens\u00e3o humana e \u00e9 algo tamb\u00e9m que nos caracteriza enquanto seres humanos\u201d, explica.<\/p>\n<blockquote><p>A interven\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica tem de ser cuidada, cuidar dos objetivos, mas n\u00e3o podemos esquecer que \u00e0 nossa frente est\u00e1 um mist\u00e9rio, uma pessoa que \u00e9 \u00fanica, que \u00e9 especial e que est\u00e1 em crescimento. Olhar com essa capacidade de admirar ou de tentar olhar o outro como se fosse Jesus, \u00e9 importante para mim. Existem muitos estudos para diversas abordagens, mas tem-se percebido que a grande quest\u00e3o \u00e9 a qualidade da rela\u00e7\u00e3o que se estabelece com o outro\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ana L\u00facia Agostinho foi, durante cinco anos, respons\u00e1vel pela equipa de pastoral juvenil da Diocese de Set\u00fabal, num total de sete anos dedicado aos jovens.<\/p>\n<p>\u201cNa minha par\u00f3quia, Vila Nova de Caparica, n\u00e3o havia muitos jovens nem grupos de jovens. A adolesc\u00eancia e juventude foram, para mim, uma fase solit\u00e1ria. Com a entrada na faculdade \u2013 e eu acho que \u00e9 uma fase onde os jovens vivem com alguma dificuldade a f\u00e9 &#8211; eu sentia-me um pouco esquizofr\u00e9nica, a viver duas coisas diferentes, parecia que n\u00e3o conseguia conjugar\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Tendo atravessado esta fase onde, afirma, nunca ter sentido d\u00favidas sobre o caminho crist\u00e3o que seguia, mas sim uma necessidade de se encontrar, Ana L\u00facia foi procurando posteriormente, em grupo, encontrar formas para que outros jovens n\u00e3o tivessem de passar o que experimentou.<\/p>\n<p>\u201cRecordo-me de ter cinco anos e ter muita dificuldade para dormir e a minha m\u00e3e me ensinar a rezar. Sinto que foi o maior recurso que ela me deu para lidar com os problemas. Por isso a ora\u00e7\u00e3o sempre esteve muito presente a ora\u00e7\u00e3o em tudo. Tens um problema? Reza. Est\u00e1s contente? Reza para agradecer. Est\u00e1s na d\u00favida? Reza, que vais encontrar respostas\u201d, recorda.<\/p>\n<p>A conversa com Ana L\u00facia Agostinho pode ser acompanhada esta noite na Antena 1, no programa Ecclesia emitido pouco depois da meia-noite, e disponibilizado no podcast &#8216;Alarga a tua tenda&#8217;.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Psic\u00f3loga educacional, respons\u00e1vel durante cinco anos pela Pastoral Juvenil da Diocese de Set\u00fabal, alerta para import\u00e2ncia do acompanhamento hol\u00edstico do ser humano e para gera\u00e7\u00f5es de crian\u00e7as formadas sobre press\u00e3o e sem 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