{"id":355966,"date":"2025-01-06T16:38:32","date_gmt":"2025-01-06T16:38:32","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=355966"},"modified":"2025-03-07T12:03:13","modified_gmt":"2025-03-07T12:03:13","slug":"lusofonias-ano-novo-por-terras-de-malanje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-ano-novo-por-terras-de-malanje\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Ano Novo por terras de Malanje"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em\u00a0 Malanje<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/lusofonias-Ang-Kalandula-6-1-2025.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-355967 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/lusofonias-Ang-Kalandula-6-1-2025-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/lusofonias-Ang-Kalandula-6-1-2025-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/lusofonias-Ang-Kalandula-6-1-2025-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/lusofonias-Ang-Kalandula-6-1-2025-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/lusofonias-Ang-Kalandula-6-1-2025-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/lusofonias-Ang-Kalandula-6-1-2025.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Sair da Matola at\u00e9 ao aeroporto de Maputo parecia ser miss\u00e3o imposs\u00edvel, tal o caos instalado em Mo\u00e7ambique ap\u00f3s publica\u00e7\u00e3o dos resultados das elei\u00e7\u00f5es. O pa\u00eds ficou a arder, com destrui\u00e7\u00e3o de estruturas, estradas bloqueadas, muita pilhagem e bandidos \u00e0 solta. A inseguran\u00e7a era tal que, no Semin\u00e1rio da Matola, passamos todas as noites despertos, vestidos e cal\u00e7ados, para eventual fuga, se necess\u00e1rio. Mas uma ligeira acalmia na manh\u00e3 do dia 27 permitiu-me chegar ao aeroporto e viajar para Luanda, como estava previsto.<\/p>\n<p>Angola \u00e9 sempre a minha segunda casa, pois aqui vivi entre 1989 e 1994 e aqui volto todas as vezes que a agenda mandar ou permitir. Todos os pretextos s\u00e3o raz\u00f5es suficientes para passar alguns dias com este bom povo.<\/p>\n<p>Comecei a visita com a participa\u00e7\u00e3o, na Uni\u00e3o dos Escritores Angolanos, no lan\u00e7amento da \u00faltima obra de Cremilda de Lima. Seguiu-se a visita ao grande Bairro Rocha Pinto, um dos musseques mais populosos das periferias de Luanda. Ali est\u00e1 a Par\u00f3quia da Senhora da Paz, inaugurada a 1 de Janeiro de 2012, confiada aos Espiritanos. \u00c9 enorme, com muito dinamismo mission\u00e1rio. Tem desafios sociais a que a par\u00f3quia tamb\u00e9m tenta responder, como percebi no encontro que tive com os muitos membros do Conselho Pastoral. Fui recebido por D. Filomeno Vieira Dias, Arcebispo de Luanda, no Pa\u00e7o Episcopal, a paredes meias com a Catedral e o Pal\u00e1cio do Presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>O domingo arrancou cedo, pois fui levado at\u00e9 ao Golungo Alto pelo P. Gaud\u00eancio Sangando, Provincial dos Espiritanos. A viagem at\u00e9 ao novo aeroporto Agostinho Neto, em Viana, fez-se depressa pois era domingo, mas o tr\u00e2nsito \u00e9 uma dor de cabe\u00e7a constante para quem vive no centro de Luanda e tem de usar este novo aeroporto. Ali deixamos o P. Albert Assamba que foi fazer a visita \u00e0s Lundas. Passamos por Catete, vimos o desvio para o Santu\u00e1rio da Senhora da Muxima e chegamos a Maria Teresa, o cruzamento das estradas que seguem para o Huambo e para Malanje. Decidimos ir para o Golungo pela estrada mais direta, mas os in\u00fameros e profundos buracos levaram-nos a um arrependimento sem rem\u00e9dio. Esta regi\u00e3o, com floresta tropical luxuriante, foi \u00e1rea de caf\u00e9. Ali\u00e1s \u2013 como explicou o P. Silva Ferreira, h\u00e1 seis d\u00e9cadas em Angola &#8211;\u00a0 o Golungo foi a capital do caf\u00e9, em 1860 e teve uma grande f\u00e1brica de descasque, que funcionou at\u00e9 \u00e0 independ\u00eancia e in\u00edcio da guerra civil. L\u00e1 vivem e trabalham os Espiritanos e as Irm\u00e3s Dominicanas. Encontrei o Conselho Paroquial que, numa pr\u00e1tica sinodal antiga, re\u00fane todos os meses. Tamb\u00e9m pudemos visitar a Escola C\u00f3nego Manuel das Neves. Esta terra deu gente grande a Angola, como o C\u00f3nego, os irm\u00e3os Pinto de Andrade e o Dr. Lopo de Nascimento, que foi primeiro-ministro. Nem por isso tem sido muito desenvolvida nem as estradas est\u00e3o cuidadas.<\/p>\n<p>Sa\u00edmos do Golungo em dire\u00e7\u00e3o a Ndalatando, passando por grandes filas de pessoas a caminho das suas lavras de cultivo. As terras s\u00e3o f\u00e9rteis, as chuvas frequentes e a paisagem verde. Passamos por muitas planta\u00e7\u00f5es de banana, mandioca, inhames e milho, base da alimenta\u00e7\u00e3o do povo. Sim, a banana p\u00e3o e o assipi (inhame) cozidos foram a del\u00edcia do meu pequeno almo\u00e7o, acompanhado por mangas e papaias muito docinhas. Na viagem, j\u00e1 na estrada nacional que liga Luanda a Malanje, dei-me de caras com uma estrutura moderna, enorme, o Hospital Geral do Cuanza Norte, M\u00e1rio Pinto de Andrade, inaugurado a 11 de Novembro. A viagem prosseguiu rumo a Kalandula, com uma passagem pelas Quedas, antes de entrar na Miss\u00e3o onde Espiritanos e Dominicanas do Ros\u00e1rio preparam com o povo os 75 anos da Miss\u00e3o. Visitamos a Escola estatal que recebeu o nome do P. Rocha.<\/p>\n<p>A viagem prosseguiu rumo a Malanje, com paragem na Casa do Gaiato, onde encontrei o P. Fernando Fontoura. Malanje mostrou-se enorme e com muito tr\u00e2nsito, tornando-se dif\u00edcil chegar \u00e0 Miss\u00e3o, hoje Catedral. Visitei D. Luzizila Kyala, o Arcebispo e pude presidir na S\u00e9 \u00e0 Missa de A\u00e7\u00e3o de Gra\u00e7as pelo ano 2024. Foi \u00e0s 19h do dia 31 e a enorme catedral estava \u00e0 pinha, com muita gente no adro. A Missa, dan\u00e7ada e cantada em portugu\u00eas e kimbundu, durou duas horas de emocionante e festiva celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Terminada a Missa, houve jantar na Miss\u00e3o a que, no fim,\u00a0 se juntaram os tr\u00eas Padres do Semin\u00e1rio Espiritano para festejar a \u2018Virada\u2019 que fez Malanje sair \u00e0 rua e participar na festa e ver o fogo de artif\u00edcio \u00e0 meia noite. O Dia Mundial da Paz foi dedicado ao Semin\u00e1rio Espiritano que acolhe 21 jovens.<\/p>\n<p>Sem grande tempo para respirar, a visita continua com muita alegria. Prometo dar conta de quanto vou viver e partilhar.<\/p>\n<p><em>Tony Neves, em\u00a0 Malanje<\/em><\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - Ano Novo por terras de Malanje\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/4B3WpyiSokKmhLDNbLMYWg?si=L7dLL6CIQQyGkrca01oMpA&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n<p><em><span style=\"font-size: 10pt;\">(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em\u00a0 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