{"id":3559,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/inclusao-ou-exclusao-a-pessoa-com-deficiencia-no-meio-da-cidade-3\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"inclusao-ou-exclusao-a-pessoa-com-deficiencia-no-meio-da-cidade-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/inclusao-ou-exclusao-a-pessoa-com-deficiencia-no-meio-da-cidade-3\/","title":{"rendered":"&#8220;Inclus\u00e3o ou exclus\u00e3o &#8211; a pessoa com defici\u00eancia no meio da cidade&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es do XVII Encontro Nacional da Pastoral da Sa\u00fade <!--more--> INCLUS\u00c3O OU EXCLUS\u00c3O  A PESSOA COM DEFICI\u00caNCIA NO MEIO DA CIDADE   XVII ENCONTRO NACIONAL DA PASTORAL DA SA\u00daDE \u2013 25 A 28 DE NOVEMBRO DE 2003  1\u00ba\tConsiderando: &#8211;\tQue os direitos humanos s\u00e3o universais, mas nem sempre s\u00e3o reconhecidos \u00e0s pessoas que s\u00e3o portadoras de uma qualquer defici\u00eancia. &#8211;\tQue em Portugal, \u00e9 muito grande o n\u00famero de pessoas que t\u00eam as suas capacidades limitadas por uma defici\u00eancia: 250.000 pessoas com defici\u00eancia motora, 70.000 deficientes mentais, 140.000 sensoriais e 150.000 deficientes org\u00e2nicos. &#8211;\tQue h\u00e1 na cultura dominante, uma significativa insensibilidade perante os problemas da defici\u00eancia, pelo que a tend\u00eancia para a exclus\u00e3o social \u00e9 uma constante, mesmo nas fam\u00edlias e nas estruturas sociais, sendo-o mais nas escolas, nos hospitais e centros de sa\u00fade, nas empresas, nos servi\u00e7os p\u00fablicos e mesmo nas igrejas e par\u00f3quias. &#8211;\tQue a tenta\u00e7\u00e3o do assistencialismo e de um deturpado conceito de caridade limitam a rela\u00e7\u00e3o optimizante e contrariam o dinamismo da solidariedade, a \u00fanica que conduz \u00e0 inclus\u00e3o, na cidade, das pessoas com defici\u00eancia.  2\u00ba\tReconhecem-se as causas mais frequentes da exclus\u00e3o social, que tornam muito dif\u00edceis os esfor\u00e7os de mudan\u00e7a de mentalidades em ordem \u00e0 inclus\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia. As causas s\u00e3o sobretudo: &#8211;\tO desconhecimento dos problemas por parte das estruturas da sociedade, uma vez que, nem os centros sociais, nem as fam\u00edlias ou as comunidades crist\u00e3s e paroquiais se abrem \u00e0s pessoas portadoras de defici\u00eancia, chegando mesmo a esconder estas pessoas por ser inc\u00f3moda a sua visibilidade. &#8211;\tA recusa at\u00e1vica da igual dignidade humana, assumindo-se cada defici\u00eancia como uma carga negativa para a fam\u00edlia ou para o grupo social de que a pessoa dela portadora faz parte. &#8211;\tA insufici\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es e dos recursos para provocar a inclus\u00e3o que se torna essencial.  3\u00ba\tOs 1200 participantes do XVII Encontro Nacional da Pastoral da Sa\u00fade congratulam-se com os dinamismos sociais que t\u00eam dado origem, em Portugal, a in\u00fameras iniciativas: &#8211;\tH\u00e1 um n\u00famero significativo de centros especializados de educa\u00e7\u00e3o e de sa\u00fade; contudo n\u00e3o s\u00e3o bastantes e, al\u00e9m disso, permanece dif\u00edcil a articula\u00e7\u00e3o com os outros centros que oferecem resposta para os v\u00e1rios problemas. &#8211;\tJ\u00e1 est\u00e1 em curso um programa de elimina\u00e7\u00e3o de barreiras arquitect\u00f3nicas, culturais e sociais; no entanto estas medidas s\u00e3o ainda insuficientes para a acessibilidade necess\u00e1ria em tantas situa\u00e7\u00f5es, constituindo a impossibilidade de acesso a primeira forma de exclus\u00e3o. &#8211;\tT\u00eam sido dadas algumas ajudas financeiras e t\u00e9cnicas a muitas organiza\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0s pessoas com defici\u00eancia; por\u00e9m considera-se que estes apoios s\u00e3o mais solu\u00e7\u00e3o para problemas pontuais do que para um programa sistem\u00e1tico de promo\u00e7\u00e3o integral da pessoa humana a que todos t\u00eam direito. &#8211;\tAs fam\u00edlias t\u00eam mais sensibilidade para aceitar a defici\u00eancia de um filho; mas est\u00e3o ainda muito pouco preparadas e s\u00e3o pouco acompanhadas para a miss\u00e3o de inclus\u00e3o de que s\u00e3o respons\u00e1veis e tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam a forma\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para conseguirem o desenvolvimento, direito inalien\u00e1vel dos seus filhos com defici\u00eancia.  &#8211;\tH\u00e1 alguns organismos p\u00fablicos e privados, sobretudo organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, que constituem j\u00e1 uma grande resposta \u00e0s situa\u00e7\u00f5es concretas; apesar disso, considera-se que s\u00e3o de todo insuficientes perante o n\u00famero de pessoas que devem ser atendidas e acompanhadas no seu desenvolvimento.  4\u00ba\tTendo em conta tudo isto, os participantes no Encontro prop\u00f5em: 1. Incentivar, por todos os meios ao seu alcance, uma consci\u00eancia maior do problema da exclus\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia e da urg\u00eancia em construir uma cultura da inclus\u00e3o, vivida em todos os \u00e2mbitos: na fam\u00edlia, na escola, nos servi\u00e7os p\u00fablicos, nas unidades de sa\u00fade, na vida social, pol\u00edtica e sobretudo religiosa. &#8211;\tA cultura da inclus\u00e3o \u00e9 uma express\u00e3o da cultura da vida que \u00e9 preciso defender e promover \u201cdesde a concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 morte natural\u201d (1) &#8211;\tS\u00e3o valores desta cultura da inclus\u00e3o, a equidade, a proximidade, a solicitude, a compreens\u00e3o, a toler\u00e2ncia activa, a solidariedade e sobretudo uma f\u00e9 inabal\u00e1vel no valor \u00fanico e singular de cada pessoa humana apenas porque o \u00e9. (2) &#8211;\tCada cidad\u00e3o deve ser educado para ela e deve assumi-la, o que implica que esta responsabilidade seja aceite pelas inst\u00e2ncias educativas. 2. Pedir um esfor\u00e7o, sobretudo \u00e0s comunidades crist\u00e3s (par\u00f3quias, escolas cat\u00f3licas, movimentos de jovens, centros sociais, etc.), de elimina\u00e7\u00e3o das barreiras que impedem \u00e0 pessoa com defici\u00eancia a inclus\u00e3o a que tem direito na sociedade. &#8211;\tPerante as barreiras arquitect\u00f3nicas, procurar em todas as igrejas e edif\u00edcios j\u00e1 constru\u00eddos ou a construir a acessibilidade necess\u00e1ria \u00e0 participa\u00e7\u00e3o activa das pessoas com defici\u00eancia. &#8211;\tPerante as barreiras s\u00f3cio-culturais, comprometer-se na realiza\u00e7\u00e3o global das pessoas com defici\u00eancia, atrav\u00e9s do apoio \u00e0s fam\u00edlias com filhos deficientes, da sua aceita\u00e7\u00e3o nas escolas cat\u00f3licas, do seu acompanhamento na cultura at\u00e9 ao limite m\u00e1ximo de que for capaz, para o seu pleno desenvolvimento. &#8211;\tPerante as barreiras na forma\u00e7\u00e3o catequ\u00e9tica e na celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos, facilitar o acesso para que as pessoas com defici\u00eancia possam receber uma inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 vida crist\u00e3, participem na Eucaristia e nos sacramentos, n\u00e3o se sentido exclu\u00eddas em nenhum acto da comunidade. &#8211;\tPerante as barreiras na integra\u00e7\u00e3o pastoral, reconhecer o valor prof\u00e9tico da pessoa com defici\u00eancia e saber ler os sinais que transmite na sua forma original, de celebrar a f\u00e9; favorecer a sua participa\u00e7\u00e3o na ac\u00e7\u00e3o pastoral da comunidade a que pertence e apoiar os movimentos da Igreja que trabalhem pastoralmente nesta \u00e1rea, como sejam a FRATER, o F\u00c9 E LUZ e tantos outros. 3. Promover com criatividade a igualdade ou, ao menos, a proximidade das pessoas com defici\u00eancia, o que implica a aquisi\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia espec\u00edfica por parte dos profissionais de sa\u00fade e a prepara\u00e7\u00e3o de voluntariados especializados nas v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia. Sublinha-se: &#8211;\tA import\u00e2ncia dos m\u00e9dicos, dos enfermeiros, dos terapeutas e t\u00e9cnicos. &#8211;\tA necessidade dos volunt\u00e1rios. &#8211;\tA presen\u00e7a continuada dos capel\u00e3es e assistentes espirituais. &#8211;\tA organiza\u00e7\u00e3o do trabalho pastoral com espa\u00e7os de encontros inclusiv\u00e9. 4. Pedir aos crist\u00e3os que trabalham na \u00e1rea da sa\u00fade que sejam verdadeiros \u201cministros da inclus\u00e3o\u201d, ministros da vida plena para todos: &#8211;\tPelo testemunho de vida em total coer\u00eancia com os valores que a cultura da inclus\u00e3o reclama. &#8211;\tPelas iniciativas que promovam a disponibilidade dos profissionais para as pessoas com defici\u00eancia que, passam pelos seus servi\u00e7os e pedem acolhimento, apoio nos tratamentos, exames complementares, interven\u00e7\u00f5es; estes doentes precisam de tempo para serem ouvidos, compreendidos e tratados. &#8211;\tPela efici\u00eancia organizativa na transforma\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os e das equipas de que fazem parte, para conseguir a assist\u00eancia integral das pessoas com defici\u00eancia com a mesma qualidade que \u00e9 devida a qualquer cidad\u00e3o. &#8211;\tPelo reconhecimento de que em cada pessoa com defici\u00eancia est\u00e1 escondida um mestre de vida que desperta para os valores do cora\u00e7\u00e3o. (3)  Agradecem ao Santo Padre o valiosiss\u00edmo testemunho de inclus\u00e3o que oferece gratuitamente e com alegria ao mundo inteiro.    F\u00e1tima, 28 de Novembro de 2003      (1) Papa Jo\u00e3o Paulo II, Evangelium Vitae (2) Cf. Madre Teresa de Calcut\u00e1 (3) Carta Constitucional das Comunidades L\u2019Arche  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es do XVII Encontro Nacional da Pastoral da Sa\u00fade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[189,193,206,207,237,248,277,288,294,314,329],"class_list":["post-3559","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-direitos-humanos","tag-educacao","tag-familia","tag-fatima","tag-joao-paulo-ii","tag-madre-teresa","tag-pastoral-da-saude","tag-pessoa-com-deficiencia","tag-sacramentos","tag-solidariedade","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3559","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3559"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3559\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3559"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3559"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3559"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}