{"id":355559,"date":"2025-01-02T17:56:31","date_gmt":"2025-01-02T17:56:31","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=355559"},"modified":"2025-01-03T10:01:40","modified_gmt":"2025-01-03T10:01:40","slug":"igreja-cultura-contemplacao-comunhao-com-os-outros-e-a-fe-preencheram-a-vida-e-os-versos-de-adilia-lopes-afirmou-d-jose-tolentino-mendonca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-cultura-contemplacao-comunhao-com-os-outros-e-a-fe-preencheram-a-vida-e-os-versos-de-adilia-lopes-afirmou-d-jose-tolentino-mendonca\/","title":{"rendered":"Igreja\/Cultura: Contempla\u00e7\u00e3o, comunh\u00e3o com os outros e a f\u00e9 preencheram a vida e os versos de Ad\u00edlia Lopes, afirmou D. Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00abUm poeta ou poetisa no mundo acelera o processo de consci\u00eancia hist\u00f3rica, faz-nos ver o mundo de forma diferente\u00bb, assinalou cardeal portugu\u00eas<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_355576\" aria-describedby=\"caption-attachment-355576\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Adilia-Lopes_Foto_Assirio-Alvim.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-355576 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Adilia-Lopes_Foto_Assirio-Alvim.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"1080\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Adilia-Lopes_Foto_Assirio-Alvim.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Adilia-Lopes_Foto_Assirio-Alvim-260x260.jpg 260w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Adilia-Lopes_Foto_Assirio-Alvim-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Adilia-Lopes_Foto_Assirio-Alvim-150x150.jpg 150w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Adilia-Lopes_Foto_Assirio-Alvim-768x768.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Adilia-Lopes_Foto_Assirio-Alvim-300x300.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Adilia-Lopes_Foto_Assirio-Alvim-500x500.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-355576\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ass\u00edrio &amp; Alvim<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 02 jan 2025 (Ecclesia) \u2013 D. Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a presidiu hoje \u00e0 Missa de corpo presente de Ad\u00edlia Lopes, na Capela do Rato, em Lisboa, e destacou da poetisa \u201ca contempla\u00e7\u00e3o, a solid\u00e3o\u201d e a \u201cf\u00e9\u201d, tr\u00eas coisas que guarda \u201cno cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAgradecemos a sua vida, aquilo que conhecemos e partilhamos, aquilo que recebemos como dom imenso, mesmo se parecia um banquete de migalhas. As migalhas tinham um sabor prodigioso, e isso agradecemos e pedimos ao Senhor que a acolha, que a acolha como filha amada\u201d, disse o cardeal portugu\u00eas no in\u00edcio da Eucaristia.<\/p>\n<p>D. Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a explicou que um poeta ou poetisa no mundo \u201cacelera o processo de consci\u00eancia hist\u00f3rica\u201d e faz \u201cver o mundo de forma diferente\u201d, j\u00e1 na homilia, destacou, do conv\u00edvio com a Ad\u00edlia Lopes, \u201ctr\u00eas coisas\u201d que guarda \u201cno cora\u00e7\u00e3o, tr\u00eas coisas que marcam muito\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPor um lado, a sua capacidade de contempla\u00e7\u00e3o.\u00a0Ela era uma contemplativa e com uma capacidade de deter-se sobre a realidade com uma intelig\u00eancia,\u00a0que \u00e9 uma intelig\u00eancia agud\u00edssima, e, ao mesmo tempo, era uma intelig\u00eancia de cora\u00e7\u00e3o, fazendo-nos sentir que h\u00e1 um \u00eaxtase que nos \u00e9 devido\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O cardeal portugu\u00eas, tamb\u00e9m poeta, acrescentou da vida de Ad\u00edlia Lopes que \u201cquando se est\u00e1 de emaravilhamento, tudo \u00e9 maravilha\u201d, e \u201cela viveu assim, coisas que eram lixo para as outras pessoas\u201d\u00a0para a poetisa \u201c\u00e9 maravilha, \u00e9 louvor\u201d.<\/p>\n<p>A poetisa portuguesa Ad\u00edlia Lopes morreu, aos 64 anos, esta segunda-feira, dia 30 de dezembro de 2024, no Hospital de S\u00e3o Jos\u00e9, em Lisboa, onde estava internada; a Missa de corpo presente realizou-se \u00e0s 13h00, desta quinta-feira, 2 de janeiro, na Capela do Rato, seguindo o funeral para o Cemit\u00e9rio dos Prazeres.<\/p>\n<p>Na Missa de corpo presente na Capela do Rato &#8211; a Capela de Nossa Senhora da Bonan\u00e7a, onde o presidente da celebra\u00e7\u00e3o foi respons\u00e1vel entre os anos de 2009 e de 2018 \u2013 D. Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a explicou que o segundo aspeto que o \u201ctocava muito era a forma como ela transformava a sua solid\u00e3o\u201d, porque para Ad\u00edlia Lopes \u201ca solid\u00e3o nunca foi uma forma de rutura com os outros, uma vez que se sentia \u201csempre em comunh\u00e3o com os outros\u201d.<\/p>\n<p>\u201cUma vez ela disse-me sobre o comer: Quando comia em casa, dizia que nunca comia sozinha, porque o ato de comer \u00e9 sempre social, e ela tinha uma intensa consci\u00eancia disso. E o ato de viver \u00e9 tamb\u00e9m social.\u00a0E o ato de respirar \u00e9 tamb\u00e9m social. E ela viveu essa liga\u00e7\u00e3o, essa rela\u00e7\u00e3o aos outros de uma forma absolutamente precisa,\u00a0aut\u00eantica, consciente, volunt\u00e1ria, a ponto de dizer eu sou uma obra dos outros e acreditava nisso\u201d, desenvolveu o cardeal madeirense, sobre \u201cum ser comunit\u00e1rio, mesmo se era a \u00fanica pessoa na sua casa\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cE defendia sempre a comunidade. A sua preocupa\u00e7\u00e3o com a democracia tinha detalhes incr\u00edveis, e essa aten\u00e7\u00e3o ao comunit\u00e1rio era uma coisa que a marcava absolutamente\u201d, acrescentou.<\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo o prefeito do Dicast\u00e9rio para a Cultura e Educa\u00e7\u00e3o (Santa S\u00e9), \u201ca terceira coisa\u201d que o marca, sobre Ad\u00edlia Lopes \u201c\u00e9 a sua f\u00e9\u201d, que, talvez, \u201cseja uma dimens\u00e3o misteriosa, muito presente na sua poesia,\u00a0na m\u00edstica do quotidiano que ela vivia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEla sabia aquilo que o seu verso diz,\u00a0\u2018h\u00e1 milagres, n\u00e3o h\u00e1 s\u00f3 truques\u2019, ela sabia que n\u00e3o h\u00e1 s\u00f3 truques, h\u00e1 milagres.\u00a0E essa f\u00e9 era uma coisa que a ajudava a subir a estrada.\u00a0E vimo-la tantas vezes, uma mala de cada m\u00e3o, procurando respirar melhor,\u00a0sentando-se um minuto, parando um minuto para retomar o f\u00f4lego. Aquilo que a fazia caminhar n\u00e3o era s\u00f3 no ar, era a certeza que h\u00e1 milagres.\u00a0E dessa certeza, hoje todos somos evidentes\u201d, acrescentou o colaborador do Papa.<\/p>\n<p>\u201cPor muitos anos, por muitos s\u00e9culos, esperamos que mulheres e homens como n\u00f3s\u00a0se sintam, n\u00e3o apenas \u00f3rf\u00e3os da Ad\u00edlia, mas que nos sintamos e nos descubramos\u00a0herdeiros da sua obra e do que ela viveu\u201d, concluiu D. Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a, na homilia proferida na Capela do Rato, em Lisboa.<\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f3ddca;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=eYXDclFiaH0<\/p>\n<p>Maria Jos\u00e9 da Silva Viana Fidalgo de Oliveira nasceu em 1960, em Lisboa, usava o pseud\u00f3nimo liter\u00e1rio\u00a0Ad\u00edlia Lopes e come\u00e7ou a publicar poesia em 1984; estudou F\u00edsica, mas n\u00e3o concluiu a licenciatura na Universidade de Lisboa, em 1983, iniciou a licenciatura de Literatura e Lingu\u00edstica Portuguesa e Francesa, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, depois especializando-se em Ci\u00eancias Documentais.<\/p>\n<p>Em julho de 2014, o ent\u00e3o diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, padre Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a, apresentou uma antologia com 13 escritores portugueses intitulada \u2018Verbo \u2013 Deus como interroga\u00e7\u00e3o na poesia portuguesa\u2019, coorganizada pelo escritor e cr\u00edtico liter\u00e1rio Pedro Mexia, onde participou Ad\u00edlia Lopes.<\/p>\n<p>A poetisa, anos antes, por exemplo, esteve na mesa-redonda \u2018Os Poetas abrem a B\u00edblia\u2019, do ciclo de conversas \u2018A B\u00edblia, coisa curiosa: novos olhares sobre um livro de sempre\u2019, realizado pela Casa Fernando Pessoa e pelo padre Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a, a 14 de abril de 2011.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><em>PR\/CB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abUm poeta ou poetisa no mundo acelera o processo de consci\u00eancia hist\u00f3rica, faz-nos ver o mundo de forma diferente\u00bb, assinalou cardeal 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