{"id":3554,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/famoes-nambuangongo-paroquias-irmas\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"famoes-nambuangongo-paroquias-irmas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/famoes-nambuangongo-paroquias-irmas\/","title":{"rendered":"Fam\u00f5es &#8211; Nambuangongo: Par\u00f3quias Irm\u00e3s"},"content":{"rendered":"<p>No dia 23 de Novembro, Fam\u00f5es e Nambuangongo estiveram em festa. Ambas as par\u00f3quias, separadas por quil\u00f3metros e quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia, mas unidas pelo \u00edntimo desejo de viver o Evangelho, festejavam um momento \u00fanico em toda a sua hist\u00f3ria. O momento em que se tornavam g\u00e9meas. Irm\u00e3s.   H\u00e1 j\u00e1 algum tempo que a ideia de partir em miss\u00e3o pairava por Fam\u00f5es. Muitos alimentavam este desejo de ir ao encontro de outros povos, com outras hist\u00f3rias, para arrega\u00e7ar as mangas e ajudar os que mais precisam. Os v\u00e1rios apelos do Santo Padre e do nosso Patriarca, foram fazendo germinar e crescer esse ensejo. O desafio derradeiro acabou por partir do nosso p\u00e1roco, o Padre Daniel Henriques: lan\u00e7ar a comunidade num projecto mission\u00e1rio. Um projecto que fizesse crescer em cada um esta dimens\u00e3o da miss\u00e3o e do an\u00fancio propostos pelo Evangelho atrav\u00e9s da Gemina\u00e7\u00e3o com um qualquer recanto esquecido do planeta. E lugares como esse, h\u00e1 mais que muitos&#8230;  A ideia de Nambuangongo, surgiu entre uma das hip\u00f3teses. E foi o pedido de ajuda enviado pelo Padre Lu\u00eds Yepes, mission\u00e1rio mexicano e p\u00e1roco de Nambuangongo, que nos levou a decidir: \u201cPadre Daniel! Sou P\u00e1roco da comunidade da Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o, que se encontra no munic\u00edpio de Nambuangongo (a 160 kms de Luanda). Aqui n\u00e3o temos nada, pois desde que iniciou a guerra neste pa\u00eds (1967) n\u00e3o tem padre. Eu ainda n\u00e3o cheguei at\u00e9 l\u00e1 pois o caminho \u00e9 muito dif\u00edcil no tempo das chuvas.  Tem tamb\u00e9m 6 comunas e mais ou menos 50,000 habitantes. O \u00fanico contacto que mantemos \u00e9 por meio dos catequistas que cada 5 meses descem \u00e0 Par\u00f3quia para receber cursos de forma\u00e7\u00e3o. Eu sinto que esta par\u00f3quia precisa de tudo. A popula\u00e7\u00e3o \u00e9 muito pobre. De facto nesta par\u00f3quia n\u00e3o funciona o dinheiro pois ningu\u00e9m o tem, quase tudo se faz por interc\u00e2mbio de alimentos. A popula\u00e7\u00e3o tem que viajar at\u00e9 Luanda para poder vender o pouco que produzem e comprar alguma coisa para poder voltar \u00e0 sua comunidade.  No tempo da guerra n\u00e3o havia  comunica\u00e7\u00e3o pois ningu\u00e9m podia deslocar-se. Agora, no pr\u00f3ximo m\u00eas de Agosto iremos l\u00e1 fazer os baptismos que ficaram pendentes desde o ano 2000! Eu sei que existem outras par\u00f3quias muito pobres, mas a Par\u00f3quia de Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o de Nambuangongo precisa muito. Ali tudo faz falta!\u201d Seria em Nambuangongo que trabalhar\u00edamos nas nossas f\u00e9rias. J\u00e1 n\u00e3o t\u00ednhamos d\u00favidas.  Decidido o local, era preciso passar \u00e0s quest\u00f5es pr\u00e1ticas. O Padre Daniel visitou Nambuangongo, no in\u00edcio de Novembro, e p\u00f4de confirmar com os pr\u00f3prios olhos, aquilo que o Padre Lu\u00eds testemunhara tempos antes. Nambuangongo \u00e9 uma terra de m\u00e1rtires, rasgada vezes sem conta pela guerra sangrenta que durante 40 anos se fez sentir. O sofrimento, recente, v\u00ea-se nos olhos dos mais velhos e nas marcas deixadas pelas balas nos edif\u00edcios em ru\u00ednas. Mas, aqui, mesmo no meio de todo este grande e prolongado sofrimento, Deus encontrou espa\u00e7o no cora\u00e7\u00e3o dos Homens. Homens contentes porque Deus ouviu e respondeu \u00e0s suas ora\u00e7\u00f5es de h\u00e1 muito: sentirem-se acompanhados, sentirem que n\u00e3o est\u00e3o sozinhos nas suas dificuldades e sofrimentos. Aqui, quem vem em nome do Senhor \u00e9 sempre bem recebido, mesmo entre a pobreza e as limita\u00e7\u00f5es. Isto \u00e9 Nambuangongo. E \u00e9 com esta terra que Fam\u00f5es quer caminhar e viver a pr\u00f3pria vida.  Marcada a Missa da Gemina\u00e7\u00e3o para dia 23 de Novembro, era preciso que toda a comunidade conhecesse e fizesse seu este projecto. Por isso, resolvemos lan\u00e7ar uma semana mission\u00e1ria, que teve in\u00edcio no dia 17 de Novembro. Nessa semana, v\u00e1rios mission\u00e1rios e mission\u00e1rias de v\u00e1rios institutos estiveram presentes na nossa par\u00f3quia a dar testemunho do que \u00e9 ser mission\u00e1rio: nas v\u00e1rias escolas e nos diferentes grupos da par\u00f3quia, desde os ministros da comunh\u00e3o, aos grupos de catequese. No s\u00e1bado, dia 22, realiz\u00e1mos uma Vig\u00edlia de Ora\u00e7\u00e3o pelas Miss\u00f5es, animada pelos grupos de jovens que, para al\u00e9m da comunidade, contou com a presen\u00e7a de v\u00e1rios religiosos e religiosas mission\u00e1rios. Esta vig\u00edlia foi enriquecida pelas dan\u00e7as religiosas indon\u00e9sias que duas irm\u00e3s Mission\u00e1rias do Esp\u00edrito Santo nos ofereceram. Tudo estava no seu lugar, preparado, para o grande momento. O momento em que estas duas par\u00f3quias passariam a ser formalmente, aquilo que j\u00e1 sentiam ser interiormente: g\u00e9meas.  A Missa, \u00e0s 11h30m, presidida pelo p\u00e1roco de Nambuangongo, Padre Lu\u00eds Yepes, contou com a participa\u00e7\u00e3o do coro Vozes de \u00c1frica, que juntamente com o nosso grupo coral, garantiu a presen\u00e7a dos vibrantes c\u00e2nticos de louvor africanos, bem como os momentos dan\u00e7ados da entroniza\u00e7\u00e3o da Palavra e do Ofert\u00f3rio. Ali, portugueses e angolanos, materializaram a ideia do Evangelho: Todos os povos, s\u00e3o o Meu Povo! Ao mesmo tempo, em Nambuangongo, as comunidades estavam reunidas com o mesmo objectivo.   Seguiu-se um almo\u00e7o tradicional intercultural, em que abundaram a Muamba, o funge, a canja de galinha, o arroz-doce e a cachupa. Seguiu-se uma tarde de anima\u00e7\u00e3o, com teatro, dan\u00e7as tradicionais portuguesas e indon\u00e9sias que contou ainda com uma apresenta\u00e7\u00e3o multim\u00e9dia que permitiu que todos pudessem ver imagens de Nambuangongo, conhecer os aspectos da hist\u00f3ria recente que influenciaram o subdesenvolvimento daquela regi\u00e3o e as linhas condutoras deste projecto que deu o primeiro passo e que j\u00e1 n\u00e3o pode deixar de caminhar.   As par\u00f3quias de Fam\u00f5es e Nambuangongo est\u00e3o agora mais fortes. Cada uma ganhou uma irm\u00e3 e ambas se suportam na ora\u00e7\u00e3o.    Hugo Gon\u00e7alves, Fam\u00f5es <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 23 de Novembro, Fam\u00f5es e Nambuangongo estiveram em festa. Ambas as par\u00f3quias, separadas por quil\u00f3metros e quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia, mas unidas pelo \u00edntimo desejo de viver o Evangelho, festejavam um momento \u00fanico em toda a sua hist\u00f3ria. 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