{"id":354758,"date":"2024-12-27T12:33:53","date_gmt":"2024-12-27T12:33:53","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=354758"},"modified":"2024-12-27T12:33:53","modified_gmt":"2024-12-27T12:33:53","slug":"a-cruz-escondida-301","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-301\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Funda\u00e7\u00e3o AIS promoveu mais de duas dezenas de ac\u00e7\u00f5es de solidariedade<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ACN-20240125-159253.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-354759 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ACN-20240125-159253-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ACN-20240125-159253-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ACN-20240125-159253-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ACN-20240125-159253-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ACN-20240125-159253-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ACN-20240125-159253-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ACN-20240125-159253.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<h4>\u201cAcima de tudo, demos esperan\u00e7a\u201d<\/h4>\n<p><em>O ano de 2024 termina com a Funda\u00e7\u00e3o AIS a mobilizar os seus benfeitores e amigos em Portugal para uma campanha de ajuda de emerg\u00eancia em favor dos Crist\u00e3os da S\u00edria, pa\u00eds que est\u00e1 a viver dias hist\u00f3ricos com a queda do regime. Mas este \u00e9 apenas um exemplo das ac\u00e7\u00f5es de solidariedade e de ora\u00e7\u00e3o promovidas pela Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre no nosso pa\u00eds. Foram mais de duas dezenas de campanhas que mobilizaram milhares de portugueses e que permitiram acudir a milh\u00f5es de crist\u00e3os em in\u00fameros pa\u00edses. Como sublinha Catarina Bettencourt, directora da Funda\u00e7\u00e3o AIS em Portugal, \u201cacima de tudo, demos esperan\u00e7a\u2026\u201d <\/em><\/p>\n<p>\u201cChegamos ao fim do ano com o sentimento de que h\u00e1 sempre muito por fazer no apoio aos Crist\u00e3os perseguidos, no apoio \u00e0 Igreja que sofre em tantos lugares do mundo\u201d, reconhece a directora do secretariado portugu\u00eas da Funda\u00e7\u00e3o AIS. Todos os meses, al\u00e9m da ajuda concreta destinada a algum pa\u00eds, a alguma diocese, a Funda\u00e7\u00e3o AIS mobilizou tamb\u00e9m os seus benfeitores e amigos em Portugal para rezarem pelos crist\u00e3os perseguidos, pelos que, por causa da sua f\u00e9, s\u00e3o v\u00edtimas de viol\u00eancia, do \u00f3dio e do desprezo \u00e0s vezes at\u00e9 da pr\u00f3pria sociedade. \u201cTodas as campanhas que promovemos revelaram-se essenciais\u201d, afirma Catarina Bettencourt. \u201cAgora que estamos a chegar ao fim do ano, e olhando para tr\u00e1s, para o que foi feito desde Janeiro at\u00e9 Dezembro, temos a convic\u00e7\u00e3o absoluta de que, gra\u00e7as \u00e0 solidariedade dos Portugueses, gra\u00e7as \u00e0s campanhas que foram realizadas, salv\u00e1mos vidas concretas, salv\u00e1mos pessoas, aliment\u00e1mos quem estava a passar fome, demos roupa a quem n\u00e3o tinha que vestir, demos educa\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as e jovens, demos abrigo a quem perdeu tudo, por causa da guerra e dos ataques terroristas, mas, acima de tudo, demos esperan\u00e7a. Penso que isso \u00e9 mesmo o mais importante: demos esperan\u00e7a\u201d, diz ainda a directora do secretariado nacional da Funda\u00e7\u00e3o AIS.<\/p>\n<h4>S\u00edria, Burquina Fasso, L\u00edbano\u2026<\/h4>\n<p>De facto, a campanha mais recente promovida em Portugal pela Funda\u00e7\u00e3o AIS destina-se \u00e0 ajuda aos Crist\u00e3os na S\u00edria, surpreendidos pela queda do regime em pouco mais de uma semana. Mas, ao longo do ano, foram muitas as iniciativas de ajuda concreta promovidas pelo secretariado nacional da funda\u00e7\u00e3o pontif\u00edcia. Ainda em Novembro, por exemplo, foi lan\u00e7ada uma campanha em favor dos Crist\u00e3os do Burquina Fasso, e em Outubro, a ajuda principal foi canalizada para o L\u00edbano, em resultado da situa\u00e7\u00e3o de guerra neste pa\u00eds. Neste caso, tratou-se de uma campanha internacional, que envolveu todos os secretariados, mas que mobilizou e muito a equipa em Portugal que lan\u00e7ou uma iniciativa concreta, \u201cSOS L\u00edbano\u201d, para ajuda a milhares de fam\u00edlias em Tiro, Sidon e tamb\u00e9m Beirute, a capital. Por vezes, as comunidades crist\u00e3s precisam de ajuda por causa n\u00e3o apenas das guerras, ou da viol\u00eancia terrorista, mas tamb\u00e9m por calamidades naturais. Foi o que sucedeu em Setembro, com as piores cheias dos \u00faltimos 30 anos na Diocese de Maiduguri, na Nig\u00e9ria. Em Junho, as aten\u00e7\u00f5es estiveram voltadas para a terr\u00edvel guerra no Sud\u00e3o, que ceifou j\u00e1 milhares e milhares de vidas e tem levado milh\u00f5es a fugir, naquela que \u00e9, neste momento, uma das mais graves crises humanit\u00e1rias no planeta. E muitos fugiram j\u00e1 para o Sud\u00e3o do Sul. E a Igreja local pediu apoio e a Funda\u00e7\u00e3o AIS em Portugal mobilizou-se logo e avan\u00e7ou com uma campanha para ajuda concreta para o campo de Malakal, que passou a ser a casa provis\u00f3ria de milhares de deslocados.<\/p>\n<h4>Cabo Delgado, em Mo\u00e7ambique, e Ucr\u00e2nia<\/h4>\n<p>Muito significativa foi tamb\u00e9m a campanha lan\u00e7ada em Portugal de apoio \u00e0 Igreja em Cabo Delgado, em Mo\u00e7ambique, tal como a de apoio \u00e0 Igreja da Ucr\u00e2nia. Durante o tempo da Quaresma, os Portugueses foram convidados a \u201ccurar as feridas da guerra\u201d neste pa\u00eds no centro da Europa. Al\u00e9m das campanhas de ajuda directa \u00e0 Igreja, o trabalho da Funda\u00e7\u00e3o AIS teve tamb\u00e9m uma profunda vertente na \u00e1rea da informa\u00e7\u00e3o e de sensibiliza\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica para as quest\u00f5es da persegui\u00e7\u00e3o religiosa e da persegui\u00e7\u00e3o aos Crist\u00e3os. Sinal disso, em Novembro foi divulgado em Lisboa o Relat\u00f3rio \u201cPerseguidos e Esquecidos?\u201d, sobre a viol\u00eancia contra os Crist\u00e3os no mundo. O lan\u00e7amento do relat\u00f3rio inseriu-se numa iniciativa mais vasta, que envolveu in\u00fameras par\u00f3quias e institui\u00e7\u00f5es em Portugal, em que dezenas de igrejas e monumentos foram iluminados de vermelho, simbolizando desta forma o sangue dos m\u00e1rtires. Semanas antes, Portugal acolheu tamb\u00e9m o Arcebispo de Erbil, no Iraque, que veio recordar como tem sido dif\u00edcil a vida dos Crist\u00e3os que h\u00e1 apenas 10 anos, no Ver\u00e3o de 2014, chegaram a ser expulsos das suas casas, das suas aldeias na Plan\u00edcie de N\u00ednive.<\/p>\n<h4>Gestos que fazem a diferen\u00e7a<\/h4>\n<p>Mas o ano de 2024 ficou tamb\u00e9m marcado por muitos momentos de ora\u00e7\u00e3o e de solidariedade. Em Outubro, por exemplo, a Funda\u00e7\u00e3o AIS juntou mais de 1 milh\u00e3o de crian\u00e7as em todo o planeta a rezar pela paz e, em Maio, centenas de portugueses responderam tamb\u00e9m ao desafio lan\u00e7ado pela Funda\u00e7\u00e3o AIS e rezaram o Ros\u00e1rio ininterruptamente durante todo o m\u00eas. E houve at\u00e9 iniciativas que correram mundo. Foi o que aconteceu com S\u00edlvia Duarte, uma cabeleireira que decidiu participar numa corrida de atletismo em Lisboa para chamar a aten\u00e7\u00e3o para o drama do terrorismo em Cabo Delgado. Foi em Maio, a not\u00edcia galgou fronteiras, chegou at\u00e9 Mo\u00e7ambique e, em Outubro, de passagem por Lisboa, o pr\u00f3prio Bispo de Pemba fez quest\u00e3o de se encontrar com ela para lhe dar um abra\u00e7o sentido em nome de todos os mo\u00e7ambicanos que enfrentam o flagelo do terror. S\u00edlvia Duarte, uma cabeleireira, correu com as cores da Funda\u00e7\u00e3o AIS e conseguiu arrecadar com esse gesto solid\u00e1rio cerca de 5 mil euros. \u201c\u00c9 isto que me faz sentir \u00fatil ao mundo\u201d, disse ao saber que a sua corrida tinha sido um sucesso! Um sucesso de tal forma inspirador que no pr\u00f3ximo ano j\u00e1 est\u00e1 a planear novas iniciativas\u2026<\/p>\n<p><em>Paulo Aido<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Funda\u00e7\u00e3o AIS promoveu mais de duas dezenas de ac\u00e7\u00f5es de solidariedade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-354758","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/354758","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=354758"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/354758\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=354758"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=354758"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=354758"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}