{"id":354227,"date":"2024-12-25T11:17:57","date_gmt":"2024-12-25T11:17:57","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=354227"},"modified":"2024-12-28T00:50:20","modified_gmt":"2024-12-28T00:50:20","slug":"igreja-deus-nao-tem-medo-da-nossa-liberdade-diacono-francisco-costa-macedo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-deus-nao-tem-medo-da-nossa-liberdade-diacono-francisco-costa-macedo\/","title":{"rendered":"Igreja: \u00abDeus n\u00e3o tem medo da nossa liberdade\u00bb &#8211; Di\u00e1cono Francisco Costa Macedo"},"content":{"rendered":"<p><em>Ordenado Di\u00e1cono permanente no Patriarcado de Lisboa, Francisco Costa Macedo recorda \u00abo encontro inicial\u00bb com um \u00abmist\u00e9rio que o ultrapassou\u00bb at\u00e9 \u00e0 certeza de estar dispon\u00edvel para servir a Igreja e levar \u00e0s pessoas, tamb\u00e9m aos reclusos que acompanha, \u00aba certeza que Deus nunca deixa de confiar\u00bb no ser humano\u00a0<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_354275\" aria-describedby=\"caption-attachment-354275\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/francisco-costa-macedo2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-354275 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/francisco-costa-macedo2.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/francisco-costa-macedo2.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/francisco-costa-macedo2-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/francisco-costa-macedo2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/francisco-costa-macedo2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/francisco-costa-macedo2-391x260.jpg 391w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-354275\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 25 dez 2024 (Ecclesia) \u2013 Francisco Costa Macedo, ordenado di\u00e1cono permanente no Patriarcado de Lisboa, disse que \u201cDeus n\u00e3o tem medo da liberdade\u201d das pessoas e confia nelas.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma passagem do Evangelho que se revelou uma descoberta muito grande: perceber que Deus pode dormir na barca da minha vida. Deus confia na nossa capacidade para levarmos esta barca a bom porto. Ele est\u00e1 l\u00e1 e n\u00e3o precisa de ser acordado. Deus nunca deixa de confiar em n\u00f3s, e nunca deixa de se alegrar na nossa liberdade, n\u00e3o tem medo da nossa liberdade. A liberdade \u00e9 algo que se exercita, e que se vai aprendendo\u201d, conta \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Depois de cinco anos de forma\u00e7\u00e3o no Semin\u00e1rio dos Olivais, no patriarcado de Lisboa, Francisco Costa Macedo foi ordenado di\u00e1cono permanente, juntamente com outros cinco homens, para estar ao servi\u00e7o da Igreja, procurando afirmar \u00e0s pessoas que \u201cter interroga\u00e7\u00f5es \u00e9 bom\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0s vezes n\u00f3s andamos \u00e0 procura de Deus longe demais e procuramos em coisas onde Ele n\u00e3o est\u00e1. Isso conduz-nos a uma certa desilus\u00e3o, \u00e0s vezes uma certa tristeza mais ou menos latente no nosso quotidiano, e \u00e9 uma pena, porque a vida vale a pena em toda a sua riqueza, e aquilo que tem de b\u00ean\u00e7\u00e3o, passa-nos um bocadinho ao lado\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>Francisco Costa Macedo recorda a sua Primeira Comunh\u00e3o, em Luanda, onde vivia com os pais, e ap\u00f3s forma\u00e7\u00e3o com o jesu\u00edta Lu\u00eds Rocha e Melo, como um momento \u201cinicial\u201d, tinha ent\u00e3o cerca de nove anos.<\/p>\n<p>\u201cTenho a primeira comunh\u00e3o ainda muito presente porque me senti bastante ultrapassado por aquela celebra\u00e7\u00e3o, por um Deus que se faz nosso alimento e que passa a ser um de n\u00f3s. Aquilo acompanhou-me sempre no regresso a Portugal, na minha juventude e inf\u00e2ncia, como uma quest\u00e3o mais ou menos escondida e quase envergonhada, mas as quest\u00f5es primordiais aparecem quando nos come\u00e7amos a interrogar\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Francisco esteve 10 anos no noviciado da Companhia de Jesus, numa entrada \u201cn\u00e3o para experimentar\u201d, como sublinha, mas com \u201cmuita entrega e generosidade\u201d, convicto que um dia seria padre jesu\u00edta.<\/p>\n<p>\u201cTemos que ser aut\u00eanticos, connosco pr\u00f3prios e ir escutando aquilo que parte do nosso cora\u00e7\u00e3o, porque se andarmos a fugir a estas quest\u00f5es, penso que andamos sempre um bocadinho desencontrados. E foi algo que eu persegui sempre e que continuo a perseguir, porque, no final do dia, estamos sempre dentro de um mist\u00e9rio muito grande que nos ultrapassa e \u00e0 medida que vamos mergulhando nesse mist\u00e9rio descobrimos que h\u00e1 mais quest\u00f5es, que h\u00e1 mais caminho a percorrer e que nada se esgota numa resposta definitiva\u201d, defende.<\/p>\n<p>Nesse tempo, \u201cmuito rico\u201d, descobriu a linguagem \u201cdo sil\u00eancio, onde Deus tamb\u00e9m d\u00e1 luta\u201d, foi oper\u00e1rio fabril e conheceu o trabalho dos irm\u00e3os de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus, num hospital psiqui\u00e1trico.<\/p>\n<p>Sair do noviciado da Companhia de Jesus foi \u201cuma decis\u00e3o s\u00e9ria, muito rezada e muito acompanhada\u201d que, quando assumida, trouxe paz a Francisco Costa Macedo, apesar de \u201ctodas as incertezas no futuro\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDiante de Deus estamos sempre despidos. A rela\u00e7\u00e3o com Deus, ou \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o aut\u00eantica e verdadeira, ou ent\u00e3o \u00e9 algo que nos aliena. Se \u00e9 s\u00f3 um conjunto de verdades e de doutrinas que nos ajudam a fazer a minha vidinha sem me questionar verdadeiramente, acho que n\u00e3o estamos ainda naquilo que Jesus veio anunciar, de um Deus que quer ter a ver connosco e que se mete connosco verdadeiramente nas nossas vidas, respeitando sempre a nossa liberdade, mas n\u00e3o deixando de nos incomodar e de nos questionar\u201d, traduz.<\/p>\n<p>Casado h\u00e1 30 anos, pai de cinco filhos, Francisco Costa Macedo assume que essa \u00e9 a sua verdadeiramente identidade \u2013 \u201cum homem casado e pai de fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>Em Mainz, par\u00f3quia alem\u00e3 com uma comunidade portuguesa, onde Francisco e a fam\u00edlia viveram durante cinco anos, foi-lhe depositada a pergunta sobre o seu servi\u00e7o \u00e0 Igreja enquanto di\u00e1cono permanente mas a resposta foi s\u00f3 dada em Portugal, junto da comunidade conventual dos frades dominicanos, com o frei Filipe Rodrigues a colocar-lhe novamente a quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Francisco integra, h\u00e1 seis anos, uma equipa que visita o Estabelecimento Prisional de Lisboa: \u201cVamos l\u00e1 perder tempo. Estamos ali, sem agenda, para escutarmos. As pessoas s\u00e3o carentes disso. Custa-me sempre l\u00e1 entrar, mas agrade\u00e7o sempre ter ido\u201d.<\/p>\n<p>A conversa com Francisco costa Macedo pode ser acompanhada esta noite na Antena 1, no programa Ecclesia, emitido depois da meia-noite, e disponibilizado no podcast \u00abAlarga a tua tenda\u00bb.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ordenado Di\u00e1cono permanente no Patriarcado de Lisboa, Francisco Costa Macedo recorda \u00abo encontro inicial\u00bb com um \u00abmist\u00e9rio que o ultrapassou\u00bb at\u00e9 \u00e0 certeza de estar dispon\u00edvel para servir a Igreja e levar \u00e0s pessoas, tamb\u00e9m aos reclusos que acompanha, \u00aba certeza que Deus nunca deixa de confiar\u00bb no ser 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