{"id":354013,"date":"2024-12-22T09:30:49","date_gmt":"2024-12-22T09:30:49","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=354013"},"modified":"2024-12-21T22:32:49","modified_gmt":"2024-12-21T22:32:49","slug":"entrevista-guetizacao-de-comunidades-migrantes-em-beja-e-preocupante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/entrevista-guetizacao-de-comunidades-migrantes-em-beja-e-preocupante\/","title":{"rendered":"Entrevista: \u00abGuetiza\u00e7\u00e3o\u00bb de comunidades migrantes em Beja \u00e9 preocupante"},"content":{"rendered":"<p><em>D. Fernando Paiva vai passar o primeiro Natal na Diocese de Beja onde existem \u00abquest\u00f5es estruturais\u00bb que \u00abprecisam de ser cuidadas\u00bb, \u00e9 necess\u00e1rio denunciar redes de tr\u00e1fico humano e explora\u00e7\u00e3o laboral e cresce o n\u00famero das comunidades imigrantes que, em certas zonas, s\u00e3o \u201ctanto ou mais\u201d do que os residentes.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_354010\" aria-describedby=\"caption-attachment-354010\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-354010 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Fernando-Paiva_Bispo-de-Beja2.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Fernando-Paiva_Bispo-de-Beja2.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Fernando-Paiva_Bispo-de-Beja2-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Fernando-Paiva_Bispo-de-Beja2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Fernando-Paiva_Bispo-de-Beja2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Fernando-Paiva_Bispo-de-Beja2-391x260.jpg 391w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-354010\" class=\"wp-caption-text\">Foto Ag\u00eancia ECCLESIA\/PR, D. Fernando Paiva<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Entrevista conduzida por Henrique Cunha (Renascen\u00e7a) e Paulo Rocha (Ag\u00eancia Ecclesia)<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Come\u00e7amos por perguntar ao Bispo de Beja, D. Fernando Paiva, como \u00e9 que ser\u00e1 este\u00a0seu primeiro Natal na Diocese, que celebra\u00e7\u00f5es e encontros est\u00e3o previstos?<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m das celebra\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias do tempo lit\u00fargico, temos\u00a0tamb\u00e9m alguns encontros, e alguns j\u00e1 aconteceram e est\u00e3o a acontecer, com as institui\u00e7\u00f5es,\u00a0nomeadamente de solidariedade social.\u00a0\u00a0Na semana que passou fui tendo alguns encontros tamb\u00e9m com institui\u00e7\u00f5es, nomeadamente com\u00a0a Caritas, n\u00e3o apenas no sentido de conhecer a realidade do que se faz, assim de forma mais\u00a0pr\u00e1tica, mas tamb\u00e9m no sentido de uma presen\u00e7a de acompanhamento espiritual.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Agora com esta din\u00e2mica do Corpo Nacional de Escutas, do acolhimento\u00a0da Luz da Paz de Bel\u00e9m, tamb\u00e9m ontem o acolhimento tamb\u00e9m aconteceu na nossa Diocese, tamb\u00e9m\u00a0estive presente. \u00c9 um momento de estar com os mais jovens e tamb\u00e9m de acolher esta luz que tem um simbolismo muito especial no contexto dos nossos jovens e\u00a0dos nossos jovens escuteiros. E depois aproveito para ir conhecendo as v\u00e1rias comunidades, vou participando nesta quadra, al\u00e9m\u00a0daquelas celebra\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias da S\u00e9, tamb\u00e9m vou correndo as par\u00f3quias e vou estando\u00a0presente, porque \u00e9 uma forma de eu conhecer e de me dar a conhecer.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>E j\u00e1 tem um retrato social da diocese, uma diocese onde se agrava o despovoamento, onde\u00a0aumentam os focos preocupantes tamb\u00e9m de pobreza?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Sim, \u00e9 verdade.\u00a0Eu estou ainda em fase de conhecer. Tenho feito v\u00e1rias viagens pelo\u00a0Baixo Alentejo, pelo Alentejo Litoral&#8230; H\u00e1 o problema da desertifica\u00e7\u00e3o,\u00a0que ali\u00e1s n\u00e3o \u00e9 apenas espec\u00edfico do Alentejo, acontece, penso, que um pouco por todo o\u00a0pa\u00eds, sobretudo nas zonas interiores. Temos tamb\u00e9m a quest\u00e3o dos migrantes que v\u00e3o chegando,\u00a0sobretudo para os trabalhos agr\u00edcolas, e \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o a que estamos atentos\u00a0e que tamb\u00e9m levanta alguns desafios.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Falou h\u00e1 pouco da Caritas. Os focos\u00a0de pobreza na regi\u00e3o s\u00e3o preocupantes, nomeadamente o aumento da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de\u00a0sem-abrigo e tamb\u00e9m este fluxo migrat\u00f3rio, que por vezes desencadeia tamb\u00e9m esse processo\u00a0de pobreza?\u00a0 <\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Sim, \u00e9 verdade, porque muitos destes migrantes que v\u00eam, v\u00eam para trabalhar na agricultura, muitas vezes s\u00e3o trabalhos sazonais, e que depois, quando a\u00a0esta\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria das colheitas passa, h\u00e1 ali algum tempo em que n\u00e3o h\u00e1 trabalho\u00a0para as pessoas. Penso que isso vai agravando a situa\u00e7\u00e3o dos sem-abrigo, que de facto\u00a0em Beja ultimamente tem assumido alguma propor\u00e7\u00e3o. Por outro lado tamb\u00e9m temos\u00a0a quest\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o idosa, uma popula\u00e7\u00e3o muito envelhecida, em alguns concelhos, e, portanto, h\u00e1 tamb\u00e9m esta resposta que as institui\u00e7\u00f5es v\u00e3o dando, mas que vou percebendo que nem\u00a0sempre \u00e9 suficiente.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>N\u00e3o se consegue chegar a tudo, n\u00e3o \u00e9?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 verdade, embora haja uma grande presen\u00e7a, nomeadamente das institui\u00e7\u00f5es\u00a0da Igreja &#8211; as santas casas da miseric\u00f3rdia, as funda\u00e7\u00f5es, os centros sociais paroquiais &#8211; mas ainda assim vou percebendo que h\u00e1 muitos pedidos de fam\u00edlias que se veem na circunst\u00e2ncia\u00a0de ter de pedir ajuda \u00e0s institui\u00e7\u00f5es para cuidar dos seus familiares mais idosos, e\u00a0embora haja uma grande rede e at\u00e9 um grande esfor\u00e7o, vou percebendo\u00a0que vai sendo necess\u00e1rio mais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Um m\u00eas ap\u00f3s ter chegado a diocese de Beja, visitou a comunidade timorense, uma comunidade\u00a0muito jovem, sublinhando a\u00ed a necessidade de promover o ensino de portugu\u00eas e de garantir a estabilidade\u00a0laboral. S\u00e3o problemas que persistem?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Sim. Tenho tido algum contacto mais pr\u00f3ximo com\u00a0esta comunidade de jovens timorenses que trabalham na agricultura, e, quando os conheci,\u00a0fiquei um tanto surpreendido por ver que muitos deles n\u00e3o falam portugu\u00eas. E, para a integra\u00e7\u00e3o,\u00a0isto \u00e9 fundamental. E organizamos alguns volunt\u00e1rios que t\u00eam estado com\u00a0alguma regularidade a dar essa ajuda.\u00a0Por outro lado, h\u00e1 tamb\u00e9m esta preocupa\u00e7\u00e3o de garantir o acompanhamento espiritual, porque\u00a0eles s\u00e3o nossos irm\u00e3os na f\u00e9, agora em particular os nossos irm\u00e3os timorenses, e tem havido esse cuidado, tem havido essa proximidade. E para n\u00f3s \u00e9 uma\u00a0oportunidade muito interessante, porque a presen\u00e7a destes jovens, al\u00e9m de os querermos\u00a0acolher, porque percebe-se que h\u00e1 ali necessidades&#8230;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Ali\u00e1s, na altura, creio que vos desafiou a participar em grupos de jovens, ligados \u00e0 Pastoral Juvenil. Teve resposta positiva?<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Estamos a tentar, porque tamb\u00e9m h\u00e1 ali dificuldades que t\u00eam a ver com os hor\u00e1rios\u00a0de trabalho e com a mobilidade e com os transportes e tudo, mas vamos acompanhando, vamos tentando\u00a0encontrar meios. H\u00e1 gente muito generosa, religiosas, sacerdotes, outras\u00a0pessoas de boa vontade que tamb\u00e9m se v\u00e3o aproximando e v\u00e3o tamb\u00e9m acompanhando e ajudando.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>E a estabilidade laboral, essa acredito que seja um problema bastante persistente?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Sem d\u00favida.\u00a0Eu tenho a no\u00e7\u00e3o de que toda esta quest\u00e3o dos migrantes precisa de uma abordagem que\u00a0tem que ser muito concertada com v\u00e1rios intervenientes.\u00a0N\u00e3o apenas as autoridades, no aspeto legislativo, da forma de acolher e de acolher\u00a0de uma forma bem estruturada toda esta gente que vem e que de facto\u00a0 precisamos deles, mas tamb\u00e9m\u00a0todo o trabalho que deve ser feito e que j\u00e1 est\u00e1 a ser feito, mas penso que nem sempre\u00a0se consegue fazer tudo o que seria necess\u00e1rio, ao n\u00edvel, por exemplo, da fiscaliza\u00e7\u00e3o das\u00a0condi\u00e7\u00f5es de trabalho, que \u00e9 um tema muito importante, a quest\u00e3o tamb\u00e9m das condi\u00e7\u00f5es\u00a0da habita\u00e7\u00e3o, mesmo at\u00e9 a legisla\u00e7\u00e3o laboral. Nalguns casos &#8211; alguns empres\u00e1rios t\u00eam me dito isso &#8211; estar\u00e1 um tanto desajustada face a esta nova circunst\u00e2ncia\u00a0de gente que vem de outros pa\u00edses. H\u00e1 uma sazonalidade no trabalho, e depois todo o trabalho que penso que deve ser feito, juntando v\u00e1rios esfor\u00e7os, al\u00e9m daqueles\u00a0que eu j\u00e1 referi, os empres\u00e1rios, e, portanto, h\u00e1 aqui todo um trabalho de conjunto\u00a0e das for\u00e7as policiais, porque h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o\u00a0laboral, tamb\u00e9m de redes, que se pode dizer que s\u00e3o mesmo de tr\u00e1fico humano.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Essas situa\u00e7\u00f5es persistem no terreno?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Eu vou tendo informa\u00e7\u00e3o que sim, que vai havendo situa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o persistindo, \u00e0s\u00a0vezes n\u00e3o se consegue perceber tudo, porque tudo isto \u00e0s vezes \u00e9 muito camuflado,\u00a0mas tenho alguns sinais de que isso vai acontecendo, e estamos muito atentos e de alguma\u00a0forma tamb\u00e9m preocupados, e h\u00e1 este apelo que fa\u00e7o e que fazemos\u00a0a que haja um empenhamento maior dos v\u00e1rios intervenientes j\u00e1 referidos para que esta\u00a0situa\u00e7\u00e3o se possa resolver e melhorar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_354011\" aria-describedby=\"caption-attachment-354011\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Fernando-Paiva_Bispo-de-Beja.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-354011 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Fernando-Paiva_Bispo-de-Beja-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Fernando-Paiva_Bispo-de-Beja-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Fernando-Paiva_Bispo-de-Beja-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Fernando-Paiva_Bispo-de-Beja-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Fernando-Paiva_Bispo-de-Beja-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Fernando-Paiva_Bispo-de-Beja.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-354011\" class=\"wp-caption-text\">Foto Ag\u00eancia ECCLESIA\/PR, D. Fernando Paiva<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>A Igreja tem denunciado estas situa\u00e7\u00f5es. \u00c9 s\u00f3 a Igreja que denuncia? \u00a0H\u00e1 pouco falou\u00a0da necessidade de maior fiscaliza\u00e7\u00e3o laboral para eventualmente tentar estancar este tipo\u00a0de explora\u00e7\u00e3o e este tipo de abusos.\u00a0Numa entrevista, penso que em novembro de 2023, o presidente C\u00e1ritas de Beja dizia\u00a0que as situa\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o estavam a acontecer a toda a hora&#8230;<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Sim, \u00e9 verdade, temos informa\u00e7\u00e3o de que vai havendo gente que, mesmo at\u00e9 na quest\u00e3o\u00a0da habita\u00e7\u00e3o, por exemplo, que de repente aparece um fluxo muito grande de migrantes\u00a0que est\u00e3o a chegar, e temos informa\u00e7\u00e3o e sabemos que vai havendo gente que fica alojada\u00a0em situa\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, com, sei l\u00e1, 20 pessoas numa casa, e tudo isso n\u00e3o \u00e9 bom.\u00a0Mesmo at\u00e9 a quest\u00e3o do reagrupamento familiar, que nem sempre existe, muitas vezes acabam\u00a0por ser grupos de homens que v\u00eam e, em alguns casos, j\u00e1 vai acontecer de virem tamb\u00e9m\u00a0as fam\u00edlias, mas na maioria do que vou vendo, h\u00e1 uma popula\u00e7\u00e3o masculina que tamb\u00e9m n\u00e3o\u00a0\u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de todo o ideal.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Quer dizer que h\u00e1 \u201cOdemiras\u201d escondidas no territ\u00f3rio?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Sim, escondidas, mas de alguma forma tamb\u00e9m vis\u00edveis, porque n\u00f3s passamos naquela zona\u00a0litoral, S\u00e3o Teot\u00f3nio, Odemira, Vila Nova de Milfontes, e vemos muita gente, muitos\u00a0asi\u00e1ticos que v\u00eam e que circulam, e at\u00e9 \u00e0s vezes h\u00e1 ali um certo fen\u00f3meno que causa\u00a0alguma preocupa\u00e7\u00e3o, uma certa guetiza\u00e7\u00e3o. Porque s\u00e3o pessoas que v\u00eam, muitas delas\u00a0n\u00e3o falam a nossa l\u00edngua, e criam-se ali circuitos, at\u00e9 com lojas pr\u00f3prias, e\u00a0ficam numa situa\u00e7\u00e3o em que h\u00e1 menos, ou, em alguns casos, quase n\u00e3o h\u00e1 integra\u00e7\u00e3o.\u00a0Isso \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Devia haver ent\u00e3o mais fiscaliza\u00e7\u00e3o, do seu ponto de vista?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o apenas a fiscaliza\u00e7\u00e3o. Penso que h\u00e1 um trabalho, como h\u00e1 pouco dizia,\u00a0que tem que envolver v\u00e1rios intervenientes, no sentido de conjugar esfor\u00e7os, boa vontade\u00a0de empres\u00e1rios, de autoridades civis, de autoridades militares, policiais tamb\u00e9m,\u00a0que t\u00eam um papel importante a desempenhar. Acho que \u00e9 um trabalho de conjunto\u00a0que precisa de ser feito e intensificado, embora j\u00e1 h\u00e1 coisas que se v\u00e3o fazendo\u00a0e precisam de ser melhoradas e intensificadas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Sente que o aumento de fluxos migrat\u00f3rios no territ\u00f3rio est\u00e3o a alterar o panorama\u00a0social?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Sem d\u00favida.\u00a0Nalgumas zonas da Diocese j\u00e1 se percebe que os que est\u00e3o a chegar s\u00e3o tantos ou mais\u00a0do que os residentes.\u00a0Ent\u00e3o, o que est\u00e1 a acontecer, ou vai acontecer muito em breve, vamo-nos tornar uma minoria no\u00a0nosso pr\u00f3prio territ\u00f3rio. E n\u00e3o apenas em termos meramente demogr\u00e1ficos, mesmo em termos da configura\u00e7\u00e3o religiosa, porque \u00e9 bom n\u00e3o esquecer que n\u00f3s aqui no Ocidente, e em particular no nosso pa\u00eds, e no Sul do\u00a0nosso pa\u00eds, temos uma pr\u00e1tica religiosa muito baixa.\u00a0A figura do n\u00e3o praticante \u00e9 muito forte, \u00e9 muito corrente.\u00a0Enquanto que os asi\u00e1ticos, sejam os mu\u00e7ulmanos, siques, hindus, e mesmo tamb\u00e9m os cat\u00f3licos\u00a0que v\u00eam, que no meio disto acabam por ser uma minoria, t\u00eam uma outra atitude relativamente\u00a0ao sagrado.\u00a0A figura do n\u00e3o praticante n\u00e3o \u00e9 muito comum nestes povos, nesta gente\u00a0que est\u00e1 a chegar assim ao nosso territ\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Quer isso dizer que os pr\u00f3prios habitantes naturais da regi\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 os cat\u00f3licos,\u00a0mas quem \u00e9 natural, pode muito rapidamente ser uma minoria? <\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Eu penso que isso poder\u00e1 acontecer muito rapidamente, n\u00e3o em todo o territ\u00f3rio, mas\u00a0em algumas zonas sim.\u00a0\u00c9 uma nova realidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Isso de alguma forma pode influenciar, nomeadamente, o afastamento de turistas?<br \/>\n<\/em>Relativamente a esse aspeto, o turismo, n\u00e3o tenho ainda a no\u00e7\u00e3o, ou n\u00e3o tenho informa\u00e7\u00e3o\u00a0que isso tenha acontecido.\u00a0Penso que, apesar de tudo e destas dificuldades que percebemos que existem, penso que n\u00e3o\u00a0tem tido uma influ\u00eancia negativa no turismo. Penso que n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Mas falemos especificamente da cidade de Beja: n\u00e3o \u00e9 uma cidade onde a maioria da popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o imigrantes e h\u00e1 dificuldade em preencher os espa\u00e7os,\u00a0as habita\u00e7\u00f5es?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na cidade de Beja em particular, n\u00e3o podemos dizer que a maioria sejam imigrantes.\u00a0Em outras zonas, mais para o sul, mais para o litoral, h\u00e1 zonas espec\u00edficas em que isso\u00a0vai come\u00e7ar a acontecer.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em Beja, na cidade de Beja n\u00e3o tanto, embora haja uma presen\u00e7a muito significativa de\u00a0pessoas que v\u00eam, sobretudo da \u00c1sia, e que sim, s\u00e3o uma presen\u00e7a j\u00e1 muito significativa\u00a0at\u00e9 quando passamos pela rua, vemos muita gente, at\u00e9 porque, como s\u00e3o pessoas que muitas\u00a0vezes vivem situa\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias do ponto de vista da habita\u00e7\u00e3o, acaba por acontecer\u00a0que quando n\u00e3o est\u00e3o em casa a dormir est\u00e3o na rua.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>E alugam facilmente a habita\u00e7\u00e3o que pode n\u00e3o ter as melhores condi\u00e7\u00f5es?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Sim, temos essa informa\u00e7\u00e3o, que isso vai acontecendo e claro que depois\u00a0tamb\u00e9m haver\u00e1 pessoas que t\u00eam interesse em que isto seja assim, porque isto acaba\u00a0por criar um rendimento extra para algumas pessoas, mas penso que, no fundo, faz parte\u00a0da mesma problem\u00e1tica da migra\u00e7\u00e3o, e penso que a\u00ed tamb\u00e9m tem que haver algum cuidado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ainda h\u00e1 pouco tempo estive em Beja, numa iniciativa promovida por uma empresa ligada\u00a0ao Alqueva, em que foram convidadas v\u00e1rias pessoas, n\u00e3o apenas daqui do nosso pa\u00eds,\u00a0como tamb\u00e9m dos nossos vizinhos espanh\u00f3is, em que vieram partilhar boas pr\u00e1ticas, no\u00a0sentido de um trabalho conjunto, um trabalho coordenado entre empres\u00e1rios, entidades governamentais,\u00a0no sentido de acolher, at\u00e9 no sentido de dar condi\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00e3o a estes trabalhadores\u00a0que v\u00eam.\u00a0Isto \u00e9 muito importante, porque, antes de mais, acolhemos com dignidade quem vem, mas traz um benef\u00edcio para o pr\u00f3prio empres\u00e1rio, porque \u00e9 diferente de ter gente mais estabilizada,\u00a0gente que at\u00e9 cria uma certa fideliza\u00e7\u00e3o \u00e0 empresa, do que andar todos os anos \u00e0\u00a0procura de gente, que depois tem que se integrar. Bem vistas as coisas, podem\u00a0ser solu\u00e7\u00f5es que trar\u00e3o benef\u00edcios para todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>E no terreno, as institui\u00e7\u00f5es de solidariedade, e em particular a C\u00e1ritas diocesana, de que\u00a0j\u00e1 falamos, s\u00e3o por vezes alternativa ao papel que deveria ser\u00a0desempenhado pelo Estado?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Eu n\u00e3o sei se ser\u00e3o alternativa, porque de alguma forma, e \u00e9 bom que haja um espa\u00e7o\u00a0para a sociedade civil tamb\u00e9m intervir nestas quest\u00f5es, e agora no caso da Igreja tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Mas \u00e0s vezes o Estado n\u00e3o chega onde \u00e9 necess\u00e1rio?<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Ah, sim, isso sem d\u00favida, de facto o papel das IPSS, n\u00e3o apenas nesta quest\u00e3o dos\u00a0imigrantes, como tamb\u00e9m noutras, \u00e9 um papel muito importante, e que de facto o nosso\u00a0pa\u00eds n\u00e3o pode prescindir deste trabalho social que \u00e9 feito, sem d\u00favida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>E ganha particular import\u00e2ncia este trabalho da Caritas em muitos\u00a0programas que tem. Em lembro, por exemplo, a Comunidade Terap\u00eautica Horta Nova, nessa\u00a0val\u00eancia da recupera\u00e7\u00e3o e reinser\u00e7\u00e3o das pessoas em situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia\u00a0qu\u00edmica<\/em>. <em>\u00c9 um trabalho j\u00e1 com hist\u00f3ria e que vai dando-se seus frutos?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Eu j\u00e1 estive nessa comunidade duas vezes, uma primeira vez para estar com\u00a0eles, para conversar, para conhecer, e uma segunda vez at\u00e9 foi no Dia de Finados, estive\u00a0l\u00e1 a celebrar a Eucaristia, e agora brevemente tamb\u00e9m vou voltar a estar com eles.\u00a0E de facto \u00e9 um trabalho muito bonito, que conta com o empenho de muita gente, em v\u00e1rias\u00a0val\u00eancias, no apoio psicol\u00f3gico, no acompanhamento, nas v\u00e1rias tarefas que v\u00e3o fazendo, que\u00a0de alguma forma tamb\u00e9m fazem parte do processo terap\u00eautico, e julgo que \u00e9 uma atividade\u00a0que merece destaque, at\u00e9 pela qualidade com que eu percebo que \u00e9 realizada.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Falemos agora da pastoral: Que diocese encontrou?\u00a0O seu antecessor, D. Jo\u00e3o Marcos, disse que a diocese precisava do rejuvenescimento\u00a0que o pr\u00f3prio j\u00e1 n\u00e3o conseguia imprimir.\u00a0Deparou-se com dossi\u00eas a necessitar de novo folgo?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Sim, a realidade diocesana \u00e9 uma realidade muito diversificada, e h\u00e1 v\u00e1rias\u00a0situa\u00e7\u00f5es que precisam de uma aten\u00e7\u00e3o especial.\u00a0Antes de mais, a Igreja serve para evangelizar, para celebrar a f\u00e9, para auxiliar os mais\u00a0necessitados, s\u00e3o as tr\u00eas grandes fun\u00e7\u00f5es da Igreja, onde quer que esteja, mas depois\u00a0h\u00e1 quest\u00f5es estruturais que precisam tamb\u00e9m de ser cuidadas, nomeadamente quest\u00f5es mais\u00a0administrativas, ao n\u00edvel da gest\u00e3o dos bens, ao n\u00edvel tamb\u00e9m da organiza\u00e7\u00e3o da\u00a0parte dos arquivos. H\u00e1 todo um trabalho que estou a come\u00e7ar tamb\u00e9m a pegar com v\u00e1rios\u00a0colaboradores. Tamb\u00e9m a quest\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o, que \u00e9 um tema tamb\u00e9m que me interessa desenvolver\u00a0e melhorar, estamos a dar alguns passos no sentido de melhorar tamb\u00e9m esta quest\u00e3o\u00a0da comunica\u00e7\u00e3o, quer ao n\u00edvel interno, quer tamb\u00e9m ao n\u00edvel externo. S\u00e3o alguns\u00a0aspetos assim, entre outros, que est\u00e3o assim tamb\u00e9m sob o nosso cuidado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Na primeira Assembleia Diocesana, a que presidiu em setembro que plano\u00a0prop\u00f4s \u00e0 Diocese?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Este ano, este primeiro ano, \u00e9 um ano que est\u00e1 muito marcado naturalmente\u00a0pelo Ano Santo, portanto um ano marcado pela esperan\u00e7a.\u00a0 E nunca podemos tamb\u00e9m perder de vista este desejo, este ensejo de anunciar. E aqui at\u00e9 numa l\u00f3gica que decorre tamb\u00e9m do S\u00ednodo, tem de ser algo\u00a0que conte com a colabora\u00e7\u00e3o, com a participa\u00e7\u00e3o de todos, numa l\u00f3gica de corresponsabilidade,\u00a0numa l\u00f3gica de empenho, numa l\u00f3gica de miss\u00e3o. Isso \u00e9 algo que tem de estar sempre presente\u00a0na nossa a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>E encontrou a Diocese comprometida com esses prop\u00f3sitos, a n\u00edvel do clero, dos leigos&#8230;?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Sim, h\u00e1 um desejo de caminhar, h\u00e1 um desejo de trilhar caminhos de esperan\u00e7a, ali\u00e1s,\u00a0\u00e9 o grande tema deste ano, e penso que sim. Acho que h\u00e1 uma expectativa positiva, e eu\u00a0tamb\u00e9m estou com o cora\u00e7\u00e3o cheio de expectativa e de esperan\u00e7a, e, portanto, vamos caminhando,\u00a0vamos andando para a frente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>J\u00e1 o aqui dissemos, que \u00e9 uma Diocese marcada pelo despovoamento, que tamb\u00e9m acaba por\u00a0naturalmente ter influ\u00eancia na falta de sacerdotes.\u00a0Como \u00e9 que est\u00e1, ou pensa, solucionar esta escassez de voca\u00e7\u00f5es?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Bom, antes de mais, a receita j\u00e1 a deu Jesus: pedi ao Senhor da Messe que mande trabalhos\u00a0para a sua Messe.\u00a0Portanto, o primeiro movimento \u00e9 o movimento de rezar, de pedir ao Senhor da Messe. Depois naturalmente o nosso semin\u00e1rio tamb\u00e9m vai promovendo encontros dirigidos a jovens\u00a0que se interrogam, e at\u00e9 outros que se n\u00e3o se interrogam, tamb\u00e9m \u00e9 lan\u00e7ado o convite.\u00a0 Ainda agora vai haver tamb\u00e9m um encontro, e para al\u00e9m de todos\u00a0os outros encontros, agora muito em breve vai acontecer tamb\u00e9m um Conv\u00edvio Fraterno,\u00a0 na cidade de Beja, agora nestes tempos de Natal, aproveitando as f\u00e9rias escolares,\u00a0e depois tamb\u00e9m deixamos sempre o apelo, que deve estar tamb\u00e9m no cora\u00e7\u00e3o de cada um e de cada sacerdote\u00a0em particular, no sentido tamb\u00e9m de propor, de acompanhar os sinais de voca\u00e7\u00e3o que v\u00e3o\u00a0acontecendo e v\u00e3o aparecendo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Estamos na celebra\u00e7\u00e3o do d\u00e9cimo anivers\u00e1rio da eleva\u00e7\u00e3o do Cante Alentejano a patrim\u00f3nio\u00a0imaterial da humanidade, creio que h\u00e1 pouco mais de um m\u00eas presidiu uma celebra\u00e7\u00e3o\u00a0precisamente para comemorar este anivers\u00e1rio. Que import\u00e2ncia tem este fen\u00f3meno cultural\u00a0para o Alentejo? \u00c9 um grande embaixador do Alentejo o Cante Alentejano?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Sem d\u00favida, \u00e9 um especto muito bonito no qual tamb\u00e9m algumas figuras, o monsenhor\u00a0Cartageno tem tido um papel muito importante, at\u00e9 na recolha, no apoio. E essa\u00a0celebra\u00e7\u00e3o que aconteceu na S\u00e9, ali\u00e1s at\u00e9 foi transmitida pela televis\u00e3o, foi\u00a0muito interessante porque juntou-se muita gente ligada a estes coros de v\u00e1rias\u00a0proveni\u00eancias do Baixo Alentejo e depois participaram na Eucaristia com os c\u00e2nticos&#8230; Foi um momento muito interessante desta proximidade, desta express\u00e3o cultural\u00a0art\u00edstica que \u00e9 pr\u00f3pria da nossa terra, do Alentejo, tamb\u00e9m neste aproximar \u00e0 f\u00e9 e \u00e0 viv\u00eancia, \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da f\u00e9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>Que possibilidade pastoral constitui o canto alentejano?\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 um meio que deve ser bem aproveitado. Tenho participado, sobretudo no primeiro ver\u00e3o, nas festas populares. Embora haja\u00a0uma pr\u00e1tica religiosa baixa, como ali\u00e1s\u00a0\u00e9 em todo o Sul,\u00a0mas h\u00e1 uma religiosidade popular que tem for\u00e7a aqui no Alentejo.\u00a0\u00c9 muito interessante que em v\u00e1rias festas em que estive presente, em que presidi, n\u00e3o faltou o cante alentejano, porque os grupos da terra organizam-se, participam,\u00a0\u00e9 uma beleza! \u00c9 muito bonito toda aquela profundidade daquele cante alentejano que\u00a0enche a alma.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>E o Cante est\u00e1 vivo ou precisa de rejuvenescer?<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Eu penso que est\u00e1 vivo, ainda n\u00e3o o conhe\u00e7o assim com todo o detalhe, mas at\u00e9 me tenho\u00a0percebido, apesar de n\u00e3o ser especialista em Cante Alentejano ou em m\u00fasica, mas tinha um pouco a ideia de que o Cante era uma coisa mais ligada aos homens. Mas o que tem acontecido nos \u00faltimos e j\u00e1 conheci algumas situa\u00e7\u00f5es e verificamos que tamb\u00e9m h\u00e1 grupos de raparigas e de senhoras. E isso \u00e9 muito interessante. Eu diria que\u00a0at\u00e9 est\u00e1 em expans\u00e3o, este fil\u00e3o cultural, acho que est\u00e1 em expans\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Fernando Paiva vai passar o primeiro Natal na Diocese de Beja onde existem \u00abquest\u00f5es estruturais\u00bb que \u00abprecisam de ser cuidadas\u00bb, \u00e9 necess\u00e1rio denunciar redes de tr\u00e1fico humano e explora\u00e7\u00e3o laboral e cresce o n\u00famero das comunidades imigrantes que, em certas zonas, s\u00e3o \u201ctanto ou mais\u201d do que os residentes.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":354010,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[630],"tags":[171],"class_list":["post-354013","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas-ecclesia-rr","tag-diocese-de-beja"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/354013","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=354013"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/354013\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/354010"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=354013"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=354013"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=354013"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}