{"id":35180,"date":"2008-11-11T17:40:10","date_gmt":"2008-11-11T17:40:10","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/11\/11\/a-acege-perante-a-crise\/"},"modified":"2008-11-11T17:40:10","modified_gmt":"2008-11-11T17:40:10","slug":"a-acege-perante-a-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-acege-perante-a-crise\/","title":{"rendered":"A ACEGE perante a crise"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9tica teria evitado crise mundial  <!--more--> <i>\u00c9tica teria evitado crise mundial<\/i> &#8211; ACEGE apela aos empres\u00e1rios para que paguem d\u00edvidas pontualmente &#8211; Empres\u00e1rios portugueses devem tomar consci\u00eancia da import\u00e2ncia do seu papel, assumindo-se como L\u00edderes sociais no quadro de crise da sociedade portuguesa  &#8211; Empres\u00e1rios devem avaliar se podem pagar mais do que o sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional &#8211; Estado deve partilhar com empresas estrat\u00e9gia de aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional &#8211; Economia de mercado e globaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o o melhor instrumento no combate \u00e0 pobreza A crise financeira internacional n\u00e3o teria existido se os respons\u00e1veis empresariais tivessem actuado dentro de padr\u00f5es de \u00e9tica e de responsabilidade social. A li\u00e7\u00e3o essencial \u00e9 esta: a \u00e9tica teria evitado a crise mundial que hoje vivemos. A ACEGE sublinha, assim, o papel decisivo dos valores, bem como do cont\u00ednuo processo de forma\u00e7\u00e3o \u00e9tica dos empres\u00e1rios e gestores. Nesta circunst\u00e2ncia de d\u00favidas e receios, a ACEGE faz notar que o modelo de economia social de mercado &#8211; assente na liberdade econ\u00f3mica individual, na propriedade privada, na ac\u00e7\u00e3o reguladora do Estado e nas pol\u00edticas p\u00fablicas de redistribui\u00e7\u00e3o da riqueza e de protec\u00e7\u00e3o dos mais desfavorecidos &#8211; \u00e9 o modelo defendido pela doutrina social da Igreja. Este modelo mant\u00e9m-se inteiramente v\u00e1lido, n\u00e3o tendo emergido desta crise qualquer modelo alternativo. As raz\u00f5es da crise convocam a permanente necessidade de confrontar eticamente o capitalismo e os seus agentes p\u00fablicos e privados, bem como a necessidade de ajustar os conceitos e pr\u00e1ticas de regula\u00e7\u00e3o dos mercados ao dinamismo da economia e ao seu potencial de inova\u00e7\u00e3o, \u00e0 democratiza\u00e7\u00e3o do capital e ao seu car\u00e1cter global, sem, todavia, p\u00f4r em causa qualquer destes factores. A economia social de mercado e a sua nova dimens\u00e3o global constituem um bem hist\u00f3rico, com um enorme potencial de progresso e de justi\u00e7a social. Nos \u00faltimos dez anos, este sistema tirou da pobreza quinhentos milh\u00f5es de Seres humanos e, nos \u00faltimos vinte e cinco anos, retirou mil e quatrocentos milh\u00f5es de pessoas da mis\u00e9ria. A economia social de mercado e a globaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o o melhor instrumento da Humanidade no combate \u00e0 pobreza. Devemos guardar este instrumento e contribuir, atrav\u00e9s da defesa dos valores do humanismo crist\u00e3o, para o seu aperfei\u00e7oamento. Corre-se o risco de a crise internacional, a necessidade de interven\u00e7\u00e3o dos Estados no sistema financeiro e o sentimento de inseguran\u00e7a vivido serem utilizados como facilitadores para modelos intervencionistas, agravando o peso do Estado na economia e na sociedade.  Este aspecto tem a maior relev\u00e2ncia em Portugal, uma vez que o Estado consome cerca de 50% da riqueza nacional e o desperd\u00edcio p\u00fablico continua a ter um doloroso custo social, a dificultar o desenvolvimento da economia e a adop\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas sociais mais avan\u00e7adas. O des\u00edgnio de menos Estado e melhor Estado continua plenamente actual em Portugal. A pobreza e o desemprego permanecem como os dois principais problemas da sociedade portuguesa e h\u00e1 um risco n\u00e3o negligenci\u00e1vel de se agravarem no pr\u00f3ximo ano. Todos os empres\u00e1rios e gestores dever\u00e3o consciencializar a import\u00e2ncia do seu papel neste contexto, assumindo-se como verdadeiros L\u00edderes sociais, gerando confian\u00e7a e agindo de forma positiva e solid\u00e1ria, sobretudo em quadros de grande dificuldade. Em tempos de crise, as principais preocupa\u00e7\u00f5es de um l\u00edder empresarial crist\u00e3o dever\u00e3o ser a sustentabilidade da sua empresa e o dia seguinte dos mais fracos e necessitados. Devem ser feitos os melhores esfor\u00e7os para, num quadro de racionalidade econ\u00f3mica, evitar mais desemprego e mais pobreza. A ACEGE apela a todos os empres\u00e1rios e gestores para que as empresas por que s\u00e3o respons\u00e1veis paguem pontualmente as suas d\u00edvidas, n\u00e3o contribuindo para o agravamento da crise, nem tirando partido dela, t\u00e3o pouco se justificando com a inqualific\u00e1vel conduta do Estado nesta mat\u00e9ria. Ao dever moral de pagar pontualmente, acresce hoje o dever moral de n\u00e3o agravar a crise e de n\u00e3o tornar ainda mais dif\u00edcil a vida dos outros empres\u00e1rios e gestores e dos trabalhadores pelos quais s\u00e3o respons\u00e1veis. A ACEGE apela a todos os empres\u00e1rios e gestores para que n\u00e3o esmore\u00e7am as pol\u00edticas de responsabilidade social das suas empresas.   Neste contexto, deve ser dada especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo e ser feita uma avalia\u00e7\u00e3o, articulando crit\u00e9rios de sustentabilidade da empresa com crit\u00e9rios de generosidade e amor aos mais desfavorecidos, no sentido de apurar, em consci\u00eancia, se \u00e9 poss\u00edvel pagar acima do m\u00ednimo legal. A ACEGE recomenda ao Estado que adopte medidas, nomeadamente de flexibilidade laboral e de natureza fiscal, que encorajem e facilitem a acelera\u00e7\u00e3o do aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional, numa estrat\u00e9gia de partilha de custos entre as empresas e o Estado no combate \u00e0 pobreza. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9tica teria evitado crise mundial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[96,168,191,201],"class_list":["post-35180","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-acege","tag-diocese-da-guarda","tag-economia","tag-etica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35180","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35180"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35180\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}