{"id":35172,"date":"2008-11-11T14:54:17","date_gmt":"2008-11-11T14:54:17","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/11\/11\/accao-catolica-portuguesa-75-anos-da-carta-de-pio-xi\/"},"modified":"2008-11-11T14:54:17","modified_gmt":"2008-11-11T14:54:17","slug":"accao-catolica-portuguesa-75-anos-da-carta-de-pio-xi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/accao-catolica-portuguesa-75-anos-da-carta-de-pio-xi\/","title":{"rendered":"Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Portuguesa: 75 anos da Carta de Pio XI"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;A Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica (AC) \u00e9 a forma de apostolado que melhor se adapta \u00e0s necessidades do tempo actual&#8221; &#8211; lembrava o Papa. <!--more--> <b>Dias da Funda\u00e7\u00e3o da AC<\/b> <i>Dias depois da Carta de Pio XI ao Cardeal Patriarca de Lisboa, o Episcopado Portugu\u00eas re\u00fane-se e aprova as bases em que deve assentar a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Portuguesa. Num dos pontos deste documento sublinha-se que os cat\u00f3licos para entrarem neste organismo deve inscrever-se numa das seguintes organiza\u00e7\u00f5es nacionais: Liga dos Homens da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica (LHAC); Associa\u00e7\u00e3o da Juventude Cat\u00f3lica Masculina (AJCM); Liga das Mulheres da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica (LMAC) e Associa\u00e7\u00e3o da Juventude Cat\u00f3lica Feminina (AJCF).  &#8220;S\u00f3 se consideram de pleno direito militantes da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Portuguesa, os cat\u00f3licos inscritos em alguma das quatro organiza\u00e7\u00f5es nacionais&#8221; &#8211; l\u00ea-se no comunicado do Episcopado. O documento refere tamb\u00e9m que promover-se-\u00e1 tamb\u00e9m a &#8220;organiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, em ordem a serem enquadradas na Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Portuguesa&#8221;. As bases indicam que o Dia da Festa de Cristo Rei ser\u00e1, &#8220;por excel\u00eancia, o Dia da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica&#8221;.<\/i>   <b>Crit\u00e9rios de actua\u00e7\u00e3o<\/b> Ao dirigir ao Cardeal Patriarca de Lisboa, Manuel Gon\u00e7alves Cerejeira, a 10 de Novembro de 1933, a carta \u00abEx officiosis litteris\u00bb, relativa \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o e crit\u00e9rios de actua\u00e7\u00e3o da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Portuguesa (ACP), Pio XI lembrava que, embora \u201cmuitos fi\u00e9is ainda o ignorem, o apostolado \u00e9 um dever necess\u00e1rio da vida crist\u00e3; e que a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica (AC) \u00e9 a forma de apostolado que melhor se adapta \u00e0s necessidades do tempo actual\u201d (Cf. Moniz, Jorge Botelho \u2013 Presen\u00e7a da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica em Portugal. Boletim da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Portuguesa. (1958) 287.). Nesse mesmo m\u00eas de 1933, na Confer\u00eancia Plen\u00e1ria do Episcopado portugu\u00eas foram aprovadas as bases org\u00e2nicas da AC e definindo-a como \u201co conjunto das organiza\u00e7\u00f5es do laicado cat\u00f3lico portugu\u00eas que prop\u00f5e a difus\u00e3o e a defesa dos princ\u00edpios cat\u00f3licos na vida individual, familiar e social, sob a directa e inteira depend\u00eancia da hierarquia e por mandato desta recebido\u201d (Ibidem). Uns meses antes (2 de Fevereiro), o cardeal Gon\u00e7alves Cerejeira foi nomeado Director Nacional da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica \u201cpor delega\u00e7\u00e3o do episcopado portugu\u00eas\u201d (Cf. Vieira, Joaquim \u2013 Fotobiografias S\u00e9culo XX \u2013 Cardeal Cerejeira. Lisboa: C\u00edrculo de Leitores, 2002.) Se a doutrina da Igreja Cat\u00f3lica for bem conhecida, \u201cn\u00e3o duvidamos que um novo entusiasmo pelo apostolado os venha a inflamar e a impelir a uma ac\u00e7\u00e3o intensa\u201d \u2013 escreve Pio XI na carta endere\u00e7ada ao Cardeal Patriarca de Lisboa.   <b>Linhas mestras da Carta de Pio XI<\/b> Nestas Bodas de Diamante da carta enviada por Pio XI ao Patriarca de Lisboa conv\u00e9m recordar tr\u00eas pontos fundamentais dessa missiva para o sucesso da ACP: \u201cprepara\u00e7\u00e3o de dirigentes\u201d; \u201cprefer\u00eancia da qualidade \u00e0 quantidade dos associados\u201d e \u201ca manuten\u00e7\u00e3o de uma posi\u00e7\u00e3o acima e \u00e0 margem das actividades e dos partidos pol\u00edticos\u201d. Apesar destes apelos de Pio XI, Jorge Botelho Moniz acrescenta que estes n\u00e3o devem obstar a que cada um dos cat\u00f3licos \u201cpossa e mesmo deva participar na vida pol\u00edtica, inspirado nos princ\u00edpios crist\u00e3os, e procurando contribuir para que eles informem as rela\u00e7\u00f5es sociais\u201d.  Estes princ\u00edpios s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es essenciais para a sua efic\u00e1cia visto que a AC, tal como a Igreja, da qual \u00e9 colaboradora, n\u00e3o busca directamente um fim pr\u00f3prio da vida terrena, mas sim da vida sobrenatural. (Cf. Boletim da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Portuguesa (1934-35) 5-11.) A efic\u00e1cia das boas leituras (livros e peri\u00f3dicos) tanto nas fam\u00edlias como na sociedade civil a \u201cningu\u00e9m passa despercebido\u201d \u2013 l\u00ea-se na carta de Pio XI. Na missiva, Pio XI alerta tamb\u00e9m para a \u201cparticular necessidade da assist\u00eancia \u00e0s classes oper\u00e1rias, do ensino da doutrina crist\u00e3 \u00e0s crian\u00e7as\u201d e da defesa e difus\u00e3o \u201cda imprensa cat\u00f3lica\u201d. Esta \u201cuni\u00e3o de for\u00e7as\u201d deve superar todos os motivos de divis\u00e3o puramente temporais e, atrav\u00e9s da forma\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica, resultar\u00e1 naturalmente a ac\u00e7\u00e3o. Por boa imprensa, entende-se aquela que n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o ataque a religi\u00e3o e os bons costumes, \u201cmas a que, como arauto, proclama e ilustra os princ\u00edpios da f\u00e9 e as regras da moral\u201d.  Uns anos de depois, Pio XII \u2013 numa mensagem enviada ao Congresso dos Homens Cat\u00f3licos (1950) \u2013 refor\u00e7a os mesmo apelos: \u201cos filiados da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica devem ser \u201ccat\u00f3licos de f\u00e9 e de mandamentos\u201d para serem eficazmente cat\u00f3licos de ac\u00e7\u00e3o. O seu zelo &#8211; lembrava ainda Pio XII \u2013 tem, naturalmente, imediato campo de \u201cac\u00e7\u00e3o no seio da pr\u00f3pria fam\u00edlia\u201d, onde os pais devem ser os primeiros educadores, pela palavra e pelo exemplo.  <b>As horas dif\u00edceis<\/b> Numa entrevista concedida ao jornal \u00abNovidades\u00bb, a prop\u00f3sito dos 25 anos da ACP, D. Jos\u00e9 Pedro da Silva, Assistente Geral deste organismo, sublinha que o maior benef\u00edcio do apostolado da A.C foi \u201cter despertado nos cat\u00f3licos o sentido de Igreja. Operou tamb\u00e9m a renova\u00e7\u00e3o crist\u00e3 de um escol, ainda proporcionalmente reduzido, mas que, \u00e0 semelhan\u00e7a do fermento, tem exercido uma influ\u00eancia directa ou indirecta no meio cat\u00f3lico portugu\u00eas\u201d. Apesar do caminho feito e do contributo para uma \u201cnova florida Primavera na vida da Igreja em Portugal\u201d, Pio XII alerta que \u201ca hora actual \u00e9 uma hora cr\u00edtica e muito dif\u00edcil\u201d. D. Jos\u00e9 Pedro completa: \u201ca hora \u00e9, na verdade, de luta, e o mundo vai-se definindo cada vez mais em dois blocos irredutivelmente opostos, o dos que afirmam e o dos que negam Cristo\u201d. Num texto escrito no Boletim da ACP de 1944 &#8211; \u00abMentalidade Cat\u00f3lica e Ac\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica\u00bb &#8211; salienta-se que o crist\u00e3o n\u00e3o pode entregar-se \u201c\u00e0quele quietismo inoperante, que a Igreja condena como contr\u00e1rio \u00e0 f\u00e9\u201d. Na caminhada terrena, \u201co fiel tem igualmente de fazer da vida mil\u00edcia cont\u00ednua, por vezes corajosa e \u00e1spera\u201d porque \u201co apostolado \u00e9 um corol\u00e1rio da vida interior\u201d.  <b>F\u00e1tima e a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica<\/b> Desde os primeiros tempos, a evan-geliza\u00e7\u00e3o nos mais variados meios foi apan\u00e1gio da ACP. Todavia, desde a primeira hora, a ACP timbrou em manifestar a sua devo\u00e7\u00e3o, \u201csincera e comovida a Nossa Senhora de F\u00e1tima\u201d (Cf. [Salgueiro], Manuel [Trindade], bispo de Helen\u00f3pole \u2013 Nossa Senhora de F\u00e1tima e a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica. Boletim da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Portuguesa. (1942) 1.).  Neste mesmo texto real\u00e7a-se que \u00e9 \u201cdever filial da AC prestar a Nossa Senhora de F\u00e1tima as suas homenagens\u201d. Desde o come\u00e7o da ACP que o episcopado portugu\u00eas colocou sob o patroc\u00ednio de Maria este \u201cmovimento de reconquista crist\u00e3\u201d e \u201cfacilmente se reconhece que Nossa Senhora n\u00e3o tem abandonado a obra\u201d. (ibidem).  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica (AC) \u00e9 a forma de apostolado que melhor se adapta \u00e0s necessidades do tempo actual&#8221; &#8211; lembrava o Papa.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[95,154,206,207],"class_list":["post-35172","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-accao-catolica","tag-crianca","tag-familia","tag-fatima"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35172","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35172"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35172\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35172"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35172"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}